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'Ofereço-me para cooperar com amor a fim de compartilhar a abundância de meu coração.'
'Comunico-me sem apegos e descubro a harmonia de evoluir na Terra.'

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

II Fórum Paulista de Agroecologia - Rede APA

Agroecologistas, extensionistas do Brasil,

Grande honra divulgar esse encontro. A transversalidade* na experiência agroecológica deverá ser pauta deste encontro. Novos elementos para novos paradigmas de produção e consumo; sim, o caminho em Rede nos levará as conexões existentes entre esses elementos, assim podemos desmembrá-los. "Agenda ambiental, bem viver, colaboração, corresponsabilidade, governança democrática, processo de desintermediação, valorização do local, inserção sociolaboral e geração de trabalho, emprego e renda, são elementos que possiblitam a transformação social." Para técnicos, agroecólog@s, a transição agroecológica, a luta.

A modernidade expõe a ferida e, na selva de pedra, o ser antes familiar se contamina com a competição, seu modo de vida perdulário; viver é consumir. Assim, não podemos esquecer da REFORMA AGRÁRIA. Nossa real independência, a libertação do pseudo feudalismo e das amarras do colonialismo econômico, sistêmico, agrícola; sim, teremos um Brasil emancipado, só depois de sua implantação: 

Tem sido negado o direito à terra a mais de 2 milhões de famílias rurais. A concentração fundiária e a morosidade na implantação da reforma agrária constituem hoje um dos principais obstáculos ao desenvolvimento e consolidação dos sistemas familiares de produção rural no Brasil. O desenvolvimento da agricultura familiar e do agroextrativismo é estratégico para a soberania e a segurança alimentar e nutricional das populações do campo e da cidade. Integra esse quadro o acirramento da violência no campo, a criminalização da luta pela terra e da ação dos movimentos sociais, a morosidade da justiça, o êxodo rural e a situação de vulnerabilidade social vivenciada por parcelas significativas da população urbana (CONSEA, 2007, p.17).

A Carne é Fraca

Para a Rede APA. Uma definição de rede por Fritjof Capra: Uma das mais importantes considerações da compreensão sistêmica da vida é a do reconhecimento que redes constituem o padrão básico de todo e qualquer sistema vivente. Ecossistemas são entendidos como teias de alimentos; organismos são redes de células, e células são redes de moléculas. Onde quer que nos deparemos com vida, constatamos redes. A vida no campo social também pode ser compreendida em termos de rede, mas não estamos aqui abordando reações químicas; e sim comunicações. Redes vivas em comunidades humanas são as redes de comunicação. Assim como as redes biológicas são também autogeradoras, mas o que geram é especialmente o impalpável. Cada comunicação cria pensamentos e significados, os quais, por sua vez, dão lugar a comunicações posteriores, e assim uma rede inteira gera a si própria (CAPRA, 2003).          
 
"É com muita felicidade que divulgamos o VI Encontro da Rede APA (Articulação Paulista de Agroecologia) e o II Fórum Paulista de Agroecologia que se realizará nos dias 9, 10 e 11 de novembro no Campus de Sorocaba da UFSCAR."

As inscrições já estão abertas no site http://apetecaapua.wix.com/forum

*"A transversalidade e a interdisciplinaridade são modos de se trabalhar o conhecimento que buscam uma reintegração de aspectos que ficaram isolados uns dos outros pelo tratamento disciplinar. Com isso, busca-se conseguir uma visão mais ampla e adequada da realidade, que tantas vezes aparece fragmentada pelos meios de que dispomos para conhecê-la e não porque o seja em si mesma." Dra. Lenise Aparecida Martins Garcia
 


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

SEED FREEDOM - Sementes Livres

Sementes: patrimônio dos povos a serviço da humanidade



seedfreedom
NOVA DELHI, LISBOA, 2 de Outubro 2012: O relatório cívico global sobre a liberdade da semente, uma publicação colectiva de mais de cem organizações, especialistas, activistas, agricultores, agricultoras e movimentos de base de todo o mundo, é lançado hoje pela rede de guardiões e guardiãs de sementes Navdanya, durante o festival Bhoomi 2012, que celebra a soberania da semente e a feminilidade. O relatório marca o arranque da campanha global para a liberdade da semente (1) que visa pôr fim às patentes sobre as sementes e denunciar as leis de sementes que impedem agricultores e agricultoras de guardar e trocar as suas variedades locais. A primeira iniciativa massiva da campanha, a Quinzena de Acção pelas Sementes Livres (2), vai ser assinalada com eventos e acções em todos os pontos do globo, incluindo Portugal.

O relatório global faz a ligação entre a concentração e as restrições no sector global das sementes (3) e os actuais regimes de direitos de propriedade intelectual (4) e a conivência corporativa. Ao mesmo tempo retrata os movimentos em defesa da liberdade das sementes em todos os continentes, apresentando a perspectiva local da produção e utilização de sementes: a importância cultural do milho na região dos Andes, os esforços das agricultoras na Índia de preservar as suas sementes tradicionais e o sistema tradicional de preservação de sementes em África. O relatório recebeu os contributos de personalidades conhecidas do sector das sementes tradicionais e da soberania alimentar, entre elas Vandana Shiva, física, activista, fundadora da Navdanya e porta-voz do movimento para a Liberdade da Semente.

Segundo Vandana Shiva, ““As patentes sobre as sementes não têm justificação ética nem ecológica, pois são direitos exclusivos concedidos a uma invenção. A semente não é uma invenção. A semente incorpora a nossa diversidade bio-cultural, o resultado de milhões de anos de evolução biológica e cultural no passado, e a promessa de milénios no futuro.”

A partir de hoje, 2 de Outubro e aniversário de Gandhi, até dia 16 de Outubro, Dia Mundial da Alimentação, será celebrada a Quinzena de Acção pelas Sementes Livres, com eventos e acções de protesto, partilha e celebração da liberdade da semente por todo o mundo. Em Portugal, a Campanha pelas Sementes Livres (5) apelou à organização de eventos locais, desde trocas de sementes e conhecimentos tradicionais e oficinas de preservação de sementes de variedades tradicionais, passando por trabalho comunitário em hortas, debates sobre o estado crítico da semente e sementeiras livres, até encontros de defensores de sementes e a declaração de zonas de sementes livres (6).

Na declaração do movimento cívico para a liberdade da semente (7) é assumido o compromisso sólido de “defender a liberdade da semente enquanto liberdade de evolução das diversas espécies, enquanto liberdade das comunidades humanas de reclamar as sementes como um bem comum”. Para este efeito, defensores e defensoras, guardiões e guardiãs das sementes por todo o mundo continuarão a guardar as suas sementes e a criar bancos comunitários de sementes tradicionais. Juntos empenhar-se-ão em pôr fim às patentes sobre a vida que encarecem e empobrecem a comida, às sementes geneticamente modificadas que contaminam os  campos e às leis injustas que entregam o controlo da cadeia alimentar a uma dúzia de corporações e governos. Juntos retomarão as sementes livres.

Para mais informações:
Lanka Horstink – coordenadora da Campanha pelas Sementes Livres em Portugal, tel 910 631 664, sementeslivres@gaia.org.pt

Campanha pelas Sementes Livres
semear o futuro,colher a diversidade
Campo Aberto | GAIA | MPI | Plataforma Transgénicos Fora | Quercus
www.sosementes.gaia.org.pt
www.seed-sovereignty.org

Movimento global para a Liberdade da Semente:
Smitha Peter, Navdanya, http://www.navdanya.org/
Email: smthpeter@gmail.com
Mobile: + 91 (0) 8800 254470
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