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'Ofereço-me para cooperar com amor a fim de compartilhar a abundância de meu coração.'
'Comunico-me sem apegos e descubro a harmonia de evoluir na Terra.'

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Mapuche - Gente da Terra


Mapuche x Benetton Chorro fonte: Caracarecos da Marta


Os Mapuche (na língua mapudungun, gente da terra) são um povo indígena da região centro-sul do Chile e do sudoeste da Argentina. São conhecidos também como araucanos.

Os grupos localizados entre os rios Biobío e o Toltén (atual Chile) conseguiram resistir com êxito aos conquistadores espanhóis na chamada Guerra de Arauco, uma série de batalhas que durou 300 anos, com largos períodos de trégua. A coroa de Espanha reconheceu a autonomia destes territórios em 1641, por meio do Tratado de Quilín. Após a indepêndecia de Chile e Argentina, estes territórios foram invadidos por destacamentos militares republicanos, sendo a população Mapuche confinada em "reduções" Chile e "reservas Argentina indígenas.

Por conta deste processo de despojo territorial, mais que a metade da população indígena Mapuche vive hoje em dia em zonas urbanas, muitas mantendo, entretanto, vínculos com suas comunidades de origem.
De maneira geral o movimento Mapuche luta pela recuperação de seu território ancestral, por mudanças constitucionais em prol dos direitos indígenas e reconhecimento por parte dos Estados de suas especificidades culturais.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Série F o r r a g e i r a s - Gramíneas (Brachiarias)


De origem africana, o gênero Brachiaria é composto por aproximadamente 200 espécies até agora identificada e registrada. Dentre estas 200 espécies, acredito que apenas 3 são hoje utilizadas por muitos pecuaristas e produtores de grãos no Brasil. 

O Sistema Barreirão (Embrapa anos 80) para a recuperação de pastagens, servindo como um pré manejo do solo para se implantar a ILP (integração lavoura pecuária) no Sistema Santa Fé e mais recentemente o Plantio Direto que possui como insumo principal o capim B. ruziziensis, contribuíram para a grande expansão do capim braquiária, cuja rápida adaptação no trópico fez desaparecer ou reduzir a pequenas glebas, muitos capins nativos. 

Muitas espécies de braquiária são trazidas do continente africano e estudadas em instituições brasileiras. Estudos de adaptação edafoclimática, manejo animal, nutricional, entre outros. Acredito que o grande número de espécie não é devido ao sistema de reprodução, por Apomixia - formação de sementes sem fecundação, um tipo reprodução assexuada por sementes a partir do óvulo não fecundado – mais sim por haver braquiárias fêmeas (no caso a B. ruziziensis) e braquiárias macho (B. brizantha, B. humidícula, B. decumbens...), por exemplo, mostrando o grande potencial de mutação das Bachiarias no continente pátria e sua adaptação ao manejo natural dado pelos herbívoros africanos.

O tipo de reprodução por apomixia é um dos motivos de se ter grandes toneladas de sementes sendo comercializadas em todo Brasil e no exterior pelas empresas forrageiras.

Registrei em fotos abaixo as espécies e seus cultivares dos principais capins braquiária em maior expansão em solos brasileiros devido à grande produção comercial de sementes e utilização agrícola. Logo mais, teremos a Série F o r r a g e i r a s – Gramíneas (Nativas).
 
Braquiária Decumbens ou Braquiária, "Braquiarinha" - Brachiaria decumbens
foto: campo de produção de sementes em Batatais/SP



Braquiária Humidícula - Brachiaria humidícula
foto: campo agrostológico, setor de Forragicultura da Unesp, campus Jaboticabal/SP

Braquiária Llanero - Brachiaria humidicola cv Llanero (ex B. dictyoneura)
foto: campo agrostológico, Faculdade Moura Lacerda, Ribeirão Preto/SP 


Braquiária Marandú ou "Braquiarão" - Brachiaria brizantha cv Marandú
foto: campo de experimento de manejo animal, setor de Confinamento, Unesp - campus Jaboticabal/SP



Braquiária Xaraés - Brachiaria brizantha cv Xaraés
foto: experimento, setor de Forragicultura, Unesp - campus de Jaboticabal/SP



Braquiária Piatã - Brachicaria brizantha cv Piatã
foto: campo de experimento em manejo animal, Faculdade Moura Lacerda, Ribeirão Preto/SP


Braquiária Ruziziensis - Brachiaria ruziziensis
foto: campo agrostológico, Faculdade Moura Lacerda, Ribeirão Preto/SP

sábado, 5 de janeiro de 2013

10 coisas que você precisa saber sobre a fome em 2013

Lista compilada pelo Programa Mundial de Alimentos, da ONU, sugere que a fome é o maior problema solucionável do mundo.
 
Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

As Nações Unidas publicaram, nesta quarta-feira, uma lista sobre as 10 coisas que todos devem saber a respeito da fome neste novo ano.

Confira abaixo os tópicos compilados pelo Programa Mundial de Alimentos, PMA:

1. O mundo tem cerca de 870 milhões de pessoas que não têm o necessário para comer para levar uma vida saúdável. Isto significa que uma em cada oito habitantes do globo vai para a cama, todos os dias, passando fome. (Fonte: FAO, 2012)

2. O número de pessoas vivendo com fome crônica baixou para 130 milhões nas últimas duas décadas. Nos países em desenvolvimento, a prevalência da má nutrição caiu de 23,2% para 14,9% no período de 1990-2010. (Fonte: FAO, 2012)

3. A maioria do progresso contra a fome foi alcançado antes de 2007/2008, quando ocorreu a crise econômica global. Desde então, os avanços na redução do problema foram desacelerados e estagnados. (Fonte: FAO, 2012)

4. A fome é o problema número 1 na lista dos 10 maiores riscos de saúde. Ela mata mais pessoas todos os anos que doenças como Aids, malária e tuberculose combinadas. (Fonte: Unaids, 2010. OMS, 2011)

5. A má nutrição está ligada a um terço da morte de crianças com menos de cinco anos nos países em desenvolvimento. (Fonte: Igme, 2011).

6. Os primeiros mil dias da vida de uma criança, da gravidez aos dois anos de idade, são fundamentais para o combate à má nutrição. Uma dieta apropriada, nesta época da vida, protege os menores de nanismos físico e mental, que podem resultar da má nutrição. (Fonte: Igme, 2011).

7. Custa apenas 25 centavos de dólar americano, por dia, para garantir que uma criança tenha acesso a todas os nutrientes e vitaminas necessários ao crescimento saudável. (Fonte: Igme, 2011)

8. Se mulheres, nas áreas rurais, tiverem o mesmo acesso à terra, à tecnologia, à educação, ao mercado e aos serviços financeiros que os homens têm, o número de pessoas com fome poderia diminuir entre 100 e 150 milhões. (Fonte: FAO, 2011)

9. Até 2050, as mudanças climáticas e os padrões irregulares da temperatura terão colocado mais 24 milhões de pessoas em situação de fome. Quase metade destas crianças estarão vivendo na África Subsaariana. (Fonte: PMA, 2009)

10.  A fome é o maior problema solucionável do mundo.


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