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'Ofereço-me para cooperar com amor a fim de compartilhar a abundância de meu coração.'
'Comunico-me sem apegos e descubro a harmonia de evoluir na Terra.'

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Dedicação


Quando comentei com meu pai que iria projetar um pequeno jornal informativo para produtores rurais, chamado O Extensionista, lembro que me surpreendeu dizendo: "a EMATER já faz isso há muito tempo".

A EMATER (serviço de extensão rural criada em 1956 no Estado do Paraná, acordados em convênios entre os governos do Brasil e dos Estado Unidos) era a denominada ETA Projeto 15 - Escritório Técnico de Agricultura. Passou a ser a Empresa Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER) em 1977, no ano em que vim ao mundo. Em 23 de dezembro de 2005, de empresa pública para a autarquia, tornou-se um Instituto, hoje representada em muitos Estados brasileiros, podendo ter nomes diferentes mas com a mesma ideologia em implementar o pacote tecnológico da (In)Revolução Verde com base na lavra pesada dos solos tropicais, aplicação de venenos (Agrotóxicos) e uso abusivo de fertilizantes químicos sem o devido respeito as leis de aplicação técnica, máximo e mínimo, regido aos Adubos.

Este momento ocorreu logo em que me formei em Engenharia Agronômica pela Unesp - campus de Jaboticabal/SP. Na academia, um ano antes, circulou o "Sinapse", jornal editado e revisado por mim para divulgação dos trabalhos da Associação Atlética, com um "jeitão" alternativo e de caráter político forte.

Hoje, depois de 4 anos de formado, 'ainda' tenho a paciência em tecer esse blogue, com uma linguagem rustica campesina voltada ao real desenvolvimento interno e libertário de nossa agriCultura, tradicional Familiar, aglutinada a partir de Movimentos Sociais, Indígenas e Quilombolas do Brasil e em especial a todos e todas, Campesinos e Campesinas Latinos Americanos. 

Dedico a todas(os) as(os) técnicas(os) extensionistas, sendo vocês Agrônomas(os), Zootecnistas, Veterinárias(os), Biólogas(os) entre outros, interessados em costurar as veias abertas da América Latina. Em curar os solos degradados de nosso continente, dando a ele o seu correto manejo; em regenerar a mineralogia dos solos e recuperar nossas matas, as margens de rios, lagoas, córregos e nascentes; em reconstruir habitat e preservar a nossa fauna e flora, nossos guardiões das florestas, índios; em redesenhar, resgatar e preservar nossa Cultura camponesa, selvagem, agroecológica orgânica e natural.

Elevar ao grau de importância máxima a Soberania Alimentar e Social dos povos.

Nessa pegada forte concluo: nosso inimigo cavalga em máquinas obsoletas, sedentas por lucros, transmitindo doenças e ao mesmo tempo a cura imediatista de um sistema economicamente instável, ambientalmente degradável, incurável, a-cultural, e desprovido de respeito Constitucional. Alienados apocalípticos em nossa Terra mãe, visionários da guerra e não da paz, do bate cabeça humano inconscientes ao invés da harmonia social consciente.

Seremos a “propriocepção em defesa do real desenvolvimento interno e emancipador do território brasileiro e Latino. AgriCultura, nossa luta.” 

Aos corações revolucionários que teimam em bater, dedico.

Oliver Blanco



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"no artigo 5º, inciso IV da Carta da República: 'é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato'."

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