"

"Harmonizo meus pensamentos para criar com a visão". "Quando o mundo estiver unido na busca do conhecimento, e não mais lutando por dinheiro e poder, então nossa sociedade poderá enfim evoluir a um novo nível".

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

As pioneiras da Agricultura Ecológica

  

Só agora vem à tona a dimensão do papel que as mulheres desempenharam no impulso ao desenvolvimento e à disseminação de uma agricultura alternativa. Elas foram esquecidas pela historiografia. Mesmo nomes de pioneiras como Mina Hofstetter, Lilli Kolisko ou Maria Müller são pouco conhecidos. Isso precisa mudar.

Por Annika Ross – 24 de agosto de 2022

Pesquisadoras de plantas, especialistas em compostagem, criadoras de sementes, biólogas, jardineiras. Todas as mulheres que foram as primeiras a estar preparadas para repensar a agricultura – em harmonia com a natureza. Onde estaria hoje a agricultura orgânica se essas mulheres não tivessem existido?

Já a partir do final da Idade Média (século XV, 1453), as mulheres começaram a pensar sobre a fertilidade do solo. Porquê? Porque elas tinham sua família para alimentar, e também seu próprio laboratório: seu jardim. Todas as 12.000 culturas comuns hoje finalmente passaram pelo jardim. As mulheres do final da Idade Média mexeram em seus jardins, cruzaram plantas, adaptaram a semente à respectiva natureza do solo, tentaram torná-lo mais fértil sem expô-la. Elas eram dependentes da fertilidade contínua, a fim de ser capaz de colocar comida na mesa para suas famílias.

Ao contrário dos homens que experimentaram em público, as mulheres permaneceram escondidas em seus jardins. A reputação de saber muito sobre as plantas poderia ter sido mortal para elas. Um pouco de conhecimento no herbalismo por si só foi suficiente para trazer as mulheres para a estaca como bruxas. O próprio jardim das mulheres era o seu refúgio e muitas vezes uma das poucas maneiras de ganhar algo de forma produtiva: nutrição, cura, cuidado. As mulheres tiveram que lutar por um “espaço para si mesmas” em todas as épocas – um jardim era muitas vezes a seus pés. E ele era o núcleo da "agricultura ecológica".

"Agricultura ecológica" é um termo abrangente que engloba diversos conceitos de manejo da terra surgidos a partir da década de 1920 na Suíça, na Alemanha e na Inglaterra. Todos eles defendem uma visão holística que integra ser humano, planta, animal e natureza, nascida dos movimentos de reforma do final do século XIX. O movimento de reforma da vida (*Lebensreform*) também preconizava um estilo de vida em harmonia com a natureza, alimentação saudável, vida no campo, autossuficiência em terra própria, medicina natural (*naturopatia) e uma relação mais livre com o corpo. Tudo isso surgiu como reação às profundas transformações sociais decorrentes da industrialização e da urbanização. O impulso motriz era a necessidade de dar sentido a uma existência marcada pela alienação e de vivenciar a si mesmo — corpo e mente — por meio de um modo de vida condizente com esses ideais. Entre os pioneiros mais conhecidos estão Rudolf Steiner e Hans Müller. Não é de surpreender que, nesse contexto, as mulheres também quisessem redefinir os papéis de gênero; afinal, o terreno para isso já havia sido preparado pelo movimento feminista da segunda metade do século XIX (1848). Foram fundados os primeiros institutos, faculdades e escolas voltados para a educação feminina e, por fim, conquistou-se também o acesso geral das mulheres às universidades.

Muitas das pioneiras da ecologia frequentaram as recém-criadas escolas de horticultura, tornaram-se jardineiras profissionais ou fundaram elas mesmas centros de formação, como os assentamentos femininos de Loheland (1919) ou Schwarzerden (1923), na região de Rhön. Essas mulheres queriam trabalhar abertamente com conceitos alternativos e compartilhar suas conquistas. E, excepcionalmente, elas finalmente tinham uma vantagem de "jogar em casa": a agricultura ecológica, em seus primórdios, era mais ou menos uma *terra incognita* — um território científico inexplorado, sem terminologias estabelecidas, princípios fundamentais ou métodos de pesquisa reconhecidos.

Como é possível melhorar a fertilidade do solo? Como posso alimentar melhor a família? As mulheres também se beneficiaram do fato de que suas pesquisas eram vistas como algo marginal. Nas ciências agrárias, dominadas por homens, a agricultura orgânica não era considerada ciência, mas sim ideologia. Consequentemente, as mulheres enfrentavam menos concorrência masculina e menos posturas de autopromoção.

Historicamente, a primeira fase da agricultura ecológica é conhecida como "agricultura natural". Sua grande pioneira foi Mina Hofstetter (1883–1967). Nascida em Stilli, no cantão de Argóvia, filha de uma família pobre de pescadores e jangadeiros, ela sofreu com doenças graves durante a infância. O jardim desempenhou um papel central em sua vida, ajudando a sustentar a família durante a Primeira e a Segunda Guerra Mundial. Além de hortaliças, Mina cultivava cereais em seu jardim e realizava experimentos com cobertura do solo, compostagem, rotação de culturas e ciclos lunares. Ela rejeitava o uso de agrotóxicos, alertava já naquela época para a acidificação dos solos e defendia a ideia de "solo saudável, plantas saudáveis"

Mina estudou as obras de Raoul Francé, um especialista em solos famoso na época; ela defendia o cultivo de cercas-vivas e arbustos para atrair pássaros, recomendava não remover ervas e plantas rasteiras e utilizava água argilosa, infusões de ervas e lama de rocha como produtos de pulverização na fruticultura. Graças ao plantio em linhas e ao transplante de plantas que apresentavam espigas pesadas e grandes — medindo entre 30 e 40 centímetros —, ela conseguiu aumentar enormemente a produção de grãos. Isso despertou o interesse dos agricultores. Hofstetter expôs suas espigas em feiras e recomendou a adoção de práticas agrícolas de estilo hortícola nas encostas mais íngremes. Em 1928, publicou seu primeiro manifesto, intitulado "Brot" (Pão), sob o pseudônimo — assumidamente feminino — de Gertrud Stauffacher.

Não foi apenas o subtítulo — "A solução da questão dos cereais pela mulher, livre de monopólios" — que provocou reações, mas também o conteúdo da obra. Mina, ela própria vegetariana, defendia uma agricultura sem criação de animais e o cultivo em canteiros, práticas adotadas na China há mais de 6.000 anos. Ela criticava os subsídios concedidos aos agricultores ricos e exigia do governo a disponibilização de terras para cultivo pelas mulheres, especialmente para as mães. A partir de 1929, a pioneira passou a ministrar cursos de agricultura e horticultura orgânicas em sua propriedade, a fazenda Stuhlen, em Ebmatingen, e, em 1936, fundou o centro de ensino "Seeblick". Posteriormente, foi convidada a participar de eventos por toda a Europa: na Áustria e na Dinamarca, no Dia Mundial da Paz em Paris e no congresso da associação internacional de mulheres em Viena.

A partir da década de 1930, Mina publicou artigos em periódicos ligados aos movimentos de reforma de vida (*Lebensreform*) e de vegetarianismo. Ela defendia constantemente que a agricultura deveria priorizar o cultivo de cereais em detrimento da pecuária, argumentando que essa abordagem permitiria alimentar um número muito maior de pessoas.

Foi em sua propriedade que, em 1947, fundou-se a "Cooperativa de Agricultura Biológica" (hoje: Bioterra). Sistemas agrícolas surgidos na Europa após a Segunda Guerra Mundial — e que perduram até hoje — basearam-se nas ideias de Mina. A palestra "Curso de Agricultura", ministrada em 1924 pelo guru da antroposofia Rudolf Steiner no Castelo de Koberwitz, na Silésia, é considerada o marco inicial da segunda fase da agricultura ecológica: o chamado método "biodinâmico". Steiner buscava potencializar as "forças cósmicas" da Terra, sobretudo ao aprofundar-se nos segredos da adubação. Entre os cerca de 100 participantes de suas palestras, um terço era composto por mulheres.

Após a morte dele, em 1925, foi um número expressivo de mulheres que, em Dornach (Suíça), Loverendale (Países Baixos), Stuttgart (oeste da Alemanha) e em propriedades rurais no leste da Alemanha, abraçou as ideias de Steiner e as colocou em prática na agricultura. Foi do trabalho dessas mulheres que surgiu, por fim, o selo de qualidade Demeter.

A maior pioneira daquela época foi a vienense Lili Kolisko (1889–1976). Lili vinha de uma família de artesãos; o conhecimento prático sobre materiais naturais lhe foi transmitido, por assim dizer, desde o berço. A isso somou-se a atuação científica proporcionada por seu futuro marido, Eugen Kolisko. Ele era estudante de medicina e trabalhava voluntariamente no hospital para feridos da Policlínica de Viena. Lili trabalhava no laboratório do local, realizando a coloração de esfregaços sanguíneos, o cultivo de bactérias e a microscopia celular. Foi seu marido quem a apresentou a Rudolf Steiner.

Eugen Kolisko e Steiner planejaram juntos a fundação da primeira Escola Waldorf em Stuttgart, em 1919. Lili juntou-se a eles e acabou se tornando uma aluna exemplar de Steiner. Ela realizou experimentos com animais doentes e despertou grande interesse com medicamentos derivados de substâncias secretadas pelo baço, bem como com a dinamização de substâncias através de agitação sistemática. Após a morte de Rudolf Steiner, ela dedicou suas pesquisas ao crescimento das plantas e aos órgãos.

Em 1936, Lili — que tinha ascendência judaicafugiu dos nazistas para a Inglaterra. A cem quilômetros de Londres, em Berkshire, ela conseguiu estabelecer um pequeno "instituto biológico". Lá, desenvolveu o método de "imagem de ascensão" (*Steigbildmethode*), utilizado até hoje para medicamentos homeopáticos (glóbulos). Essas imagens tornam visíveis diferenças qualitativas em plantas, alimentos e substratos biológicos. Os estudos de Kolisko sobre esse método formam a base para o desenvolvimento da "agricultura biodinâmica". Seu método foi posteriormente aprimorado por Rudolf Hauschka, fundador da empresa "Wala-Arzneimittel", de orientação antroposófica.

Durante o regime nazista, a agricultura biodinâmica viveu inicialmente um período de florescimento devido à sua ligação com a terra e à abundância das colheitas; no entanto, logo caiu em desgraça por causa de sua fundamentação antroposófica, e materiais relacionados a "doutrinas secretas" foram confiscados.

Como uma terceira vertente dos conceitos de agricultura alternativa, desenvolveu-se a "agricultura orgânico-biológica", surgida em estreita relação com o movimento camponês suíço de valorização da terra natal (*Schweizerische Bauern-Heimatbewegung*) e em forte contraposição à agricultura convencional. Esse sistema de agricultura ecológica expandiu-se na Alemanha a partir da década de 1960. Foi nessa época que propriedades rurais começaram a adotar o modelo de produção orgânico-biológico e que, em 1971, fundou-se a associação "bio gemüse", da qual viria a surgir a Bioland. Entre os pioneiros dessa corrente, destacaram-se não apenas o frequentemente citado médico e microbiologista alemão Hans Peter Rusch e o fundador do movimento de jovens agricultores, Hans Müller, mas também a esposa deste último: Maria Müller (1894–1969).

Maria cresceu em uma fazenda na região de Emmental, na Suíça. Como a mais velha de sete filhos, ela trabalhava bastante na propriedade. Interessada em ciências agrárias, acabou frequentando uma escola de horticultura. Seu futuro marido, Hans, também era filho de agricultores, mas atuava como professor do ensino secundário; foi ele quem lhe ensinou os métodos de trabalho científico. Juntos, ambos se dedicavam apaixonadamente a estudos sobre o solo e as plantas.

O ponto de partida para a adesão de Maria a métodos "alternativos" na agricultura e na horticultura foi a questão do controle de pragas. O uso de defensivos químicos contrariava tudo o que ela havia aprendido sobre plantas e cultivo. Maria estudou as obras de Mina Hofstetter e, assim como ela, passou a priorizar a fertilidade saudável do solo como base para todo crescimento e desenvolvimento, experimentando também agentes naturais de controle de pragas, como a farinha de rocha. Suas pesquisas sobre processos bacterianos serviriam, mais tarde, de base para o desenvolvimento do fermento de húmus "Symbioflor", que tornou famoso Hans Peter Rusch.

Enquanto seu marido, Hans, adorava aparições públicas, Maria preferia atuar nos bastidores. Ela estudava os fundamentos e ele os traduzia em retórica — colhendo, assim, a fama. Maria tornou-se cofundadora da associação "Mulher e Democracia" e redatora da publicação *Schweizer Frauenblatt* (Jornal das Mulheres Suíças).

Por meio de palestras e cursos para mulheres do campo na "Escola de Economia Doméstica" (*Hausmutterschule*) em Möschberg, ela levava seu conhecimento diretamente às famílias rurais. Ministrava cursos para meninas de 12 a 15 anos sobre administração doméstica, horticultura e cuidados com bebês, sempre enfatizando uma alimentação integral e saudável — afastando-se da carne e do toucinho e voltando-se para legumes e alimentos crus. Fertilidade do solo, crescimento das plantas, nutrição e saúde: esses eram os pilares do ciclo que norteava toda a atuação de Maria Müller.

Após a morte de Maria, em 1969, ficou evidente que as descobertas fundamentais para o cultivo orgânico-biológico haviam partido dela. Seu marido, Hans, passou a apenas ministrar palestras; não houve mais pesquisas inovadoras.

As pioneiras dessas três correntes desenvolveram um conhecimento que, até hoje, constitui a base da agricultura ecológica. No entanto, embora todas elas fossem muito respeitadas em vida, não foram incluídas nos registros históricos. Caíram no esquecimento.

Essas pioneiras foram resgatadas do anonimato por um grupo de pesquisadoras e estudantes da Faculdade de Ciências Agrárias da Universidade de Göttingen. Elas buscaram contribuições escritas, relatórios de trabalho, diários de jardinagem e correspondências, além de entrarem em contato com familiares e se reunirem com testemunhas da época. Uma das fontes mais notáveis ​​é um livro de visitas mantido por Mina Hofstetter ao longo de décadas. As pesquisadoras identificaram mais de 120 mulheres e traçaram o perfil detalhado de 51 delas. Eram mulheres que, com paixão, pesquisavam, experimentavam, produziam, publicavam e fundavam escolas, moldando assim a agricultura orgânica. A conclusão delas: quão atuais são o pensamento e a atuação dessas mulheres! Quão cedo elas alertaram para situações críticas na agricultura e na sociedade! Com que veemência advertiram sobre a degradação ambiental — já visível naquela época — e lutaram por caminhos e métodos alternativos!

As biografias dessas pioneiras demonstram que as atuais reivindicações do movimento climático não são, de forma alguma, novas. A perda de fertilidade do solo, a queda na produtividade das colheitas, a deterioração da qualidade dos alimentos e o rápido esgotamento dos recursos devido a intervenções desenfreadas na natureza — tudo isso já eram problemas por volta de 1920.

Fonte: https://www.emma.de/artikel/die-oeko-pionierinnen-339715

*é um sistema de medicina alternativa e integrativa que utiliza métodos naturais e estímulos ao estilo de vida saudável para promover a autocura do organismo. Visão holística: Trata a pessoa como um todo (corpo, mente e espírito), buscando a causa raiz do problema e não apenas o alívio dos sintomas. Capacidade de autocura: Acredita que o corpo possui um poder inato de se regenerar quando exposto a condições favoráveis. Abordagem preventiva: Foca na reeducação de hábitos e na prevenção de doenças crônicas. Práticas utilizadas: Fitoterapia: Uso de plantas medicinais e chás. Nutrição natural: Foco em alimentos funcionais e dietas equilibradas. Terapias corporais: Acupuntura, massagens e técnicas de relaxamento. Mudança de hábitos: Inclusão de exercícios físicos, meditação e controle do estresse.

🌱 CONVITE ESPECIAL | RODA DE DEBATE E TROCA DE IDEIAS 🌱

A Feira Popular da Agricultura Familiar convida toda a comunidade para uma roda de conversa com Oliver Naves Blanco, em um encontro de saberes, experiências e reflexões sobre os caminhos que constroem e mantêm vivos os nossos territórios.


🌿 Tema: TERRITÓRIOS VIVOS — As pioneiras da agricultura ecológica

A conversa propõe um olhar sobre a história da construção da Agroecologia e sobre a importância de reconhecer as diversas experiências, trajetórias e pessoas que contribuíram para o desenvolvimento e a disseminação das práticas ecológicas de cultivo e cuidado com a terra.

Também serão compartilhadas vivências e experiências de Agrofloresta em Ribeirão Preto, refletindo sobre esses espaços como territórios de saúde, alimentação, cuidados humanos e construção coletiva. 🌳🥕🌻

📅 28 de agosto
⏰ Das 17h às 20h
📍 Feira Popular da Agricultura Familiar
Rua Conselheiro Dantas, 964 — Vila Tibério
Ribeirão Preto/SP

✨ Venha participar deste encontro de saberes, trocas e construção de futuros mais justos e sustentáveis!

🌱 Agroecologia • Saúde • Alimentação • Cuidados • Comunidade

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quarta-feira, 13 de maio de 2026

La vida en la Agroecologia

 


14 dezembro 2025, por Tião, facebook 

La vida en la Agroecologia (Agricultura generativa) es un fenómeno especial que necesita una reflexión muy compleja para ser entendida en todas sus faces, dimensiones y ecuaciones, por la energía que genera y la mantiene.

En la Tierra, Venus, Marte y Mercurio son planetas rocosos, entre los gaseosos. La vida en la Tierra posee sus elementos químicos Hidrógeno, Carbono, Oxígeno, Nitrógeno, Silicio, Fósforo, Azufre entre otros. El hierro (Fe+3) es estratégico para, en especial por sus interacciones en suelo, agua y organismos vivos, como tejidos, órganos o sustancias formadas para el sostenimiento de ellos, mismo sin vida.

Ella se profundiza también ulterior a las moléculas, electrones en las células y sus metabolismo y autopoesis, donde día a día descubrimos nuevas sub-partículas y relaciones energéticas, par y paso nuevos nichos más allá de la energía mineral, fermentativa o respiración (fotosíntesis), pues está en el aprovechamiento del fotón de las moléculas de glucosa (celulosa y almidón), aminoácidos y proteínas, o α, β, γ ciclopropanofenol (ligninas) que lentamente en el tiempo/espacio van formar los ácidos húmicos estabilizador en las transformaciones de energía viva.

Hoy día hay espiritualidad (es) en ella, que antes era unicamente una invocación de la cultura, pero hoy es metabolismo, autopoiesis (¿y hasta la allopoyesis en los sistema de vida "+ que natural" de semilla, microorganismos o seres de laboratorios y robots informáticos?).

Los suelos formados sobre las rocas por los líquenes, simbiosis de cianofíceas y hongos catalizadas por la necesidad de electrones por las levaduras.

El suelo abriga parte amplia de la vida migrante desde el agua, y otras, evolucionadas sobre ellos conforme sus adaptaciones a los ciclos biogeoquímicos y biorritmos en los biomas.

Edward Wilson en 1973 definió como "ultrassociales" los cinco únicos seres vivos que realizan la agricultura sobre los suelos de la naturaleza en el Bioma.

El más antiguo son las termitas que la hace más de 135 millones de años, y el más reciente son los humanos, en los últimos seis mil años.

El particular es que la agricultura es una creación femenina en todas las especies ultrassociales y que ellas lo hacen posible con el mane-jo de microorganismo creados especialmente para la descomposición de la materia orgánica controlando el flujo de electrones (redox) con uso de polímeros de la naturaleza (almidón, celulosa, lignina, α y β glucosa, heterósidos, etc).

Después del periodo feudal, por razones ideológicas, en los últimos 283 años nace la sociedad industrial moderna, donde el mercantilismo del noble von Liebig determina que el suelo ultrassocial pase a ser considerado suporte inerte, sin vida, útil solamente como suporte de las raíces en la agricultura.

Esto vino a truncar el desarrollo de toda la ciencia milenaria de las civilizaciones antigua que quedarán silenciadas. Lo peor es que eso era dicho con arrogancia y prepotencia dogmática. Sin embargo, en 1800 el médico y agrónomo Albrecht Daniel Thaer había creado la primera escuela de agricultura en Alemania y definido el Ciclo de Materia Orgánica Ultrassocial, a través funcionalidad de humus para la acción ultrassocial. (El humus es producto de la materia viva y fuente de él).

Retornamos que el Fe+3 es en los suelos, en especial en la Tierra Prieta de Indio de la Amazonia, un suelo ultrassocial elaborado en las condiciones más difíciles por las precipitaciones elevadas, que arrastran los minerales y calor que oxida la materia orgánica, impidiendo su acumulo en los ecosistemas edáficos y acuáticos.

Los pueblos originales amazónicos manejaron los microorganismos y la materia orgánica con sus interacciones en el suelo ultrassocial considerado el más fértil del mundo, pero igualmente al humus, queda en el limbo. en la sociedad moderna por ideología antes referida.

La TPI tiene un conjunto complejo de enzimas, posee mayor fertilidad en la profundidad que en la superficie por la formación de coloides y quelatos húmicos con alta cantidad de α, β, γ tri hidroxifenilpropano de las ligninas, que reaccionan con el Fe+3 de los cacos de cerámica echado con la materia orgánica de la comunidad.

Esto permite el cambio de electrones en el Fe+3 raro en la Amazonia, por el poder reductor por la riqueza de Hidrógeno. pero al hacer la cerámica hay la oxi/reducción del Fe+2, que permite los cambios de los microorganismos anaerobios en el complejo húmico reducir los óxidos insolubles de Hierro en la serule y acumulo de materia orgánica y gas carbónico en el suelo en valores muy altos con alta estabilidad. Además de formar los sideróforos que protegen las plantas de los microorganismos patológicos.

En resumen, la interacción entre los ácidos húmicos y el Fe³⁺ funciona como un sistema dinámico en el medio ambiente, facilitando el ciclo de nutrientes esenciales y apoyando el ciclo de vida biológico más amplio del suelo, donde la relación Fe/C influyen la disolución de la ferrihidrite en los ecosistemas acuáticos, cuando la floculación de los ácidos fúlvicos, húmicos e hymatomelanicos forman los manglares. Su técnica de análisis es anterior a von Liebig y fue hecha por Carl Sprengel en 1827, padre de la Ley del Mínimo usurpada por el noble reduccionista, segundo Selman Waksman en Humus, 1936. Nuestro más reciente trabajo son las muñecas africanas con la Tithonia diverifolia, desde sus semillas naturales, con autopoiesis.

El ciclo de la materia orgánica tiene ya 135 millones de años con las termitas y después hormigas. Leer las ecuaciones en el croma y confirmarlas en el Spectrómetro de Masa sobre las combinaciones humicas con particulas lantánicas y transuránicas es magnifico. Mire el anillo morado en el centro del croma...

Jóvenes colombianos de la Fundación Famelli hicieron cromatogramas de Pfeiffer de "hormigaza" (compost fermentado de hormigas ultrassociales) en Tolima, CO - nos pueden servir como parámetro de comprensión del ciclo de la materia orgánica ultrassocial más allá de los cien millones de años. Valdría conseguir la "termitaza" (compost de termitas) para hacer sus cromas más primitivos...

No es posible aceptar la "agricultura moderna", "revolución verde" o "agronecrócios" y "agricultura regenerativa" de los Grupos Financieros como instrumentos irresponsables de ideología, sin exigir una reflexión ética, moral y ahora de base espiritual por la crisis en que se encuentra el planeta y la humanidad, cuando la vida vale cada día menos y la libertad (ciudadania) es más mercadológica.


 

segunda-feira, 8 de setembro de 2025

"Transición Agroecológica"

 Por Sebastião Pinheiro, 05 setembro, 2025

    Fui invitado a hablar "25 minutos" sobre "Transición Agroecológica" en el Litoral del Rio Grande del Sur en Osório, en acción de la Asamblea Legislativa del Estado y otras estructuras. Es normal que los movimientos sociales promuevan y festejen las acciones, como futurismo.

    Mi formación, no permite vacíos, y siempre vengo del Cosmos al núcleo de la célula, sin espacios libres, aún más cuando vivimos bajo el "Trump 2.0". Sus jergas deben ser sentidas, conocidas y decodificadas.

     Mis referencias son dos términos actuales: "Wok" (aquella sartén china que lleva todo adentro y lo hacer perder consistencia, identidad, pero mantiene el $abor (de U$S). Yo lo traduzco cómo "Abductor de Consciencia". El otro es "Fidget Spinners", (juguete anti-stress para mover los dedos enagenando el cerebro). Perdonen, así defino "transición" agroecológica en nuestras realidades en los últimos 61 años.

    Transición es idea organizada y construida en estructuras con un anteceder de siglos, décadas, años o meses, anticipando lo que debe ocurrir. Es por eso que hay estructuras, donde hay libertad y autonomía construidas para eso, normalmente en universidades o más recónditos como claustros, iglesias o Fundaciones.

    Donde no hay libertad y autonomía, "avatares", no son bien vistos, respectados y corren riesgo al exponer sus ideas, pues son antagónicos a los intereses del poder subordinado o servil, preparada unicamente para atender las "tendencias" de sus corporaciones y "Thinks Tanks", simultaneamente repelindo resistencias. Esto permite entender los términos "Insurgencia y Revolución" de Flores Magón y Evolución de Reclus, sin confrontación presuntuosa, prepotente.

    Sólo el trascurso del tiempo permite una acomodación, as veces "geológica" de adaptación a los intereses del poder foráneo, entonces transición.

    En Brasil los militares dictadores nombraron el veneno agrícola, como "Defensivo Agrícola", por el Orden de Bretton Woods, el gobierno no podía importarse con los 1,2 millones de intoxicados/año; ni contaminación de alimentos o la devastación en la naturaleza.

    Las corporaciones químicas sabían que la lenta transición prolongaría sus lucros piratas/criminales por más 60 años. Ellas proponen y determinan el lento y gradual cambio bajo control total. Eso es "transición" en latu o strictu senso, que empezamos en 1973 combatiendo los venenos agrícolas y ya haciendo lo nuevo (biotecnologia), sin transcion, pues no era incubado por quien de derecho, por la servidumbre. En 1983 los biofertilizantes no salieron de la Empresa del Gobierno, ni de las corporaciones, sino de personas consideradas locas, después exóticas, por fin excéntricas, más tardes ignoradas, por los nuevos serviles.

    Mi primer librito en coautoría Agropecuária sin Veneno L&PM escrito en 1984 (didáctico para el gobierno. Collares).

    Usábamos el chiste del rock&roll de Rita Lee r.i.p: "Mama estoy suavemente embarazada"; o un poquito "borracho". No hay transición, ni adjetivos. Es o no es. Está o no está.

    As veces cuando piden una opinión técnica, lo mejor es ofrecer una reflexión histórica o sociológica, mejor adecuada. Por ejemplo: En 1472 a servicio del rey Alfonso de Portugal, el navegador portugués Fernando Pó por la Bula Papal Dum Diversas tomó varias posesiones en la costa de Guinea, inclusive la Isla que llevaba su nombre. Ella fue cambiada con España en 1778 por una porción de tierras aumentando el territorio portugués en el Tratado de Tordesillas español. Ellos querían el mayor puerto esclavista en el Atlántico (Tratado del Pardo). España entregó a los portugueses el territorio que hoy es SC y RS. que ellos ya ocupaban desde de 1690 en la Colonia del Sacramento.

    El sur de Brasil es la cuna de las cooperativas en América Latina (Nova Petropolis, 1902), con inmigrantes europeos, sin embargo, ignoramos que el "Ajuri", milenario del tupi-guaraní nativo tiene el mismo significado y función, sin pasar por una edad media europea, pero ellos también fueron víctimas de genocidio en las guerras entre españoles y portugueses (guerras guaraníticas).

    25 minutos para discurrir en el litoral del intercambio del Tratado del Pardo sobre Agroecología. Somos el único estado marítimo que no tiene manglares, sin embargo, tiene un sistema lacustre de rara belleza y riqueza para la práctica de la agroecología. La tradición de pesca de los peces dorados (Salminus so) nativos de la Laguna de los Patos, los bagres que hasta los años 70 eran exportados para el desayuno en los EE.UU.

    La tarariras (Hoplias sp) y robalos (Centropomus sp) de sistema lagunas del litoral fueron extinguidos, para la alimentación, turismo o patrimonio cultural mundial, igual a crustáceos y camarones especiales. Esta sí fue una transición malldita, como la crisis climática. Hoy es negócio.

    Hoy el pez más pecado en el Rio San Francisco no es el surubin, pero la Tilapia Africana (Oreochromis) que come ración Cargill y ahora va a merienda escolar para salvar los criadores pues es más cara que el mercado nacional lo puede pagar entonces en el desespero, subsidios.

    Allí en el mar hace ocho años se discute un puerto meridional en Arroyo del Sal, sin autorización de las autoridades altamente especializadas, pero impuesta por gente ignorante aventurera por recursos públicos.

    ¿Porque perdimos el sentido colectivo mutualista nativo e inmigrante? incorporamos el vicio de la disputa sin pundonor por oro, dinero y poder.

    El potencial del océano es infinito, pero en el territorio, es en la agricultura que vemos algo indeleble, pues es una agricultura con estructura familiar y organizada en núcleos de altísima diversidad, por su microclima especial en función de los valles, ríos y proximidad con el litoral y su estructura agraria peculiar que permite el cultivo de la mayor área de bananos orgánicos del país en manos campesinos y libres de Sigatoka negra (Mycosphaerella fijiensis), pocos kilómetros distantes, más arriba en Santa Catarina.

    Allí no hay espacio para la expansión financiera de los monocultivos de poder del agronegócios extranjeros. En la temporada de veraneo garantiza un altísimo consumo de hortalizas y legumbres naturales de alta demanda y valor añadido.

    El paisaje aún tiene su fisionomía natural no muy alterada y es posible construir espacios, muy parecidos con paraísos terrenales existentes en los países menos desiguales del mundo, y se practica el turismo en el campo. El ejemplo existente en el Morro da Borrussia pueden servir de modelo académico para el desarrollo de este segmento en todos los niveles, desde poblaciones tradicionales, kilombolas, nativos y otras. Culminando con los Centros de reunión y retiros empresariales de alta complejidad.

    Infelizmente, la transición es manipulada por gobiernos serviles, miopes, de acción contradictoria, que teme herir los intereses hegemónicos arancelarios, ideológicos o fanatismo religioso.

    Hoy algunos movimientos sociales se preparan crean estructuras mercantiles con tecnologías que creen que van a competir con las grandes corporaciones y no educan sus acólitos para construir el nuevo en el combate y alteración de la realidad.

    Imitan las grandes corporaciones pensando en llegar antes y conquistar, sin darse cuenta que lo que hacen es abrir el camino, amansar la tierra para que ellos se establezcan.

    Vi eso en los cursos que me pedían. Ellos usan inconscientemente el lenguaje inducido de las corporaciones BIOIN$UMOS. Ignoran que campesinos no consumen insumos, transforman restos en patrimonio de su organización, sabiduría y tecnologías milenarias. Por eso los chinos producen bio-nanopartículas de tierras raras en la propiedad y tienen apoyo, mientras nosotros repetimos como loros inducidos.

    Veinte y cinco minutos y creo que ustedes entienden lo sencillo que es ignorar toda y cualquier transición hasta para valorar el rock de Rita Lee.

    Viva el Pueblo, Viva la Reforma Agraria, Viva los Campesinos en el mundo.

    Sin Perdón, Sin Olvido, Sin Amnistía, solamente Cidanía construye dignidad y respecto.

 


 

 

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