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'Ofereço-me para cooperar com amor a fim de compartilhar a abundância de meu coração.'
'Comunico-me sem apegos e descubro a harmonia de evoluir na Terra.'

sábado, 18 de março de 2017

O ciclo do Etileno




 A pequena passagem teórica a respeito do ciclo do Etileno descrita e investigada pelo professor Pinheiro Machado em seu livro PRV - tecnologia agroecológica para o 3º milênio, exposta logo a baixo, é para mim, mais uma peça misteriosa da natureza que integra a influência do Sol, ou sua expressão artística em nosso Planeta  em harmonizar o macro e o microcósmico, na criação e recriação do solo que circula entre plantas e animais, e retorna novamente em ação sine qua non dos micróbios em prol a vida e vitória da Natureza.

Há muito que investigar sobre esses mistérios e os mecanismos que geram o milagre da vida; por exemplo, qual seria o papel do húmus na geração do etileno? ou o etileno para com o húmus? Tudo passa pelo húmus. 

"O papel da matéria orgânica na formação do solo foi muito apreciada, mesmo nos tempos antigos. Ela recebeu uma consideração mais definitiva com o reconhecimento do solo como um corpo natural, produzida com o resultado de forças naturais, principalmente clima e vegetação.  Desde os tempos dos romanos até o meio do século 18, o termo 'húmus' foi frequentemente utilizado para designar o solo como um todo. Provavelmente, com essa ideia em mente, foi sugerido recentemente que a ciência do solo poderia chamar-se de humologia." Faria com que o  Mané besteira perdesse todos os dentes da boca em meio a sua aula de fertilidade do solo para 90 novos engenheiros agrônomos em Jaboticabal.

Se daria por histórias contadas, o fim da hegemonia do agronegócio e sua farsa na
Crédito Agricultura Familiar
ciência da pedologia nas academias agrárias.. Fica nítida a atração do agronegócio pela Agricultura Familiar. Se a agroecologia é diferente, se os movimentos sociais pela conquista da terra (direito universal) diz não temer contradições, em nada irão avançar, enquanto não tomarem consciência do biopoder camponês. É o diferente que nos faz avançar. É preciso romper. Liberdade, como disse Rosa Luxemburgo, é a 'liberdade para o outro', e o negócio é ser pequeno. Para os campesinos posmodernos, discursou bravamente Flores Magón, que 'a liberdade econômica e a base de todas as liberdades'. - é, corremos, em paralelo, mais poucos sabem da importância das biofábricas Campesinas, e fico puto ao receber e-mail do mst: 'Stoller abre mais uma unidade... (Valor Econômico)'. - estamos isolados e sem dim dim... 


Os estudos se deve a maiores integrações possíveis e maiores participação social. "Olsen, sugeriu que sempre que um efeito favorável da matéria orgânica sobre o crescimento da planta, foi observado devido ao aumento na quantidade de Fe (ferro) disponível para as plantas." "A formação e acumulação de substâncias e hormônios promotores de crescimento em húmus e sua importância na nutrição das plantas ainda podem ser considerados como sujeitos à especulação; resultado desses estudos, um relacionamento se acreditava existir entre phytaminas, vitaminas e hormônios, que circulam a partir do solo para a planta e animal, e de volta ao solo."

Bem, termino minha participação acrescentando que é bem provável que os nutrientes disponíveis no solo pela ação do ciclo do etileno, como cita Pinheiro, NH4, Ca, K, P, S, Carbono, Ferro, e outros, ficam armazenados no húmus do solo por períodos considerados. Como um reservatório a ser utilizado pelas plantas no momento requerido, quando essa manda um sinal aos parceiros terrestres, micróbios e, e os humanos.. húmus... humanidade.. humildade.. humilhação (lembrar que este ciclo só acontece em um solo Vivo; impossível para àqueles que praticam uma agricultura química, veneneira = Agro é Pop, Agro é Tech, tá na Rede Globo de tv..) 

fonte: tierramor.org
     
"O gás etileno é largamente conhecido na agronomia convencional por sua ação catalisadora na maturação de frutos e na sua posterior conservação. Como um importante produto da biologia do solo, entretanto, passou a ser conhecido a partir da década de 1970, com os trabalhos de Smith, e na década seguinte, com a publicação do trabalho de Widdowson. Posteriormente (1997) vários pesquisadores - Cook, Penmetsa, Kluson e outros - se interessaram pela ação do gás etileno na renovação da MO do solo, na mineralização do N, na sua potencialidade alelopática e na sua ação no mecanismo aeróbio/anaeróbio, que controla a liberação de íons de macro e microelementos para a nutrição das plantas, em solos com boas estruturas e densidade e que não tenham sido roturados e/ou agredidos recentemente. A principal produção de etileno, que é um regulador crítico da atividade biológica do solo, ocorre nos microssítios anaeróbios, em condições de alta redução.

Em geral, o crescimento vegetal está limitado pelo aporte insuficiente de nutrientes disponíveis. Muitos nutrientes, como P e o S, se mantêm imobilizados como sais complexos de Fe3+ férrico, isto é, Fe oxidado. Esses sais férricos têm uma carga elétrica muito alta e fixam fortemente nutrientes como P e sulfato que, assim, não são nem lixiviados, nem absorvidos pelas planta (Widdowson 1993)1.

Em solos bem estruturados e com a conveniente porosidade, as plantas em crescimento têm uma intensa atividade nas raízes e há uma grande proliferação de microrganismos, que são alimentados pelos exsudatos vegetais. Essa alta atividade produz uma redução do nível de O2, e microrganismos anaeróbios iniciam sua atividade, produzindo o gás etileno em microssítios. O etileno inativa, mas não mata os aeróbios, com a consequente limitação da anaerobiose. É um ciclo que se repete constantemente, quando as condições do solo são favoráveis.

À medida que aumenta o nível de etileno, os sais férricos (Fe3+) insolúveis são reduzidos a ferrosos (Fe2+). Neste estado, os sais férricos até então insolúveis, são solubilizados, e o P e S passam a ser disponíveis nas plantas. Igualmente, o Fe ferroso se fixa aos domínios orgânicos da argila, liberando na solução do solo nutrientes vegetais catiônicos - NH4, Ca, K e outros. Como esse mecanismo aeróbio-anaeróbio ocorre próximo aos pelos absorventes, onde a atividade biológica é máxima, os nutrientes encontram-se em lugar exato para serem absorvidos pela planta. Eis porque as plantas das florestas, com diversidade botânica e das pastagens bem manejadas, sempre são viçosas e sadias." 
 
 Luiz Carlos Pinheiro Machado, Pastoreio Racional Voisin - Tecnologia Agroecológica para o Terceiro Milênio, pg. 90. 2ª edição, Editora Expressão Popular - São Paulo - 2010

1 - WIDDOWSON, R. W. Hacia una agricultura holística: un enfoque científico, Hemisferio Sur, Buenos Aires: 1993, 270p.

2O Húmus: origem, composição química, e importância na natureza. Selman Abraham Waksman - tradução Sebastião Pinheiro. 

quarta-feira, 15 de março de 2017

Agricultura Orgánica en el Tropico



Publish at Calameo


"(...) Sócrates na Grécia clássica nos advertiu, 'só sei que nada sei', ou seja, só sei que nada sei por inteiro, só sei que nada sei que só eu sabia, só sei que nada sei que não possa ainda vir a saber... "
Mario Sergio Cortella - Por que fazemos o que fazemos? pg 174. 
 

Apresento este documento e o dirijo especialmente:


  • Para todos aqueles que estão dispostos a pensar e até mesmo a reconsiderar, com destaque para os especialistas técnicos em ciências agrícolas, professores de universidades (aposentado e não-aposentado), profissionais da área e da cidade dispostos a fazer um gesto honesto autocrítica de sua própria antiético e pervertido em seus valores, mentalidade para aqueles que promoveu e promovido com falsas ilusões dos benefícios da FAO através da revolução verde.
  • Ao jovem inquieto, da Universidade Nacional, não ricos (não acomodado ou diferenciado), equipada e treinada dentro de paradigmas existentes de tecnologia, que não está disposto a ser enganado pelos novos conceitos da agricultura envenenada, como afirma o "Manejo Integrado de Pragas - MIP "proposto por supostos mestres da ciência, salvadores da agricultura moderna e tecnologia".
  • Aos intelectuais e todos os seres humanos, sempre alerta e dispostos ap sacrifício por um mundo melhor e, acima de tudo, mais sábio. Com este documento, indicam novos rumos, além do sofisticado mistério "Deus no céu e FAO na terra".
  • Ao pequeno campesino, produtor da nova agricultura que sonhamos, em que os calos de suas mãos hão de brotar os frutos da justiça que buscamos.
Este documento permitirá um novo pensamento universal, um novo paradigma, uma nova mentalidade, uma nova visão ética e fantástica, da vida e da terra.

Queremos que este documento se converta em uma fonte de luta, sua finalidade é esclarecer muitas coisas, que foram mantidas e manipuladas no escuro nas escolas de agronomia administrados por tecnicistas. Este documento é para sacudir e chocar com a realidade, é para pensar e promover a discussão; o que a universidade não é mais capaz.

Diante de tanta destruição cultural, social e ambiental, não podemos mais ficar em silêncio e tímidos, porque o silêncio e a timidez no passado conduziram ao desastre atual em que chegamos, O ECOCÍDIO. As forças de destruição e da ânsia não inibiu o desejo e a agressividade, com a promoção de tecnologias da revolução verde, que não conheceu limites ou freios em campo.

Por outro lado, este documento, "a fome no mundo e a FAO" não a acalmará; pelo contrário, será a gota para descobrir a sede, ferida profunda da desinformação científica que foi perpetrado por décadas em universidades, da Colômbia, cobrindo-se, fechando, massacrando, perseguindo e sucumbindo o verdadeiro conhecimento da ciência e do agricultor.

Finalmente, nos acusarão e vão continuar acusando como radicais, de líricos, quando não de apocalíptico. Apenas somos realistas, e a realidade é grave. Não podemos permanecer em silêncio, pois dentro de pouco tempo seremos acusados pelas futuras gerações de negligentes e convincentes. A preocupação com o conhecimento e sua qualidade, em uma nova alternativa de vida, dependem de nosso comportamento e atitudes que são capazes de transmitir sabedoria a juventude atual.

"A universidade não é capaz de gerar conhecimento utópico, perde a razão para seus entes – os estudantes - perde a razão de sua existência - a Universalidade"

Jairo Restrepo Rivera
Ingeniero Agrónomo / Brasil
Asesor Técnico Internacional 
23 y 24 de febrero de 1994.
Universidad Nacional de Palmira

"É trágico ver jovens saírem das universidades aculturados, renegando suas raízes e a sabedoria dos antepassados, incapazes de decodificar os valores industriais aprendidos em choque com a espiritualidade latente em sua identidade. Assim, são “religiosamente” transformados em robôs (zumbis) para acumular “mais valia” na Fé, Fama e Fortuna. Eles repelem entender a beleza da formação rochosa, como “abobrinha” (tolice). A arrogância da ignorância cresce dia a dia estimulada pela educação alienante para o mercado." - Sebastião Pinheiro


Interessou vivente? adquira uma cópia em pdf... a Luta segue, e segue... Oliver Blanco 
 
 

terça-feira, 14 de março de 2017

Terra sem males

Indígena Guarani Kaiowa, sul do Brasil, 1949, © Egon Schaden


Bartomeu Meliá -
é um jesuíta e antropólogo espanhol.

“Singular e assombroso o destino de um povo como os Guarani! Marginalizados e periféricos, nos obrigam a pensar sem fronteiras Tidos como parcialidades, desafiam a totalidade do sistema. Reduzidos, reclamam cada dia espaços de liberdade sem limites Pequenos, exigem ser pensados com grandeza. São aqueles primitivos cujo centro de gravitação já está no futuro. Minorias, que estão presentes na maior parte do mundo.”

Foto: Júlio Cesar Carignano
A busca da chamada Terra Sem Mal é uma constante no jeito de ser e da concepção de mundo do povo Guarani. É um lugar intocado onde não existe nem rivalidades, violência e falta de reciprocidade. Um espaço mítico onde o teko porã (“bom proceder”) predomina em relação ao teko marã (“mal proceder”) e o mba’e meguã (“coisa má”) simplesmente inexiste.

Esta inspiração divina é que faz com que os povos Guarani sigam lutando por suas terras, por seus direitos e por seu modo de ser, uma caminhada que contrasta com o nosso triste universo permeado de cercas, propriedades privadas e onde tudo se converte em mercadoria. Inclusive a própria terra, algo inconcebível para a perspectiva das comunidades Guarani. A busca da Yvyv Marã’y segue sendo a mola propulsora da vitalidade da cultura Guarani, como uma espécie de utopia ancestral, que como já nos ensinou Galeano, tem como objetivo nos colocar a caminho.

Que sigamos caminhando inspirados nesta utopia indígena e façamos da luta pela Terra Sem Males nossa luta de cada dia!

Paulo Porto Borges, professor universitário, indigenista, fotógrafo documental e vereador em Cascavel-PR.


fonte: Terra sem males - jornalismo independente
 


“Três viajantes percorrem o caminho que os liga ao passado de suas origens. A aventura acontece nas ruínas das Missões Jesuíticas no Paraguai, Argentina e Brasil. Construídas entre os séculos XVII e XVII, hoje são Patrimônio da Humanidade. A região foi palco da guerra entre os índios missioneiros contra Portugal e Espanha pela defesa da TERRA SEM MALES. A Guerra Guaranítica dizimou a população indígena das Missões e definiu a fonteira sul do Brasil, nesse que foi um dos episódios mais sangrentos da história da América Latina.”

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