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'Ofereço-me para cooperar com amor a fim de compartilhar a abundância de meu coração.'
'Comunico-me sem apegos e descubro a harmonia de evoluir na Terra.'

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Carta de Araras sobre as Políticas de Ater para os Assentamentos em São Paulo


Os participantes do I Fórum sobre as Políticas de Assistência Técnica e Extensão Rural para os Assentamentos e Agricultores Familiares do Estado de São Paulo, que reuniu representantes de diversas instituições nos dias 1 e 2 de setembro de 2011 no campus da UFSCar em Araras, tendo em vista o conjunto de discussões e avaliações sobre acesso, qualidade e transparência na gestão e execução das políticas de Ater para os assentamentos e Agricultores Familiares de nosso Estado, elaboraram as seguintes recomendações e proposições:

1.   Constituir um Comitê Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural em São Paulo e Comitês Regionais de ATER em cada Território Paulista – Comitês de ATER, envolvendo prestadores de ATER, público beneficiário, órgãos estatais, sociedade civil organizada e universidades, com a finalidade de garantir o controle social e a definição de planos estratégicos específicos para cada território;
2.   Buscar apoio para a realização dos Seminários Regionais e Estadual de ATER preparatórios para a Conferência Nacional de ATER;
3.   Descentralizar a chamada de prestação dos serviços de ATER de forma a levar em consideração os territórios, a diversidade de instituições credenciadas para a prestação de serviços nestes territórios e as indicações dos movimentos sociais e organizações provenientes das comunidades onde serão prestados os serviços;
4.   Noticiar amplamente a abertura de qualquer edital para contratação e execução de serviços de ATER, incluindo o envio de comunicação diretamente às entidades credenciadas e outras não credenciadas relacionadas ao tema;
5.   Definir nos editais públicos de contratação de serviços de ATER tempo suficiente para o envio de propostas condizentes com as realidades a serem trabalhadas, evitando, assim, projetos sem a adequação necessária;
6.   Suprir os projetos aprovados de ATER com verbas iniciais, no âmbito dos contratos, para a realização dos diagnósticos necessários para a execução do plano de trabalho;
7.   Definir, de forma participativa, os critérios de seleção das entidades de ATER nos editais públicos;
8.   Ampliar os recursos voltados para a prestação dos serviços de ATER, criando condições nos editais para que haja investimento, quando necessário, na melhoria da infraestrutura das entidades prestadoras de ATER;
9.   Ampliar a contratação de técnicos para a fiscalização e monitoramento dos contratos de prestação de serviços de ATER, bem como estabelecer um sistema eficiente e participativo que evite a paralisação dos contratos em andamento, já que estas fiscalizações, embora fundamentais, tem retardado o processo de continuidade do recebimento das verbas para a realização de atividades previstas;
10.  Integrar e articular, a partir dos Comitês de ATER estadual e regionais a serem criados, as diferentes políticas públicas existentes em nível Federal e Estadual, voltadas para o público beneficiário de ATER;
11. Garantir a formação de equipes multidisciplinares na execução dos serviços de ATER;
12. Realizar capacitações específicas para as entidades prestadoras de ATER sobre as chamadas públicas vigentes e incentivar a participação das mesmas nos referidos editais;
13.  Efetuar uma adesão imediata do Estado de São Paulo ao PRONATER;
14. Rediscutir em processos participativos e deliberativos a regulamentação e gestão das DAPs, com destaque para a discussão da proposta de se permitir a participação dos beneficiários nas chamadas de ATER e de se realizar a emissão deste documento no processo de ATER;
15. Favorecer os processos participativos e deliberativos na regulamentação e gestão dos condicionantes relacionados à outorga da água, com destaque para a discussão da proposta, entre outras, de se desvincular este condicionante do acesso ao Pronaf;
16. Sistematizar continuamente e divulgar as experiências de ATER agroecológica desenvolvidas pelos agricultores(as) e técnicos(as);
17. Garantir maior acesso das mulheres a chamadas específicas, bem como a participação em todo o processo de execução de projetos de ATER;
18. Simplificar os procedimentos administrativos para a contratação e execução dos serviços de ATER;
19.   Aumentar o número de técnicos por beneficiário atendido, garantindo a qualidade do atendimento;
20. Criar um Programa de Formação Continuada em Agroecologia e Agricultura Familiar voltado para os profissionais de ATER;
21. Apoiar iniciativas que busquem a adequação dos currículos das universidades com foco no trabalho com Agricultura Familiar, Agroecologia e ATER;
22. Apoiar a implantação EFAS (Escola Família Agrícolas) gerenciadas pelos agricultores(as) familiares com apoio das organizações e universidades;
23. Garantir, por meio de custeio de despesas, a participação da sociedade civil e organizações sociais, nos conselhos de desenvolvimento rural do Estado e nos comitês de ATER a serem criados.

Participaram do Fórum e/ou da elaboração deste documento representantes das seguintes instituições:

APA - Articulação Paulista de Agroecologia
ASSINCRA – Associação dos Servidores do INCRA
CATI - Coordenadoria de Assistência Técnica Integral
CATIVAR – Cooperativa de Assistência Técnica Integral do Vale do Ribeira
COOPLANTAS - Cooperativa dos Produtores de Ervas Medicinais
EMBRAPA MEIO AMBIENTE - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
ESALQ – USP – Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”
FETAESP – Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de São Paulo
ICT - Instituto Cílios da Terra
Instituto Giramundo Mutuando
IPE - Instituto de Pesquisas Ecológicas
ISA - Instituto Socioambiental
ITESP - Instituto de Terras do Estado de São Paulo
MST - Movimento dos Trabalhadores Sem Terra
NACE- PTECA (ESALQ – USP) - Núcleo de Apoio às Atividades de Cultura e Extensão Universitária em Educação e Conservação Ambiental
OMAQUESP – Organização de Mulheres Assentadas e Quilombolas do Estado de São Paulo
ONG MAE (Meio Ambiente Equilibrado) – Londrina
SOF – Sempreviva Organização Feminista
UEL – Universidade Estadual de Londrina
UFSCAR - Universidade Federal de São Carlos
UNESP - Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” FCAV
UNIARA – Centro Universitário de Araraquara
UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas

Encontro indica propostas para a ATER em São Paulo



Cerca de 100 pessoas participaram do “I Fórum sobre As Políticas de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) para os Assentamentos em São Paulo", que aconteceu nos dias 1 e 2 de setembro, na Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), em Araras.
Com o objetivo principal de debater as políticas públicas para a prestação de serviços em Assistência Técnica e Extensão Rural para assentamentos rurais e áreas de agricultura familiar, bem como a atual política de ATER no Estado de São Paulo e no Brasil, o evento reuniu pesquisadores, professores, técnicos, estudantes e agricultores.
Participaram da mesa de abertura o professor José Giácomo Baccarin, Superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), João Leonel dos Santos, Diretor de Desenvolvimento do Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp), Delvek Matheus, dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), professora Dra. Sonia Bergamasco, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), professor Dr. Luiz Antonio Norder (UFSCar) e Beatriz Stamato, representante da Articulação Paulista de Agroecologia (APA). Todos ressaltaram a importância do encontro das instituições para debater o tema e o rumo da ATER no Estado.

“São 17 mil famílias assentadas em São Paulo e todos, instituições, movimentos sociais e estudantes, temos um grande desafio. Não basta apenas aprender e aplicar as técnicas, é preciso integrar as instituições e incorporar as questões ambientais no desenvolvimento da ATER”, disse o superintendente do INCRA na ocasião.

            Além de palestras que expuseram a conjuntura histórica e atual (estadual e nacional) da ATER, o evento definiu grupos de trabalho que debateram os problemas da ATER em São Paulo e definiram propostas de mudanças. No final do encontro, as sínteses dos grupos de trabalho foram apresentadas e, em plenária final, foi redigida uma carta e criada uma comissão representativa das instituições participantes, que apresentaram as reivindicações ao superintendente do INCRA em São Paulo, em reunião no dia 6 de setembro de 2011.

“Precisamos aplicar o modelo alternativo para a produção de alimentos, que proporcione segurança alimentar. Precisamos criar estratégias nesse sentido e temos de estar unidos, pois o agronegócio é muito organizado e não está preocupado com o futuro dos alimentos. Temos setores na esfera pública que nos apoiam, mas eles também são fracos. Por isso precisamos nos articular e envolver cada vez mais pessoas no debate da sustentabilidade e que, consequentemente, fortalecerão nossos apoios no governo. O agronegócio não se preocupa com o amanhã. E nós não vendemos produtos, vendemos ideais que não prejudicam e respeitam agricultores, consumidores e a natureza”, enfatizou o professor Mohamed Habbib, da UNICAMP, no encerramento do workshop.

Participaram estudantes e profissionais ligados a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA, Delegacia de São Paulo), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) ,Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), Serviço de Orientação da Família (SOF), Instituto Giramundo Mutuando, Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPE), Instituto Socioambiental (ISA), Instituto Cílios da Terra, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Meio Ambiente), Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Articulação Paulista de Agroecologia (APA), Cooperativa Reforma Agrária, entre outras instituições.
            Durante o evento foi elaborada a Carta de Araras sobre as Políticas de Ater para os Assentamentos em São Paulo, na qual foram apresentadas vinte e três recomendações e propostas para a ATER em assentamentos e áreas de agricultura familiar.
No dia seis de setembro, logo após o evento, Beatriz Stamato (Articulação Paulista de Agroecologia) e Luiz Antonio Norder (UFSCar) se reuniram com o novo superintendente do INCRA em São Paulo, José Giacomo Baccarin com a finalidade de apresentar as demandas surgidas no Fórum. O Superintentente se prontificou a dar um posicionamento sobre cada um dos itens e afirmou que o INCRA em São Paulo iria apresentar uma solução temporária para o cancelamento do contrato de ATER até então vigente. Todavia ressaltou que o INCRA estava programando a abertura de um novo edital público e que realizará uma audiência pública convidando a sociedade organizada a conhecer o edital e apresentar projetos. O superintendente também se mostrou favorável à criação de Comitês de ATER regionais e estadual, conforme sugestão do Fórum.
Abaixo, divulgamos, para amplo conhecimento, as demandas e propostas elaboradas pelos membros das instituições participantes do evento.

Rede APA
Oliver Blanco 

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Trabalho Decente

ou ligue 0800 6427070

Produtor Rural não entre nessa! Não deem lucros a técnicos e empresas que matam o meio ambiente e a sua saúde!

Oliver Blanco - Engenheiro Agrônomo - nunca indiquei ou usei Agrotóxicos em toda minha carreira profissional...

domingo, 18 de setembro de 2011

Prática para o Manejo ecológico de FORMIGAS cortadeiras


01. Trabalhar com os recursos diponíveis no sitema de produção, reduzindo o  uso de insumos externos.

02.  Plantar ervas venenosas nos olheiros dos formigueiros, fazendo cobertura morta do solo no entorno das mudas plantadas. Exemplo de ervas venenosas: comigo-niguém-pode, avelós, chibança, mamona, corana, pedilanto, feijão-de-porco, gergilim, candelabro, leiteiro vermelho, bico-de-papagaio, jatrofa.

03. Fazer calda biológica e introduzir no formigueiro: 50 litros de água, 10 kg de esterco fresco e 1 kg de melado de açúcar. Misturar bem os ingredientes, deixando fermentar por uma semana. Preparar 1 litro para cada 10 litros de água, regar nos olheiros sem o bocal de crivos, tapar os olheiros logo após a regar.

04. Abafar o formigueiro com restos vegetais, como casca de café, casca de fruto de cacau, resto de cultura, pó de serra, maravalha, bucha de coco, plantas aquáticas (aguapé), corte de gramíneas, corte da vegetação, etc.

05. Introduzir no formigueiro qualquer substância que contribua para diminuir o pH do solo, como calcáreo, cal hidratada, cal de ostra, composto orgânico humificado, etc.

06. Observar as plantas espontâneas ou nativas preferidas pelas formigas e não eliminá-las da área de cultivo no momento da roçagem ou capina.

07. Evitar as queimadas e sempre favorecer o aumento da biodiversidade e da reciclagem orgânica no sistema de produção (teores mais elevados de matéria orgânica no solo favorecem o equilíbrio das relações ecológicas no sistema).

08. No período das chuvas fazer valetas direcionando as águas para os olheiros do formigueiro. A hiper-umidade prejudica o formigueiro.

09. Provocar a contaminação do formigueiro com fungos coletados da mata.

10. Criar boas condições ambientais para o desenvolvimento de inimigos naturais: sapos, tatus, tamanduás, pássaros, etc.

11. Introduzir predadores: galinhas, galinhas d'angola, gansos, etc.

12. Fazer escavação nas colônias novas (que tenham apenas um olheiro) para eliminar a rainha.

13. Enterrar no formigueiro os animais mortos na propriedade.

14. Fazer anel de visgo no tronco das plantas, utilizando diluição de visgo de jaca ou de outro vegetais.

15. Fazer saia de proteção em plantas jovens, usando embalagens de papel aluminizado.


16. Fertilizar plantas e árvores com mistura rica em molibidênio, nutrientes que favorece a formação de proteínas nas plantas, para que fiquem pouco atrativas para as saúvas. Biofertilizantes líquidos (com molibidênio a 0.5%) aplicados por via foliar se prestam bem a essa função.

Fonte: Agriculturas - v. 5 - número 1 - abril de 2008

Les Crioules

A semente é crioula



O som é do criolo



Pode colar no show e arrastar o Vinil ou o CD "Nó na Orelha" del mister Les Crioles... inda mais com a sintonia de banda, contando com o Curumin na bateria... 

Vai! respeito é pra quem tem.


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