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'Ofereço-me para cooperar com amor a fim de compartilhar a abundância de meu coração.'
'Comunico-me sem apegos e descubro a harmonia de evoluir na Terra.'

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Brasil: pise no freio, feche as fronteiras e mude o fluxo econômico


"Quem precisa de ordem pra escrever?"

O roteiro do investimento econômico brasileiro precisa mudar. Nessa nova rota não se passa a libertar o "nosso" superávit primário e sim agregá-lo com a qualidade necessária para posterior aumento do seu valor de exportação. Exportar commodities priorizando quantidade e não a qualidade do produto, apesar de ser uma secular burrice, é um péssimo negócio ao futuro do Brasil. Não é progresso aqui e sim na China! Está na hora de desmascarar a atual política econômica agrícola do país. Não dá para ficar subsidiando os ganhos dos tecnocratas. Subsídio somente se a técnica usada atender de fato a qualidade do produto.

Precisamos da sociedade organizada para cessar a canalhice política do latifundionegócio que teima a desviar, a sugar  os recursos nacionais com o pretexto de assegurar a balança comercial positiva brasileira ou a velha hipocrisia de acabar com a fome no mundo. Exportação em quantidade sem valor agregado é continuar a degradação, é explorar o garimpo sem se preocupar com as consequências nefasta ao futuro de nossa sociedade, é dar murro em ponta de faca.

  "Quantitativamente já fomos longe demais. Em muitos aspectos teremos que diminuir drasticamente. Nossas possibilidades estão no desenvolvimento qualitativo. A evolução orgânica da qual surgimos, inserida na evolução geológica do planeta, é um desenvolvimento sustentável que já se desenrola durante uns quatro bilhões de anos. E que poderá continuar por outros tantos - se nossa atual voracidade não o avariar demais."    

O comando brasileiro deverá inverter os valores de subsídios agrícolas, felizmente acertado (queremos a nossa real independência) sendo maiores, na Agroecologia, na sua conscientização de soberania alimentar e real valorização da saúde econômica das cidades. O alerta aos cidadãos é geral. Convenhamos que a base política se constrói em cada município brasileiro e controlar as dívidas internas ficaria mais real, com incentivos a não consumir produtos que agregam a nocividade ambiental. O alerta é cobrar, "obrigar os governos a fazer contas empresariais, que nos deem balanços reais." É preciso cobrar a transparência, a integração das secretárias administrativa, a criação de Redes de Desenvolvimento Locais e mostrar a sociedade o valor do campo, o valor de nossa Agricultura quando se compartilha a terra.

Que porra é essa de investimento para se comprar aviões de 3 milhões e pulverizar veneno em crianças? Colheitadeiras enormes de mais de 1 milhão de reais! Sementes transgênicas: o mundo não quer mais. Agrotóxicos! Saí! Essa historinha mau contada de fazer o bolo crescer pra crescer as fatias e, para a população brasileira paciência, calma, vamos esperar crescer mais... que crescimento do PIB, que nada! O quanto mais cresce, mais escoa nosso patrimônio. É muito mais preferível o talhão de Floresta em pé do que trocá-lo por boi e na sequencia soja. Veja agora os novos estudos de manejo animal com árvores nativas. Pasto sem árvores é um pasto morto.

E a AgriShow, show de tecnologias! Só tem gringo e mídia e, um discurso que se repete ano a ano. Que progresso se fala no Globo Rural com a região de Mapitoba quando chegamos a subvencionar a exportação de soja, com estímulos ao plantio a juros menores que as taxas de inflação! Fora o estrago ambiental do Cerrado que vira carvão pra siderurgias de ferro gusa; o veneno distribuído a rodo; a justiça social para as cidades criadas a força. Saí! O Brasil cresce sem planejamento, sem lembrar nos mestre honoris que possui e que, escreveram nossa real independência.   

Para isso, da orientação dos recursos e patrimônio ambiental, requeremos investimentos em projetos que garantam infraestrutura. Não sei, mais é o que parece, todo economista brasileiro depois que sai do Governo tem a solução e diz isso. Quando em suas mãos passou lhe o avanço, quiçá o consenso levou a rasteira novamente, e o insubstituível totalitarismo e a pulverização de um sistema fragmentado de decisões; um flagrante feudalismo, voltam a manter a ordem e o "progresso" de um investimento esperto ao contrário.

Um empobrecimento do papel da classe política, assim, acima escrito, explica Celso Furtado, "- unificação das decisões nas mãos de um grupo que se autodesigna para definir as prioridades da ação do Estado." O J. Lutzenberger descasca: "Se continuarmos, como no passado, deixando as decisões apenas aos tecnocratas, acabaremos sempre trancados por imposições técnicas intransponíveis."

Temos uma representatividade da massa informada. Sim temos. E não é movimento furado não. Sabemos quem garante o esforço coletivo para assegurar esse país pavio (de agrotóxico, corrupção, desmatamento, descumprimento constitucional). Queremos as portas abertas para encaminhar os investimentos em infraestrutura de fato, voltados ao progresso interno, ao menos ser lembrado, no apoio a descentralização monetária. Portanto, requeremos investimentos em tecnologias brandas, suaves ao meio ambiente, descentralizadas ("Poucos se dão conta do perigo que significam para a segurança nacional as obras megatecnológicas."). Investimentos em pesquisas: há um apelo por parte de nossos pesquisadores (das principais universidades brasileiras) para aumentar a extensão integrada de tecnologias isoladas, aumentar os investimentos nas tecnologias sustentáveis há muito tempo avançadas em outros países no mundo e que precisa ser prioridades aqui; investir nas escolas, melhorar a base sempre; investir maiores recursos na Agricultura Familiar, no seu acompanhamento técnico, nos órgãos de extensão que estão todos sucateados.       O campo é diversificado, assim como deve ser nossa agricultura.

Superávit positivo de cu é rola! Explicar o porque segundo Lutzenberger: "Mesmo taxas de crescimento menores, por significarem sempre duplicação em espaços iguais de tempo - como, por exemplo, 7% ao ano significa duplicação a cada dez anos; 10% ao ano significa duplicação a cada sete anos -, levam rapidamente a aumentos desmesurados, insustentáveis, inatingíveis. Se a economia de um país conseguisse crescer 7% ao ano durante cinquenta anos, ela então estaria multiplicada por 30." Abrindo um parênteses aqui com C. Furtado ("Mesmo que se alcance uma taxa de crescimento anual de 5 por cento - o que é um objetivo ambicioso -  a relação produto-capital não passaria de 0,25, tendo em conta que dificilmente a taxa de investimento desceria de 20 por cento do PIB. Essa relação produto-capital - indicador da produtividade média do sistema econômico - corresponde à metade da que o País conheceu historicamente. Por aí se pode aferir o declínio no nível de eficiência do sistema produtivo.") Voltando ao J.L."Se pudesse crescer a esta taxa durante cem anos, ficaria 870 vezes maior. Impensável, portanto, uma economia como, por exemplo, a alemã de hoje, em seu limitado território, continuar crescendo, a taxas de apenas 2 ou 3%. Mesmo o Brasil, com seu imenso território, chegaria rapidamente a limites absolutos de devastação. (...) Multiplicada apenas por dez, a devastação da Amazônia não deixaria em pé uma só árvore."

Não obstante, crescimento no Brasil, somente se for construído para o povo e com o povo. Nas circunstâncias atuais em que os focos de pressão inflacionária situam-se no sistema de incentivos à iniciativa privada e nos sobregastos do setor público, já destrinchados no país, martelados, não daria pé para a sociedade nadar nesse rio mais, ou seja, já não valeria o sacrifício de defender o Brasil. Um país com esse território, sem Reforma Agrária, e se mutilando no campo, é palhaçada gratuita. Nas margens deste rio enterrem meu coração...

Cessar os incentivos governamentais na compra de Agrotóxicos já é um bom começo. Depois passaríamos a pensar na política da obsolescência planejada na agricultura. No Brasil, não existem problemas, há soluções adiadas. Respeitem nossa integridade ambiental.

O. Blanco

Um comentário:

Oliver Humberto Naves Blanco disse...

http://ponto.outraspalavras.net/2013/05/06/inflacao-demagogia-e-agricultura-deformada/

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"no artigo 5º, inciso IV da Carta da República: 'é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato'."

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