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'Ofereço-me para cooperar com amor a fim de compartilhar a abundância de meu coração.'
'Comunico-me sem apegos e descubro a harmonia de evoluir na Terra.'

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Tanto faz como tanto fez

A todos os Povos Indígenas
Tanto faz , como tanto fez,
Se na primeira vez,
A corja suja e o português,
Puxaram do chão um pano que cobria ,
E descobriram que ali havia,
Terra que homem branco não sabia
E ai o português inteligente como é
disse logo que não queria saber da qual é
“nem em parcelas, nem no cartão,
trago tudo aqui na minha mão ,
o extermínio vamos dividir em sete vezes no pré- datado,
mas terra...
escute bem:
terra, a vista!”
Tanto faz, como tanto fez,
Se no livro de história,
A história é contada em português,
E as palavras são bem branquinhas que nem aquele português,
Seja na escola branca ou preta,
Tanto faz, como tanto fez,
Quinhentos e tantos anos depois,
O português é fazendeiro
E a embarcação é o Estado Brasileiro,
e com trator do progresso,
mata índio, aqui, ali, em todo lugar
ninguém vê mais índio no Brasil,
a não ser os filhos branquinhos pintados
na escola no dia 19 de abril,
Lembra?
Você com rostinho melado de tinta guache,
Peninhas na cabeça, preparando o disfarce
Mas essa carinha branquinha, sem marcas na face,
Não engana ninguém,
Viu?
Seu burguês!
Tanto faz, como tanto fez...
Desce na bica,
Na pica,
Se liga,
Quadradinho de oito,
De doze,
De quatro,
Com a bunda pra fora,
Rebolando
ninguém se importa
Mas quando viu o índio pelado na porta
Pulou da cama como se sonha
E disse:
-Tape logo suas vergonhas!
Tanto faz Tupã, como tanto fez Nhanderu,
Kaiowá, Tupinambá Xucuru,
Xocó, Truká, Tucako,
Olha só que engano
esse livro de história
Ta vendo lá?
Olha lá!
Brasília virando aldeia,
Takape
Burduna
Semeia
Uma flechinha certeira
da mão do guerreiro
E no instante de repente
A flechinha faz um buraco
no peito da presidente
E ai
tanto faz como tanto fez,
Se a primeira vez,
Foi o português
Porque agora não adianta mais de nada,
Você viu lá a Esplanada?
Foi toda retomada,
Os ministros nem quiseram crer,
Mas acredite
Era o caboco no poder

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"no artigo 5º, inciso IV da Carta da República: 'é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato'."

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