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"Harmonizo meus pensamentos para criar com a visão". "Quando o mundo estiver unido na busca do conhecimento, e não mais lutando por dinheiro e poder, então nossa sociedade poderá enfim evoluir a um novo nível".

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

O que é a Guerra Entomológica na Guerra Biológica?



24.X.2019
Por Sebastião Pinheiro


Em julho de 1999, um membro da poderosa Comissão Nacional de Biossegurança do Brasil com relação aos OGMs (Organismos Geneticamente Modificados) em um Seminário sobre OGM na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, demonstrou sua insatisfação com as reações contra as sementes contrabandeadas pela Monsanto/Nidera no país, e citou Sofócles: "Será noite, quando percebermos o quão belo tem sido o dia" O cientista oportunista se referiu à Revista Science de julho de 1996, onde um artigo afirmava que a Peste (foto)
que matou metade da população da Europa entre 1348 e 1360 era devido a um único gene da pulga Xenopsylla chopis que transmitia a bactéria Yersinia pestis e um mecanismo de bloqueio associado à sucção com regurgitação da massa bacteriana do estômago do inseto. Se esse gene (hms) fosse bloqueado ou removido, isso causaria a fome da pulga do rato. O estudioso cientista magoou não ter esse conhecimento na época, mas não fez nenhuma referência à miséria e falta de higiene na epidemia...


Pois agora há historiadores alegando que a pulga com bactérias foi uma criação humana como arma biológica de guerra entomológica. A disseminação dessa praga na Europa pode ter sido o resultado de um ataque biológico na cidade de Kaffa, na Crimeia. O livro de Jeffrey Lockwood, autor de "Six-Legged Soldiers", é sobre isso. Ele teoriza que a Arca da Aliança pode ter sido mortal quando foi aberta porque continha pulgas mortais. ¡Que lo parió! (Puta que pariu!)


Durante a Guerra Civil Americana, a Confederação acusou a União de introduzir deliberadamente o Chinche arlequín no Sul (foto). Mas os derrotados não têm direito à verdade. ¡Que lo reparió! 
 

O mundo experimentou uma guerra entomológica em grande escala na Segunda Guerra Mundial; França usou como arma o escaravelho (besouro) do Colorado (Lepinotarsa ​​decemlineata) contra as plantações de batata alemãs.


O cientista britânico Dr. G.B. Reed, chefe do Laboratório de Pesquisa de Defesa da Universidade Queenston de Kingston, focou seus esforços de pesquisa em vetores de mosquitos, moscas que picam e pulgas infectadas pela peste durante a Segunda Guerra Mundial. O Japão usou guerra entomológica em larga escala durante a Segunda Guerra Mundial na China. A Unidade 731, a infame unidade de guerra biológica do Japão liderada pelo Tenente General Shirō Ishii, usou pulgas e moscas infectadas com cólera para infectar a população da China. O exército japonês dispersou os insetos pulverizando-os de aviões voando baixo e lançando bombas cheias de uma mistura de insetos e doenças. Produziram epidemias locais e mortais e quase 500.000 chineses morreram de doenças. Um simpósio internacional de historiadores declarou em 2002 que a guerra entomológica japonesa na China foi responsável pela morte de 440.000. ¡Que lo recontra parió!


O falecido Ban Shigeo, técnico do Nono Instituto de Pesquisa Técnica do Exército japonês, deixou uma descrição rara e valiosa das atividades do Noborito Research Institute, publicado no Rikugun Noborito Kenkyujo no shinjitsu - A verdade sobre o Instituto do Exército Nororito.


Dos dez institutos numerados do exército japonês, apenas o 9º Instituto de Pesquisa Técnica do Exército pertencia à seção de operações secretas do Escritório do Estado Maior do Segundo Exército (Inteligência). Sobre a delicada questão da guerra biológica japonesa, Ban não deixou de incluir um relato de sua viagem a Nanquim em 1941 para participar do uso de agrotóxicos em prisioneiros chineses.


Uma das contribuições de seu livro é ligar ainda mais o Noborito à infame Unidade 731 do Exército Japonês, que participou de pesquisas biomédicas. Quando a guerra terminou, o exército dos Estados Unidos recrutou discretamente alguns membros do Noborito em seus esforços contra o campo comunista nos primeiros anos da Guerra Fria. O autor assinala perto do final do livro que Ban dirigiu a "seção química" de uma unidade clandestina dos Estados Unidos escondida dentro da base naval de Yokosuka durante a Guerra da Coréia e depois trabalhou em projetos não especificados nos Estados Unidos desde 1955 até 1959, antes de retornar ao Japão ingressou no setor privado. Shirō Ishii, da Unidade 731, não tendo sido acusado de criminoso de guerra, também continuou seu trabalho de consulta às autoridades americanas, especialmente durante o auge da Guerra Fria, e morreu em 1959.


Em 1989, um estudo britânico da Unidade 731 apoiou fortemente a teoria da culpabilidade dos Estados Unidos e do Japão na Coréia. Os especialistas chineses hoje insistem em que as armas biológicas criadas em colaboração EEUU-Japão foram usadas na guerra da Coréia. Em 1998, Stephen Endicott e Edward Hagermann alegaram que as acusações eram verdadeiras em seu livro "Os Estados Unidos e a Guerra Biológica: segredos do início da Guerra Fria e da Coreia".


Os Estados Unidos jogaram mais de 300.000 mosquitos não infectados em sua própria população. Os Estados Unidos investigaram seriamente o potencial da guerra entomológica durante a Guerra Fria. O Exército dos Estados Unidos desenvolveu planos para uma instalação de guerra entomológica, projetada para produzir 100 milhões de mosquitos infectados por febre amarela por mês. Um relatório do Exército dos EEUU intitulado "Análise dos objetivos da guerra entomológica" listou locais vulneráveis ​​na União Soviética que os EEUU poderiam atacar usando vetores entomológicos. Os militares também testaram a capacidade das picadas de mosquito jogando mosquitos não infectados sobre as cidades dos EEUU.


Os Estados Unidos realizou uma série de testes de campo com armas entomológicas. A Operação Big Itch, em 1954, foi projetada para testar munição carregada com pulgas não infectadas (Xenopsylla cheopis). O "Big Itch" deu errado quando algumas das pulgas escaparam do avião e morderam os três membros da tripulação aérea. Em maio de 1955, mais de 300.000 mosquitos não infectados (Aedes aegypti) foram jogados sobre partes do estado da Geórgia dos EEUU para determinar se os mosquitos transportados pelo ar poderiam sobreviver para morder seres humanos. Os testes de mosquito eram conhecidos como Operação Big Buzz. A Operação Magic Sword foi uma operação militar dos EEUU. Desde 1965, projetada para testar a eficácia da liberação de vetores de insetos no mar para agentes biológicos. Os Estados Unidos participaram de pelo menos dois outros programas de testes de guerra entomológica, a Operação Drop Kick e a Operação May Day. Um relatório do Exército de 1981 descreveu esses testes, bem como os múltiplos problemas relacionados aos custos que ocorreram.


O custo por morte, segundo o relatório, para um agente biológico transmitido por vetor que atinge uma taxa de mortalidade de 50% em um ataque a uma cidade foi de US$ 0,29 em dólares de 1976. Estima-se que o ataque tenha causado 625.000 mortes calculadas.


No campo do Bioterrorismo, teve o uso do Trips palmi sobre a ilha de Cuba denunciado e comprovado nas organizações internacionais. O escritor Jeffrey Lockwood acredita que os insetos são um meio mais eficaz de transmitir agentes biológicos por atos de bioterrorismo do que agentes reais.


Foi sugerido que os insetos poderiam ser geneticamente modificados através de tecnologias como o CRISPR para criar "mosquitos assassinos”, OGM que causam pragas que eliminam as culturas básicas. Esse potencial foi indicado no uso de mosquitos geneticamente modificados para retardar a propagação de doenças relacionadas com os mosquitos, como a Zika, e o vírus do Nilo West (Ocidental) que usam mosquitos modificados com CRISPR para não transportar o patógeno, o que demonstra a capacidade de implantar doenças ou patógenos por meio de modificação genética estando potencialmente presentes. No Brasil, houve uma epidemia de zika com centenas de casos e microcefalia em razão de uma ração com antibióticos adicionados...


O Instituto Max Planck de Biologia Evolutiva tem sugerido que a pesquisa atual dos EEUU sobre insetos geneticamente modificados para a proteção de cultivos através de doenças infecciosas que propagam modificações genéticas nas culturas em massa podem levar à criação de insetos geneticamente modificados para seu uso em guerra.


Pobre Sófocles, que noite tenebrosa esses filhos da grande puta preparam.




"Al hombre perverso se le conoce en un solo día; para conocer al hombre justo hace falta más tiempo".
—  Sófocles                     


O que é a vida do homem? Algo que não é orientado para o bem ou para o mal, nem moldado para louvar ou censurar. A oportunidade leva o homem às alturas, a oportunidade o arremessa para baixo e ninguém pode prever o que será a partir daquilo que é.
—  Sófocles





 
 

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