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"Harmonizo meus pensamentos para criar com a visão". "Quando o mundo estiver unido na busca do conhecimento, e não mais lutando por dinheiro e poder, então nossa sociedade poderá enfim evoluir a um novo nível".

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Agrotóxicos: Impactos na vida e no trabalhador

Cartilha



Sementes

Lobrobô - Pereskia Aculeata

 "Se introduzíssemos a diversidade perdida, faríamos muito mais pela fome no mundo"
Pat Roy Mooney


via Sebastião Pinheiro
O pérfido Tony Blair veio a público desculpar-se de forma cínica por ter usado um falso pretexto para invadir o Iraque, Afeganistão e polarizar o Oriente Médio. Meio milhão de mortos e cem milhões em desespero, mas muitos lucros... Lembro que o primeiro ato do interventor Paul Bremer no Iraque foi proibir o uso de sementes camponesas e obrigar a compra de sementes patenteadas das empresas transnacionais (Ordem 81). Paul Wolfwitz arquiteto do relatório que permitiu aos facínoras Bush & Blair a destruição de um dos berços da Humanidade e saqueio de seus tesouros, foi agraciado com a presidência do Banco Mundial. Vendo a cara deslavada do Blair na TV repassei as “leis de sementes”.
A primeira Lei de Proteção aos Cultivares dos EUA (Plant Patent Act) é de 1930; Logo imitada por Cuba e pela Argentina através da Lei 12.253 de 1935 que tinha dos artigos 22 ao 27 o Fomento à Genética. Está lei esteve vigente até o dia 30 de março de 1973 quando o Estatuto da Revolução Argentina a substitui pela Lei 20.247, revogando explicitamente os artigos acima citados. A ditadura militar fora derrotada nas eleições de 11 de março/73 e o governo democrático logo assumiria, mas uma lei democrática foi destruída para garantir os interesses da Royal Dutch Shell, neofiosis da Cia. das Índias, através de sua concessionária International Plant Breeders - IPB.
No Brasil a primeira tentativa de Projeto de Lei foi apresentada ao Congresso Nacional em 1947, sob o nº 952, de autoria do ex-senador sergipano Gracho Cardoso, que tinha como objetivo tornar extensivas as garantias da lei de propriedade industrial às invenções, criações ou introduções novas, obtidas ou realizadas na agricultura e jardinagem.
O Ministério da Agricultura, imediatamente criou o Registro Nacional da Propriedade Agrícola e Hortícola destruindo a pretensão legal, criando um cartório. Casualmente em janeiro de 1949 é anunciado o Ponto Quatro, onde sementes é um dos eixos básicos.
Os entreguistas civis e os militares da Revolução Redentora iniciaram um movimento no governo do ditador General Garrastazu Médici para tramitar a lei brasileira de proteção aos cultivares coincidentemente feito pela International Plant Breedes subsidiária da Royal Dutch Shell, instalada no Distrito de Sertão em Passo Fundo, através do documento "Four Lines Plan for Brazilian Agriculture".
O governo do ditador Geisel empossou seu ministro da Agricultura Allyson Paulinelli no dia 15 de março e já no dia 31 de maio o projeto de lei da IPB começava a ser implantado no Brasil. Casualmente "ipsis literis" à lei N 20.247 aprovada nos estertores da ditadura argentina, mas não coincidência.
O professor da USP José Pastore (com curso de Ph.D em Sociologia pela U. de Wisconsin, Meca dos bolsistas rurais brasileiros nos EUA) fez um relatório sobre a importância desse legislação para a recém criada EMBRAPA.
O tema da proteção às sementes tornou-se o “coqueluche” entre os técnicos. O Estado de São Paulo dominava o mercado de sementes de forma hegemônica em função do seu IAC, ESALQ e Secretaria dos Negócios da Agricultura e não via com bons olhos os interesses estrangeiros e começou a reagir AEASP (Pimenta, Lazarinni).
A estratégia da IPB foi atuar pelo Sul, onde em 1930 a ditadura Vargas havia criado o cultivo do trigo sob proteção estatal com uma estrutura de Estações Experimentais Federais e Estaduais. As peculiaridades pastoris do Estado fez criar em Encruzilhada do Sul a Estação Experimental de produção sementes forrageiras.
No RS era muito atuante a AGIPLAN e a ABRASEM e um grupo de técnicos havia visitado os EUA para aprender o que eram sementes patenteadas.
Não era necessário afirmar que era muito difícil e perigoso questionar tecnicamente os interesses poderosos, pois recebias a ameaça e rótulo de subversivo ou a condena de comunista.
O presidente da Sociedade de Agronomia do RS era E. Caldeira chamou uma reunião sobre o Projeto de Proteção aos Cultivares da IPB e comparecemos como funcionário da Delegacia Estadual do Ministério da Agricultura, nela ficamos encarregado de coordenar o grupo de discussão sobre sementes. No grupo havia técnicos da Federação das Cooperativas de Trigo e Soja (Fecotrigo) então poderosa, IASSUL e corria o boato que um renomado criador de variedades M.R já havia se apropriado de uma coleção estatal e vendido para a IPB; estavam burocratas e tecnocratas do governo gaúcho, os pesquisadores da Embrapa e professores universitários e alguns teleguiados da IPB, Continental (Contibrasil). Era uma lagoa de muitos pescadores de águas turvas de intenções disfarçadas. O melhor antídoto é fantasiar-se de protagonista para poder atuar anônimo (clandestino).

Projeto Produção de Sementes Agroecológicas Bionatur
Induzimos um colega de trabalho ligado à fiscalização de sementes a fazer ver a importância do tema ao chefe Laboratório do M.A, médico veterinário, louco por servir a revolução a ir a um deputado governista a tratar sobre a importância do tema e caráter prejudicial do Projeto de Lei aos interesses patrimonialistas locais. Escrevi um documento de seis páginas e os acompanhei à audiência com o Deputado. Fui sabatinado duro por mais de duas horas. Entusiasmado o deputado solicitou subsídios e recebeu o “rascunho de estudo”. Ele foi integralmente publicado na edição dominical do Correio do Povo, principal jornal da cidade. Não se falou mais no projeto de lei da IPB que vendeu suas instalações e retirou-se. Dez anos depois, o Petracco no CREA trouxe Pat Mooney ao Brasil e foi traduzido o livro “Seeds of the Earth” (O escândalo das Sementes). O risco, agora era a mercantilização da Biodiversidade e os Transgênicos. Mais 10 anos e se voltou a falar no assunto quando foram aprovadas as Leis de Biossegurança N. 8.974/95 e Proteção aos Cultivares N.9.456 de 25.04.1997 no governo de FHC. Incógnitos, mas bem adiante, já havíamos idealizado junto à Coolméia e “desenvolvido” (no sentido embriológico e não do neologismo político do Ponto 4 de Trumann) junto ao MST o Projeto Produção de Sementes Agroecológicas Bionatur que ajudamos formatar e participamos com os estudantes da UFRGS na primeira colheita (foto) em atividade de Extensão Universitária. Kissinger que chacinou milhares de jovens recebeu o Premio Nobel usou a mídia como forma mais eficiente para amansar, domesticar e alienar que os militares. Logo, as ditaduras são de mercado. Muitos servem ao “meio ambiente” e ao “sustentável”. Anacrônico persistimos em destruir a heteronomia milita(r)-(nte), pois nossa preocupação sempre foi com as outras sementes como por exemplo a de lobrobô (foto) pelo seu significado sanitário, histórico, social... e outros; Jamais & outros...



terça-feira, 27 de outubro de 2015

Solar Blanco

Solar Blanco
"Soprando esse bambu só tiro o que lhe deu o vento" Paulo Leminski



Caros amigos e amigas,

E também aos profissionais da área agronômica, veterinária e zootecnia.

A Blanco AgriCultura é uma empresa (Ltda. – ME) com registro Nacional para exercício legal das atividades de “PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE REPRESENTAÇÃO COMERCIAL DE MATÉRIAS PRIMAS AGRÍCOLAS E PRODUTOS QUÍMICOS E BIOLÓGICOS COM ASSESSORIA E CONSULTORIA AGROPECUÁRIA; SERVIÇOS DE AGRONOMIA E DE CONSULTORIA ÀS ATIVIDADES AGRÍCOLAS E PECUÁRIAS. “

Não vendemos nada. Não temos sede ou matriz. Hoje, é apenas uma pessoa autônoma, se dedicando a profissão a qual foi formada: Engenheiro Agrônomo. Abrir a EMPRESA (pagar impostos, juros... sem garantias de trabalhos futuros), registrar-se no CREA* (mensalidade e juros irregulares) ... essa é a regra do jogo. Uma pedra que dificulta o profissional de Agronomia.   

Os trabalhos e dedicação a Agricultura e Pecuária brasileira nasceu no Mato Grosso nos anos 80, fundada por Luiz Blanco, quem antes deu início ao registro como, PECBLAN – representação comercial de produtos agropecuários Ltda. Hoje a PECBLAN permanece como nome fantasia.
- ‘Tínhamos um pequeno comércio, uma loja agrícola em Várzea Grande. Quanta quirela, rações balanceadas e outras fazíamos...’

Responsáveis técnicos:

Luiz Blanco, tem curso superior incompleto em Engenharia Florestal pela Universidade Federal do Mato Grosso onde estudou 3 anos e é honrado como Técnico Agropecuário pela Esalq - USP de Piracicaba. Também é reconhecido pelos trabalhos desenvolvido no antigo Instituto de Zootecnia de Nova Odessa, hoje APTA, em genética bovina. É reconhecido no Brasil inteiro pelos trabalhos voltado a Agropecuária nacional. Tem mais de 3.000 visitas à Fazendas e Cooperativas em território nacional, como também ministrou muitas palestras na área de sementes forrageiras e manejo de animais a pasto.

- Luiz Blanco é meu querido pai, quem tenho todo orgulho do mundo.

Oliver Humberto Naves Blanco é Engenheiro Agrônomo formado pela Universidade Estadual Paulista UNESP Campus de Jaboticabal – SP. Seguiu os passos do pai e possui como herança, além do estudo universitário, os livros, revistas agropecuárias; observações in loco de palestras, treinamentos técnicos, e ‘assistência’ técnica. Vivências. Chegaram a trabalhar juntos em uma empresa Multinacional de forrageiras. Atualmente dedica-se no estudo profundo da AgriCultura Orgânica e Ecologia, sem vínculo a Mestre ou Doutorado, porém, é analista científico, confrontando os estudos dos centros de investigações agrícolas à realidade do campo no Brasil.

A Blanco AgriCultura possui uma página no FACEBOOK. Não é vaidade ou algo que seja de brincadeira de redes sociais. É trabalho sério! Ali estão os álbuns, registros fotográficos de todos os serviços voltados a agricultura até hoje prestado. Em todos trabalhos até agora executados, nunca se dedicou tão seriamente como profissional da área em Engenharia Agronômica, devendo a isso, levar guardado nas extensões atuais, os bons resultados e vivências colhidas nestes anos que passaram.

A página da Blanco AgriCultura no facebook representa parte do currículo profissional do ‘Agrônomo’ Oliver.

...
A partir daqui, é o passarinho em pleno voo, por isso, não incluo o Luiz (pai) nas lutas infindas a seguir...

Tendo nas veias e na alma a filosofia extensionista, e a pretensão de dizer e informar de tudo, sobre a AgriCultura no Mundo e, a todos/as, principalmente aos produtores e produtoras, comunidades camponesas Latinas e técnicos/as, profissionais da área Agronômica, Veterinária, Zootecnia e outras, aqui sim é vaidade, dedicamos também a administrar o blog @extensionista.


O @extensionista é público e está a serviço da humanidade contra os AGROTÓXICOS (Pelo Fim do Uso no Mundo), também é contra todo tipo de Colonialismo e Imperialismo em território Latino americano, e brigaremos até o fim da vida para “bloquear os corruptos que estão no mercado e vendem câncer, violência, miséria e fome e enriquecem. “


O @extensionista apoia a REFORMA AGRÁRIA, e acredita nas ações articuladas que tenham como objetivos o envolvimento econômico solidário, a justiça social e a gestão ambiental responsável como único caminho para a consecução da sustentabilidade em nível local e global.


Oliver e Luiz. Falta um nanico aí no meio... Alain meu querido irmão! 
A dedicação

Hoje, juntos novamente numa nova missão, iniciamos algo que nos aproximou: cuidar de um pedaço de solo; um pequenino lugar deste Planeta Vivo!

Sítio Solar Blanco! Investigações de uma agriCultura regenerativa: biofertilizantes fermentados, remineralização do solo com pó de rochas e inoculação de microrganismos locais. Entender os princípio da vida, assim seremos capaz de administrar uma produção de alimentos saudáveis.

Aos amigos/as, seguidores deste Blog, o Solar Blanco tem o maior prazer em recebê-los. Estamos localizados na cidade de São Pedro - São Paulo. Chegou, ligue: 18 - 9.9693-6466

Desde já me desculpo pelo Blog estar 'paradão' ou não estar presente, por enquanto, nas atividades que aglutinam pessoas do bem para um outro Mundo Possível e Necessário. É que, mexeu com conosco agora: é Roça!



Oliver Blanco
_Dedico cada célula viva de meu corpo e os desafios desta vida à minha mãe Sueli O. Naves e ao meu irmão Alain, presentes em pensamentos e orações. Aos que sempre me apoiaram.._


Meu sinceros agradecimentos a Wânia Milanez, quem contribuiu para que este texto fosse escrito e que também, compartilhará esse futuro ao lado do Luiz. Grato ao Luiz Blanco pelas memórias do texto.

      

Rede Soberania

Rede Soberania
Esta Nação é da Multitude brasileira!

Blogueiros/as uni vós!

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