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'Ofereço-me para cooperar com amor a fim de compartilhar a abundância de meu coração.'
'Comunico-me sem apegos e descubro a harmonia de evoluir na Terra.'

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil

fonte foto: Oblíquo - desenho & linguagem

...contribuiu ao @extensionista o amigo e Médico Veterinário Cezar Corrêa da Rosa.


Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil, lançado pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro em 9 de setembro, já pode ser acessado e baixado na íntegra. A publicação não será comercializada.

O Jardim Botânico do Rio de Janeiro lançou o Catálogo de Plantas e Fungos do Brasilno 61º Congresso Nacional de Botânica, em Manaus, em 9/9. A sessão do lançamento, que contou com a presença da coordenadora do projeto, Rafaela Campostrini Forzza, do coordenador do Centro Nacional de Conservação da Flora (CNCFlora) Gustavo Martinelli, além de autoridades e pesquisadores do JBRJ, foi uma das mais concorridas do Congresso.

Com mais de 1700 páginas divididas em dois volumes, a publicação se constitui numa ferramenta fundamental para a pesquisa e a conservação da flora brasileira. Trata-se de uma versão impressa e mais completa da Lista de Espécies da Flora do Brasil, lançada online em maio. Mas diferentemente da Lista, que apresenta uma ficha resumida para cada espécie, o catálogo impresso se preocupa em aprofundar análises e pesquisas realizadas. Nele estão registrados estudos sobre a localização geográfica das espécies, gráficos comparativos da ocorrência de indivíduos de cada grupo também em outros países e informações sobre endemismo ao longo dos anos.

O trabalho foi coordenado pelo Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, por intermédio do CNCFlora, e mobilizou 413 pesquisadores brasileiros e estrangeiros. A publicação consolida o cumprimento, pelo país, de uma das metas da Estratégia Global para Conservação de Plantas, parte da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), da qual o Brasil é signatário.

Antes do Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil, a única compilação que havia se proposto a abranger todas as espécies de plantas brasileiras conhecidas até então era a Flora brasiliensis, editada por von Martius, Eichler & Urban entre 1846 e 1906. A Flora brasiliensis chegou, na época, a registrar 22.767 espécies. O novo catálogo apresenta um total de 40.989 espécies, sendo 3.608 de Fungos, 3.496 de Algas, 1.521 de Briófitas, 1.176 de Samambaias, 26 de Gimnospermas e 31.162 de Angiospermas.

O Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil pode ser baixado em PDF aqui, e também pela seção downloads da página da Lista da Flora do Brasil ou ainda pela seção Publicações do sítio eletrônico www.jbrj.gov.br.

Rádio Brasil em movimento do 6° Congresso Nacional do MST

domingo, 9 de fevereiro de 2014

COCHONILHAS - sugestões de controle

Cochonilha no hibisco caseiro, família Pseudococcidae, Planococcus citri (Risso, 1813) – cochonilha branca - foto: O.Blanco


COCHONILHAS
 (Famílias: Coccidae, Diaspididae e Pseudococcidae). Margarodidae, Ortheziidae e Phylloxeridae - três famílias adicionadas não citadas no livro.

São insetos sugadores, que retiram os açúcares da seiva. O que não é aproveitado escorre sobre as folhas, abaixo da localização das colônias, atraindo formigas açucareiras que afugentam seus predadores naturais. As formas jovens e machos são móveis, enquanto as fêmeas adultas não se deslocam.

Atacam os mais diversos grupos de plantas.

A umidade é prejudicial à praga, pois facilita o desenvolvimento de fungos parasitas. O controle natural é feito por joaninhas.

Sugestões de controle:

- regar com mangueira, sob pressão, as colônias, para desalojar as formas jovens e imóveis da praga;
- pulverizar com: óleos minerais, na concentração de 1% no verão e 1,5% no inverno, podendo ira até 2% (recomendados especialmente para as espécies com revestimento de lanugem); solução de sabão*, fumo* ou sementes de mostarda*;
- para plantas caseiras e pequenos pomares de quintal: aplicar terebintina sobre os insetos localizados no tronco das frutíferas, (com uma escova macia), cuidando par anão ferir a casca da árvore com esta substância.

Família Pseudococcidae – tem o corpo sempre revestido por uma secreção cerosa, de aspecto purulento ou algodonoso. Vivem sempre em colônia. Devem ser destruídas assim que forem vistas. Podem se localizar nas raízes das plantas, sendo de difícil controle.

foto: O. Blanco
foto: O. Blanco
Sugestão de controle:

- lavar com espuma de sabão. Em época de dormência (videiras), despejar água bem quente nas raízes; retirar a casca da planta na área afetada, lavar com uma solução de água, sabão e um pouco de enxofre. Esfregar vigorosamente com uma escoava macia. Em caso de grandes infestações, pode se besuntar o caule e galhos com uma mistura de sulfato de cobre, fuligem e água;
- em frutíferas, como último recurso, pode-se usar emulsão de querosene*, correndo-se o risco de matar os predadores.

 RECEITAS ALTERNATIVAS
*Solução de sabão
Não usar amaciantes ou detergentes, pois prejudicam os tecidos das plantas.
Espuma de Sabão – para combater pulgões e cochonilhas deve usar sabão neutro e água da chuva, para se obter uma espuma espessa.
*Sabão suavizado – serve de base para várias pulverizações. É obtido através da solução comum em água e fervura. Fica gelatinosos e pode ser posteriormente diluída na consistência desejada. Deve-se usar só a quantidade necessária para bater até que se forme uma espuma espessa, para esquinchar com mangueira ou pulverizar sobre as plantas. Depois que a mistura secar, as plantas devem ser enxaguadas com água limpa.
 
*Solução de fumo
O princípio ativo inseticida é a nicotina. Quando aplicado sobre frutos e hortaliças, para controlar pulgões, cochonilhas e tripes, etc., o prazo de carências para a colheita é de 48 horas. 
Picar caules de fumo ou pedaços de fumo em corda. Colocar num recipiente, despejar água fervendo o suficiente para cobri-los e deixar repousar várias horas. Retirar o líquido marrom e diluir em 4 partes de água. Usar em pulverização. Pode-se aumentar a aderência misturando com sabão suavizado*.
Numa garrafa de 1 litro, misturar 50g de fumo em corda e pimenta malagueta, picados. Completar com água e deixar curtir por uma semana. Diluir em 10 litros de água e pulverizar.
Não usar em roseiras, pois altera a coloração da flor.

* Sementes de mostarda
Para combater cochonilhas em frutíferas, moer as sementes e usar em pulverização no início da primavera, misturando 0,5 kg de pó em 5 litros de água. Para pulverização no outono, misturar com óleo mineral.
 
*Emulsão de querosene
Este produto é mortal para qualquer tipo de inseto.
Emulsão: dissolver 400g de sabão em barra em 1 litro de água quente. Quando ferver, retirar do fogo e despejar a querosene (1-1,5 litros), sempre mexendo, até esfriar. O produto fica pastoso e deve ser filtrado antes de se colocar no pulverizador. Para combater cochonilhas, diluir em 8 partes de água; para cochonilhas em frutíferas, diluir em 5 partes de água e para pulgões, diluir em 15 partes de águas. Enxaguar as plantas com água limpa. O tratamento deve ser repetido 5 dias após.

(Pode-se substituir a querosene pelo óleo Diesel. Numa lata com água fervendo, colocar 500g de sabão de barra ralado e 300g de cinza; mexer rápido para que a espuma não derrame. Após tirar do fogo, acrescentar 0,5 litros de Diesel.) 
 


Vejam fotos das famílias e suas espécies clicando em Mais informações...

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

II CONGRESSO INTERNACIONAL DE DIREITO DOS POVOS E COMUNIDADES TRADICIONAIS


PROGRAMAÇÃO

O II CONGRESSO INTERNACIONAL DE DIREITO DOS POVOS E COMUNIDADES TRADICIONAIS (IICIDPCT) pretende construir o diálogo e revelar o estado das pesquisas, das práticas e do desenvolvimento da efetivação de direito dos povos e comunidades tradicionais. O evento contemplará a apresentação de trabalhos orais, eventos paralelos e sessões plenárias com palestras e conferências; sessões temáticas e mesas redondas, que darão a oportunidade aos participantes de conhecer fundamentos teóricos e experiências implementadas na defesa do direito dos povos e comunidades tradicionais.


 

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Prática para o Manejo ecológico de FORMIGAS doceiras

Formigueiro no pomar de frutíferas da Unesp, campus de Jaboticabal - SP.

Na semana passada me veio duas questões aos mesmo tempo sobre as danadas formigas. Uma pelo Lamarca – estudante de agronomia, que me perguntou: “o que fazer quando temos muitas formigas na área?” e outra pela Hindy, amiga e prima, dizendo que estava com problemas com as formigas em sua varanda e que, segundo ela, questionou a presença das pequenas por causa de ter iniciado o cultivo de uma horta com pimenta, salsa, hortelã, alface, tudo em vasos pequenos.

Interessante isso. Um caso de formigas cortadeiras e outro de formigas doceiras. Inté então, eu estava lendo um pequeno livro escrito por Angela Aurvalle, Maria José Guazzelli e Sebastião Pinheiro, AGROPECUÁRIA SEM VENENO.

Nesta semana cheguei a parte em que Maria Guazzelli fala sobre o “Controle de pragas e moléstias em hortas e pomares” p. 50. Cita sobre as Formigas e dicas de controle ecológico, cuja parte que fala sobre as formigas reproduzo aqui neste post, mais a baixo.

Eu já tinha escrito um post sobre as formigas cortadeiras: Prática para o Manejo ecológico de FORMIGAS cortadeiras que indiquei ao camarada Lamarca. Vamos ao novo post com algumas dicas para as formigas DOCEIRAS; na verdade pode-se usar para todas as formigas.
Vamos na missão em divulgar os controles e formas alternativas de conviver com os animais, sempre respeitando a unidade biológica como um todo: solo – planta – animal – homem. Nunca partir para o extermínio e sim aprender com a vida, criar alternativas; ter observação e paciência é necessário. Lembrando que, se um grupo de ET’s nos olham do espaço, somos iguais as formigas, talvez pior.

Em agosto de 2011, recebemos a capacitação do sistema PAIS – produção agroecológica, integrada e sustentável – cuja propriedade escolhida, após iniciarmos os trabalhos de perfuração, descobrimos que estávamos em cima de um formigueiro. Logo começou a aparecer imensas saúvas. Se levantássemos os canteiros de hortaliças ali, provavelmente seria um banquete a elas no futuro. O solo também, dava condições ideais.

Área escolhida para implantação do PAIS, na propriedade do Sr. Erli e Dona Eva, Vazante - MG.
Notem a cor da terra ao perfurar.
Eu, Rafael e Rogério ao fundo. Equipe premium...
Após a implantação, como ficou.
Era solstício de inverno e as formigas já estavam entocadas. A solução foi plantar em área total*, leguminosas. A família produtora optou pelo plantio de feijão. O interessante foi que o abandono da área, por falta de manejo, fez com que o mato tomasse conta, acrescido mais ainda pela irrigação. Foi perfeito, pois aumentou a matéria orgânica em superfície, proporcionou o aumento de raízes e sua contribuição física, biológica e química no circulo de plantio. A posterior, com o manejo de corte e replantio de hortaliças, no tempo e espaço de acordo com a ação do produtor na área, que dividia as atividades também com o leite, na sequencia, as formigas devem ter se mudado.

As raízes permitem a entrada de água e oxigênio em profundidade, alterando a entropia interna e as condições do próprio alimento estocado pelas formigas. A cobertura vegetal garantiu menores variações da temperatura do solo, dando condições positivas, também, para o crescimento de novos microrganismos, devendo ou não ser competidores. Deveras se por aí...

Na sequencia, fotos do sistema evoluindo até a produção de alimentos totalmente saudáveis.

Primeiro plantio.
Segundo plantio, feijão em área total dos canteiros e milho ao redor.
Segundo plantio, feijão em área total. Visita do Instituto Votorantim, com Fábio Ferraz (urbeOmnis).
Área manejada após deixar o mato crescer junto com o feijão plantado em área total.

Terceiro plantio de hortaliças na área após a saída do feijão e manejo do mato usado em cobertura dos canteiros.
Notem que os canteiros estão cobertos com matéria vegetal.

Nos corredores, nos caminhos entre os canteiros, foi posto folhas de manga muito abundante no quintal ao lado.
Tomates orgânicos.
   
"FORMIGAS (Família Formicidae)

São de dois tipos diferentes: cortadeiras e doceiras.

As cortadeiras são as saúvas (gênero Atta) e as quenquéns (gênero Acromyrmex), cuja a presença é característica de solo ressequido e sem fertilidade.

As doceiras ou açucareiras podem causar danos diretos, sugando a seiva que exuda das feridas provocadas por elas. Outras causam danos indiretos, pela simbiose com pulgões, cigarrinhas e cochonilhas, alimenta-se do líquido açucarado secretado por estes insetos. As popularmente conhecidas por lava-pés constroem seu ninho na base de troncos, principalmente de citros, danificando a casca e deixando os tecidos descobertos e suscetíveis à gomose. Também inutilizam mudas em viveiros.

Atacam: hortigranjeiros, frutíferas, gramíneas, pastagens e alguns produtos armazenados (principalmente os açucarados).

São controladas naturalmente por formigas carnívoras, mosquinhas parasitas, e diverso animais de maior porte, como galinhas, rãs e sapos. 

Sugestões de controle:

- se o formigueiro estiver fora da área a ser protegida, há diversos meios para repelir estes insetos: barreira, com farinha de osso, casca de ovo moída ou carvão vegetal moído. Em linha contínua, com pequena quantidade: “pintar” no chão ou troncos, uma barreira em faixa, com suco de pimenta vermelha forte, ou diluída em pequena quantidade de água; colocar cinta de material pegajoso.

- se o formigueiro estiver dentro da área a ser protegida: colocar cal virgem a boca do formigueiro e derramar água; colocar farinha de mandioca crua, ao lado do carreiro; derramar água fervendo; cultivar gergelim próximo ao formigueiro; em caules grossos ou troncos, fazer um anel de lã de ovelha e colocar, por cima, uma saia protetora de plástico.

- para proteger colmeias: colocar os pés dos suportes das colmeias dentro de latas ou cochos de alvenaria, cheios de água e óleo queimado; fazer funis invertidos, de zinco ou de lata, com a parte interna untada de graxa."

doceiras (2 - 10 mm)

cortadeiras (7 mm)













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Quando falamos em plantar em área total* é seguir este exemplo de fotos. Nesta área, em um sítio de Botucatu, SP, plantou-se uma muvuca (várias sementes) de leguminosas e gramíneas um poucos antes de se inserir o plantio de café, guanandi e outras espécies arbóreas em cima de uma vegetação rasteira de capim. O proprietário iniciava o plantio de um sistema agroflorestal - SAF.






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