"

"Harmonizo meus pensamentos para criar com a visão". "Quando o mundo estiver unido na busca do conhecimento, e não mais lutando por dinheiro e poder, então nossa sociedade poderá enfim evoluir a um novo nível".

sábado, 24 de outubro de 2015

“Plano Camponês e a aliança camponesa e operária por soberania alimentar”.

Documento Final do I Congresso Nacional do Movimento dos Pequenos Agricultores.

Contribuiu, Humberto Palmeira, via e-mail - Coordenação Nacional do MPA

Resoluções e Compromissos do I Congresso do MPA 

No pavilhão Vera Cruz, em São Bernardo do Campo, São Paulo, local histórico da luta operária brasileira, na semana internacional da alimentação, reunidos quatro mil camponesas e camponeses de dezenove estados brasileiros, acompanhados de delegações camponesas e operarias de quarenta organizações aliadas, com presença internacionalista de quinze países, no I Congresso do MPA, fruto de um amplo mutirão que envolveu a base, a militância e a sociedade, em um congresso rico em mística e alegria analisamos a conjuntura e decidimos sobre os rumos do MPA.

 Através da simbologia dos alimentos saudáveis produzidos pelo campesinato brasileiro entregues às organizações trabalhadoras urbanas o MPA convoca a sociedade, em especial os trabalhadores urbanos à construir o “Plano Camponês e a aliança camponesa e operária por soberania alimentar”.

 Neste contexto, considerando a crise internacional do capitalismo, o acirramento da luta de classes e a ofensiva conservadora da burguesia e o avanço do capitalismo sobre os territórios camponeses na forma de monocultivo, grandes barragens, mineração, contaminação por transgênicos e agrotóxicos, e que esta crise ameaça os camponeses e sociedade como um todo, reafirmamos nosso compromisso com a defesa da PETROBRAS como maior símbolo da Soberania Nacional, com a defesa da Soberania Popular e da Democracia como pilares da construção de um país que tenha no povo sua prioridade. Assim decidimos:

 1. Afirmamos a classe camponesa e os povos das águas e das florestas como a base do desenvolvimento do campo. A agricultura camponesa como modo de produzir e de viver, a luta camponesa como parte da luta da classe trabalhadora e o Plano Camponês, nosso projeto político estratégico como contribuição para construção de um Projeto Popular e Socialista para o Brasil.

2. Diante da apropriação e da destruição da natureza pelo capitalismo e suas graves repercussões à Vida na Terra e a saúde humana, resolvemos lutar para cuidar da biodiversidade, das sementes, mudas, raças de animais, da vida do solo, cuidar da água, dos minérios, das fontes de energia e dos alimentos como patrimônios dos povos a serviço da humanidade.

 3. Construir a política de alianças a partir da luta por Soberania Alimentar. Reafirmar a aliança na Via Campesina, construir em luta a aliança com os setores urbanos, com o operariado e as massas populares, com a juventude urbana e com os intelectuais orgânicos da classe trabalhadora.

 4. Na construção organizativa afirmamos:

Nosso objetivo: contribuir para a construção de uma sociedade socialista pela projeção do Plano Camponês como projeto da classe camponesa, considerando seu fundamento para a construção de um Projeto Popular para o Brasil.

 Caráter: somos um movimento camponês, popular, de massa, autônomo, de luta permanente, em processo contínuo de formação, afirmando o campesinato como classe social.

 Mensagem Política: produzir alimentos saudáveis com respeito a natureza para alimentar o povo brasileiro, afirmando o campesinato como sujeito necessário para construção do socialismo.

 Modelo Organizativo: coerente com nosso Caráter, Objetivo e Projeto Estratégico e visualizando as lutas que se colocam, resolvemos que o salto de qualidade, do ponto de vista organizativo, está na afirmação do Movimento baseado em três pilares organizativos: 1 - Organização Política; 2 - Organização de Massas; e 3 - Organização Econômica/Institucional.

 A construção organizativa do MPA está ancorada no processo de formação e luta permanente.

 5. Diante do papel econômico, social e político das mulheres camponesas e das mulheres em geral, reafirmamos nosso compromisso de ampliar e aprofundar a participação das mulheres na construção do MPA, fortalecer a luta das mulheres por políticas públicas para o enfrentamento da violência contra as mulheres, pela defesa e melhorias no SUS e pelos direitos previdenciários.

 6. Massificar o trabalho de juventude ampliando sua participação na construção do MPA e na luta de massas. Consolidar os coletivos estaduais e construir as Brigadas de Juventude. Resgatar a Agitação e Propaganda na perspectiva da construção da Aliança Camponesa e Operária, desenvolver trabalhos na produção, comercialização, arte e cultura, lazer que resultem na formação e na organização.

 7. Diante do quadro de destruição da natureza e da vida humana e do ataque aos direitos dos povos e das mulheres camponesas, firmamos nosso compromisso em ampliar o debate com a base camponesa e a sociedade através das campanhas:

 7.1 – Campanha Permanente contra os agrotóxicos e pela vida;
 7.2 – Campanha das “Sementes: Patrimônio dos Povos a Serviço da Humanidade”;
 7.3 – Campanha “Basta de Violência contra as Mulheres”;
 7.4 – Campanha “Fechar Escola é Crime”.

8. Construir auto sustentação organizativa, econômica e financeira capaz de garantir autonomia política e ideológica na construção do Movimento.

 9. Plano Camponês:

 9.1 - Desenvolver e controlar nossa atividade produtiva através dos Sistemas Camponeses de Produção, tecnologias de base ecológica, uma nova rota de insumos, controlando a comercialização de nossa produção ligando campo e cidade através do abastecimento popular de alimentos, afirmando a necessidade da reforma agrária como condição da redistribuição da população no espaço geográfico do país e uma das soluções para crise social e ecológica.

 9.2 – Afirmar a educação camponesa como processo pedagógico que brota da produção, da luta e cultura camponesa. Afirmar o conceito de campesinato, o trabalho com as crianças através da ciranda e da educação infantil, levar o Plano Camponês para as escolas e comunidades, dar organicidade nacional ao trabalho do Coletivo de Educação, fazer lutas contra o fechamento das escolas e por políticas públicas para educação camponesa.

 9.3 – Afirmar a cultura como elemento de resistência, expressão determinante do modo de vida de um povo, contra a indústria cultural. Dar organicidade ao trabalho de cultura dentro do MPA, ampliar o trabalho de cultura através da organização de grupos de cultura popular, do teatro, arte, músicas, danças e outros expressões que recuperem a memória da classe camponesa e que ajude na construção de novos valores sociais.

 10. Construir sistema de comunicação interno e externo, capaz de comunicar a mensagem política do MPA, informar a militância sobre a conjuntura e as experiências camponesas, e se inserir na luta por democratização dos meios de comunicação.

 11. Reafirmar nosso compromisso e solidariedade com a luta internacional através da ação concreta, da troca de experiências, dos intercâmbios dando continuidade e ampliando a política de alianças no Plano Internacional.

 12. Plano de Lutas: Lutar Contra as multinacionais do agronegócio e controladoras dos alimentos, contra o Estado Burguês, estimular as lutas locais por solução dos problemas cotidianos e de enfrentamento aos grandes projetos, por políticas públicas de caráter camponês e pela nacionalização do programa camponês. 

Pavilhão Vera Cruz, São Bernardo do Campo – São Paulo – 16 de Outubro de 2015

 I Congresso Nacional do Movimento dos Pequenos Agricultores Plano Camponês: Aliança Camponesa e Operária por Soberania Alimentar

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Biopoder Camponês _

_entenda o porque de defendermos nossa História Natural... por Tião (Juquira Candiru Satiagraha)

"Man, Controller of the Universe" _ Diego Rivera

"força da verdade e não violência"
Tentei imaginar o mural “Man, Controller of the Universe” (foto) contratado a Diego de Rivera para o salão RCA do Rockefeller Center. A RCA mudou de nome e hoje é “GE”; O Rockefeller Center deu lugar às Torres que ontem fez 14 anos do tombamento. Eu, como muitos estava perdido no meio da multidão. Eles chegaram com ansiedade nos olhos, mas bem diferente da situação dos desesperados em Budapeste, Áustria, Grécia e Macedônia desejando chegar ao paraíso alemão. “Os olhos são o espelho da alma”, logo percebi estar perto de minha casa. O palpitar dos corações não era de terror mortal, mas de angustia atual e responsabilidade com as violências internas e externas, para entende-las é preciso ler os últimos capítulos do volume II do livro “LaEspiral de la Energía”, de Ramón Fernández Durán y Luis González Reyes, pois a mega crise está chegando e não é apenas um mural ou nova forma de império. (volume I)
A grande maioria trazia um coração vermelho vivo, nos mais jovens vermelho quase negro, tamanha a esperança; Contudo, uns tinham o coração rosado e cheiravam creme e outros, poucos, exalavam o aroma da nata, creme da creme, como cheira a “ciência” periférica e tinham maior anemia, facilmente curável ao descalçar as botas e calçarem sandálias que deixam marcas de húmus nos pés; húmus de humildade. Ah! Si tudo fosse tão fácil na construção do BIOPODER CAMPONÊS.

Jairo Restrepo Rivera - Bio-Poder
Nos primeiros tempos pós guerra fria, Karl Rove um dos principais neoconservadores, emergido no triunvirato imperial de Reagan, Tatcher, J. Paulus II afirmou: “O importante não é a realidade, mas sua percepção, condicionada pela linguagem... E nós a fazemos”. Isso foi o que desenvolveu Warren Weaver na “Teoria Matemática da Comunicação” entre a fonte e o transmissor, o sinal e o receptor. Fora ficam os ruídos. Para ultrapassar isso o melhor são as metáforas, que etimologicamente está muito além do significado ou sentido e com múltiplas intersecções.
O neologismo AGROECOLOGÍA (AGIR-AGRI + ECOLOGIA) ressoou no Brasil no IIIº Encontro Brasileiro de Agricultura Alternativa em Cuiabá MT, em 1987. Por essa época a palavra AGRIBUSINESS ganhava espaço e seu prócer Ney Bittencourt de Araújo, diretor da empresa de sementes AGROCERES (formada pelos consultores do Grupo Rockefeller com o espolio do sequestro das sementes e linhagens de milho dos agricultores locais durante sua estada para à fundação da Universidade de Viçosa). Agroceres foi durante longo tempo a principal produtora de sementes híbridas de milhos em concorrência com o governo do Estado de São Paulo.
A criação de um neologismo torna necessário se criar a dialética antagônica para seu espelho, pois as dimensões da realidade são complementares e recíprocas. Logo percebemos que Agroecologia é o espelho do Agribusiness, sem importar com a verbalização induzida, e manipulada naquele evento.
Pertence a história os planos do Grupo Rockefeller obrigado a diversificar suas inversões e prioridades na agricultura com especial predileção por sementes, fertilizantes químicos e agrotóxicos. Não é divulgado que o principal artífice do valor das sementes foi o científico (botânico e geneticista) soviético Nikolai Vavilov, que fez grandes expedições pelo mundo coletando na agrobiodiversidade sementes cultiváveis e foi o pioneiro no estudo da imunidade nos vegetais e preservou durante o cerco de Leningrado a maior coleção de sementes do mundo negando-se abandoná-las. Ao contrariar a ignorância do agrônomo Trofim Lysenko, que afirmava haver herança não-mendeliana na vernalização, foi condenado a morte, mas por possuir o título de herói da URSS (Medalha Lênin) teve a pena comutada para 20 anos de prisão e foi levado ao Gulag em Saratov (campo de prisioneiros políticos onde morreu de inanição em 26 de janeiro de 1943), desde então a genética passou a ser uma “ciência burguesa” na União Soviética de Stálin. Somente em 1955 Vavílov foi reabilitado perante a ciência e povo soviéticos.
Os anexos da coleção de sementes de Vavílov na Criméia e Ucrânia foram tomados pela Unidade de Genética de Plantas da SS (Ahnenerbe) e transferida para Lannach no castelo de Graz (Áustria) antes do final da Batalha de Stalingrad por Heinz Brücher, que posteriormente refugiou-se na Argentina onde foi investigador e professor universitário (sendo assassinado por traficantes por desenvolver um vírus para destruir cultivos de Coca em 1991.).
Sobre a Vida no planeta sobressaem se umas poucas espécies, por sua organização recebem o nome de seres “ultrassociais”, entre eles estão as formigas saúvas, cupins, abelhas, ratos-topos e a característica desses seres é que delegam a parte da população a produção de alimentos, a defensa etc. 

A agricultura é um tempo ultrassocial e não existe na natureza. O humano agricultor escravo, em servidão ou livre a tem sob sua responsabilidade. Ela é realizada na Biosfera, a "primeira pele, que dia a dia se transforma, e nos últimos 250 anos a cupidez da modernidade destrói suas perspectivas futura e as faz irreversíveis pela dimensão do Agronegócios, assim chegamos ao Antroposfera, a "segunda pele", que se converte no Antropoceno ao nos darmos conta de nossa capacidade de destruir o Planeta, mas antes estamos destruindo o solo fértil, membrana viva que alimenta a humanidade e seu responsável o camponês, pressionado e oprimido pelas múltiplas violências impostas pela sociedade.

Na construção do biopoder camponês, dados do ETC 2013b y GRAIN, 2014, confirmam que o Agronegócios ocupa de 70 a 80% da terra cultivada, mas só oferece de 30 a 40% da demanda mundial de alimentos. Gera as violências e riscos com efeitos nocivos sobre a vida e à fertilidade do solo;

Enquanto tanto, os camponeses ocupam só de 20 a 30% da terra produtiva, mas provêem de 30 a 35% da população, com impactos positivos e benéficos de sua ação para a sociedade humana, saúde do solo e clima, antagônicos aos impactos dos agronegócios e são submetidos a forte violência internacional.

A retórica da "sustentabilidade" não é suficiente para disfarçar seus impactos negativos e satisfazer os interesses industriais e bancários. Insta as organizações multilaterais, governos e cidadãos a priorizarem os meios para que as tecnologias camponesas fortaleçam a comunidade mediante a proteção da primeira e a segunda pele do planeta para reverter o dano do efeito estufa e mudança climática que ameaça a vida, e podem alcançar a noosfera ou consciência cósmica de Vernadsky, nossa terceira pele.
A práxis coletiva da ação camponesa revitaliza os ciclos do Carbono, Nitrogênio, Enxofre e Fósforo elevando o armazenamento da matéria orgânica e água mediante a fixação dos "gases do efeito estufa" no solo longe de eliminar a ameaça da mudança climática através do reequilíbrio da tranquilidade da humanidade.
Ainda há tempo para as grandes corporações, organizações multilaterais e governos dividirem as responsabilidades e assumirem a responsabilidade das necessidades dos camponeses, nesta nova tarefa, unidas nas funções ultrassociais para a mudança de rumo na agricultura, saúde, alimentação e educação e sem futuro, paz e evolução.
O fato de que as atividades da agricultura camponesa, reverter as ameaças dos gases com Efeito de Estufa e riscos das mudanças climáticas através de técnicas de fixação permanente e crescente de Carbono, Nitrogênio, Enxofre, Fósforo etc., ao solo agrícola, com o aumento da fertilidade e qualidade dos alimentos diametralmente antagônicas à produzida pelo agronegócio, faz com que a necessidade de adoção de um Programa Estratégico Internacional agricultura camponesa para restaurar o clima do planeta Biopoder Camponês, esquecendo a idiotice dita por Margaret Thatcher (1983) de que a "flatulência das vacas" indianas era, também, uma forte fonte de poluição, como se fossem diferente da de outro ser humanos.
Esta ação não é social ou economicamente difícil, mas confrontada com a afirmação de crescimento excessivo do capitalismo mundial, desde a já superada modernidade, ao Estado Híbrido Século XXI (Javier Esteinou Madrid). (Entrevista)
Para entender essa situação são necessárias as leituras antes recomendadas, também para compreender a violência e periódicas chacinas em muitas cidades da América Latina. São dezenas e até centenas de jovens que se somam a cada ano, milhares e até dezenas de milhares de vítimas mortas ou desaparecidas.
Várias chacinas locais têm o impacto de um massacre regional ou continental. Na web procurei o termo “holocausto”, mas a conotação é um pouco diferente. Entre os 10 maiores massacres da humanidade iniciamos com o de Nanquim (China) perpetrado pelo Exército Imperial Japonês; seguido de “Babi yar” pela SS, dentro do Holocausto; depois o de São Bartolomeu na Francia Medieval; seguido pelo da NKVD soviética contra ucranianos e logo Katyn causada pelos mesmos na Polônia. Em sequência temos o de Tessalônica nos tempos antigos e ademais o do exército de Elphinstone. Voltamos à modernidade com o de Sabra e Chatila feito pelas tropas de Israel; já o de Batak foi causado pelos turcos e por fim o de Granada. Recentemente tivemos o massacre dos Tutsies pelos Hutus na tentativa de extermínio, a exemplo do que fizeram Hitler, Stálin, Hiroito, Truman, Pol Pot e outros tão sanguinários, mas pela baixa intensidade de suas ações como Videla, Pinochet ou Napoleão e algumas coroas contra curdos, armênios, árabes, zulus, guaranis, etc.
Então Holocausto é o assassinato de um grupo da sociedade. Quando sua dimensão é maior se trata de um genocídio que pode ser ainda mais silencioso e sanguinário com finalidade lucrativa ou rentável como estamos vivendo com o uso de Gliphosate nos cultivos transgênicos, onde há casos de uso de 20 vezes a dose por desespero de não ter nenhum efeito sobre "ervas daninhas" mutantes resistentes ao herbicida.
Quais são as consequências? - Os agricultores comprovam epidemias de clostridiose (C. dificille) e salmonelose (Salmonella spp.), pois são os únicos organismos que permanecem no ambiente onde há o uso continuado do herbicida. Como Glyphosate é um produto muito antigo, sua patente industrial expirou. Monsanto requereu e obteve a nova patente como fungicida e bactericida para controlar uma imensa maioria dos microrganismos.
É alarmante que nos países centrais haja epizootias em frangos e porcos escondidas, pois no nosso mundo cada vez mais bizarro, a informação é classificada nos meios científicos, acadêmicos e governamentais. No entanto, eles começam a escapar ou ser intencionalmente liberados por pessoas, grupos e movimentos. Isso cria um leque de versões que encobre responsáveis e futuras punições.
Quem estuda a molécula química do herbicida em questão conhece a sua estabilidade ambiental e mínima decomposição, químicas (oxidação foto), térmica, microbiana, etc., pelo que a sua longa persistência no solo e na água.

Muitas pessoas não sabem que o Glyphosate tem patentes industriais desde o Império Austro-húngaro e Alemão como sequestrador de metais (minerais) em reações químicas de interesse industrial como a limpeza de caldeiras e tubos (1920, 1930) e, em seguida, para uso militar para desmineralizar o combustível do foguete A4.

Sua herbicida ação só foi descoberta no final dos anos 60 nos EUA nos escoamentos da água de limpeza dos tubos e caldeiras e começou a ser comercializado como "Roundup".
No livro O herbicida de Glyphosate de Grossbard & Atkinson produzido pela Monsanto em 1985 registra a sua capacidade de "sequestrar minerais" e no metabolismo das plantas, mas omite os seus efeitos através da inibição da formação de metal-proteínas (proteínas ligadas a minerais).
As Me-proteínas são estratégicas no metabolismo e autopoiese dos seres vivos, principalmente microrganismos. Entre elas destacam-se as “enzimas”, catalisadores biológicos de máxima importância na vida. Existem milhões de enzimas conhecidas e outras ainda por conhecer. O exemplo do Selênio-proteínas és esclarecedor. O Selênio é um mineral traça na nutrição humana (essencial contra o envelhecimento e contra o câncer), animal y vegetal. A Selênio-proteína são responsáveis pela neutralização e eliminação de toxinas de bactérias, fungos e ação de metais pesados, como tal, estratégica para o sistema imunológico. Os alimentos que contêm Selênio são normalmente ricos em lipídios (nozes) e gordura animal.

Sendo o Glyphosate um sequestrador de minerais e inibidor na formação de Metal-proteínas Qual és seu impacto sobre a saúde humana, animal e vegetal? A ciência privada sabe e cala por interesse econômico classificando seus resultados como rigor militar e atua sobre a ciência pública fazendo-a cúmplice.

Na Rússia foi feito recentemente um estudo com o uso de microrganismos para degradar moléculas de Fosfonil (Os “fosfonis” são moléculas muito conhecidas e formadoras das mais poderosas armas químicas (gases venenosos modernos (VX) dos arsenais dos países centrais. Foram usadas 15 bactérias para decompô-los, mas somente cinco conseguiram atacar e degradar a molécula do Glyphosate.
Na evolução da vida dos microrganismos encontramos dois grandes grupos: - Os saprófitos que não necessitam destruir ou matar células para se alimentar e - Os patogênicos que obrigatoriamente usam toxinas para matar ou destruir células e poder hospedar-se sobre elas.
Um dos mecanismos recentemente estudados está o do ferro (Fe) um dos principais elementos traça. Como saprófitos e patogênicos são antagonistas, os saprófitos possuem maior capacidade evolutiva de bloquear o acesso ao ferro oxidado muito abundante no meio ambiente, mas de baixa solubilidade, em nível de yoctogramas (1x 10-24) impedindo a multiplicação e ação dos patogênicos, entretanto alguns patogênicos sim podem formar sideróforos e são bloqueados pelos saprófitos.

Para entender isso o melhor é recordar as vovós quando seus netos se feriam em pregos, ossos ou arames enferrujados. Elas tomavam uma cebola, alho, babosa ou outra planta medicinal, esquentavam-na e a colocavam sobre o ferimento. O Enxofre presente na cebola, alho ou outra planta bloqueava quimicamente o Ferro e os microrganismos patogênicos tenham o acesso impedido evitando gangrenas, tétanos, antrazes e outras enfermidades perigosas.


O que a ciência agora descobriu é que a presença de resíduos de Glyphosate no solo, água, alimento, ar e meio ambiente está desmineralizando alimentos e água por meio do sequestro de minerais do metabolismo e autopoiese dos seres vivos.

Com o uso crescente de sementes transgênicas resistentes ao Glyphosate a contaminação alimentar e ao meio ambiente cresceu exponencialmente.
Isso traz uma nova desordem na luta entre saprófitos e patogênicos. Para evitar a presença de patogênicos, os saprófitos procuraram reduzir a presença de ferro (Fe) no ambiente e fazê-lo através conjugados chamados "siderophores". Os sideróforos são protetores importantes, um deles é o complexo B (B12, etc.). O que acontece é que agora os resíduos de Glyphosate (fungicida) combinado com os metais, reduzem a ação de formação de sideróforos protetores nos seres vivos expondo-os à ação de agentes patogênicos.
Ocorre que as Salmonellas e Clostridiums são mais resistentes ao Glyphosate seres e começamos a ver o resultado em vários países, a ponta do iceberg do genocídio que fará os holocaustos e massacres, como Nanquim, Katyn, Batak, Ruanda-Burundi, Camboja, parecem meras chacinas cotidianas, ao final o marketing, também é parte da indústria de alimentos (agronegócio).
Os protozoários Criptosporidum são beneficiários do sequestro de ferro no meio ambiente pelo herbicida?
"Agosto é o mês do mês de desgosto, do cachorro louco". A verdade é que os cães não têm qualquer culpa, nem são ultrassocial e, infelizmente, vivem no Antropoceno comendo rações e comida com resíduos de Glyphosate®.

O magno problema global é que o uso de Glyphosate® no solo impede a "Hipótese de Ferro", que é a corrosão de dióxido de carbono e outros gases de Efeito Estufa, fixando-os no solo por sua insolubilidade através dos microrganismos. Por isso usamos Farinha de Rocha, Biofertilizantes na construção do Biopoder Camponês.

Enquanto isso Glyphosate continua sua cruzada de Eugenia Mercantil, já um genocídio igual ao da época de Vavilov, Brücher, agora com Bill Gates e Carlos Slim criando o programa MásAgro dentro do CIMMYT com micróbios e sementes da terceira fase da Revolução Verde.
Voltando ao Agroecologia neologismo: Qual é a importância de substituir o nome AGIR (AGRI) + CULTURA no contexto atual? A Ecologia no campo, onde os antigos agrônomos, se transformam em licenciados em Agroecologia permitem consolidar a separação entre as sociedades de Saber (Centro) e Fazer (Periferia)?
Quando porta-vozes do poder anunciaram a "mudança de paradigma" e a construção da transição significou que o mesmo poder detinha o controle da passagem da matriz (química) para a outra (biotecnologia), sem que isso significasse qualquer alteração nas relações de poder. Assim nossa estratégia foi a de criar "o papel de bombeiro" com ferramentas de resgate e emergência dos camponeses em meio ao caos e desordem na reconstrução de seu biopoder.
No entanto, a atual mega-crise não está sob controle e precisa estratégias emergenciais de biopolítica camponesa.
Boaventura de Souza Santos estabelece a importância de "descolonizar o conhecimento, reinventar o poder".
Estas ferramentas são identificadas com a matriz anterior por suas origens, mas foram deixadas de lado. Elas são facilmente aplicáveis por sua simplicidade, baixo custo e apropriados na crise, como a "ferramenta justa” de Illich (2012) contra os meios de imposição (violência, cultura, economia) do poder em decomposição no Antropoceno.

foto de Ignácio Sánchez
Tenha o nome que tiver a agricultura sempre continuará a mesma. No entanto para não contrariar, vou denominar “Agroecología Camponesa”, diferente da do Departamento de Estado que é científica. Para ela temos nossa caixa de ferramentas de bombeiros para as emergências necessárias, longe dos micróbios industriais da biotecnologia, pois sabemos que a Bayer já vendia “Alinit” em 1897 para prover o solo de Nitrogênio microbiano com o Bacillus Ellenbachensis Alpha, nessa transição de mais de Século, que eles propalam...

Ignácio Ramirez, el Negromante dizia: 
“No ... ...., los seres de la naturaleza se sostienen por si”.

Verdadeiro ou não, pouco importa, já Ignácio Sánchez pereniza o Biopoder Camponês (foto) como na canção:
“Nada do que foi será,....

De novo da forma como já foi um dia…”

***
Aguardem! Novo livro de Tião... 

Encomendas: emporioagricola@gmail.com _ R$ 40,00


terça-feira, 25 de agosto de 2015

Encontro de Produtores Rurais em Campinas

_INSCRIÇÕES AQUI_

Campinas promove evento para incentivo à produção agropecuária próxima aos centros urbanos. Participe!

Nos dias 27 e 28 de agosto será realizado o 1.º Encontro de Produtores Rurais de Campinas e Região, na sede do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), em Campinas.
Organizado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Social e Turismo, por meio do Conselho Municipal do Desenvolvimento Rural e do Agronegócio (CMDRA), da Prefeitura de Campinas, o Encontro tem como objetivo dar visibilidade às questões rurais a fim de manter e incentivar a produção agropecuária próxima aos centros urbanos, enfatizando a importância da atividade para a qualidade de vida da população.
Serão debatidos temas como a atuação dos países para manter a área rural próxima aos centros urbanos, que hoje é tendência mundial; implementação de políticas públicas inovadoras para incentivo à permanência da atividade no entorno das cidades; gestão de recursos hídricos na área rural e as oportunidades e tendências de comercialização, incluindo a exportação.
O 1.º Encontro também apresentará casos de sucesso de produtores sobre produção, agregação de valor aos produtos e organização para processamento e comercialização.
“O foco central do 1.º Encontro é fazer com que a população urbana reconheça que a área rural é de suma importância para o presente e o futuro das gerações. Outro objetivo é trazer uma visão mundial do agronegócio próximo aos centros urbanos, em que várias cidades são exemplos. Teremos produtores de municípios que apresentam grande expansão urbana, mas permanecem na atividade com sucesso”, ressalta o engenheiro agrônomo Amauri Dimarzio, presidente do CMDRA.
Está prevista a participação de produtores, gestores públicos e outros profissionais da cadeia produtiva nos segmentos de horticultura, fruticultura, floricultura, grandes culturas e pecuária dos 45 municípios integrantes da Câmara de Comércio Exterior de Campinas e Região.
O 1.º Encontro de Produtores Rurais de Campinas e Região é uma iniciativa da Prefeitura de Campinas com o apoio de diversas entidades privadas e públicas, entre elas a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio de seus institutos e coordenadorias como a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) e Instituto Agronômico (IAC), de Campinas.
O encontro tem início às 8h e a participação no evento é gratuita. Para mais informações e inscrições, os produtores devem se dirigir diretamente aos sindicatos rurais de sua cidade ou enviar e-mail para produtores.rurais@campinas.sp.gov.br.
As inscrições também podem ser feitas on-line clicando-se aqui: 1.º Encontro de Produtores Rurais de Campinas e Região.

Contribuiu,
Nivaldo Maia
CONAB-SP

Rede Soberania

Rede Soberania
Esta Nação é da Multitude brasileira!

Blogueiros/as uni vós!

.

.
.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...