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'Ofereço-me para cooperar com amor a fim de compartilhar a abundância de meu coração.'
'Comunico-me sem apegos e descubro a harmonia de evoluir na Terra.'

quinta-feira, 30 de junho de 2016

A voz da Agroecologia Campesina na América Latina

'A formiga sabe a folha que corta"
- provérbio português     


En ocasión del 25 Aniversario del Programa Educativo de Ingeniería en Agroecología, se organiza el:

II Encuentro Internacional Economía Campesina y Agroecología en América:

Soberanía alimentaria, cambio climático y tecnologías agroecológicas.
11-13 de agosto de 2016

Universidad Autónoma Chapingo. Texcoco, Estado de México.

Programa preliminar:






*'A formiga sabe a folha que corta"

...aos representantes yankees, da 'agroecologia' 'neo-Ogronegócio' do Banco Mundial e ao 'teu' novo Negócio na periférica e 'colônia' - si, nós as baratas, e agora transgênicas! .. - a exemplo, do prof. Dr. ...Al...to lá! Alto lá! quem vem para o encontro? Foi convidado. Mas..

 Afina-se a voz, e o 'mais do mesmo' não cabe mais. O "...buraco


pequeno da entrada
Facilita a passagem com franqueza
Uma é sentinela de defesa
E as outras se espalham no vergel
Sem turbina e sem tacho fazem mel
Como é grande o poder da natureza


 e a Crise é uma crise de consciência.  No livro O Poder da Ideologia de István Mészáros, lembro-me de uma passagem (fotos) sobre a ideologia hegemônica, que no caso quando o li, pensei na dinâmica economia brasileira e na sua midiática pregação de nossa Independência!! No caso aqui, o Agronegócio. É fácil entender. Basta se ligar na nova propaganda da 'tv' Globo ... AGRO É POP - AGRO É... A MAIOR RIQUEZA DO BRASIL, e outras antigas do 'Rei' 'bola mucha' Pelé (fazê o que né....), Lima Duarte, Escola de Carnaval, etc... Pura, ...ideologias negativas que ameaçam os avanços de nossa real independência interna e a preservação de nossa Cultura.. A existência e resistência Cultura é a maior arma contra o capitalismo e suas barbáries, complementa a ideia Sergio Buarque de Holanda.






   e aqui o ganancioso MAPA  impõe sua Agroecologia, e seu plano para os negócio dos Orgânicos; 'inda' mais agora! com o Golpe, que no comando do invasor Temer trama ser esse Contra, dessa repetida ingerência elitista de privatização e promoção de agentes desorganizadores das conquista sociais e soberanas de nossa Nação... Em que pé está o diálogo dentro da nossa lúcida histórica de lutas campais...? caí dentro 

hay taí!

Biopoder Camponês
_não serviremos mais as suas domesticação_

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Disbiose Mental

 fosforescência em UV - Cromatografia - Biopoder Camponês
por Juquira Candirú Satiagraha

Lisarb estava “chinchudo” como dizia seu vizinho “pampeano” e isso não tinha nada a ver com a Copa América, onde todo mundo cantava o hino com a mão sobre o coração. Lisarb, um genuíno workarholic, depois de postar sobre a separação de Huminas A.S e Huminas AIS adotou o trabalho feito pelos chineses para resolver encontrar o famigerado Roundup, a nave-mãe dos agronegócios internacional no meio ambiente, alimentos, águas e principalmente alimentos, através do complexo de Glyphosate-Ag(2HL) e Glyphosate-NH4H2L, (foto) sem recorrer ao uso da Nihindrina extremamente tóxica e exigente de muita segurança química.  Optou pela Fotoluminescência das moléculas anteriores com o eletroquímico Methyl Viologen...


Lisarb tinha suas razões superiores, em 2014 espantosamente a Monsanto registrou o seu herbicida como bactericida, e também, como fungicida. Sem prepotência ou arrogância deduzia ser isso uma medida precautória junto ao governo dos EUA para evitar indenizações futuras, já que em 2002 mais de 30 mil cervídeos (veados e alces) foram sacrificados por desenvolverem a Chronicle Wastings Disease (CWD) um príon similar ao mal da vaca loucaAs investigações esbarraram que os animais tinham sido alimentados com feno feito com restos de colheitas de cultivos transgênicos resistentes ao herbicida e que estavam bastante contaminados pelo mesmo; Já existiam mais de 200 espécies mutantes resistentes ao seu herbicida ocupando mais de 500 milhões de hectares; Em 2010 irrompeu a Epidemia de Disbiose, com mais de 500 mil afetados e com equação sanitária com o valor “m” apontando para um pico além de mil vezes este valor por culpa dos patógenos Clostridium difficile e várias Salmonelas.

O poder corporativo mercantil junto ao governo yankee impedia a ciência vincular seu herbicida e sementes transgênicas com a destruição lenta e paulatina da diversidade da microbiota intestinal humana pela ação fúngico-bactericida do renomado agrotóxicos; Além de acionar a mídia para sua defesa.

A flora intestinal humana normal contém 1 x 10 elevado a potencia 40 indivíduos, quando a ciência atual tem a capacidade de isolar e cultivar em laboratório menos de 0,1% desse total, embora pelas técnicas de Biologia Molecular permitem extrair o ADN/ARN desses micróbios e supor os grupamentos (clusters) formados e sua diversidade na flora intestinal (ou solo) com repercussão sobre o funcionamento dos sistemas imunológico, nervoso e endócrino.

O amigo, médico Dr. Filártiga chamou de “desquisición científica” o postado no Facebook em 29 de abril passado sobre a origem do Glyphosate como limpador de tubos e caldeiras através da “quelação” de várias dezenas de minerais, desde alcalinos até as Terras Raras. E lisonjeado com os elogios do cientista guarani Lisarb se pôs a estudar o metabolismo dos felinos.  Esses carnívoros em estado selvagem sempre começam sua refeição pelo aparelho digestivo das presas abatidas para ingerir enzimas, vitaminas etc.  Somente depois é que atacam as carnes que justificam sua classificação sistemática.

A importância das enzimas como biocatalizadores recebeu companhia com a descoberta pelos cientistas Hopkins – Funk e Szent-Gyorgyi das vitaminas.  Vitaminas são substâncias produzidas em vegetais e micróbios, e acumuladas em alguns órgãos de peixes e animais, fundamentais para o desenvolvimento, saúde e evolução; na sua ausência provocam uma série de doenças degenerativas e mortais.

Algumas vitaminas são “siderofóros”, outras não.  Sideróforos (siderophores), significa “Transportadores de Ferro” exclusivamente pelos saprófitos que impede a reprodução e nutrição dos patógenos. Há uma década ganhei o livro PlantPathology de John Lucas, onde explica esse mecanismo evolutivo (grosso modo): Os patógenos (necessitam matar as células com toxinas para sua alimentação) enquanto os saprófitos aproveitam as células naturalmente mortas beneficiando os seres invadidos.  Para evitar as toxinas dos patógenos os saprófitos oxidam e solubilizam o Ferro com moléculas complexas e os patógenos morrem de inanição.  Os pequenos agricultores na América Latina produzem para sua agricultura um caldo rico em sideróforos desde 1983 (SuperMagro).

Os acidentes com feridas com pregos enferrujados, ossos podres, terra e outros eram tratados emergencialmente com certas plantas ricas em enxofre e calor para acelerar a reação (cebola, alho, mostarda, couve, agrião, coentro, babosa, oliva etc.) que fazia precipitar o sulfeto de Ferro de altíssima insolubilidade retirando-o da infecção facilitando a ação dos saprófitos.

O Glyphosate tem ação sobre os saprófitos no interior do estômago e intestino inibindo a formação dos sideróforos dando espaço para os patógenos Clostridium difficile e Salmonelas causarem as diarréias e o diagnóstico de “intestino irritável” dos gastroenterologistas.

O consumo de alimentos industrializados pelos Europeus e Norte-americanos é quase exclusivo e a suplementação vitamínica feita de forma artificial ou sintética com a presença de Glyphosate exacerba a epidemia com a presença dos venenos na água e em todos os alimentos industrializados principalmente os oriundos do milho, soja matérias primas básicas na dieta desses povos. Repito, muitas vitaminas são sideróforos (foto) e nem sequer comemos mais a clorofila e os pigmentos vegetais que tem as funções de oxidantes e eliminação de toxinas fúngico-bacterianas, que antes recebiam o nome de “radicais livres” para contrariedade de alguns alopatas com o termo.


Nosso problema começa quando os resíduos de Glyphosate nas matérias primas são processados a temperaturas elevadas acima de 170 graus C, pois ele sofre uma desidratação e se transforma no ácido 2,5 Dioxo-1,4 piperazinyl bis (metilfosfônico) de fortíssimo impacto sobre o sistema endócrino, nervoso, e principalmente, imunológico.

Nas listas de substâncias carcinogênicas e mutagênicas há uma série de homólogos desse núcleo sendo uma delas o degradabólito do Aspartame, que quando aquecido acima de 86 graus F, conforme a controvérsia existente nos EUA. Tudo mantido sobre o manto protetor do governo dos EUA, que recentemente justificou a validade dos cultivos transgênicos no tocante à inserção do gene e não a repercussão do seu uso indissociável ao herbicida e suas conseqüências.

Nossa preocupação é que para eliminar as 200 “ervas daninhas mutantes resistentes ao Glyphosate” está sendo adotado o uso do herbicida Methyl Viologe (Gramoxone), já banido da Europa há mais de 40 anos por riscos e que retorna com a pressão da OMC sobre os governos nacionais ou comunidades livre de controle toxicológico, principalmente na periferia do mundo onde o governo não pode fiscalizar a fabricação, importação e uso dos venenos, nem aplicar as medidas como a Diretiva Comunitária 91/414 da União Européia (que lá também nos últimos dez anos vem retrocedendo na capacitação e treinamento dos agricultores para a adoção de medidas efetivas de segurança laboral na agricultura e adoção de técnicas superiores ao uso de agrotóxicos), que faz parte das insatisfações dos britânicos do campo no plebiscito.

A propaganda abusiva dos agronegócios já usa desbragadamente o termo ilegal defensivo agrícola e muitos cientistas oficiais e professores de Universidade em onanismo pornográfico voltam a priorizar as denúncias sobre os resíduos de agrotóxicos nos alimentos para provocar o desespero, quando não são alienados e induzidos têm cartões de gastos corporativos de empresas que justificam suas ações.

Em um solo com uso continuado de Glyphosate e plantio de sementes transgênicas resistentes ao mesmo começa o uso de Gramoxone par o controle de “ervas daninhas mutantes resistentes” nos deparamos com o problema citado acima de formação do ácido 2,5 Dioxo-1,4 piperazinyl bis (metilfosfônico) no solo catalisado pela presença de Terras Raras que provoca sua fotoluminescência.  Nosso objetivo é avançar com a Cromatografia de Pfeiffer para realizar esses cromatogramas que são de rara beleza pela fosforescência em UV, mas ainda falta um pouco para sua finalização, pelo que antecipamos o alerta precautório.


Quando vemos o “blá blá blá” e disbiose-mental e servil nas universidades e ONGs nutridas pelo governo preparamos o “Bombeiro da Agroecologia Camponesa com suas ferramentas estratégicas para evitar que se espere a chegada “sintrópica” das grandes corporações para o mercado que vem sendo criado desde a década de 80 (foto).  Leia o postado no dia 26 de junho e entenderás.

Biopoder Camponês





Viva Pachita!

Em 2013 estive com Jairo Restrepo em Itajaí - SC e pude acompanhar seu depoimento a respeito de seus trabalhos numa quinta de 1,8 ha...

A questão não é quebrar paradigmas e sim entender que a (in)revolução Verde - Agronegócio Pop ou agribusiness - foi algo planejado entre uns poucos grupos de corporações e industrias para destruir Culturas; destruir a biodiversidade; acabar com a vida no Solo; criar a falta de água negligenciando os desmatamentos, até o financiando...; e, impor algo para sustentar o poderio bélico e dominar o trofismo no Mundo.

É de uma grande importância vocês conferir os vídeo e transmiti-los em grupos, escolas, outros..    

Milagre Verde I



Milagre Verde II







_"Agricultura é uma expressão da sociedade"_

terça-feira, 28 de junho de 2016

SERIA O SILÍCIO A CÉLULA TRONCO DO REINO MINERAL?

“Somos seres conscientes, com capacidade de criar, de desenvolver. Por que não conciliar o modernismo dentro dos limites que se enquadrem e levem em primeiro lugar os ditames da natureza? Alguns ainda respeitam e valorizam a honestidade, outros porém, não conseguem resistir à tentação”
Solon B. Barreto

O texto que iremos publicar não teve a fonte citada se foi o saudoso Solo Barrozo Barreto que o escreveu ou o organizou. Teve edição (com alteração ou não) no bloguista Vicente Chagas, citado no final, nas fontes. O texto trás trechos do livro: MB4 - Agricultura Sustentável, Trofobiose e Biofertilizantes, do professor Sebastião Pinheiro e do Solon... Boa leitura. Oliver Blanco

O silício é um elemento químico que foi descoberto por Berzelius em 1824. Por aparecer em pequenas proporções na composição das plantas e dos animais é pouco estudado e por isso foi denominado de o mineral desconhecido.


Veja algumas de suas propriedades:


Símbolo químico - Si
Número atômico – 14
Massa atômica – 28.0855

O silício ocorre comumente sob a forma de óxido de silício, mais conhecido como sílica. 
Em peso o silício representa mais da quarta parte da crosta terrestre e é o segundo elemento mais abundante, perdendo apenas para o oxigênio, no entanto, é pouco encontrado no ser vivo.

No quadro periódico está classificado como um metalóide ou semimetal. Têm as propriedades comuns aos metais e aos não metais.

Quando conhecemos a grande abundância do elemento na Natureza, surge o seguinte questionamento: “por que a Natureza tão sábia como é, criou o silício em tão grande quantidade e o utiliza tão pouco nos seres vivos?”.

Afirmando esta sabedoria, no livro “Microcosmos - Quatro bilhões de anos de evolução microbiana” de Lynn Margulis e Dorion Sagan, lemos o seguinte texto:



“... Na verdade, apesar da depreciação natural dos seres humanos quando se encara o Homo sapiens de uma perspectiva planetária de bilhões de anos de evolução celular, poderemos resgatar algumas velhas grandezas evolutivas quando reconhecermos a nossa espécie não como de senhores, mas como de parceiros: formamos uma parceria tácita indiscutível com os organismos fotossintetizantes que nos alimentam e fornecem oxigênio e com as bactérias e os fungos heterotróficos que removem e transformam os nossos dejetos. Nenhuma determinação política e nenhum avanço tecnológico podem desmanchar essa parceria.”


Então tudo tem a sua utilidade.

Como conseqüência do primeiro questionamento surgem outros, tais como: a ciência atual, tem conhecimento verdadeiro, quais as funções do silício, ou não? Será que não é o momento de supormos que ele, o silício, é a reserva mineral capaz de substituir quaisquer outros elementos químicos, que seja necessário para suprir as exigências e deficiências dos seres vivos? Como um metalóide, possui propriedades dos metais e não metais.
A seguir serão apresentadas várias observações verificadas em plantas, animais, inclusive no homem e o leitor faça a sua apreciação, o seu julgamento. 



1 - Como explicar na agricultura, a resposta dada pelas culturas quando é aplicada farinha de rocha rica em sílica? 

De acordo com a adubação convencional, as adubações com NPK, consideram o nitrogênio, o fósforo e o potássio como macro-elementos, algumas vezes incluem o cálcio e o magnésio, e os demais, alguns poucos eleitos de micro-elementos, entre eles, o silício. Este último, só atualmente está tendo este privilégio. Qual a explicação a ser dada, quando não são aplicados os macro-elementos, nem tão pouco os micro-elementos, se as colheitas foram boas? De onde veio o suprimento dos macros e os micros nutrientes necessários?

2 – Como explicar, na produção de algas para criatório de peixes e camarões, o uso de farinhas de rochas ricas em sílica?

As algas retiram seus alimentos do carbono, do nitrogênio, potássio, fósforo encontrados no açúcar e nos fertilizantes, porém o uso de produtos ricos nesses elementos, onera os custos de produção, além de estar agredindo o meio ambiente, sendo necessário encontrar alternativa. O uso de farinhas de rochas ricas em sílica aumentou a produção de algas. Que explicação deve ser dada?

3 – A Geoterapia – Como explicar os imensos tipos de curas efetuadas em animais e no homem, até mesmo, doenças consideradas incuráveis pela medicina tradicional e que são eliminadas com a simples aplicação de argilas?

A Geoterapia é o ramo da Medicina Alternativa que cura as enfermidades usando argila, barro, rochas pulverizadas, etc. Podemos dizer que é a terapia mais antiga. Segundo os ensinamentos bíblicos o homem foi feito de barro. Sabemos que isto é apenas um simbolismo, mas que representa e simplifica toda a complexidade da vida.



LEMBRA-TE QUE ÉS PÓ E A PÓ TORNARÁS.  - SABEDORIA BÍBLICA


Quando somos lembrados através do batismo que viemos do pó e ao pó tornaremos, nunca estimamos a profundeza e sabedoria contida nestas palavras. No entanto, quando passamos a analisá-las detalhadamente, vemos que resumem todo o misterioso ciclo da vida e da "morte".

Da vida - Quando lembramos que os minerais provenientes da terra alcançam nossos corpos no momento que nos alimentamos de um vegetal ou de um animal.

Da morte - Quando lembramos que os minerais que serviram de sustentáculo para os nossos corpos, serão devolvidos para a terra.

Fonte: livro - ABC de la agricultura orgánica - Jairo Restrepo Rivera

A importância da Geoterapia é reconhecida desde os povos mais antigos e os animais irracionais a praticam preventivamente, observe os pássaros e as aves, que procuram locais onde existe uma terra fina, para ciscarem e jogarem o pó sobre o corpo e penas; os porcos criados livres, que se lambuzam e escavacam o solo com o focinho, tem a carne mais saborosa; os equinos deitam ao solo e se espojam de um lado, para o outro; o gado de maneira geral pratica a Geoterapia; os elefantes colocam, jogando com a tromba, uma espessa camada de lama, que além de proteger a pele contra mosquitos, os beneficia preventivamente a saúde.

No homem poderíamos citar uma série de doenças que são curadas com o uso da Geoterapia desde as ósseas, articulares, vasculares, nervosas, respiratórias, cardíacas, pulmonares, psíquicas, etc.

Até as árvores, que acidentalmente foram quebradas e toca o solo argiloso uma de suas partes, passa a desenvolver raízes e se recupera.

Alguns tipos de enxertos de plantas são feitos usando argila.

A grande maioria dos terapeutas que trabalham com Geoterapia dá prioridade às argilas mais ricas em sílica.

Diante de tantas evidências e conhecendo as propriedades químicas do silício, contando com a principal delas: “ser um metalóide, ter as propriedades dos metais e dos não metais”, não fica difícil supor que o silício se comporta como o "CURINGA" dos jogos de cartas faltou, ele substitui, preenchendo a ausência ou insuficiência de outros elementos. 

A Natureza com tamanha perfeição, tudo nela é aproveitado, nada é perdido, tudo tem a sua função, a sua finalidade, como dispor de uma quantidade tão grande de um elemento químico sem uma utilidade maior, mais nobre, qual seja a de substituto universal de qualquer elemento químico na Terra?



Seria o Silício a Célula Tronco do Reino Mineral? 


Fonte: Medicina do TAO

Para a saúde da humanidade torna-se de fundamental importância, já que as doenças são causadas pelas deficiências minerais. 

Um mineral tão abundante e com semelhantes propriedades, pode ser, se bem utilizado, a solução para muitos necessitados que aguardam esperançosos o desenvolvimento da ciência para resolver seu problema.

A título de especulação, por que não se aproveitar os exemplos citados, retirados de fatos conhecidos e naturais, para tentar corrigir as sequelas de um AVC, as deficiências de um acidentado e outras tantas doenças usando o silício. Às vezes deixa-se de combater um mal por não conhecermos qual a deficiência mineral, o silício poderia ser a solução. A reconstituição de uma medula, a recuperação de células, pode ser a deficiência de um mineral que uma suplementação em silício poderia fornecer.

“As águas perdem a memória, devido às agressões à natureza”.



Outras Evidências


A – No experimento realizado em 1987, comparando galinhas de granja alimentadas com a ração convencional, mais 5% de farinha de rocha MB-4 com 39,73% de sílica e galinhas de granja somente alimentada com a ração convencional. Todo o experimento está descrito nos livros: MB-4 - Agricultura Sustentável, Trofobiose e Biofertilizantes” de Sebastião Pinheiro e Solon Barrozo Barreto e no livro “A Farinha de Rocha MB-4 e o Solo”, de Solon Barrozo Barreto. 

Veja o que está no livro A Farinha de Rocha MB-4 e o Solo:

Do experimento, podemos tirar as seguintes opiniões:

1 - Na criação de frangos para abate não houve um aumento de peso em relação ao outro lote que justifique o investimento. Porém, tem um fator mais importante que o aumento de peso, a “qualidade” da carne era igual à de galinha de capoeira. Os ossos dos frangos do lote-1 eram mais fortes, a carne mais corada e mais saborosa do que a do lote-2.

2 - Na criação de galinhas de postura, houve um aumento grande de postura do lote-1. Além disso, fizemos uma análise comparativa entre os ovos do lote-1, do lote-2 e ovos de galinha de capoeira. 

RETINOL - MCG/DL - CAROTENÓIDES - MCG/DL
Lote - 1 - 376,3 - 515,5
Lote - 2 - 208,2 - 251,9
Capoeira - 409,4 - 1.882,9



Nota-se no resultado, um aumento de retinol (vitamina A) e caroteno, nos ovos do lote-1, embora menores que os de capoeira. 

3 - Nota-se com o experimento, que as galinhas do lote-2, que passaram a maior parte da vida sem receber o MB-4, responderam quando já no final da postura foi colocado o mineral à sua disposição. O que significa dizer que o MB-4 tem um poder recuperador que restabeleceu a postura do lote-2.

4 - Notou-se nas galinhas filhas, um aumento de 108.4% do lote-1 em relação ao lote-2, o que vem a comprovar a importância do MB-4, promovendo um aumento ainda maior que nas galinhas mães. Isto ocorreu pelo fato das galinhas mães serem híbridas. Mas serve para demonstrar que o MB-4 tem um poder recuperador sobre filhas de galinhas híbridas.

5 - Também foi notado que os ovos do lote 1 tem a casca mais dura que os ovos das galinhas do lote 2; como também foi constatado que a densidade dos ovos do lote-1 foi maior que a dos ovos do lote-2 e os ovos dos dois lotes tiveram densidades menores que os de capoeira.

Como explicar o aumento na resistência dos ossos, a maior resistência da casca do ovo, o maior teor de Retinol e Carotenoides? E com maior razão, quando sabemos que na base da molécula de cada substância orgânica existe um mineral?



B – O testemunho de um acidentado de moto que fraturou a perna e depois de aguardar por vários meses a calcificação do osso sem sucesso, tomou conhecimento dos benefícios da Água da Vida, resolveu passar a tomar da água. 

SP-1 (A Água da Vida) é uma água rica em minerais que contém 60 mg/l de silício. Abaixo é apresentado o testemunho de Júnior:

...Tenho um testemunho a lhe dar sobre meu problema (acidente). Na outra ocasião que lhe contei, falei que estava com atraso na calcificação e que se continuasse eu teria que fazer uma cirurgia. O senhor me mandou 4 tubos do Extrato da Fonte da Beleza e me indicou a deixar de comer açúcar, além de só beber a água SP-1. No momento continuei minha rotina de vida normalmente, somente usando a água e o extrato, quanto ao açúcar tentei diminuir ao máximo (cortei tudo que podia). Logo depois, não tenho a data exata, pois estou no momento no escritório (trabalho) e estou sem o exame, fiz um raio-X e que só veio a confirmar o atraso na calcificação. Meu médico logo me explicou da necessidade da cirurgia (enxerto) e nós marcamos para janeiro/2003. Como todo matuto é desconfiado, me dirigir a um outro médico no qual mostrei o raio-X e pedi a opinião dele. Ele me explicou a mesma coisa do meu primeiro médico e disse que se fosse ele que estivesse me acompanhando já teria feito a cirurgia logo aos 7-8 meses. Eu então perguntei sobre a possibilidade do organismo consegui reverter à situação (medicamentos, tratamento tópico, medicina alternativa, estímulos, etc.) e ele me disse não existir nenhum equipamento ou medicamento capaz de reverter e ainda me falou que em 10 ou 15 anos (não lembro exatamente) de medicina ortopédica somente viu um caso ser revertido, me deu praticamente nenhuma chance além da cirurgia de enxerto. Acho que isso me deixou com um certo início de depressão, passei a usar a água da vida mais intensamente (tomava vários copos de água durante o dia), passava o extrato várias vezes também, cortei praticamente o açúcar como indicado pelo senhor. Passei três meses assim e aí fui novamente a meu primeiro médico disposto a marcar o dia da cirurgia e pedir maiores detalhes da mesma, a fim de me preparar. Ele então passou um novo raio-X e também uma tomografia para obter maiores detalhes.Para surpresa de todos quando recebi o resultado do raio-X o osso estava quase que completamente calcificado, como prova a tomografia mostrou o mesmo. A falha desapareceu e só estava restando uma pequena linha que ele me falou ser normal. Foi a melhor notícia que recebi em 2002. Hoje estou aguardando o final deste mês de janeiro para repetir o exame e com fé em Deus confirmar a calcificação por completa. A cirurgia foi cancelada !!!

Como explicar a rápida recuperação do Júnior, sem fazer cirurgia nem enxerto, sabendo que a Água da Vida contém 60 mg/l de silício e somente 2,40 mg/l de cálcio em sua composição química?

C – Depois do advento da industrialização ficou mais rápido cozinhar o arroz. O brunimento é o nome dado ao processo de retirada da película de cor escura que envolve o grão de arroz. Este “avanço” da tecnologia vem trazendo grandes prejuízos à saúde, a ponto da OSTEOPOROSE (doença que enfraquece os ossos) já ter sido promovida: “a doença do século XXI”. 

A película escura que envolve o grão de arroz é de silício. Como os alimentos estão deficientes de minerais, devido ao empobrecimento do solo, origem de todo alimento para o ser vivo, a deficiência daquele elemento químico fica mais acentuada. Daí a necessidade de dar preferência ao arroz integral.

A Água da Vida contém 60 mg/l de silício e somente 2,40 mg/l de cálcio em sua composição química. Justificando o grande número de declarações apresentadas mostrando a recuperação de pessoas com doenças ósseas, tais como: osteoporose, coluna, artrose, artrite, bico de papagaio.

Como explicar o grande número de recuperações dessas doenças, se o teor de cálcio é tão baixo?



D – Recorrendo ainda aos livros informados na evidência – A – podemos citar o fenômeno observado com o leite, que devido à seca e escassez de água na região, um pequeno produtor pediu consentimento para ficar dando da água que brotava das rochas (atualmente conhecida por Água da Vida), a suas vaquinhas. Veja o que cita o livro A Farinha de Rocha MB-4 e o Solo:

.. No final do verão de 1995, nos arredores do Campestre a seca fez secar os açudes e um dos proprietários da região, tem umas vaquinhas leiteiras, cujo leite vende numa fábrica próxima. O proprietário das vaquinhas pediu consentimento para dar da água que brota das rochas que produz o MB-4, esta água que chamamos de MB-4 líquido, ou CM-1. A permissão foi dada. Dias depois, fomos sabedores, que o leite entregue pelo proprietário das vacas, estava causando surpresa na fábrica, pois sempre o leite trazido era de baixa qualidade e de repente, sem explicação, passou a ter excelente teor de gordura. Meses depois chegou o inverno. Os açudes encheram e as vacas, voltaram a tomar a antiga água e a dar o leite de péssima qualidade.

O mesmo fenômeno foi comprovado por várias pessoas que adicionaram um pouco de MB-4 à ração de vacas leiteiras

As mulheres que amamentam seus bebês e tomam Água da Vida observam com grande alegria, o aumento na quantidade de leite.

Como explicar o fenômeno sem colocar a influência do silício nos dois produtos?

Diante de tantas evidências até o momento observado, não seria pelo menos prudente aprofundar essas pesquisas, já que tantas vidas dependem dessas comprovações; recuperações incompletas seriam concluídas; doenças incuráveis seriam algumas delas curadas.

A Terra é um organismo “vivo” e nós os seres vivos fazemos parte dela, tal qual outros seres vivos menores, vivem em nosso organismo em franca parceria conosco, muito embora sintamos dificuldade em aceitar. Não seria o momento de revermos as nossas posições e a nos espelhar na Terra, procurando, depois de comprovado, a restabelecermos as nossas próprias reservas de silício para suprir alguma necessidade futura, como é o caso atual Dela (a Terra)? Os solos estão empobrecidos, falta-lhes minerais, mas as reservas abundantes de silício estão disponíveis em todo o planeta, prontas para suprir as carências e corrigir as deficiências.

Considerando como certa a suposição de que o SILÍCIO é verdadeiramente o "CURINGA" dos jogos de cartas, ou a célula tronco do reino mineral, faltou, ele substitui, preenchendo a ausência ou insuficiência de outros elementos minerais, explica, justifica e principalmente dá oportunidade de se possuir um elemento mineral com propriedades superiores, já que pode substituir qualquer outro, além de mostrar porque é tão abundante na Natureza.



Arapiraca - AL, maio de 2005.



Fonte: 

Abraços Fraternais
Vicente Chagas


Estude mais, leia mais...

Silício e cálcio - uma abordagem antroposófica

sábado, 25 de junho de 2016

Je suis Oaxaca

e, resumo do I Seminário Internacional sobre Educação do Campo

por Tião Pinheiro (Juquira Candiru Satiagraha)

Cambada (não se ofendam, essa palavra do Quimbundo significa “grupo de camaradas em ação”) estou de volta do I Seminário Internacional sobre Educação do Campo organizado pela FACED da U. F. de Uberlândia e muitíssimo mais enfezado (infenso) pelo massacre de professores em Oaxaca a maior universidade a céu aberto do Planeta. Uma estudante yankee estudante no M.I.T me disse: “Seis meses nessas montanhas com esses povos se aprende mais que em cinco anos na minha instituição. Não entendi por que ela disse povos no plural, mas depois conheci Monte Alban, S. Juan Tabá, Gelatao em várias viagens a Oaxaca, e então, entendi.
No III Fórum Social Mundial de Porto Alegre assisti uma oficina organizada por gente da Bunge, que pôs à mesa 10 ambientalistas famosos para falar sobre o meio ambiente para respaldar sua ação destruidora social e ambiental no sul do Piauí. Fiz eles engolirem tudo que tinham dito. Eu estava tão revoltado que ao voltar para o meu lugar cruzei olhar com um participante vestindo huipil (A. Gonzalez). Perguntei: Sos mexicano? Ele assentiu com a cabeça e eu ampliei: De donde? - Ele disse de Oaxaca. Eu disse: Sos feliz, pues Dios hizo Oaxaca y el diablo hizo el resto del mundo, de donde viven esos. Ele apenas balançou a cabeça. Um massacre de professores no país que em 1936 deu exemplo ao mundo recebendo milhares de crianças refugiadas da Guerra Civil Española e foram hospedadas no Palácio Presidencial em Los Pinos para a perplexidade do Mundo. A Inglaterra foge da União por temer refugiados e esse massacre nivela governos, mas jamais nivelará povos. O triste é que não vemos uma campanha orquestrada “Je suis Oaxaca”. Mundo estranho.
No avião retornando de Uberlândia comecei a escrever as experiências, emoções e situações no Seminário. Veio a lembrança do ocorrido na comunidade de Rincón-í, no Paraguai onde um genocídio foi perpetrado pela Delta Pine através de um agrônomo norte-americano. Eles venderam sementes de algodão sem poder germinativo para agricultores paraguaios plantarem em uma falcatrua milionária ganhando nas duas pontas, pois as sementes tratadas com 5 agrotóxicos e uma bactéria Bacillus subtilis patenteada (OGM?) para sua disposição legal nos EUA custaria alguns milhares de dólares.
Os agricultores indignados devolveram as sementes e a empresa transportou 17 cargas de caminhões grandes para depositar as sementes envenenadas, clandestinamente em um terreno baldio perto de uma escola onde estudavam 276 crianças. Fui chamado a ajudar no problema, mas cheguei à Rincón-í com dor de garganta pelo frio do avião e sai cedo para procurar folhas de tansagem (Plantago major). Estava eu prospectando umas macegas e um menino paraguaio com fortes traços do povo guarani se aproximou e perguntou qual era minha preocupação. Foi obrigado a repetir em espanhol para receber a minha resposta: Yo necesito una ojita de llantén (tansagem) para mi garganta.
Ele riu e disse: Tansagem não nasce em solo argiloso como esse, ele gosta de terra arenosa. Ele rapidamente procurou na macega e trouxe uma planta parecida a uma malva e disse pode mastigar essa e deixar junto à gengiva faz o mesmo efeito.
Atônito eu perguntei a ele como é que você sabe isso. Ele riu e respondeu: Que eu saiba não é estranho, mas que você não saiba isto sim é muito estranho, e riu...
Com essas lembranças e referencias posso situar o que significou o Seminário em Uberlândia, mas antes de chegar a ele é preciso ressaltar 3 elementos fundamentais:
- A Ousadia de organizá-lo no coração do Portal do Cerrado onde há mais de 35 anos está montado o maior laboratório de tecnologias para o Bioma que estranhamente não consta da Constituição Nacional, embora isso tenha outro significado que o de esquecimento ou ignorância. Laboratório, pois ele não visa atender aquele Bioma, mas poder aprender nele o que vai se multiplicar na Savana Africana, seu homônimo vinte vezes maior, na Revolução Verde de matriz Biotecnológica onde tem interesses Bill Gates e trabalha Kofi Anan.
A mesa de abertura foi tão ampla que coube a representação de todos os movimentos humanos ultrassociais, ou seja, aqueles encarregados de alimentar ou proteger a natureza e a carga de sentimentos e emoções das falas iniciais marcou o segundo elemento: - O Medo-desespero que ameaça agora mais que antes suas existências. O terceiro elemento foi à voz de cada movimento sem acesso à educação ou com ela negligenciado pelo Estado e Governos: Povos Indígenas, Povo Negro - Quilombola e os Sem Terra e outros que formam o Brasil.

Reforço isso, pois nos meios de comunicação diuturnamente anuncia-se que os agronegócios são o responsável pela alimentação da população do planeta. Ignoram que do total de natureza do Planeta somente 13% é aproveitável, onde a posse da terra está de 60 a 70% nas mãos da indústria de alimentos através dos agronegócios e alimenta apenas menos de 40% da população do Globo.

Os camponeses do mundo, segundo o ETC e GRAIN, ocupam de 30 a 35% das terras mas alimentam mais de 40% daquela população. É óbvio que governos e economias periféricas são impedidas de medidas para proteger seus camponeses e populações tradicionais com políticas públicas nacionais, a exemplo do que ocorre com os países centrais de economia hegemônica. Não interesse na produção camponesa, pois ela não permite a concentração e escala de commodities sem controle ou ingerências, também nas propinas e subornos por Coca Cola, Nestlé, Cargill, Bunge, Louis Dreyfuss etc., que pode ser encontrado no livro “A Máfia dos Alimentos” da Juquira Candiru.
As populações tradicionais trouxeram ao I Seminário Internacional de Educação do Campo algo mais que sua produção de qualidade superior. Trouxeram algo que jamais a indústria de alimentos e seu agronegócios vão construir: Cultura e Felicidade. Está foi a produção cientifica apresentada pelos estudantes, acadêmicos e professores ali presentes.
Um professor baiano da Licenciatura em Educação do Campo (música popular), da UF do Tocantis (campus Arraias) com sua harmônica de 8 baixos (gaita ponto do gaúcho), já praticamente extinta naquela região, nos trouxe algumas letras de Coco e Emboladas de letras capciosas e um cordel de rara beleza que já os jovens praticamente desconhecem pelo poder esterilizador dos meios de comunicação e mídia internacional. Ele chegou a formar uma “camerata” com o duo de chileno e gaúcho que com quenacho, charango, guitara e violão reviveram as canções nascidas das comunidades camponesas no que nós hoje denominamos Folclore, mas bem diferente do mesmo de interesse mercadológico das gravadoras e dos meios de comunicação e mídia encarregados da alienação cidadã, que não mais trazer a felicidade do canto na colheita, que significava fartura, felicidade e harmonia. Eles abriam e encerravam as jornadas do evento.

De certa feita, no México um camponês me disse: Antes, embora fossemos mais pobres, éramos muito mais alegres e felizes. Sim perdemos o valor das coisas pelo preço para conseguir o consumo e o choro substitui o canto e o que se expande é a pobreza, miséria e degradação cultural, ética e moral.

Eu não podia estar simultaneamente em todas as mesas que eram mais de 20, mas o que pude assistir é de registrar-se O desespero de Maximino um representante do Povo Kaiowá que nos trouxe o desespero da expansão dos agronegócios sobre suas terras e mostrou em vídeo um assassinato por jagunços onde a vítima baleada e indefesa foi junto com sua motocicleta atropelado por uma pá carregadeira e arremessado em uma vala para não existir sequer chance de atendimento. Seria muito propicio uma operação similar à “Lava a Jato” para as populações tradicionais.
A mesa do movimento indígena foi transbordante a educação para a vida. No Paraguai há a Associação de Professores e Maestros que tem o lema: “Quisiera vivir para estudiar y no estudiar para viver”. O estado de inversão de valores nos leva a Nietzsche na “Transvaloração de todos os Valores” e com isso se pode entender as colocações de Dr. (USP) Daniel Munduruku do povo Mundurucu o a Filosofa (UNESP) Cristine Katua do povo guarani e o oficial aviador da aeronáutica (RE) Marcos Terena do povo que lhe dá o sobrenome.

A Secretaria de Saúde do governo de Minas Gerais, uma negra nos trouxe em poucos vinte minutos uma viagem à condição do negro e sua expulsão do espaço público e privado no Brasil e suas conquistas a ferro e fogo dia a dia. Ela podia ser considerada o ponto alto, mas um jovem estudante moçambicano roubou à cena com seu depoimento humilde, humano e cósmico. Lembrei o amigo Lutzenberger (RIP) que ensinava: “Tião na África o nativo negro é o equivalente aos nossos povos indígenas, não há diferença”. Rimos juntos, quando a mulher Tuíra Kaiapó passou lentamente o facão na cara do burocrata não ameaçadora como a Globo forjou, mas com o sentido educativo que Maximino nos ensinou a todos (foto). Estou escrevendo agora e já sei sem aparecer na TV que o Professor Maximino carregou a Tocha Olímpica para o gáudio não só dos Kaiowas nesse momento de tanta tensão, desespero e dor.
Minha singela contribuição foi fazer durante minha apresentação um cromatograma de Pfeiffer com “Terra Preta de Índio”, o Solo mais fértil do mundo criado pela mão humana. Não estranhei quando ele se revelou em apenas vinte minutos depois da secagem, quando o normal são 4 dias. A Rede Globo em uma novela anterior fez Regina Duarte clamar pelo acaricida para salvar suas laranjas destruindo 30 anos de conscientização. Agora na novela “Velho Chico” apelidou de “Sintropia” a energia da agricultura com evolução e harmonia dos seres vivos, com o fim de elitizar o consumo de orgânicos e abrir espaço às tecnologias agroecológicas das grandes corporações. Ela está 40 anos atrasada, pois a energia viva da “Terra Preta da Amazônia” ou dos Alimentos das Populações Tradicionais jamais poderá estar nas mãos da indústria de alimentos e seus agronegócios. Elas estão acima do mercado, pois carregam cultura e valores da identidade de povos que hoje lutam por seu respeito nacional. Os meios de comunicação concessão constitucional precisam ser educados. Uma lastima que não estivessem no Seminário.

Obrigado a todos da “Licenciatura do Campo”, em especial ao amigo Prof. Dr. Antonio Cláudio por abrir este espaço ultrassocial dentro da Universidade e mostrar a cara do Brasil como o fez Darcy e Gerda Ribeiro e muitos outros. Voltei para casa 2 Katuns mais jovem e pronto para mais rebeldia e “subversão” apesar do massacre dos maestros em Oaxaca, criada por Deus seguiremos e seguiremos como Zapata.
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