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"Harmonizo meus pensamentos para criar com a visão". "Quando o mundo estiver unido na busca do conhecimento, e não mais lutando por dinheiro e poder, então nossa sociedade poderá enfim evoluir a um novo nível".

terça-feira, 28 de junho de 2016

SERIA O SILÍCIO A CÉLULA TRONCO DO REINO MINERAL?

“Somos seres conscientes, com capacidade de criar, de desenvolver. Por que não conciliar o modernismo dentro dos limites que se enquadrem e levem em primeiro lugar os ditames da natureza? Alguns ainda respeitam e valorizam a honestidade, outros porém, não conseguem resistir à tentação”
Solon B. Barreto

O texto que iremos publicar não teve a fonte citada se foi o saudoso Solo Barrozo Barreto que o escreveu ou o organizou. Teve edição (com alteração ou não) no bloguista Vicente Chagas, citado no final, nas fontes. O texto trás trechos do livro: MB4 - Agricultura Sustentável, Trofobiose e Biofertilizantes, do professor Sebastião Pinheiro e do Solon... Boa leitura. Oliver Blanco

O silício é um elemento químico que foi descoberto por Berzelius em 1824. Por aparecer em pequenas proporções na composição das plantas e dos animais é pouco estudado e por isso foi denominado de o mineral desconhecido.


Veja algumas de suas propriedades:


Símbolo químico - Si
Número atômico – 14
Massa atômica – 28.0855

O silício ocorre comumente sob a forma de óxido de silício, mais conhecido como sílica. 
Em peso o silício representa mais da quarta parte da crosta terrestre e é o segundo elemento mais abundante, perdendo apenas para o oxigênio, no entanto, é pouco encontrado no ser vivo.

No quadro periódico está classificado como um metalóide ou semimetal. Têm as propriedades comuns aos metais e aos não metais.

Quando conhecemos a grande abundância do elemento na Natureza, surge o seguinte questionamento: “por que a Natureza tão sábia como é, criou o silício em tão grande quantidade e o utiliza tão pouco nos seres vivos?”.

Afirmando esta sabedoria, no livro “Microcosmos - Quatro bilhões de anos de evolução microbiana” de Lynn Margulis e Dorion Sagan, lemos o seguinte texto:



“... Na verdade, apesar da depreciação natural dos seres humanos quando se encara o Homo sapiens de uma perspectiva planetária de bilhões de anos de evolução celular, poderemos resgatar algumas velhas grandezas evolutivas quando reconhecermos a nossa espécie não como de senhores, mas como de parceiros: formamos uma parceria tácita indiscutível com os organismos fotossintetizantes que nos alimentam e fornecem oxigênio e com as bactérias e os fungos heterotróficos que removem e transformam os nossos dejetos. Nenhuma determinação política e nenhum avanço tecnológico podem desmanchar essa parceria.”


Então tudo tem a sua utilidade.

Como conseqüência do primeiro questionamento surgem outros, tais como: a ciência atual, tem conhecimento verdadeiro, quais as funções do silício, ou não? Será que não é o momento de supormos que ele, o silício, é a reserva mineral capaz de substituir quaisquer outros elementos químicos, que seja necessário para suprir as exigências e deficiências dos seres vivos? Como um metalóide, possui propriedades dos metais e não metais.
A seguir serão apresentadas várias observações verificadas em plantas, animais, inclusive no homem e o leitor faça a sua apreciação, o seu julgamento. 



1 - Como explicar na agricultura, a resposta dada pelas culturas quando é aplicada farinha de rocha rica em sílica? 

De acordo com a adubação convencional, as adubações com NPK, consideram o nitrogênio, o fósforo e o potássio como macro-elementos, algumas vezes incluem o cálcio e o magnésio, e os demais, alguns poucos eleitos de micro-elementos, entre eles, o silício. Este último, só atualmente está tendo este privilégio. Qual a explicação a ser dada, quando não são aplicados os macro-elementos, nem tão pouco os micro-elementos, se as colheitas foram boas? De onde veio o suprimento dos macros e os micros nutrientes necessários?

2 – Como explicar, na produção de algas para criatório de peixes e camarões, o uso de farinhas de rochas ricas em sílica?

As algas retiram seus alimentos do carbono, do nitrogênio, potássio, fósforo encontrados no açúcar e nos fertilizantes, porém o uso de produtos ricos nesses elementos, onera os custos de produção, além de estar agredindo o meio ambiente, sendo necessário encontrar alternativa. O uso de farinhas de rochas ricas em sílica aumentou a produção de algas. Que explicação deve ser dada?

3 – A Geoterapia – Como explicar os imensos tipos de curas efetuadas em animais e no homem, até mesmo, doenças consideradas incuráveis pela medicina tradicional e que são eliminadas com a simples aplicação de argilas?

A Geoterapia é o ramo da Medicina Alternativa que cura as enfermidades usando argila, barro, rochas pulverizadas, etc. Podemos dizer que é a terapia mais antiga. Segundo os ensinamentos bíblicos o homem foi feito de barro. Sabemos que isto é apenas um simbolismo, mas que representa e simplifica toda a complexidade da vida.



LEMBRA-TE QUE ÉS PÓ E A PÓ TORNARÁS.  - SABEDORIA BÍBLICA


Quando somos lembrados através do batismo que viemos do pó e ao pó tornaremos, nunca estimamos a profundeza e sabedoria contida nestas palavras. No entanto, quando passamos a analisá-las detalhadamente, vemos que resumem todo o misterioso ciclo da vida e da "morte".

Da vida - Quando lembramos que os minerais provenientes da terra alcançam nossos corpos no momento que nos alimentamos de um vegetal ou de um animal.

Da morte - Quando lembramos que os minerais que serviram de sustentáculo para os nossos corpos, serão devolvidos para a terra.

Fonte: livro - ABC de la agricultura orgánica - Jairo Restrepo Rivera

A importância da Geoterapia é reconhecida desde os povos mais antigos e os animais irracionais a praticam preventivamente, observe os pássaros e as aves, que procuram locais onde existe uma terra fina, para ciscarem e jogarem o pó sobre o corpo e penas; os porcos criados livres, que se lambuzam e escavacam o solo com o focinho, tem a carne mais saborosa; os equinos deitam ao solo e se espojam de um lado, para o outro; o gado de maneira geral pratica a Geoterapia; os elefantes colocam, jogando com a tromba, uma espessa camada de lama, que além de proteger a pele contra mosquitos, os beneficia preventivamente a saúde.

No homem poderíamos citar uma série de doenças que são curadas com o uso da Geoterapia desde as ósseas, articulares, vasculares, nervosas, respiratórias, cardíacas, pulmonares, psíquicas, etc.

Até as árvores, que acidentalmente foram quebradas e toca o solo argiloso uma de suas partes, passa a desenvolver raízes e se recupera.

Alguns tipos de enxertos de plantas são feitos usando argila.

A grande maioria dos terapeutas que trabalham com Geoterapia dá prioridade às argilas mais ricas em sílica.

Diante de tantas evidências e conhecendo as propriedades químicas do silício, contando com a principal delas: “ser um metalóide, ter as propriedades dos metais e dos não metais”, não fica difícil supor que o silício se comporta como o "CURINGA" dos jogos de cartas faltou, ele substitui, preenchendo a ausência ou insuficiência de outros elementos. 

A Natureza com tamanha perfeição, tudo nela é aproveitado, nada é perdido, tudo tem a sua função, a sua finalidade, como dispor de uma quantidade tão grande de um elemento químico sem uma utilidade maior, mais nobre, qual seja a de substituto universal de qualquer elemento químico na Terra?



Seria o Silício a Célula Tronco do Reino Mineral? 


Fonte: Medicina do TAO

Para a saúde da humanidade torna-se de fundamental importância, já que as doenças são causadas pelas deficiências minerais. 

Um mineral tão abundante e com semelhantes propriedades, pode ser, se bem utilizado, a solução para muitos necessitados que aguardam esperançosos o desenvolvimento da ciência para resolver seu problema.

A título de especulação, por que não se aproveitar os exemplos citados, retirados de fatos conhecidos e naturais, para tentar corrigir as sequelas de um AVC, as deficiências de um acidentado e outras tantas doenças usando o silício. Às vezes deixa-se de combater um mal por não conhecermos qual a deficiência mineral, o silício poderia ser a solução. A reconstituição de uma medula, a recuperação de células, pode ser a deficiência de um mineral que uma suplementação em silício poderia fornecer.

“As águas perdem a memória, devido às agressões à natureza”.



Outras Evidências


A – No experimento realizado em 1987, comparando galinhas de granja alimentadas com a ração convencional, mais 5% de farinha de rocha MB-4 com 39,73% de sílica e galinhas de granja somente alimentada com a ração convencional. Todo o experimento está descrito nos livros: MB-4 - Agricultura Sustentável, Trofobiose e Biofertilizantes” de Sebastião Pinheiro e Solon Barrozo Barreto e no livro “A Farinha de Rocha MB-4 e o Solo”, de Solon Barrozo Barreto. 

Veja o que está no livro A Farinha de Rocha MB-4 e o Solo:

Do experimento, podemos tirar as seguintes opiniões:

1 - Na criação de frangos para abate não houve um aumento de peso em relação ao outro lote que justifique o investimento. Porém, tem um fator mais importante que o aumento de peso, a “qualidade” da carne era igual à de galinha de capoeira. Os ossos dos frangos do lote-1 eram mais fortes, a carne mais corada e mais saborosa do que a do lote-2.

2 - Na criação de galinhas de postura, houve um aumento grande de postura do lote-1. Além disso, fizemos uma análise comparativa entre os ovos do lote-1, do lote-2 e ovos de galinha de capoeira. 

RETINOL - MCG/DL - CAROTENÓIDES - MCG/DL
Lote - 1 - 376,3 - 515,5
Lote - 2 - 208,2 - 251,9
Capoeira - 409,4 - 1.882,9



Nota-se no resultado, um aumento de retinol (vitamina A) e caroteno, nos ovos do lote-1, embora menores que os de capoeira. 

3 - Nota-se com o experimento, que as galinhas do lote-2, que passaram a maior parte da vida sem receber o MB-4, responderam quando já no final da postura foi colocado o mineral à sua disposição. O que significa dizer que o MB-4 tem um poder recuperador que restabeleceu a postura do lote-2.

4 - Notou-se nas galinhas filhas, um aumento de 108.4% do lote-1 em relação ao lote-2, o que vem a comprovar a importância do MB-4, promovendo um aumento ainda maior que nas galinhas mães. Isto ocorreu pelo fato das galinhas mães serem híbridas. Mas serve para demonstrar que o MB-4 tem um poder recuperador sobre filhas de galinhas híbridas.

5 - Também foi notado que os ovos do lote 1 tem a casca mais dura que os ovos das galinhas do lote 2; como também foi constatado que a densidade dos ovos do lote-1 foi maior que a dos ovos do lote-2 e os ovos dos dois lotes tiveram densidades menores que os de capoeira.

Como explicar o aumento na resistência dos ossos, a maior resistência da casca do ovo, o maior teor de Retinol e Carotenoides? E com maior razão, quando sabemos que na base da molécula de cada substância orgânica existe um mineral?



B – O testemunho de um acidentado de moto que fraturou a perna e depois de aguardar por vários meses a calcificação do osso sem sucesso, tomou conhecimento dos benefícios da Água da Vida, resolveu passar a tomar da água. 

SP-1 (A Água da Vida) é uma água rica em minerais que contém 60 mg/l de silício. Abaixo é apresentado o testemunho de Júnior:

...Tenho um testemunho a lhe dar sobre meu problema (acidente). Na outra ocasião que lhe contei, falei que estava com atraso na calcificação e que se continuasse eu teria que fazer uma cirurgia. O senhor me mandou 4 tubos do Extrato da Fonte da Beleza e me indicou a deixar de comer açúcar, além de só beber a água SP-1. No momento continuei minha rotina de vida normalmente, somente usando a água e o extrato, quanto ao açúcar tentei diminuir ao máximo (cortei tudo que podia). Logo depois, não tenho a data exata, pois estou no momento no escritório (trabalho) e estou sem o exame, fiz um raio-X e que só veio a confirmar o atraso na calcificação. Meu médico logo me explicou da necessidade da cirurgia (enxerto) e nós marcamos para janeiro/2003. Como todo matuto é desconfiado, me dirigir a um outro médico no qual mostrei o raio-X e pedi a opinião dele. Ele me explicou a mesma coisa do meu primeiro médico e disse que se fosse ele que estivesse me acompanhando já teria feito a cirurgia logo aos 7-8 meses. Eu então perguntei sobre a possibilidade do organismo consegui reverter à situação (medicamentos, tratamento tópico, medicina alternativa, estímulos, etc.) e ele me disse não existir nenhum equipamento ou medicamento capaz de reverter e ainda me falou que em 10 ou 15 anos (não lembro exatamente) de medicina ortopédica somente viu um caso ser revertido, me deu praticamente nenhuma chance além da cirurgia de enxerto. Acho que isso me deixou com um certo início de depressão, passei a usar a água da vida mais intensamente (tomava vários copos de água durante o dia), passava o extrato várias vezes também, cortei praticamente o açúcar como indicado pelo senhor. Passei três meses assim e aí fui novamente a meu primeiro médico disposto a marcar o dia da cirurgia e pedir maiores detalhes da mesma, a fim de me preparar. Ele então passou um novo raio-X e também uma tomografia para obter maiores detalhes.Para surpresa de todos quando recebi o resultado do raio-X o osso estava quase que completamente calcificado, como prova a tomografia mostrou o mesmo. A falha desapareceu e só estava restando uma pequena linha que ele me falou ser normal. Foi a melhor notícia que recebi em 2002. Hoje estou aguardando o final deste mês de janeiro para repetir o exame e com fé em Deus confirmar a calcificação por completa. A cirurgia foi cancelada !!!

Como explicar a rápida recuperação do Júnior, sem fazer cirurgia nem enxerto, sabendo que a Água da Vida contém 60 mg/l de silício e somente 2,40 mg/l de cálcio em sua composição química?

C – Depois do advento da industrialização ficou mais rápido cozinhar o arroz. O brunimento é o nome dado ao processo de retirada da película de cor escura que envolve o grão de arroz. Este “avanço” da tecnologia vem trazendo grandes prejuízos à saúde, a ponto da OSTEOPOROSE (doença que enfraquece os ossos) já ter sido promovida: “a doença do século XXI”. 

A película escura que envolve o grão de arroz é de silício. Como os alimentos estão deficientes de minerais, devido ao empobrecimento do solo, origem de todo alimento para o ser vivo, a deficiência daquele elemento químico fica mais acentuada. Daí a necessidade de dar preferência ao arroz integral.

A Água da Vida contém 60 mg/l de silício e somente 2,40 mg/l de cálcio em sua composição química. Justificando o grande número de declarações apresentadas mostrando a recuperação de pessoas com doenças ósseas, tais como: osteoporose, coluna, artrose, artrite, bico de papagaio.

Como explicar o grande número de recuperações dessas doenças, se o teor de cálcio é tão baixo?



D – Recorrendo ainda aos livros informados na evidência – A – podemos citar o fenômeno observado com o leite, que devido à seca e escassez de água na região, um pequeno produtor pediu consentimento para ficar dando da água que brotava das rochas (atualmente conhecida por Água da Vida), a suas vaquinhas. Veja o que cita o livro A Farinha de Rocha MB-4 e o Solo:

.. No final do verão de 1995, nos arredores do Campestre a seca fez secar os açudes e um dos proprietários da região, tem umas vaquinhas leiteiras, cujo leite vende numa fábrica próxima. O proprietário das vaquinhas pediu consentimento para dar da água que brota das rochas que produz o MB-4, esta água que chamamos de MB-4 líquido, ou CM-1. A permissão foi dada. Dias depois, fomos sabedores, que o leite entregue pelo proprietário das vacas, estava causando surpresa na fábrica, pois sempre o leite trazido era de baixa qualidade e de repente, sem explicação, passou a ter excelente teor de gordura. Meses depois chegou o inverno. Os açudes encheram e as vacas, voltaram a tomar a antiga água e a dar o leite de péssima qualidade.

O mesmo fenômeno foi comprovado por várias pessoas que adicionaram um pouco de MB-4 à ração de vacas leiteiras

As mulheres que amamentam seus bebês e tomam Água da Vida observam com grande alegria, o aumento na quantidade de leite.

Como explicar o fenômeno sem colocar a influência do silício nos dois produtos?

Diante de tantas evidências até o momento observado, não seria pelo menos prudente aprofundar essas pesquisas, já que tantas vidas dependem dessas comprovações; recuperações incompletas seriam concluídas; doenças incuráveis seriam algumas delas curadas.

A Terra é um organismo “vivo” e nós os seres vivos fazemos parte dela, tal qual outros seres vivos menores, vivem em nosso organismo em franca parceria conosco, muito embora sintamos dificuldade em aceitar. Não seria o momento de revermos as nossas posições e a nos espelhar na Terra, procurando, depois de comprovado, a restabelecermos as nossas próprias reservas de silício para suprir alguma necessidade futura, como é o caso atual Dela (a Terra)? Os solos estão empobrecidos, falta-lhes minerais, mas as reservas abundantes de silício estão disponíveis em todo o planeta, prontas para suprir as carências e corrigir as deficiências.

Considerando como certa a suposição de que o SILÍCIO é verdadeiramente o "CURINGA" dos jogos de cartas, ou a célula tronco do reino mineral, faltou, ele substitui, preenchendo a ausência ou insuficiência de outros elementos minerais, explica, justifica e principalmente dá oportunidade de se possuir um elemento mineral com propriedades superiores, já que pode substituir qualquer outro, além de mostrar porque é tão abundante na Natureza.



Arapiraca - AL, maio de 2005.



Fonte: 

Abraços Fraternais
Vicente Chagas


Estude mais, leia mais...

Silício e cálcio - uma abordagem antroposófica

sábado, 25 de junho de 2016

Je suis Oaxaca

e, resumo do I Seminário Internacional sobre Educação do Campo

por Tião Pinheiro (Juquira Candiru Satiagraha)

Cambada (não se ofendam, essa palavra do Quimbundo significa “grupo de camaradas em ação”) estou de volta do I Seminário Internacional sobre Educação do Campo organizado pela FACED da U. F. de Uberlândia e muitíssimo mais enfezado (infenso) pelo massacre de professores em Oaxaca a maior universidade a céu aberto do Planeta. Uma estudante yankee estudante no M.I.T me disse: “Seis meses nessas montanhas com esses povos se aprende mais que em cinco anos na minha instituição. Não entendi por que ela disse povos no plural, mas depois conheci Monte Alban, S. Juan Tabá, Gelatao em várias viagens a Oaxaca, e então, entendi.
No III Fórum Social Mundial de Porto Alegre assisti uma oficina organizada por gente da Bunge, que pôs à mesa 10 ambientalistas famosos para falar sobre o meio ambiente para respaldar sua ação destruidora social e ambiental no sul do Piauí. Fiz eles engolirem tudo que tinham dito. Eu estava tão revoltado que ao voltar para o meu lugar cruzei olhar com um participante vestindo huipil (A. Gonzalez). Perguntei: Sos mexicano? Ele assentiu com a cabeça e eu ampliei: De donde? - Ele disse de Oaxaca. Eu disse: Sos feliz, pues Dios hizo Oaxaca y el diablo hizo el resto del mundo, de donde viven esos. Ele apenas balançou a cabeça. Um massacre de professores no país que em 1936 deu exemplo ao mundo recebendo milhares de crianças refugiadas da Guerra Civil Española e foram hospedadas no Palácio Presidencial em Los Pinos para a perplexidade do Mundo. A Inglaterra foge da União por temer refugiados e esse massacre nivela governos, mas jamais nivelará povos. O triste é que não vemos uma campanha orquestrada “Je suis Oaxaca”. Mundo estranho.
No avião retornando de Uberlândia comecei a escrever as experiências, emoções e situações no Seminário. Veio a lembrança do ocorrido na comunidade de Rincón-í, no Paraguai onde um genocídio foi perpetrado pela Delta Pine através de um agrônomo norte-americano. Eles venderam sementes de algodão sem poder germinativo para agricultores paraguaios plantarem em uma falcatrua milionária ganhando nas duas pontas, pois as sementes tratadas com 5 agrotóxicos e uma bactéria Bacillus subtilis patenteada (OGM?) para sua disposição legal nos EUA custaria alguns milhares de dólares.
Os agricultores indignados devolveram as sementes e a empresa transportou 17 cargas de caminhões grandes para depositar as sementes envenenadas, clandestinamente em um terreno baldio perto de uma escola onde estudavam 276 crianças. Fui chamado a ajudar no problema, mas cheguei à Rincón-í com dor de garganta pelo frio do avião e sai cedo para procurar folhas de tansagem (Plantago major). Estava eu prospectando umas macegas e um menino paraguaio com fortes traços do povo guarani se aproximou e perguntou qual era minha preocupação. Foi obrigado a repetir em espanhol para receber a minha resposta: Yo necesito una ojita de llantén (tansagem) para mi garganta.
Ele riu e disse: Tansagem não nasce em solo argiloso como esse, ele gosta de terra arenosa. Ele rapidamente procurou na macega e trouxe uma planta parecida a uma malva e disse pode mastigar essa e deixar junto à gengiva faz o mesmo efeito.
Atônito eu perguntei a ele como é que você sabe isso. Ele riu e respondeu: Que eu saiba não é estranho, mas que você não saiba isto sim é muito estranho, e riu...
Com essas lembranças e referencias posso situar o que significou o Seminário em Uberlândia, mas antes de chegar a ele é preciso ressaltar 3 elementos fundamentais:
- A Ousadia de organizá-lo no coração do Portal do Cerrado onde há mais de 35 anos está montado o maior laboratório de tecnologias para o Bioma que estranhamente não consta da Constituição Nacional, embora isso tenha outro significado que o de esquecimento ou ignorância. Laboratório, pois ele não visa atender aquele Bioma, mas poder aprender nele o que vai se multiplicar na Savana Africana, seu homônimo vinte vezes maior, na Revolução Verde de matriz Biotecnológica onde tem interesses Bill Gates e trabalha Kofi Anan.
A mesa de abertura foi tão ampla que coube a representação de todos os movimentos humanos ultrassociais, ou seja, aqueles encarregados de alimentar ou proteger a natureza e a carga de sentimentos e emoções das falas iniciais marcou o segundo elemento: - O Medo-desespero que ameaça agora mais que antes suas existências. O terceiro elemento foi à voz de cada movimento sem acesso à educação ou com ela negligenciado pelo Estado e Governos: Povos Indígenas, Povo Negro - Quilombola e os Sem Terra e outros que formam o Brasil.

Reforço isso, pois nos meios de comunicação diuturnamente anuncia-se que os agronegócios são o responsável pela alimentação da população do planeta. Ignoram que do total de natureza do Planeta somente 13% é aproveitável, onde a posse da terra está de 60 a 70% nas mãos da indústria de alimentos através dos agronegócios e alimenta apenas menos de 40% da população do Globo.

Os camponeses do mundo, segundo o ETC e GRAIN, ocupam de 30 a 35% das terras mas alimentam mais de 40% daquela população. É óbvio que governos e economias periféricas são impedidas de medidas para proteger seus camponeses e populações tradicionais com políticas públicas nacionais, a exemplo do que ocorre com os países centrais de economia hegemônica. Não interesse na produção camponesa, pois ela não permite a concentração e escala de commodities sem controle ou ingerências, também nas propinas e subornos por Coca Cola, Nestlé, Cargill, Bunge, Louis Dreyfuss etc., que pode ser encontrado no livro “A Máfia dos Alimentos” da Juquira Candiru.
As populações tradicionais trouxeram ao I Seminário Internacional de Educação do Campo algo mais que sua produção de qualidade superior. Trouxeram algo que jamais a indústria de alimentos e seu agronegócios vão construir: Cultura e Felicidade. Está foi a produção cientifica apresentada pelos estudantes, acadêmicos e professores ali presentes.
Um professor baiano da Licenciatura em Educação do Campo (música popular), da UF do Tocantis (campus Arraias) com sua harmônica de 8 baixos (gaita ponto do gaúcho), já praticamente extinta naquela região, nos trouxe algumas letras de Coco e Emboladas de letras capciosas e um cordel de rara beleza que já os jovens praticamente desconhecem pelo poder esterilizador dos meios de comunicação e mídia internacional. Ele chegou a formar uma “camerata” com o duo de chileno e gaúcho que com quenacho, charango, guitara e violão reviveram as canções nascidas das comunidades camponesas no que nós hoje denominamos Folclore, mas bem diferente do mesmo de interesse mercadológico das gravadoras e dos meios de comunicação e mídia encarregados da alienação cidadã, que não mais trazer a felicidade do canto na colheita, que significava fartura, felicidade e harmonia. Eles abriam e encerravam as jornadas do evento.

De certa feita, no México um camponês me disse: Antes, embora fossemos mais pobres, éramos muito mais alegres e felizes. Sim perdemos o valor das coisas pelo preço para conseguir o consumo e o choro substitui o canto e o que se expande é a pobreza, miséria e degradação cultural, ética e moral.

Eu não podia estar simultaneamente em todas as mesas que eram mais de 20, mas o que pude assistir é de registrar-se O desespero de Maximino um representante do Povo Kaiowá que nos trouxe o desespero da expansão dos agronegócios sobre suas terras e mostrou em vídeo um assassinato por jagunços onde a vítima baleada e indefesa foi junto com sua motocicleta atropelado por uma pá carregadeira e arremessado em uma vala para não existir sequer chance de atendimento. Seria muito propicio uma operação similar à “Lava a Jato” para as populações tradicionais.
A mesa do movimento indígena foi transbordante a educação para a vida. No Paraguai há a Associação de Professores e Maestros que tem o lema: “Quisiera vivir para estudiar y no estudiar para viver”. O estado de inversão de valores nos leva a Nietzsche na “Transvaloração de todos os Valores” e com isso se pode entender as colocações de Dr. (USP) Daniel Munduruku do povo Mundurucu o a Filosofa (UNESP) Cristine Katua do povo guarani e o oficial aviador da aeronáutica (RE) Marcos Terena do povo que lhe dá o sobrenome.

A Secretaria de Saúde do governo de Minas Gerais, uma negra nos trouxe em poucos vinte minutos uma viagem à condição do negro e sua expulsão do espaço público e privado no Brasil e suas conquistas a ferro e fogo dia a dia. Ela podia ser considerada o ponto alto, mas um jovem estudante moçambicano roubou à cena com seu depoimento humilde, humano e cósmico. Lembrei o amigo Lutzenberger (RIP) que ensinava: “Tião na África o nativo negro é o equivalente aos nossos povos indígenas, não há diferença”. Rimos juntos, quando a mulher Tuíra Kaiapó passou lentamente o facão na cara do burocrata não ameaçadora como a Globo forjou, mas com o sentido educativo que Maximino nos ensinou a todos (foto). Estou escrevendo agora e já sei sem aparecer na TV que o Professor Maximino carregou a Tocha Olímpica para o gáudio não só dos Kaiowas nesse momento de tanta tensão, desespero e dor.
Minha singela contribuição foi fazer durante minha apresentação um cromatograma de Pfeiffer com “Terra Preta de Índio”, o Solo mais fértil do mundo criado pela mão humana. Não estranhei quando ele se revelou em apenas vinte minutos depois da secagem, quando o normal são 4 dias. A Rede Globo em uma novela anterior fez Regina Duarte clamar pelo acaricida para salvar suas laranjas destruindo 30 anos de conscientização. Agora na novela “Velho Chico” apelidou de “Sintropia” a energia da agricultura com evolução e harmonia dos seres vivos, com o fim de elitizar o consumo de orgânicos e abrir espaço às tecnologias agroecológicas das grandes corporações. Ela está 40 anos atrasada, pois a energia viva da “Terra Preta da Amazônia” ou dos Alimentos das Populações Tradicionais jamais poderá estar nas mãos da indústria de alimentos e seus agronegócios. Elas estão acima do mercado, pois carregam cultura e valores da identidade de povos que hoje lutam por seu respeito nacional. Os meios de comunicação concessão constitucional precisam ser educados. Uma lastima que não estivessem no Seminário.

Obrigado a todos da “Licenciatura do Campo”, em especial ao amigo Prof. Dr. Antonio Cláudio por abrir este espaço ultrassocial dentro da Universidade e mostrar a cara do Brasil como o fez Darcy e Gerda Ribeiro e muitos outros. Voltei para casa 2 Katuns mais jovem e pronto para mais rebeldia e “subversão” apesar do massacre dos maestros em Oaxaca, criada por Deus seguiremos e seguiremos como Zapata.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Produzir alimentos e evitar a Mudança Climática - Biopoder Camponês

Munha de carvão, São Pedro/SP

por Sebastião Pinheiro (página pessoal)

O exponencial de riscos de Mudança Climática cresce com desastres como as tempestades de pó (terra fértil) desde a Mongólia até o Japão e o avanço dos Furacões e Tornados cada vez atingindo maior latitude no Hemisfério Boreal e começando a tornar-se freqüente no Austral, onde amiúde as catástrofes como secas prolongadas, golpes de calor e as “Super-Células” e “Micro-explosões” (Porto Alegre e Campinas) se fazem presentes. Os cientistas chineses Li Cuilan, Gao Shuqing, Gao Qiang, WangLichun e Zhang Jinjing, felizmente, se debruçam sobre o teor de “Huminas” na matéria orgânica do solo para reversão dos fenômenos meteorológicos através da Geoengenharia.

Nesse Planeta onde somente 13% das terras são cultiváveis, a agricultura moderna nos últimos dois Séculos negligenciou no conhecimento da Matéria Orgânica no Solo, em especial sobre os “ácidos húmicos”; Mais ainda sobre as Huminas, a fração insolúvel dos mesmos. No entanto, já em 1826, Carl Sprengel, pai da Lei do Mínimo, separava o “Carvão Húmus”; E, em 1839 Berzelius a “Huminas” que permaneciam insolúveis nas soluções alcalinas. Somente em 1919 Oden completou sua classificação onde além do Carvão Húmus (Huminas) temos: Ácido Húmico – Ácido Himatomelânico e Ácido Fúlvico conforme a Tabela 4 do livro “O Húmus” de S. Waksman na página 82. (foto)
A restauração popular da Cromatografia de Pfeiffer na última década permitiu aprofundar este fracionamento de forma pedagógica para o “Biopoder Camponês”, embora sem uma preocupação maior com as Huminas, agora estratégicas na ameaça de Mudança Climática (COP 21). Essa é a preocupação chinesa e também das Fundações Rockefeller, Bill & Melinda Gates e Institutos de Pesquisas pelo mundo.
Na última década a cromatografia das Chinampas, Ultisoles, Terra Preta de Índio da Amazônia, Turfas, Leonarditas e compostos mostraram que as Glomalinas, Huminas e, principalmente, o “Carvão Ativado Coloidal” presente nelas precisam ser levado em consideração na Cromatografia de Pfeiffer, pois às 6 horas de repouso e decantação da amostra no método não é suficiente. Foi necessário ampliar este prazo para 12 horas, 18 horas e 24 horas para uma “corrida” limpa no cromatograma sem a necessidade de diluição da amostra (5g/50ml NaOH 1%) ou uso de saturação de vapor de água.
O método de fracionamento das Huminas Solúveis em Álcalis (AS) e das Huminas Insolúveis em Álcalis (AIS) proposto pelos cientistas chineses é muito complicado, pois exige a partição com solução 0,1 M/L de NaOH + Na4P2O7 a 0,1 M/L de 25 a 28 vezes seguido de tratamento com HF – HCl a 10% para desconstruir a biomolécula. A Humina isolada é então fracionada nas frações Humina-AS e Humina- AIS por extração exaustiva com NaOH 0,1 mol L -1 (de 12 a 15 vezes) e a análise de Ressonância Magnética Nuclear do C13 em estado sólido, usando a técnica de polarização cruzada e o ângulo mágico (13C CPMAS RMN) é utilizada para caracterizar e comparar as estruturas químicas da Humina e suas frações correspondentes. (foto)


Este último parágrafo deixa qualquer técnico “perdido” ou impotente, pelo que devemos “huarachizar” (eliminar o salto alto) a ciência para evitar que ultrapasse a “barreira do som” (entendimento popular), muito comum nas caricatas academias.


Então uma colaboração: - Após a terceira mexida tradicional da Cromatografia de Pfeiffer na solução de Solo Agrícola Comum, Turfa ou Terra Preta de Índio se deixa a mesma decantar por duas horas e se trasfega com cuidado para outro frasco, assim se elimina a Areia fina e Silte (que passam na malha 200 mesh ou vual).
Deixa-se decantar às 4 horas seguintes no escuro e a baixa temperatura no caso de solo agrícola comum (e 10, 16 e 22 horas nas amostras de Ultisoles, Composto, Turfa e/ou Terra Preta de Índio da Amazônia) e se trasfega com cuidado para outro frasco a parte solúvel ficando no fundo a fração de Huminas insolúveis em álcalis, uma goma igual a um chiclete. É possível lavar essa fração com água destilada e colocá-la para secar e posterior determinação gravimétrica para avaliar os efeitos da aplicação de Pós de Rochas, Biocharcoal, Adubação Verde, Compostagens e S.A.F’s aplicados ao solo em estudo. Isto é fantástico...
Os chineses dizem que seus resultados evidenciaram que, independentemente do tipo de solo, a humina total era a mais alifática e mais hidrofóbica, A Humina-AS foi a menos alifática e A Humina-AIS foi a menos alquilada entre as três componentes húmicas. Os resultados demonstraram que a Humina Total e suas correspondentes frações AS-humina e AIS-humina são estruturalmente diferentes uma da outra, o que implica que há diferença entre as funções desses componentes húmicos no ambiente como fixadoras dos gases do Efeito Estufa no solo que é a meta do poder financeiro, industrial e econômico sobre a ciência mundial.

O Biopoder Camponês contribui de outra forma: O cromatograma de Pfeiffer feito com terra de casa de cupim nos permite ver o maior equilíbrio que na maioria dos solos e até mesmo da Turfa ou Terra Preta de Índio da Amazônia. O húmus ao ser mastigado ou passar pelo trato intestinal da térmita é preparado para as paredes da casa do ser ultrassocial e o protege da radiação ultravioleta e calor, além de possuir um campo eletromagnético poderoso e uniforme. (foto) Na Amazônia os indígenas usam os cupinzeiros como fornos pela sua capacidade de resistir a altas temperaturas, o que foi aplicado ao “nariz” dos Space Shuttle da NASA revestidos de polímeros sintéticos que imitam as paredes dos cupinzeiros na sua forma tridimensional de dispor os ácidos húmicos para aguentar as temperaturas e luz ultravioleta que levariam um metal ao derretimento ao reingresso na atmosfera terrestre pelo atrito e risco aos tripulantes no interior da espaçonave. Os egiptólogos sabem que nas pilhas elétricas faraônicas se utilizava húmus junto com os metais de Cobre e zinco para prolongar sua durabilidade (energia livre). (foto)

As quatro forças naturais (forte, fraca, gravidade, eletromagnética) que formam os ácidos húmicos desde os sumérios, medos, babilônicos e egípcios em ressonância mórfica com os Mayas, Aztecas, Incas e tupis-guaranis nos levam a estudar evitando que a molécula que dá origem à vida se transforme em insumo do agronegócios.


A maior atividade ultrassocial do Biopoder Camponês é produzir alimentos; A complementar evitar a Mudança Climática e a suplementar impedir que os avanços da tecnologia ultrapassem a barreira do entendimento. Já os governos títeres primam por fazê-lo e seus súditos com a mão sobre o coração cantam seu hino na Copa América.

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