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'Ofereço-me para cooperar com amor a fim de compartilhar a abundância de meu coração.'
'Comunico-me sem apegos e descubro a harmonia de evoluir na Terra.'

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Prosa técnica em Agricultura Orgânica

“Sem cooperação não existe transformação”

_Consultoria para o desenvolvimento da agriCultura Ecológica e autonomia econômica de Comunidades Rurais_

Local: Assentamento Pirituba II – COPAVA, Cooperativa de Produção Agrícola 'Vó Aparecida' – Agrovila III
Facilitador: Oliver Naves Blanco


_Programação_



06.08 (quarta-feira)
. 9h – Apresentações
. 9:30h – 11h (prosa interativa)
- Relatos da agriCultura atual da Pirituba II
- Planejamento das práticas de Agricultura Orgânica
- agriCultura e desenvolvimento de comunidade
- Os donos do Poder – biotecnologia a nova fase do agrobusiness ...
 ...Almoço
. 14h (prática)
- Preparação do Bocashi, adubo orgânico fermentado

07.08 (quinta-feira)
. 9h - 11h (prosa interativa)
- Usos do adubo orgânico Bocashi
- Importância da ROCHAGEM; remineralização do solo agrícola
- Caldas Minerais...
 ...Almoço
. 14h (prática)
- Calcinação de ossos; para a utilização no preparo do Fosfito
- Preparação da Calda Sulfocálcica e Emulsiva

 08.08 (sexta-feira)
. 9h (prosa interativa)
- O que é Fosfito? Usos na prática.
- Usos do Biofertilizante fermentado...
 ...Almoço
. 14h (prática)
- Elaboração do biopreparado: Biofertilizante fermentado
- Preparação do Fosfito

09.08 (sábado)
. 9h (teoria e prática)
- Microbiologia do solo (EM – Microrganismos eficientes; captura dos microrganismos da mata)
- Cromatografia de Pfeiffer (imagens de vida e destruição dos solos) ...


                                   ...assim prosseguimos a autopoética da vida! 


Tempos bicudos da biotecnologia


por Sebastião Pinheiro

Nosso poeta Mário Quintana ensinou que, “nesses tempos bicudos”, você liga o rádio/TV ou abre o jornal angustiando receber notícias dignas e virtuosas, mas somente há propaganda subliminar, suja e corrupta. O deplorável é que a grande maioria das pessoas sequer sabe entender, interpretar, quanto mais projetar a informação no seu hoje e amanhã.

Na Globo News apareceu a cidade de Milagres no Maranhão onde 70% dos moradores esperam que a prefeitura faça uma latrina na sua casa e o governo federal mandou recursos para serem construídas 55 banheiros a um custo de 5 mil reais cada um, que o prefeito afirmou estar na dependência da vontade da empresa que ganhou a licitação...

Na entrevista as pessoas locais na sua ingênua ignorância mostravam aonde iam à natureza e a pobre repórter não fez qualquer correlação com saúde pública, animais soltos, epidemia, zoonose, etc. e os munícipes aguardavam que a prefeitura viesse construir o seu banheiro. Quem serão os privilegiados?

Houve uma época nos EUA onde os agentes de saúde distribuíam uma placa de concreto de cinco centímetros de altura com uma área de aproximadamente um metro quadrado e no centro havia dois buracos como um oito de aproximadamente 30 cm de diâmetro o maior e o menor de aproximadamente 20 centímetros e avisava que voltaria que eles deviam fazer um buraco de aproximadamente um metro, que quando estivesse cheio ou cheirando demasiado era tapado e a placa arrastada sobre outro buraco e assim sucessivamente. Eram feitas visitas periódicas e havia punições para os que não estivessem usando as latrinas em volta as placas. Isto chegou a ser trazido para o Brasil pela extensão rural (Rockefeller) e cada um fazia sua latrina com o que a natureza lhe oferecesse: palha de vegetais, madeira, plástico ou alvenaria. O custo é bem menor que cinco reais por placa.

A infelicidade está nos governantes só saberem manipular repasses sem iniciativa, competência para políticas públicas.

Vendo a TV lembrei em 1997, quando um grupo de cinquenta estudantes (UFRGS) em ação de extensão universitária chegou ao Acampamento em transição para Assentamento da Reforma Agrária na Antiga Fazenda São Pedro em Encruzilhada do Sul. Havia uma latrina que estava flutuando em fezes e para chegar a ela se era obrigado a atolar em uns dois centímetros de excremento.

Imediatamente convoquei os estudantes e acampados para construir mais três latrinas e solicitei ao Prefeito Conceição Krusser (engenheiro agrônomo) que trouxesse as ferramentas que necessitávamos. Ninguém se mexeu, a exceção foram uma estudante de pedagogia, outro de veterinária e um jovem estudante visitante de Massachusetts (EUA) que viera unicamente para aquela ação à campo e que eu apelidei de Green Bay pelo time de Futebol americano da região estar na final nacional e por ele estudar Agricultura Orgânica. Era um jovem muito agradável bem diferente dos gringos e logo passou a nos intitular como a “Brigada da Merda”.

O solo era pedregoso e demoramos toda uma manhã para cavar os três buracos e colocar as tábuas com o buraco sobre o solo e as paredes além de forrar duas delas com tela de barracas para dar mais privacidade às estudantes mulheres. Feito esse trabalho árduo e todos tínhamos calos nas mãos. Então apareceu um estudante de arquitetura, daqueles do tipo “esquerdista de botequim” batendo na barriga dizendo que ia inaugurar a obra. O jovem yankee indignado passou a mão no cabo da pá e virou para ele ameaçou: “Experimenta inaugurar. Na hora de cavar você não veio e agora quer tripudiar”. Use a outra que está nadando em merda que você merece. É gente, comodidade aliena e elitiza.

Fomos até os acampados e levamos as ferramentas avisando as duas latrinas cobertas com as lonas são femininas só para as estudantes. A outra é dos estudantes. Vocês querem cavar algumas para vocês as ferramentas estão aqui, dando a entender que não usassem a nossa. Ninguém se mexeu...

Vendo a matéria jornalística em Milagres/MA veio à memória a erosão acelerada das dignidades e virtudes nos brasileiros que não é privilegio dos com nenhuma ou pouca escolaridade. Somos a sétima economia do mundo, mas estamos no centésimo décimo segundo lugar em saneamento básico, componente do IDH onde somos o 79º.

O governo envia uma rubrica milionária para construção de 55 banheiros que foram embolsados pela corrupção e aparece na TV quando poderiam ensinar a fazer para todos com um pouco de mutirão.

Saúde pública é educação e veio a notícia de uma fábrica que vai produzir os mosquitos transgênicos de combate à dengue. O mosquito macho é portador de um gene letal que impede os ovos da fêmea de eclodirem em novas larvas. O princípio não é novo. Foi desenvolvido um projeto milionário ligado à propaganda do uso pacifico da energia nuclear para fazer desaparecer “moscas varejeiras” (blowflies) através de irradiação com radioisótopos nos EUA nos anos 50 pelos Dr. R. Bushland e Dr. E. Knipling. Mas essa técnica não teve o mesmo êxito na mosca do Mediterrâneo ou na Mosca das Frutas ou em outros experimentos.

Agora a técnica substitui a radiação pela introdução de gene. Lembro em um debate sobre OGMs quando um cientista perguntou se eu era contrário a uma vacina transgênica contra malária. Sabedor onde ele queria chegar respondi de chofre: Se ela for feita pela Bayer ou Syngenta eu sou contra, mas se for feita pelo Ministério da Saúde é política pública e o risco é tolerado e dividido por todos... O nível de informação hoje faz que se confunda ação publica com interesse privado e os meios de comunicação sentem-se sócios e esquecem que são concessões constitucionais.

Voltemos à Milagres no MA, onde faço uma aposta que há pessoas que já fizeram sua operação plástica (vaidosa) mas tem um dos piores IDH do país que, já superou os EUA em este tipo de atividade médica... Logo no início da epidemia de dengue há aproximadamente trinta anos procuramos através do Ministério da Saúde com a OMS através do amigo Al Benatto as cepas de Bacilllus sphaericus (foto) para a sua multiplicação e dispersão. Mas logo percebemos que a mesma mão invisível que impediu o uso do Bacullovirus na agricultura (foto) (que fizera cair o uso de veneno de 16 aplicações para uma na soja) era a mesma que balançava o berço do inseticida contra a dengue que levaria à expansão da epidemia de dengue por todo o país, e agora trás a nova solução, pois ela é um negócio altamente rentável. Educação e penalidades, nem pensar.

O pior é que o governo que deveria ser o fiel da balança é parte no negócio, pois arrecada com os impostos da venda do produto. Tentar explicar é “chover no molhado”. Já em 1998 os cientistas conscientes através da Revista “Gene Exchange” alertaram que a transgenia de resistência a herbicidas iria aceleram as plantas mutantes resistentes aos herbicidas que hoje já superam 150 biótipos (“espécies”) nos EUA e 40 no Brasil ocupando uma área superior a 1 bilhão de hectares no mundo. Há um instituto mundial de fomento e respaldo informativo sobre o novo segmento de capital das corporações de transgenia para doutrinar pesquisadores, professores universitários e construir os monumentos de vaidade.

Logo não é necessário afirmar que os mosquitos vão apresentar resistência a partir da segunda, terceira geração ou ... (Jacobina, BA- 2014) pela fuga de fêmeas (ou gene silencing) e seus acasalamentos com não irradiados segregando mutantes transgênicos férteis. O que será ótimo para o laboratório que solucionará apenas mudando o gene de interesse e lançando o novo modelo como em uma montadora de automóveis. Deixamos de eliminar a causa para vender a solução sobre o efeito mesmo que isso crie um novo e mais grave problema a cada vez.

Quanto do combate à dengue é algo além da ideologia e estrutura dos “mata mosquitos” do DDT da Fundação Rockefeller nos anos 50. Por que não se pode adotar a linha de Oswaldo Cruz aplicada ao Rio de Janeiro no início do Século passado.

É que lá havia Estado e aqui há Mercado. Lembro na época do Bacullovírus que muito pesquisador de elite levantava o problema para o uso pelo nosso desconhecimento das cabeças ativas do vírus e sua qualidade, quando na verdade eram instruídos pelas multinacionais para assim proceder corruptamente. Os mesmos fraudavam os ensaios do MPF aplicando o herbicida Paraquat, quando se testava para ver se a soja plantada era contrabandeada.


Outros usavam o tema da “Revolta da Vacina” que o cientista teve de enfrentar, inclusive gente do colégio militar da Praia Vermelha/Realengo e também dos positivistas de plantão, contrários à vacinação, embora desconheçam a deusa indiana Sítala de exaltação às epidemias (foto). A ANVISA terá de autorizar a comercialização das partidas de mosquito. Como sempre ocorreu, ocorre e continuará ocorrendo no futuro não haverá controle de qualidade do número de fêmeas por partida distribuída no ambiente. Façam uma viagem à bela Jacobina baiana, afinal o filósofo Paul Virilio diz: Saber fazer não quer dizer que se saiba o que se está fazendo. É preciso saber o que se faz, mas para isso é necessário dignidade e virtude, por isso o livro sobre o mapeamento genético sobre o Bacullovirus (foto) que combate também o mosquito da dengue está hoje, trinta anos depois sobre o total controle das corporações de agrotóxicos, agora de biotecnologia, mas “eles passarão eu passarinho”



sexta-feira, 25 de julho de 2014

Panta rey

SOU FOGO!


Sou fogo!


Em todos os sentidos!


Do sol eu desço e das profundezas da Terra eu me lanço!
Derreto tudo e refaço e recombino a tudo.


Nunca estou quieto e nunca sou o mesmo.


Nos raios, nos relâmpagos, nos vulcões ou onde houver chama eu sou o brilho.


Meu brilho tem sido copiado e usado erroneamente pelos humanos.


Suas bombas e demais artefatos cospem morte!
Eu também mato! Mas só aquilo que precisa ser banido ou transformado.


Não mato por esporte e nem para mostrar a força que na verdade não tenho.


Sou forte e mesmo minha irmã Água pode sumir na minha presença se assim for necessário.


Eu sou as paixões que ardem em seus corações. Eu sou o sentimento que habita seus corações.


Sou o destemor, o espírito da aventura que faz do seu lar o coração.


Sou a coragem de ousar. Sou a chama do amor.
Sou a destruição na forma de raios ou de vulcões, por exemplo!


Eu limpo para trazer novas formas de vida. Eu queimo o que precisa ser purificado.


Sou a inspiração que os espíritos precisam.


Não sou ignorante e nem me arvoro o mais sábio dos seres. Eu não sou tolo e nem me faço passar por um. 



Humanos!


Somos todos habitantes do mesmo Universo! O que os faz pensar que são os donos do mundo?

Acaso podem superar algum de nós, os elementos?
Será que não notam que jogamos seu jogo apenas para mostrar o quanto estão errados?


Será que precisarão ver a morte para redescobrir o valor da vida?


Será que nossas repetidas investidas usando seus próprios modelos de vida não os alerta?


Será que suas invenções são mais importantes do que vocês?


Será que por um acaso ainda acham que podem viver de lata? De plástico?


Será que o Criador deu-lhes este planeta para que o destruam?


Para que fabricar tanta coisa inútil que poucos utilizarão? Para aumentar o ódio?


O fogo do ódio corrói! O fogo do amor purifica!


Convoco todos os seres do fogo para que seus corações humanos voltem a brilhar!


Convoco todos os seres do fogo para que seus espíritos voltem a inspirar suas ações!


Convoco todos os seres do fogo para que purifiquem o planeta!


Em nome de todos os elementos eu convoco a todos os seres para que iluminem os seres humanos!


Faça-os perceber que seus atos os levam cada vez mais para a destruição e dor desnecessárias. 


O amor ainda é o maior de todos os remédios! Amem novamente e terão suas doenças curadas!


Iluminem-se humanos!


PS. NÃO SEI O NOME DO AUTOR E A FONTE, POIS RECEBI ESTE PRESENTE VIA EMAIL.


Fonte: blog Guto Corso


'O fogo é força e vida, que peregrina uma troca permanente de matéria entre o celestial e corpos terrestres; essa peregrinação explica a formação de todos os seres do Mundo' - dizia Heráclito 535 a 475 a.C

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Guia para a Criação de Hortas Sociais de Andaluzia - Espanha


"... a ideia criadora dos homens busca novas vias de aproveitamento das matérias primas naturais. Mas somente com o socialismo é possível que esta ideia encaminhe as riquezas naturais em benefício de toda a humanidade e para o bem de todo o mundo." 
Alexander Fersman





FONTE MAPA
Fonte: Junta de Andalucía
Contribuiu com o material: Wantuelfer Fernandes Gonçalves 

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Dança com a Taça

"O segredo de uma vida empolgante não está em descobrir maravilhas, mas em procurá-las".

por Sebastião Pinheiro

A primeira comemoração feita pelos atletas alemães perante sua torcida pela conquista da Copa Mundial FIFA no gramado do Maracanã foi a dança com a taça (foto). Maracanã é o nome indígena do rio (já canalizado) que cortava aquela várzea e seguramente havia grande quantidade do periquito que leva esse nome (foto), também conhecido por maritaca. Imediatamente lembrei-me de outra pajelança, a professor e grande cientista Augusto Ruschi. O conheci e a seu filho André em Santa Tereza no Espírito Santo. Ruschi e Kausky eram cientistas e líderes orgânicos do povo brasileiro.

Kausky com suas orquídeas quase microscópicas e Ruschi com orquídeas, colibris e beija-flor e Mata Atlântica. Quando Ruschi estava muito mal o cacique Raoni e o pajé Sapaim fizeram a pajelança para desintoxicá-lo do envenenamento pelo sapinho dendrobata que havia tocado no interior da Floresta Amazônica. A mídia repercutiu que ele se sentia curado, apareceu na televisão, jornais, rádios sentando e levantando seguidas vezes para mostrar o resultado do tratamento indígena.

Contudo, pouco tempo depois começou a piorar em função da hepatite C fruto dos seguidos tratamentos contra as recidivas de malária.

Já muito doente, uma rede hegemônica de comunicações ofereceu-lhe o custeio do tratamento na Clinica Mayo em Phoenix, AZ.

Vendo aquela cobiçada taça de cinco quilos de ouro e os jovens atletas teutônicos fazendo a dança indo e vindo à taça, me fez lembrar minha estupefação quando o cientista negou-se a aceitar o convite da Rede de Comunicações e disse aos amigos: Eu não vou trocar uns dias mais de vida, pela desmoralização dos indígenas, que é o que estou percebendo.

Era uma época braba. O governo do Espírito Santo com respaldo federal oferecia ilegalmente terras indígenas, quilombolas e de populações tradicionais à Aracruz Celulose (Casa de Windsor, Coroa Norueguesa) para o plantio de eucalipto. A luta de Ruschi era encarniçada contra a destruição da Mata Atlântica, orquídeas, beija-flores, água e muito mais indígenas, que para um bom número de brasileiros vale muito menos que uma estrela bordada na camisa da seleção de futebol, enquanto que para outros vale centenas de vezes o peso daquela taça de ouro.

Os alemães agradeceram a força mística da pajelança na cerimônia de despedida dos indígenas pataxós e novamente veio à memória o que aconteceu na véspera da instalação da Conferencia das Nações Unidas sobre Meio Ambiente, a Rio-92. A mesma cadeia de televisão denunciou com grande alarde e sensacionalismo que o cacique Paulinho Paiakan da tribo dos Caiapós e sua esposa haviam estuprado uma jovem branca... Os movimentos sociais de todo o mundo presente à conferencia sentiu o golpe. As articulações de entidades por essa artimanha ficaram fragilizadas no evento. Entretanto, em 1994 os indígenas foram absolvidos. Interessante em 1999 eles voltaram a ser julgados pelo mesmo crime, e então condenados a seis anos de prisão.

A seleção alemã de futebol como estratégia e logística construiu sua sede próximo ao lugar onde o Brasil recebeu os primeiros europeus, no “descobrimento” e ali desde o Século XVIII na colonização portuguesa havia um escudo para proteger e impedir a mineração de ouro, por tal as terras eram públicas e muito preservadas e mantiveram algumas etnias.

O Serviço de Proteção ao Índio criado em 1910 possuía ali uma reserva de 50 mil hectares. Mas, começou a ceder a terra indígena para o desmatamento e assentamentos de criadores de gado e com o inicio do cultivo do Cacau no Sul da Bahia havia uma grande pressão dos coronéis, barões e transnacionais do Cacau para a expansão das plantações. O cacau só cresce sob o manto e sombra da floresta.

Para mais rápida expulsão e degradação indígena se aproveitaram da Intentona Comunista e fizeram acusações que os indígenas estavam se organizando células comunistas e assim o SPI reduziu a Reserva de 50 mil hectares doando 15 mil hectares, distribuídos entre os coronéis e barões do cacau em 1936.

Progressivamente diferentes etnias indígenas do Estado da Bahia foram transportadas para a reserva que minguava e misturada às etnias (Pataxó Hãhãhãe, Baenã, Tupinambá, Kariri Sapuyá e Pataxó). Em 1950 da área restava apenas 3 mil hectare o resto estava todo arrendado a comerciantes afilhados de políticos locais.

O chefe do Posto Indígena para pagar as dívidas aos arrendatários que eram os comerciantes que forneciam alimentos aos indígenas confinados vendia o gado criado pelos indígenas gerando insatisfação e debandada.

Em abril de 1964 intensificou a cobiça por terras públicas e indígenas para a agricultura moderna, um compromisso com as multinacionais de insumos e capital financeiro.

Somente em 1982 com o SPI desde 1967 transformado em FUNAI é que as gerações remanescentes começaram a organizar-se na busca de re-significar sua identidade e começaram a prestar depoimentos sobre o seu “holocausto” e genocídio cultural, pois foram durante décadas proibidas de falar em seu próprio idioma e praticar sua cultura. Os que resistiam eram torturados violentamente ou consumidos delicadamente.

Seguindo os preceitos de Paulo Freire, quando o Pró-Reitor de Extensão da UFRGS, um agrônomo é meu chefe comemorava eufórico que uma jovem indígena havia se graduado advogada e pretendia trazê-la para uma palestra. Ficou desconcertado quando eu lhe questionei: Onde no Brasil havia uma faculdade indígena com curso de direito. Depois ficou enraivecido e colérico.

Eu não o peitava por ideologia, é que como cidadão e ativista acompanhei o crime cometido contra o pataxó Hãhahãe Galdino Jesus dos Santos, (foto) que fora participar em Brasília do Dia do Índio (19 de Abril de 1997) e ter uma audiência com o presidente da República pela recuperação das Terras no Sul da Bahia.

Após as comemorações perdeu-se na cidade e chegou tarde à pensão onde estava alojado e para não incomodar foi dormir em uma parada de ônibus. Foi encharcado com álcool e queimado vivo por um grupo de cinco jovens da alta sociedade branca de Brasília que alegaram que não sabiam que era um índio, pensavam que era um mendigo e estavam brincando e queriam dar um susto.

Julgados foram condenados, mas sequer cumpriram a pena e pouco tempo depois estavam livres... Talvez até tenham assistido aos jogos da Copa.

Ruschi foi um grande defensor dos direitos indígenas. Uma das coisas importantes que aprendi com ele foi o índio é o guardião das matas e onde não há mais mata há a necessidade de compatibilizar a Reforma Agrária, a Agricultura e a Preservação Ambiental como exercícios de cidadania.

Foi com ele que entendi finalmente o significado do quadro Abaporu (Tarsila do Amaral): “Homens que comem homens”; E o lema “Tupi or no Tupi” da Semana de Arte Moderna (1922).


Eu torci pela Argentina, mas fiquei contente com a dança dos alemães, pois a televisão teve de mostrar e o Brasil ver. Finalmente os companheiros de Galdino foram reconhecidos na dança de agradecimento dos teutônicos em pleno gramado. Todos deveriam saber decifrar. Sem esnobismo, mas alemães não improvisam jamais e adoram cifrar as coisas.



domingo, 13 de julho de 2014

Manejo de pragas e enfermidades na produção ecológica

Moscas brancas
por Jose Luis Porcuna Coto
Prólogo

Abordar los problemas de las plagas y enfermedades en los cultivos desde una perspectiva agroecológica
no es nada fácil. La dificultad del enfoque radica fundamentalmente que nos tenemos que enfrentar a una
manera de pensar consolidada y arraigada en nuestras mentes. Plantear desde la visión global, hiolistica la
salud de las plantas nos lleva inevitablemente a fijarnos en el ambiente y en los múltiples factores que engloba, y ese es el problema.

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Fonte: EcoAgricultor

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