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"Harmonizo meus pensamentos para criar com a visão". "Quando o mundo estiver unido na busca do conhecimento, e não mais lutando por dinheiro e poder, então nossa sociedade poderá enfim evoluir a um novo nível".

domingo, 20 de setembro de 2020

Matéria Orgânica, no Ciclo Agroecológico Indígena Camponês do Sol

"Se estudássemos o Ciclo da Matéria Orgânica dentro do Ciclo Agroecológico do Sol, certamente teríamos a felicidade de poder pensar livremente independentemente dos interesses mercantis dos herbicidas Roundup, o Glifosato justificado pela ignorância e que move embaixadores com seu poder de eliminar os que sejam contrários aos interesses e derrubem os secretários e ministros que agem com uma visão de futuro, para mas além da periférica e decadente Sociedade Industrial Moderna."

por Sebastião Pinheiro - diagramação Oliver Blanco

O Complexo Industrial Militar impede que se saiba que o melhor solo do mundo para a agricultura é o resultado da ação ultrassocial de sua espécie mais evoluída, o humano.

Com muita habilidade a propaganda e publicidade repetem diariamente isso e seus especialistas seguem o que foi adestrado anteriormente do “suporte inerte das raízes” e comércio de sais solúveis, sem ignorar isso, mas buscando pressa para adaptar-se doutrinariamente e ideologicamente, via mercado à nova realidade, criada em 1842 pelas indústria de von Liebig e exponencial pela T.V.A. do Grupo Rockefeller em 1930, que rende a eles mais de 9 bilhões de dólares ao ano em divisas e royalties.

O mais fascinante é que este solo ultrassocial mais fértil, descrito por Francisco de Orrellana no Século XVI e registrado por Went em 1870 e em estudos faz mais de 40 anos, não têm base sobre a rocha mãe ou clima, mas sobre a ação ultrassocial propriamente dita de manejo da matéria orgânica faz mais de 8 mil anos em várias partes do mundo.

O solo é um dos três pés da agroecologia indígena camponesa, os outros dois são as planta e os humanos, o que faz entender a dimensão absoluta do substantivo feminino agricultura e seu espelho agro-corporativismo.

Entender isso é estratégico através do “Ciclo da Matéria Orgânica”. Fora dos interesses ideológicos, doutrinários ou hegemônicos do Complexo Industrial Financeiro (que é predominantemente militar).

Esta sociedade industrial é pródiga, pois cria ciclos e os estuda isoladamente com a finalidade de seus interesses para facilitar seus produtos mercantis. Conhecemos os ciclos da água,  carbono, nitrogênio, oxigênio, mas menos, ou não conhecemos, os ciclos do S, P, Si entre outros todos praticamente desconhecidos mesmo por profissionais com nível superior e pós-graduado e se quer sabemos sobrepor todos em somente um que é o ciclo Agroecológico Indígena-Camponês do Sol.

O “Ciclo da Matéria Orgânica no Solo” comete o mesmo erro modernista de reducionismos, mas vamos tomá-lo para queimar etapas e poder realizar uma melhor compreensão, que necessita de todos os ciclo anteriores e outros de forma integrada fora do “upgrade” de interesses industrial militar financeiro.

Por exemplo o que mais se fala hoje é sobre o Carbono Orgânico no Solo, por sua sigla em inglês SOC, diferenciada da Matéria Orgânica no Solo, idem MOS.

Por razões doutrinárias o SOC passa a ser medível em função de soluções para a questão climática e justifica a complexidade do MOS fora da tal prioridade. Isso está no documento oficial australiano (https://www.agric.wa.gov.au/measuring-and-assessing-soils, acesso 11 set. 2020) sobre a questão ao final. Neste documento, a MOS separada em 4 partes (matéria orgânica dissolvida; matéria orgânica particulada; húmus; matéria orgânica resistente). Porém, não considera as Huminas Solúveis e Não Solúveis dos asiáticos, partes do “Ciclo da Matéria Orgânica no Solo” englobado no “Ciclo do Sol”.

A biomassa da fotossíntese é quase basicamente “C”, embora na “necromassa” é a cada segundo mais e mais “N”, “P”, “S” e outros pelo metabolismo microbianos que tornam a matéria orgânica mais complexa como húmus.

Na sociedade industrial pós-moderna de serviço, as grandes corporações se preparam para “monopolizar” a matéria orgânica. Todos preocupam-se com o Carbono Orgânico Solúvel, SOC, na Matéria Orgânica do Solo, SOM.

Já começaram a impor aos governos, universidades e institutos especializados sua discussão visando transformar em segmento econômico sob sua tutela por meio normas e regras.

Não esquecemos que na década de 70 a extensão rural ensinava a conduzir os efluentes dos suínos/aves e bovinos para os riachos e rios impedindo de utilizá-los para não competir com o segmento de fertilizantes sintéticos solúveis; da mesma forma que não era mais permitido o uso de lavagem e resíduos vegetais na alimentação dos porcos, também para provocar maior demanda de remédios veterinários.

Na U.E. e nos EE.UU. faz mais de duas décadas que tudo sobre o aproveitamento de estercos é regulamentado e até o camponês têm que ser treinado para ser capaz de trabalhar com eles como matéria prima, pois os inóculos já estão prontos no mercado. Entre nós buscaram impedir a ambos para o uso dependente de seus inóculos e compra de serviços para a compostagem, já havendo isso no norte do México.

Nesta tônica é antagônico, embora eles trabalhem com a biomassa em forma industrial para transformá-la em produto mercantil através de serviços, o camponês vantajosamente prioriza a “necromassa”, que é mais diversa e muito mais eficiente para a dinâmica do clima e melhor adaptada a sua autoprodução de biomassa, pelo mesmo foco, pois ele tem o biopoder de solucionar a questão dos gases do Efeito Estuda em seu solo, fazendo o mais saudável e produtivo.

Suas fontes, tanto a serragem de madeiras duras, ricas em tanino e outros elementos do metabolismo secundário, e os cocos tipo “açaí”, tucumán, patauá e babaçu que são superiores para a produção de um Biochar especial por seu endosperma oleoso, que durante o tratamento térmico, a carbonização, pode formar mais ou menos quantidade de “HMF”, para o “Pulsar do Carbono Microbiano (CMP) e Carbono Orgânico Solúvel (SOC) para o microbioma do solo e os respectivos compromisso Ultrassociais Camponeses, mais além que os créditos bancários de Carbono.

Os solos fora do agrocorporativismo tem condições de fixar o dobro dos GEI existentes na atmosfera hoje em dia sem grandes investimentos, somente com a agroecologia camponesa em todas suas variações. Mas, as corporações não desejam esse tipo de subversão agrícola, por seu valor que é superior a 900 bilhões de dólares ano a ano como créditos de Carbono das grande financeiras. Isso é o que estamos organizando com os camponeses no mundo através da Cromatografia de Pfeiffer para o controles de qualidade climática junto às organizações camponesas.

 Retornamos ao solo de alta fertilidade baseados no manejo ultrassocial da matéria orgânica buscando atrair a simbioses entre as térmitas e os basidiomicetos inoculados na matéria orgânica comum coletada na natureza pela classe encarregada naquela espécie faz mais de 135 milhões de anos (foto acima); adicionamos os fungos semelhantes, mas de outra espécie cultivados pelas formigas cortadeiras especializadas na produção de alimentos no formigueiro de vários gêneros (Atta, Acromyrmex, Attini e etc.) faz mais de 90 milhões de anos (foto abaixo). O que demonstra a antiguidade da agricultura no planeta. Quais são as razões (e evolução) para uma classe trabalhadora especializada na produção de alimentos para todo a colônia?

 Da mesma forma que as térmitas e cortadeiras o humano ultrassocial maneja a matéria orgânica faz mais de 8 mil anos (idade determinada pela ciência no solo no sítio Dona Estella de Terra Preta de Indígena da Amazônia).

O mais fantástico são as Chinampas mexicanas, onde a rocha mãe sai continuamente do centro da terra pelos vulcões e tem uma riqueza excessiva de minerais, que com o clima árido acumula os sais sódicos tóxicos no solo.

O manejo dessa M.O. na água do lago de Xochimilco permitiu por fermentação em ambiente redutor que o Enxofre movesse o Oxigênio e a grande maioria dos sulfetos solúveis ficassem solúveis em água e a matéria orgânica ao ser colocada nas ilhas artificiais se transforma imediatamente oxidando. O que nos leva a questionar se algo similar ocorreu nos solos da Amazônia pela excessiva umidade e precipitações, onde também foram encontradas ilhas artificiais formadas por indígenas para o manejo da M.O. e permitir o cultivo em meio a selva.

Para entender isso, nossos pontos chaves passam a ser:

11. A energia flui através de um ecossistema e se dissipa em forma de calor, mas os elementos químicos se reciclam. 

22. A forma em que um elemento, ou um comporto como a água, se move entre suas diversas formas viventes e não viventes e localizações na biosfera se denomina ciclo biogeoquímico.

33. Os ciclos biogeoquímicos importantes para os organismos vivos incluem os ciclos da água,  o carbono, o nitrogênio, o fósforo e o Enxofre.

O corpo dos seres vivos está composto de átomos originado há bilhões de anos nas estrelas moribundas, mas manteve sua energia, que flui, em forma de luz solar, saindo em forma de matéria e calor e se recicla direcionalmente através dos ecossistemas da Terra. Porém, os componentes químicos que compões os organismos vivos são diferentes: se reciclam. Os átomos circulam através da biosfera no tempo/espaço.


A energia flui, em calor amarelo ou transformada no calor em vermelho, mas a matéria se recicla. As flechas verdes mostram a reciclagem contínua de nutriente químicos. O calor é um acúmulo/alarme nos processos biológicos naturais ou agrícolas, que geralmente ocorre por ausência de determinados microrganismos que se presentes o diminuiria, é a função harmoniosa da biodiversidade na matéria orgânica ou o calor final.

Os seis elementos mais comuns nas moléculas orgânicas (carbono, nitrogênio, hidrogênio, oxigênio, fósforo e enxofre) adotam diversas formas químicas. Podem ser armazenados durante períodos longos e curtos na atmosfera, na terra, na água ou debaixo da superfície da Terra, assim como nos corpos dos organismos vivos.

Os processo geológicos, como a meteorização das rochas, a erosão, a drenagem de água e a subducção das placas continentais, jogam um papel nesta reciclagem de materiais, igual às interações entre organismos. A forma em que um elemento (ou, em alguns casos, um composto como a água) se move entre suas diversas formas e localizações viventes e não viventes se denomina ciclo biogeoquímico. Este nome reflete a importância das química e da geologia, assim como da biologia, para ajudarmos a compreender estes ciclos em separado, mas eles não estão isolados ou independente, mas todos representam um só, o Ciclo do Sol.

O ciclo da água que circula na Terra forma a hidrosfera, em seus estados físicos dependentes do Sol, mesmo dentro das células viva, onde se encontram nas macromoléculas orgânicas de Carbono, que constituí outro ciclo. Ele tem a companhia do nitrogênio, em seu ciclo específico e não existe uma célula viva sem ambos, nem sem a presença de fósforo que por sua parte é outro ciclo. Para completar teremos outro elemento o enxofre, chave para a estrutura das proteínas e certas formas de vida dele no microcosmos. Nenhum desses ciclos minerais é independente na Biosfera e todos atuam no ciclo do Sol, e poderíamos ainda colocar outros minerais como o Silício, Cálcio ou Terras Raras para demonstrar o holismo biótico e abiótico.

O artigo “Soil microbial carbon pump: Mechanism and appraisal” de Chao Liang, do Institute of Applied Ecology, Chinese Academy of Sciences, Shenyang 110016, China recém publicado em julho é algo para ler com o dobro de atenção e decifrar no encontro Nacional deCamponeses do MPA.

A decodificação é mais importante do que a ciência industrial busca para vender serviços e produtos industriais igual ao que os australianos, a UE e os yankees. Não aborda sobre a manutenção da biodiversidade para manter alto os níveis de M.O., porque somente os camponeses podem fazer isso...

Os camponeses guaranis leem o artigo embora tomamos um mate/tereré. Eles sabem que em um solo com excesso de ferro (laterita), ela faz que o metal se acumule no organismo, principalmente pela ingestão de carne, miúdos e sangue da caça. O mate/tereré é uma bebida rica em antioxidantes e taninos, também de cafeína, que agita, já que a prostração com o Fe é toxica, já que acumula no sangue, gorduras e provoca enfermidades. Mate/tereré reagem por taninos e antioxidantes e precipita o ferro e faz fezes escuras eliminando o problema e despertando atividades, e o cérebro.

O mate-tereré na dieta cultural regula o metabolismo do Fe. Na decomposição da M.O. nas zonas de laterita, os taninos precipitam (eliminam) o excesso de Fe e simultaneamente aceleram a decomposição de lignina/celulose desestabilizando e provocando microrganismos com energia livre em oxidação.

É por isso que fez um século, Steiner decifrou os camponeses alemães e enfrentou a agricultura industrial na Alemanha de Weimar, sem utilizar o termo ciência. Pela mesma razão, o poder industrial militar transformou a palavra criada (biodinâmica) como misticismo e esoterismo...

Se mantivermos consciência do Ciclo do Sol, e não dos ciclos biogeoquímicos isolados, deixaria mais fácil compreender o ciclo da Matéria Orgânica, sem se quer referenciá-lo, seguro teríamos certamente a autonomia de poder pensar de forma livre independente dos interesses mercantis de Herbicida Roundup, o Glifosato justificado pela ignorância e que move os embaixadores da U.E com seu poder para eliminar os que buscam defender sua identidade e cultura, contrários a interesses pirata. É por isso que derrubam governantes que atuam com visão de futuro, justificando ideologia extranha.

O professor G. Leon disse: “Waru Waru – Camellones em Colômbia, Equador, Peru e Bolívia em Zonas inundáveis. Livro “As civilizações Hidroagrícolas de Moxos na Amazônia Boliviana. O Ativo Paisagístico do Noroeste Boliviano como Sistema Importante do Patrimônio Agrícola Mundial “Markos Revista Nature “Ilhas de Bosque Artificial” 8 de abril 2020 (...) restos arqueológicos de terrenos agrícolas cuja características formais os fazem semelhantes, mas não iguais como os que se encontram em Suriname, Venezuela, Colômbia, Eauador, Perú e Bolivia  (Denevam 1970:14). Estudiosos da Agricultura Prehispânica Mesoamericana (Palerm, Sanders, Armillas e Eric Wolf) fundamentalmente. Livro “As Chinampas de Xochimilco ao despontar do Século XXI: início de sua Catalogação”. Cap II.”

Os chineses estão fazendo o que fizeram os americanos de maneira incompetente e os europeus se calaram, por que queriam substituí-los, porém, para o biopoder camponês, os chineses são mais perigosos que os yankees. Faz 6 mil anos, uma quimera transgênicas (corpo de leão e cabeça humana) em Giza: propôs o enigma: “Decifra-me ou te devoro”, vigente.

A questão principal é: Que consequência trará o fim da produção ultrassocial dos alimentos humanos?

As respostas provocam nojo e vergonha, pois, a M.O. no solo é intimamente vinculada à produção ultrassocial de alimentos pela sua qualidade, baixo preço e abundância.

Enquanto isso, o agro-corporativismo do complexo industrial militar incendeia a matéria orgânica e o mundo.

Nossa proposta é um processo através da Cromatografia de Pfeiffer ao alcance camponês para rapidamente revertê-lo, como instrumento de análises e controle dos GEI e qualidade da M.O. em compostas e solo e alimentos, educando o consumidor e fortalecendo o compromisso ultrassocial no biopoder camponês do qual é parte indissolúvel.

Venham debater e construir o Encontro Nacional do M.P.A., vós aguarda a Juquira Candiru Satyagraha.

***

Em toda a América existe um ditado forte, quando te exigem demasiado algo: "Limosnero con Garrote", quer dizer que estão pressionando. Fui obrigado a reescrever o convite para vocês, PARA O ENCONTRO NACIONAL DO MPA, pelo garrote, pois disseram que estava confuso. Mas não vim esclarecer. Bom proveito, Carpe Diem:

No curso para o Encontro Nacional do MPA vamos trabalhar o tema abaixo, preparem-se. O "CICLO DA M.O.": CHINAMPAS VERSUS TERRA PRETA INDGÍENA?

O mais fantástico são as Chinampas mexicanas, onde a rocha mãe sai continuamente do centro da terra pelos vulcões e possui uma riqueza excessiva de minerais, que com o clima árido acumula os sais de sódio tóxicos no solo.

O manejo dessa M.O. na água do lago de Xochimilco é permitido por fermentação em ambiente redutor que o Enxofre desloca o Oxigênio e a grande maioria dos sulfetos solúveis permaneçam na água e a matéria orgânica quando colocada nas ilhas artificiais é transformada imediatamente por oxidação. O que nos leva a questionar se algo semelhante aconteceu na Amazônia devido ao excesso de umidade e precipitações.

Se estudássemos o Ciclo da Matéria Orgânica dentro do Ciclo Agroecológico do Sol, certamente teríamos a felicidade de poder pensar livremente independentemente dos interesses mercantis dos herbicidas Roundup, o Glifosato justificado pela ignorância e que move embaixadores com seu poder de eliminar os que sejam contrários aos interesses e derrubem os secretários e ministros que agem com uma visão de futuro, para mas além da periférica e decadente Sociedade Industrial Moderna.

- https://mpabrasil.org.br/noticias/mpa-convida-para-o-curso-nacional-com-sebastiao-pinheiro-agroecologia-e-biopoder-campones/


 - http://www.fao.org/documents/card/en/c/cb0509en

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