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'Ofereço-me para cooperar com amor a fim de compartilhar a abundância de meu coração.'
'Comunico-me sem apegos e descubro a harmonia de evoluir na Terra.'

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

GASTROSOFIA, “...MAIS DO MESMO” & o MITO.

por Sebastião Pinheiro

JUSTIFICATIVA DA REIMPRESSÃO

GASTROSOFIA1, “...MAIS DO MESMO” & o MITO.

Em 1621, Francis Bacon em sua “Scientia Universalis” afirmava: “A arte e a tecnologia são contribuições humanas à natureza” justificando seu credo “O conhecimento científico é poder tecnológico sobre a natureza”; contra ela tudo é permitido em nome dele. Assim evoluirá o poder sobre o mundo da natureza e homem, com seus medos, crenças e anseios. As contradições servem, no tempo exato, apenas para a evolução do próprio poder, e não precisa ser homogênea, mas tender a ela e cada órbita social evolui como lhe é permitido, conforme sua distância do centro de poder, espelhado nele. Os recalcitrantes, indiferentes ou insurgentes pagam o preço de sua pretensão ou ousadia.

Em qualquer tema o resultado é o mesmo, mas vejamos dois exemplos: A questão da fome, ninguém pode viver sem alimento, mas o poder determina quem, quanto e o que pode comer, através do preço; e o alimento deixa de ser realidade necessária e passa a ser uma virtualidade consentida a ser conseguida sob controle e no interesse do poder. O segundo é reflexo do anterior, a escravidão, seu “espelho” a liberdade, da mesma forma que a necessidade ao alimento, ela é inerente aos seres vivos, contudo também é consentida sob controle e interesse do poder. Assim, as primeiras são reais e sempre serão reais e as segundas são virtuais e sempre serão virtuais, por mais que se evolua em sua busca, em ambos os exemplos. Ao poder interessa afastar qualquer possibilidade de percepção ou formação de consciência quanto à fome/escravidão ou qualquer outro tema de interesse do poder.

Através do tempo o poder se apropria de bens da natureza para construir aparentes realidades, logo transformadas em novas virtualidades, fazendo crer que nos aproximamos do centro, embora isto normalmente signifique o contrário e sua compreensão fique sistematicamente cada vez mais distante das camadas mais humildes, a cada dia vista como menos evoluídas ou capazes.

Se quisermos podemos juntar fome/escravidão em um só tema, indo ao supermercado. Desde 1945 se diz que há fome no mundo, mas o supermercado sempre esteve cheio de alimentos, mas para entrar nele é necessário ter a licença do poder (dinheiro). É inconsciente, nos supermercados há hoje um crescente setor de alimentos para animais de estimação, cada vez mais sofisticado e maior e o que mais se discute são as políticas públicas de direito dos animais, que há mais de cinquenta anos podem viajar nos transportes coletivos, entrar em restaurantes e viajar de avião, ao lado do passageiro, pois pagam a passagem, enquanto em muitos países este mesmo poder promove epidemia de fome, e atende através de barrinhas de cereais de grandes corporações com vantajosos lucros. O mais dramático é quando sentimentos individuais se transformam em alienação coletiva e aceitam as induções e fazem doações para entidades (do governo) na ânsia de mitigar a desgraça dos famintos/escravizados. Na TV, a ONG de Terceiro Setor ActionAid International em sua campanha “Mude uma Vida” pede 1 real ao dia para a faminta Luana2, menina nordestina, que receberá menos de 0,01 centavo. É a cereja do bolo, no país da cesta básica da indústria de alimentos.

Há uma relação clara que une a fome/escravidão ou o alimento/liberdade, é a palavra sagrada: Húmus. Sem exagero podemos dizer que é o “primeiro bem da humanidade”. Contudo, a terra fértil ou rica em húmus provocava a cobiça e não é exagero dizer que ele causou todas as guerras, dos tempos primitivos até os atuais e moldou civilizações. O adágio sobre o húmus: “gordura da terra” conhecido por todas as civilizações sobreviverá ao atual “control c - control x control v”? Somos conduzidos à inconsciência, mas à medida que o húmus diminuiu na terra nos últimos 250 anos, aumentou a escravidão, a fome e as obesidades humana, mental e moral.

Em 2006, em Berkeley, Califórnia, órbita muito próxima ao centro de poder, surge o novo espelho, um neologismo, obesógeno3. O que significa obesógeno? - Gerador de obesidade, ou seja, dentre os “xenobiontes” são aqueles que alteram a homeostase e higidez do organismo acumulando água e gordura. Os cidadãos de Samoa há muito são seu estereótipo e por mais que os meios de comunicação impeçam a visão das crianças dos países da América do Norte já não pode mais ser escondida ou disfarçada pelas academias de fitness (malhação), então surge o neologismo e um corolário de ações. Alguém lembra o IBEC (International Business Economic Corporation, Research Institute, New York, do RBF) que introduziu o anabolizante DES (Dietilstilbestrol) para a engorda de gado e fez as pesquisas logísticas da “Operação Ranch Hand” com herbicidas para a Guerra do Vietnã?

Há muito que os meios de ciência & comunicação sustentam e servem a estes fins, exemplificados no bispo de Winchester “Soapy Sam” na questão sobre a Evolução das Espécies (1860), ou na descoberta do Homo piltdownensis (1912), que perdurou até a guerra fria (1953). Seu conteúdo, enlace e fim continuam inquestionáveis (vacas de presépio). Casualmente, ambas na sede do império, fazendo balançar a cabeça.

Em 1961 RachelCarson publicou “Primavera Silenciosa”, mas a primeira bibliografia científica sobre os efeitos daninhos do DDT sobre os hormônios dos seres vivos data de 1947, no obstante, o credo baconiano era a Ordem Suprema “urbi et orbi”, em tempos de fotocópias e retroprofessor.

Os agrotóxicos foram trazidos ao Brasil, em 1964, no xadrez da Guerra Fria, mas iludindo que ia acabar com a fome. Os impactos eram facilmente perceptíveis na natureza e na saúde. Contra eles foi criada uma ingênua insurgência, embora a batalha tenha durado mais de mais de quarenta anos.

Inacreditável, mas nas universidades do mundo não se percebeu, questionou ou discutiu a face oculta dos agrotóxicos na sua origem militar. E para entender o neologismo obesógeno, no sentido mental e moral, é necessário ler o artigo “A vaca sagrada”, de Wladimir Illich. Passados os quarenta anos de luta, o poder central transformou o país e sociedade no “primeiro consumidor de agrotóxicos do mundo”, em um período de liberdade democrática, e principalmente, sob uma bandeira de governo popular.

Na nossa “Vaca Sagrada” (universidade), entre 1970 e 1985, mais de 85% dos trabalhos de iniciação cientifica eram sobre o uso de agrotóxicos, fertilizantes e insumos de capital na agricultura. Agora, com o “control c – control x – control v”, são sobre biologia molecular, nada mudou.

Lá fora, os equipamentos que se diziam ser para analisar resíduos de agrotóxicos em alimentos, meio ambiente e saúde, nada mais eram projetos militares da corrida armamentista, para detecção de submarinos, aviões ou resíduos de interesse da inteligência militar barateando o custo de suas pesquisas na Guerra Fria maniqueísta. Ela está em eclipse, a agricultura industrial química, também está condenada, mas os venenos, entre nós, estão no auge. Hoje, eles surgem como nova imagem no espelho e quem a constrói são os movimentos sociais que perderam rumo, identidade e fim, e procuram se adaptar aos novos tempos, servindo inconscientemente à construção do Estado Mundial Totalitário da OMC/ONU nos governos periféricos.

A relação entre obesidade e húmus é que uma é espelho da outra, não só na agricultura,
Selman Waksman
mas em toda a vida neste planeta. É o que depreende da leitura de Húmus, um livro Selman Waksman que está escondido há oitenta anos e agora surge, com o termo obesógeno... Ele nasceu na Universidade de Berkeley, Califórnia, também berço da agroecologia sociológica do Estado Mundial Totalitário, com Grün F. Blumberg. Não me espantei, ao contrário projetei o encadeamento econômico, similar a ela, que o tema desenvolverá: Produtos na agricultura e indústria para o comércio e informação e uma miríade de serviços para uma elite gerando uma curva exponencial, impondo políticas públicas de nula objetividade e máxima subjetividade, como tem sido feito com a agroecologia, na mesma dimensão de sua alienação.

A falta de húmus no solo gera, também, a obesidade dos produtos da terra, por isso os alimentos não têm minerais, vitaminas ou qualidade intrínseca, e agora, os orgânicos são vendidos muito mais caros em encadeamento econômico detalhadamente projetado e executado. Perceber isso na primeira foi um drama, imagine compreender sua manipulação e gestão na segunda, onde a nova carreira de nutricionista é “ipsis litteris” upgrade da agronomia, biologia e farmácia industrial do pós guerra mundial.

Bem, já superamos o “diodo”, a “fotocópia” e o “control c- control x – control v”; temos elementos e podemos começar por “Materialismo e Empiriocriticismo”, escrito nos idos de 1909, onde consta: “a oposição entre matéria e consciência não tem qualquer significado, exceto dentro dos limites da questão fundamental gnoseológica: o que é primário e o que é de importância secundária”. Além desses limites, sem dúvida, essa oposição continua relativa. Isso se aplica à história como uma ciência e a épica da qual a história tomou sua primeira dúvida, e perfeita forma. O imaginário é construído em base perfeitamente real a partir de uma objetividade relativa, que transforma em matéria. Este “hyle”, como Sartre chama, é homogêneo, como a natureza sem nada acrescentado de outros lugares, e se torna um “análogo” dentro do pensamento humano. O “análogo” estabelece uma ponte ténue entre realidade pura e tudo o que se imagina...

Se considerarmos a história como uma ciência pura do real, um produto do materialismo, somos obrigados a rejeitar épica e qualquer coisa imaginada como idealismo vago e totalmente indefinível. É ai onde se transforma o épico em mercantil, e a natureza de Bacon, Engels ou Haeckel passa a ser organizadamente um negócio altissimamente rentável do banqueiro, político e religioso dentro de políticas mundiais de Eugenia; O conteúdo do livro “Húmus” desarma kantianos, avenarius-machistas e muitos outros alicerces filosóficos e sua divulgação deixaria visível a implantação do modelo alemão à agricultura e economia dos EUA e alhures. No cientista social Luís Vargas fomos buscar: A “vaca sagrada” é o braço armado que manipula, induz e condiciona as estruturas de poder e assim se percebe diferenças entre bem e mal; superior e inferior; real e imaginário; épico e histórico; em maniqueísmos desde o religioso ao político, abstratos em forma antagônica, contraditória ou oposta mediando interesses dogmáticos nem sempre claros, precisos ou explícitos.

O relatório (2011) do SAMHSA4 afirma que, “um em cada cinco habitantes são mentalmente doentes”. E a gordura que falta à terra sobra no humano, o aliena e idiotiza no interesse maior do poder. É mais do mesmo, transformado em épico, histórico ou mito. Mas a resposta é fácil: “- O HÚMUS5.

 “... mais do mesmo” é título do álbum musical póstumo a Renato Russo do “Legião Urbana”. Também é uma expressão desalentadora, pois antecipa um enfoque recorrente na forma, interpretação ou abordagem de autor, ator, político. Popularmente é a “mesmice” dos contrariados, insatisfeitos e indignados, algo comum a militantes totalitários, na proteção à falta de transparência de seu governo, e, também aos agronegócios. O que é um bálsamo, elixir, para enfrentar o medo e destruir seu poder e mitos disseminados pelos “... sábios com os seus quarenta pensamentos6.

Em uma consulta aos arquivos do mais tradicional jornal de Porto Alegre verificou-se que, nos últimos cem anos, é sempre “mais do mesmo”, nada novo, e as notícias, todas impregnadas da formatação dos desígnios e interesses do centro gerador, dominador, indutor e manipulador de medos; para não se notar.

Depois de “Agropecuáriasem Veneno”, em 1987 traduzimos o primeiro livro crítico sobre a biotecnologia: “Biotecnologia muito além da Revolução Verde”, do holandês Henk Hobbelink, que não pode publicá-lo em seu país, e o fez na Catalunha. A tradução causou reação, pois era contraponto à harmonia servil, “mais do mesmo” disseram, em sentido pejorativo. Respondemos com “A máfia dosAgrotóxicos no Brasil e a Agricultura Ecológica” e “MB-4, Farinhas de Rocha, Trofobiose, Biofertilizantes e Agricultura Ecológica”.

Há uma década, fomos solicitados a escrever um artigo sobre o benefício das “farinhas de rochas” (pós de pedra) na agricultura, para uma revista especializada, interessada na moda, consumo e esoterismo do “novo” segmento de insumo para seu público. Atendida, no contra sentido de “mais do mesmo”, achou o texto demasiado forte e pediu sua atenuação. O mesmo foi apimentado e usado como prefácio na tradução do livro “Pães de Pedra”, escrito em 1891 por Julius Hensel, que o levou à prisão, por contrariar os interesses do barão Justus von Liebig e seus adubos solúveis, estratégicos para a máquina de guerra alemã. Passados doze anos, nossa angústia é que ainda não encontramos um professor de agronomia, cientista ou burocrata contrariado ou insatisfeito por desconhecêlo ou ter sido sonegado seu conteúdo no contexto de sua formação que evoluiu do “xeroxs” ao “control c – control x – control v”. Ecoou e reverberou, apenas, o “...é mais do mesmo”. Começamos, então, trabalhar a matriz da “Saúde do Solo”, pelo esgotamento da agroquímica.

Constatamos: “Fanáticos não têm dúvidas ou convicções, apenas arrogância e violência na dimensão de sua ignorância. O poder sabe e impõe suas políticas públicas de erosão da sabedoria e cultura. No controle da insurgência, usa informação, corrupção e tortura contra alienados ou rebeldes na construção comportamento e obediência devida ao Estado Mundial Totalitário (militar).

Imaginem um livro “desconhecido” por professores de Agronomia. O livro de Hensel ficou escondido durante 115 anos, em ambos lados na guerra fria. É interessante que ele teve uma terceira edição estratégica depois da derrota nazista em Stalingrad. Esses elementos entristecem, pois “mais do mesmo” passa a ser o instrumento de poder sobre a massa ignorante, satisfeita com seu status quo.

“Pães de Pedra” estava proscrito, mas de repente voltou à luz, patenteado nos EUA, em 1996, para o consumo dos “pós de rochas” e solução dos problemas da mudança climática com vultosos lucros. Um quilo de pó de pedra para uso agrícola ou alimentação humana custa 176 reais posto no Brasil. “Rock for crops” é o nome da ONG ligada à WWF e coroa britânica para os negócios e moda da remineralização dos alimentos. Os professores que só falavam de concentração e solubilidades de fertilizantes químicos são obrigados a começarem a estudar “pós de rocha”, agroecologia para atender a nova ordem da sustentabilidade, contra tudo que ensinaram nos últimos cento e cinquenta anos, mantendo o “mais do mesmo”, consumismo alienante da obesidade mental. É o oportunismo que faz o preço e o desmoraliza perante seus alunos.

Há vinte e cinco anos se começou a estimular a criação de minhocas californianas, no início uma rebeldia, depois uma obesidade para alimentar o consumismo e fanatismo eco - ambiental. Só o tempo permite perceber que, não podia haver saúde para as minhocas nativas pelo estimulo oficial ao uso de agrotóxicos. Hoje, um litro de turfa solubilizada como Leonardita custa 200 reais posta em São Paulo e a Syngenta vende Ácido Fúlvico na “nova onda”, é mais do mesmo e nada conhecemos sobre a matéria orgânica do solo e no solo.

A situação é mais grave, pois esse livro “HÚMUS” levou pelo menos dez anos para ser escrito dentro de uma das universidades mais famosas dos EUA, a de Rutgers e só foi publicado seis anos depois da “crise” de reestruturação econômica norte-americana e mundial, em 19367. Estranho, mas não é referenciado na bibliografia do livro dos canadenses Schnitzer & Kahn, considerado o melhor do ocidente. George Orwell tinha razão, é “1984”, onde não é permitida memória, nem língua. “Húmus” tem mais de 500 páginas, foi escrito por um depois, laureado Prêmio Nobel, e faltava pouco para, também, completar um século, de esquecimento, proscrição. Não há um só exemplar em toda a América Latina à disposição do público, nem no IAC, Universidade de Viçosa ou na ESALQ ou em qualquer outra mais periférica. Por quê? Talvez por que ele diz (pág. 17) que os biofertilizantes de Bacillus subtillis fazem as plantas crescerem mais e as tornam mais produtivas, o que não é engolido ainda em nossos dias; ou na página 359, quando especula sobre a função do húmus como solubilizador de Ferro, Zinco e Manganês e minerais raros, que fazem o oportunismo dos pós de pedra serem vendidos a 176 reais o quilograma...

Contextualizar é muito importante. Em novembro de 2010, fizemos uma consulta no congresso de agroecologia em Juazeiro do Norte, no Ceará. Perguntando aos participantes com mais de quarenta anos o que significava “Clube 4S”. Entre as mais de 400 pessoas apenas uma pensava saber, mas não sabia... - “O Grupo Rockefeller, em 1913, criou: - A Câmara de Educação Geral (General Education Board), também o Instituto Nacional de Alimentos e Agricultura (National Institute for Food and Agriculture) os serviços de Cooperativismo e Extensão Rural (Cooperative Extension Service) e dentro deles os Clubes 4-S (4 –H Club) para modernizar as crianças rurais absorverem mais rápido as novas tecnologias superando resistências culturais e familiares; - Escolas de Economia Doméstica visando a formar mulheres educadoras e esposas para o consumo crescente de produtos e alimentos industrializados através da oferta de comodidade ao alcance do poder aquisitivo; - O controle do ensino técnico fundamental, médio e superior enquadrando de tal forma o “modelo”, políticas, experimentação, fomento (extensão) e propaganda, como dogma científico para agricultura e saúde”, mais o menos como foi feito com uma apresentadora e seus “baixinhos” na TV Globo, a grande maioria obesa, mental e moralmente obesa.

Premido pela lei antitrust, o mítico Grupo Rockefeller, em 1909, adotou a o modelo alemão do barão Justus von Liebig para a educação, agricultura, indústria, saúde e sociedade, na diversificação de seu império financeiro, pois já pretendia se apossar do Banco Central dos EUA. Enviou em 1930 os matemáticos, Max Mason e Warren Weaver para estudar na Alemanha e equacionar a sociedade norte-americana em diferentes equações posteriormente aplicáveis em todo o planeta. Foi assim que nasceu a Tennessee Valley Authority com uma doação de 30 milhões de dólares daquele grupo para o New Deal do governo norte-americano. A TVA construiu uma série de represas, diques, canais, para a regularização do rio e produção de eletricidade. Um dos subprodutos da eletricidade é os fertilizantes sintéticos patenteados que foram desenvolvidos a partir dos ácidos sulfúricos e fosfóricos, além dos derivados de petróleo. Em resumo a doação de 30 milhões de dólares do grupo permite ao mesmo um retorno anual em moeda atual de nove bilhões de dólares por ano. Se não fosse isso bastante, é no complexo de geração de energia elétrica que vai ser produzido todo o Alumínio norte-americano para o esforço bélico na Segunda Guerra Mundial e nos laboratórios de Oak Ridge que será enriquecido o urânio para a fabricação das Bombas Atômicas (O. Hahn e L. Meitner), levadas por L. Szilard, que decidirão a Segunda Guerra Mundial.

Estas são razões muito fortes para a proscrição de um livro pioneiro de um Prêmio Nobel (1952) e um dos mais importantes cientistas para a Segunda Guerra Mundial, Selman Waksman, que conseguiu produzir, os antibióticos descobertos por Alexander Fleming, em 1928, em escala industrial salvando milhões de soldados, e posteriormente criando um mercado bilionário para a indústria farmacêutica mundial com sua estreptomicina. Ele é um dos pais da biotecnologia moderna.

O Grupo Rockefeller não participava de um lado da guerra, ele estava acima e tinha interesse próprio. Seu projeto para a produção da borracha sintética “Buna” nada mais é que a alvorada dos plásticos e foi feita em sociedade com Hitler durante a Segunda Guerra Mundial, onde iriam trabalhar com mão de obra escrava de judeus de campos de concentração. Foi, também, um dos principais financiadores dos líderes bolcheviques e da Revolução Soviética, não por ideologia, mas de olho no petróleo de Baku que o Czar não lhe permitia acesso.

Nos EUA, na América Central, Caribe e do Sul seu sistema de educação, agronomia e saúde impera. Um exemplo é suficiente: Em Honduras ele abriu a “Escuela Agrícola Panamericana de Zamorano ao lado da Base Militar de Palmarola (Soto Cano, U.S. Army). Ambas eram militares em sua formação, com a função de garantir todo o investimento financeiro e as instalações industriais da United Fruit & United Brands, na indústria de bananas, o embrião para a agricultura industrial e indústria de alimentação do modelo von Liebig. Em Zamorano jovens das elites latino-americanos eram militarmente formados e doutrinados para agir como “prussianos” e até muito recentemente aquela faculdade de agronomia não admitia mulheres.

Depois da paz na Segunda Guerra Mundial, a reconstrução da Europa, a estrutura da ONU e a Ordem Mundial, nada mais foram que a vontade do Grupo, que é “dono” do Banco Central dos EUA e que doou até mesmo o terreno para a construção da sede da ONU, talvez pela mesma razão de financiar Hitler e a revolução bolchevique ou impor governos nas Repúblicas de Bananas no Caribe e meridionais. No Brasil há desinformação, mas o acordo MEC-USAID, de verdade foi uma doação privada da Fundação Rockefeller às universidades brasileiras para “impedir a escalada esquerdista” no início do governo Kennedy, que tinha como secretário de Estado Dean Rusk, anterior presidente da Fundação Rockefeller. O mesmo tipo de doação da Fundação havia sido enviado ao governo chinês de Chiang Kai-shek em 1948 para frear a revolução chinesa. Informação é vetor de humanidade, mas voltemos ao livro “Húmus”.

Se o leitor foi atraído pelo título, parabéns, mas não fique triste ou decepcionado, pensando que este livro está desatualizado. Ele resgata uma visão anterior a 1842, quando von Liebig tentou transformar o húmus em “mito”. Agora o mundo precisa ser sustentável, financeiramente sustentável. O húmus é a saída.

Informação é vetor de humanidade que evolui com a cultura; Humanidade é termo derivado de humano, e humano tem sua origem no Húmus. Com o húmus, foi feito o humano ao receber o sopro da vida. Húmus é informação, tanto para o agnóstico, quanto para o crente e deu origem à vida e ao homem, respectivamente.

Vivemos em sociedade, onde predomina a trilogia: Informação, Governo e Crença, alicerces de poder, que maneja o húmus com ou sem o sopro divino, como objeto, por isso a maior virtude entre humanos é a humildade; vocábulo, que também, tem sua origem no húmus.

A informação é valiosa por escassez e convertibilidade que governos transformam em riqueza e crença para amainar as violências: Imperial, Mercantil e de Códigos em suas respectivas épocas, espaços, percepções e inconsciência na servidão. Sonegar ou cercear um livro que tipo de violência é? – É formar mentecaptos, “robotizar”.

No Estado Nacional que fenece as três violências se transformam em: Medo, Miséria e Humilhação, este último vocábulo, também vem da palavra húmus, pois humilhar era na Babilônia, Egito, Roma, e outros, tratar como escravo condenado à agricultura, em servidão, lidando com húmus...

Um contraponto é necessário. A TV Globo apresentou em sua cobertura do terremoto no Haiti, uma anciã fazendo biscoitos de lama, para dimensionar a miséria, fome e desespero. Na verdade, a anciã era uma curandeira e fazia um medicamento à base do húmus utilizado em toda África e resto do mundo fruto da sabedoria que aquela empresa de mídia procura destruir em tudo que faz. Os “ácidos húmicos” são utilizados na medicina molecular para complexar os medicamentos usados na terapia do câncer, possibilitando, a diminuição da dose 67 vezes, atenuando os efeitos colaterais. A ponta do Space Shuttle é revestida com húmus (e terra de cupinzeiro), aprendido na sabedoria aborígine, para suportar temperaturas de 4 mil graus centígrados. No livro diz que, nas pilhas e baterias há uma porcentagem do húmus para regular o fluxo de elétrons e dar maior durabilidade; Vaticina que ele é o melhor para retirar o gás carbônico da atmosfera e fixá-lo no solo ou mar, através da corrosão química. Diz mais, que o grande segredo das dinastias chinesas era o uso de húmus na elaboração de porcelana, pois lhe dava equilíbrio e qualidade do coloide protetor à massa do caolim e argila. Isso é fenomenal, mas insignificante frente à função do húmus nas águas de mangues e estuários, para a reprodução da vida, a maternidade dos oceanos.

Somos mantidos na ignorância descontextualizada, não sabemos que o Carbono do Sol vivo contido na terra fértil (húmus) provocava a cobiça e era a causa de todas as guerras, pois significava mais alimento e riqueza. Assim se construíram os impérios antigos da Suméria de Gilgamesh, Caldeia, Assíria, Babilônia, Egito etc.

Na sociedade industrial as máquinas se alimentam da energia do Carbono do Sol fossilizado nas rochas, que é transformado em calor, vapor, eletricidade etc. Assim, através da Hulha, Lignito, Antracito e Turfa se construíram os gigantescos impérios nos últimos dez séculos e permitiu nascer o Estado Nacional. Mas, os carvões minerais foram suplantados em sua importância por seu congênere, o petróleo. Este nasceu, mais recentemente, sem berço nobre ou vínculo pátrio e trouxe a empresa privada, que lentamente se transformou em multinacional. A disputa pelo novo alimento industrial ou combustível, organizou, destruiu, fortaleceu e provocou todas as guerras e revoltas nos séculos XIX, XX e atual, ceifando a vida de mais de cem milhões de pessoas, abrindo caminho para a construção do Estado Mundial Totalitário através da eugenia mercantil, em marcha acelerada.

O maior segredo dos poderosos nos últimos cento e cinquenta anos foi gerar, impedir, manipular e induzir conhecimentos, saber e informação para evitar a percepção de que não só as máquinas, mas também os humanos necessitam o mesmo alimento: Carbono do Sol, o que dá uma poderosa dualidade ao Carbono, alimentar máquinas e seres vivos.

O mítico Grupo investiu no sequestro das sementes dos agricultores e as confinou nos seus diversos Centros Internacionais (CIMMYT, CIAT, IATA, CIP, IRRI etc.); O Centro Internacional de Melhoramento de Milho e Trigo, no México, jamais teve qualquer importância para os camponeses nacionais, iguais aos outros, mas a indústria da alimentação se fortaleceu. A grande meta inconfessável, tanto de Liebig quanto de Rockefeller é unir as duas fontes de alimentos em uma só, por isso todas as empresas de petróleo, são as grandes empresas de alimentos humanos e animais, que é a maior indústria do planeta. Os frigoríficos Liebig, após a Primeira Guerra Mundial foram entregues para pagamento da dívida da derrota e se transformaram em Anglo, Armour ou Swift, com participação da Coroa Britânica e capitais norte-americanos. Bill Gates comprou a ilha Svalbard para a Arca II, parte do mesmo medo e ideologia.

Despretensiosamente, tens elementos para começar a entender por que o livro que está em suas mãos passou os últimos oitenta anos, escondido, desconhecido, proscrito e sequer consta em bibliografias, mas nem sequer conseguiu traduções, exceto a soviética (Уточним выходные данные этой книги: Ваксман С.А. Гумус. Происхождение, химический состав и значение его в природе, 1938 – 471 с. ). O autor fez uma segunda edição, mas não foi feita pela mesma editora, nem sequer no mesmo país, pois foi na Balière, Tindall e Cox de Londres, em (1938) e agregou o capítulo XVIII: O húmus e a Conservação do Solo8. Não muitos sabem, mas nos países periféricos os agrônomos recebem o título de engenheiros pelo interesse do grupo Rockefeller em transformar a conservação do solo por meio da mecanização da agricultura em um grande negócio industrial financeiro e aqueles profissionais com o novo título serviriam ao propósito.

Este livro, igual a “Pães de Pedra” de Julius Hensel e “Chromatography Applied to Quality Testing de Ehrenfried Pfeiffer, também, se transformou em um entrave aos interesses e ficou escondido, mesmo para os super especialistas, com diversos cursos de pós-doutorado. Mas por que e para quê lê-los, hoje?

Primeiro, para se perceber o nível da ditadura em que vivemos e compreender por que o Estado Nacional está condenado a desaparecer, tenha ele qualidade como a Europa Ocidental, ou seja, ele um arremedo como na América Latina, Ásia e África.

Segundo, a vida neste planeta, começou a mais de 3,8 bilhões de anos, onde todos os seres vivos evoluíram só podendo comer o Carbono transformado pelo Sol. O húmus é o Carbono do Sol vivo armazenado no solo que garante as colheitas e dá fertilidade à terra, logo era um grande inimigo dos fertilizantes, agrotóxicos, maquinaria agrícola, sementes industriais e principalmente dos cursos de agronomia e extensão rural que foram espalhados pelo mundo pelo mesmo grupo em seu interesse. Hoje a palavra mágica é sustentabilidade, não a relacionada pelo historiador Eisuke Ishikawa e o período Edo (1603-1867) no Japão.

Não fossem estes dois mais que suficientes, podemos agregar um terceiroCom o fim do petróleo como fonte financeira e militar estratégica de energia e sua substituição pela biotecnologia com organismos transgênicos ou geneticamente modificados, agora é necessário que se saiba como é possível aumentar os depósitos de Carbono no Solo e Mar, quando há Mudança Climática e as tundras estão aquecendo e os oceanos perdendo sua capacidade de armazenamento. Australianos e canadenses fazem reuniões para exigir pagamento por sua ação de recolocar gás carbônico ao solo e para isso são necessários inóculos melhorados. Isto será feito em todo o mundo, não pelos agricultores, mas por grandes corporações transnacionais prestadoras de serviços ramificadas da WWF e similares, atrás das cortinas e biombos na COP 17 em Durbam na África do Sul e “Rio + 20”.

Mas é no quarto que vemos uma função macro fundamental para a construção do Estado Mundial Totalitário organizado pelo mesmo Grupo. Há vinte e cinco anos um grupo de antropólogos vem estudando silenciosamente a Terra Preta de Índios, na Amazônia Brasileira. Diz-se que a expedição de Hitler à Amazônia tinha como objetivo secreto, estudar aquele solo, e lá, ainda hoje, se encontram algumas tumbas dos expedicionários, filmes nos museus alemães e saber no Max Planck Institute... No Brasil, somente nos últimos três anos é que algumas pessoas começam a receber algumas “migalhas” informativas teleguiadas sobre a mesma. Os indígenas, ao longo dos últimos dois ou três mil anos, criaram nos seus assentamentos humanos, humildemente, grandes depósitos do húmus, sobre uma rocha mãe paupérrima, em grandes áreas de terra tão fértil quanto o Chernozem da Ucrânia ou a Pampa Úmida Argentina, mas em “péssimas” condições ambientais excesso de chuva e calor. Ela é considerada a terra mais fértil conhecida. O grupo Bill Gates tem mais de 2.500 biólogos moleculares debruçados sobre a “Terra Preta Indígena”, pois ela é a base para a Aliança para a Revolução Verde na África, onde está Kofi Anan9, e, também na América Latina e Ásia, onde pode fazer o retorno obtido com a TVA parecer um óbolo ou esmola, quando o Euro está em crise.

A petroquímica, agora, é apenas industrial e fica relegada à China, que ainda usa o carvão mineral, mas não aguenta mais sua poluição; ao Brasil, primeiro consumidor de agrotóxicos, que causam câncer e doenças; e a Índia, com igual sina. Em nossas universidades o frenesi é encontrar e identificar “marcadores moleculares” essenciais para as grandes corporações. Se os biólogos moleculares e biotecnologistas tivessem um tênue verniz de informação sobre a matéria orgânica do solo contida neste livro e sobre a Terra Preta Indígena, não procurariam esses “marcadores moleculares”, mas os “marcadores ambientais” ou proteômicos de maior utilidade estratégica que os anteriores. Essa é mais uma razão para ler esta obra fantástica e avaliar o tempo perdido por interesses corruptos de banqueiros e elite servil.

Os que nunca aceitaram o “mais do mesmo oficial” têm como principal referência quanto à matéria orgânica e húmus do solo, o livro de M.M Kononova, talvez ignorem que “Húmus foi traduzido para o russo em 1938 e base para a cientista. No contexto da Guerra Fria o livro de Kononova, foi usado para expor os “vermelhos”, “subversivos” e “inocentes úteis” à época da “Lei do Boi”, “Decreto-Lei 447 e 228”, polarizar e consolidar os interesses da TVA na Operação Tatu, quando todos eram enviados para os cursos sobre solo no Winsconsin, o que faz recordar a metáfora hilária: Os jovens da guerra fria admiravam o versátil fuzil automático soviético AK-47, havia até mesmo um culto sobre o mesmo e um país o colocou na bandeira nacional (Moçambique). Contudo é ignorado que o AK 47 (e também o M16) nada, mas são que cópia do “Sturm Gewahr 44” de Hitler... Hoje, a nova edição do livro de Kononova (1998) custa 150 dólares, devido ao mesmo oportunismo eco-sustentável ou dólares orgânicos.

Enquanto isso, militantes do governo com dinheiro à Fundação Heidrich Boell do governo alemão, apoio às igrejas cristãs alemãs e da Fundação Ford fazem um livro de autoajuda contra os agrotóxicos e lançam uma campanha permanente contra os mesmos. Na televisão todo dia se diz que o pimentão está muito envenenado, aterrorizando a população. A lição é antiga, mas ficou famosa na boca de Goebbels: repetir a mentira, até que ela se transforme em verdade. Nos últimos trinta anos, o governo brasileiro jamais aplicou uma multa pelo uso ilegal de agrotóxicos, apenas “fez de conta”. A campanha é permanente para esconder que o anterior primeiro consumidor (EUA), do qual éramos apenas cinco por cento a cinquenta anos atrás, agora é segundo colocado e logo será o terceiro. Não é permitido perguntar se sua decadência está ligada ao desenvolvimento da biotecnologia. Agrotóxicos é o passado e devem preocupar quem os fabrica e não a população vítima, pois eles não foram criados para a agricultura ou saúde, mas com finalidade explicitas ganhar guerra e dinheiro e consolidar uma sociedade estratificada através de metas de eugenia em um Estado Mundial Totalitário controlado por grandes corporações. Sim, vale a pena repetir, informação é humanidade (Leia com atenção o posfácio, após à tradução.).

O agronegócio que ocupa ambientalistas incautos e a mídia interessada discute o Código Florestal Brasileiro, mas aqui, também, a questão é outra: Para que um Código Nacional quando o Estado é Mundial e Totalitário, principalmente em um país que não cumpre as leis que têm como a de agrotóxicos, por exemplo. É neste diapasão que vimos professores de Silvicultura discutirem o plantio de eucalipto no Rio Grande do Sul, dentro da Universidade pública como um negócio rentável, ignorando a “Classificação de Uso do Solo”; Vimos um grupo de agrônomos da Extensão Rural (criada pelo Rockefeller Brothers Fund) discutindo a introdução do Eucalipto no município de Canguçu, no mesmo estado, quando a região é a de maior concentração de minifúndios da América Latina. Haja Deus!

O fim inconfessável do agronegócio é expandir as fronteiras agrícolas em todo o Brasil como forma de acelerar as políticas públicas para o Estado Mundial Totalitário, mas isso precisa ficar no inconsciente profundo, pois para a esquerda a resposta é a agroecologia, que se transformou em discurso vazio, sociológico, preparando terreno para a Coca-Cola, Nestlé, Cargill e Pepsico. Ignora que no norte do México, o empresário altamente subsidiado que produz 17 toneladas de milho/hectare não dorme agoniado pelas dívidas, enquanto que o camponês de Chiapas colhe, na mesma área, quarenta toneladas de alimentos, incluindo quatro toneladas de milho, dorme 12 horas por dia, mas é mal tratado pelos burocratas do governo por não estar endividado e desesperado. Agora com a organização da produção através das ONGs e Ajuda Técnica Internacional, serviços de Terceiro Setor (Certificação, Inocuidade e Rastreabilidade) de produtos orgânicos os camponeses começam a perder o sono pelo mesmo endividamento. Aqui as mesmas leis, também foram traduzidas e sancionadas.

Lembrem que todas as ONGs foram criadas pela mítica Fundação Rockefeller e congêneres para substituir sua Extensão Rural no trabalho com os “novos excluídos”, um belo laboratório social de avançada. No dia 06 de outubro de 2006, o Movimento Agroecológico Latino-americano havia condecorado com a medalha Anna Marie Primavesi uma senhora belga da ONG Soynica na Nicarágua, que levou o leite de soja para as crianças daquele país. Os agricultores de lá não produzem soja. Mas ela recebe polpudas somas da Fundação Rockefeller e AiDA para assim proceder. Um dos principais produtos da agricultura nicaraguense não tem preço, é o gergelim. Na Índia, EUA e União Europeia o leite de gergelim é um dos alimentos mais nobres para crianças, depois do leite materno... Nós, também trocamos o leite materno pelo leite em pó através dos médicos e igreja... Após a leitura da parte B, sobre a origem e formação do húmus, se compreende o processo kraft de fabricação do papel e obtenção do liquor negro (lignina solúvel em álcalis) principal efluente, usado como insumo capital na Coca-Cola (Vanillina artificial), também importante para engordar gado nos EUA. Fica a pergunta, há relação com a obesidade de seus adictos?

A inocuidade é o novíssimo medo, sua segurança está baseada na lei de bioterrorismo alimentar dos EUA de 07 de junho de 2002, após o atentado à sede do Estado Mundial, as Torres Gêmeas do Rockefeller Trade Center, em Nova York e não tem nada a ver com alimentação, mas com segurança interna daquele país. Nós deveremos nos adequar e pagar os custos do medo para que eles tenham segurança. Enquanto isso os mexicanos acusados de produzir tomates com salmonella, tiveram de vender sua produção para os mesmos atravessadores, com um deságio de 95% no preço; o mesmo passou com o melão de Honduras... Não sabemos sequer o que é o que significa FSIS/USDA; FDA/HHS; AMS/USDA; CDC/HHS; APHS/USDA... Por que será que as TVs e Rádios não divulgam isto? Podem?

“Húmus” é o antídoto e elixir, para o tratamento dos doutores de quarenta pensamentos de Nietzsche. É mais, restaura o poder do húmus e expõe o falso mito. Hoje, este livro é instrumento para os negócios de fixação de Carbono, de grande interesse dos grandes grupos, em 28/02/11, foi colocado na Webb, faltando 21 páginas estratégicas. Why? - Na página 129, no início do Capítulo VI, estão os trabalhos de Schreiner e Shorey, realizados em 1909 no Bureau de Solos do U.S.D.A em Washington identificando diversos compostos orgânicos do húmus. Isto é fascinante, contudo no mais importante livro ocidental de Análises Avançada de Solos, de Marion LeRoy Jackson, com revisão atualizada em 2005, cita ambos cientistas, mas não há referencias à este livro ou a Selman Waksman na bibliografia, o que causa espécie.

E pensar que von Liebig estudou na França e sabia que toda a pólvora napoleônica (1806 a 1815) era elaborada por fermentação de esterco humano e animal, pura biotecnologia, que sua indústria de alimentos postergou... Francis Chaboussou se preocupou com sua Teoria da Trofobiose nos anos 70, mas na página 359 consta que ela já era uma realidade cientifica comprovada... Na página 365 mostra como ä época se fabricava Carbonato de Chumbo através de fermentação, onde o húmus era o principal regulador na dinâmica das duas fermentações, cujo calor, ainda hoje, a indústria de petróleo utiliza nos poços para facilitar a extração do cru. Lembram da pergunta: - Sonegar um livro que tipo de violência é?

“Traduttore, traditore” é uma expressão significativa, ainda mais quando outro adágio diz: “ler no original” garante a tranquilidade tangível para os dotados de berço e fortuna e inacessível para o aluno “sans-cullotes” (cotas sociais mitigatórias). Nossa tradução é antagônica a isso, garimpamos “Húmus”. Como o garimpeiro que não podia carregar peso inútil, apuramos a essência, estruturalizada dialeticamente no tempo para sua compreensão e formação de opinião sobre a obra. Para evitar os dois adágios e garantir sua própria correção da qualidade da tradução no site está o original para que possas comparar e fazer sua leitura pessoal. [www. ], sem medo ou subserviência aos poderosos.

Pode aquele infeliz professor, antes citado, perceber o húmus diferente do seu anterior adubo, agrotóxico ou “plantio direto na palha” da Monsanto? Sua situação é de refém elite em subjugo ao Estado Mundial Totalitário. Poderá ele dizer aos seus alunos: “O húmus é o combustível alimento que regula e mantém a vida no planeta, como catalisador e termostato na dinâmica das reações, no metabolismo e sistema imunológico de Gaia, através da membrana dissipativa, onde a energia livre gasta se regenera em sintropia (que significa evolução do ser vivo)”.

Infelizmente, jamais, pois não está humilhado de informação, que constrói a humildade autônoma e resgata a convicção na dignidade e fraternidade humana para a consciência cósmica, espiritualidade e noosfera.

Depois de tanto “é mais do mesmo”, fizemos a “Cartilha da Saúde do Solo e Cromatografiade Pfeiffer”, deficiente, sem a complementaridade desta restauração. Contudo, nela consta: que a futurista Price Waterhouse Coopers uma das “Big Four” domina a fermentação de esterco, serrapilheira e fixação de carbono no mundo, o mais importante tema financeiro da atualidade.

O fazer e saber sobre o húmus na Amazônia, Cerrado, Caatinga e outros biomas brasileiros promove os interesses na agricultura em seu sentido mais abrangente: A destruição do medo e isto é subversivo. Não é permitida a mínima lucidez para se entender e alertar.

Recentemente em um assentamento de Reforma Agrária, no coração da Amazônia (RO) técnicos ignoravam a Terra Preta de Índio e ensinavam sua agroecologia aos assentados, conscientes do trabalho coletivo, sem conhecer os “ejidos” ou Reforma Agrária mexicana. Aqueles mostravam, orgulhosos suas “mandalas” para produção de hortaliças e legumes em área menor que 500 metros quadrados; exibiam sua peneira de composto biodinâmico que ofertava menos de 3 kg/ semana; a atmosfera era surrealista com a discussão sobre homeopatia em solos e plantas. Lembrei-me dos documentos da FAO que ensinavam a se fazer carvão vegetal com Caatinga no Nordeste brasileiro para aumentar renda; Ou o plantio de algaroba no sertão para eliminar as últimas reservas de água dos camponeses (sertanejos); E, ainda, do expert francês da FAO que ensinava a fazer agricultura semeando ao lado dos jarros de água enterrados nas propriedades... Essas eram as políticas públicas de avançada, antes das ONGs, sobre a extensão rural e universidades mercantis para o futuro Estado Mundial.

A mais de sessenta séculos a fome é o maior instrumento de medo e poder. Hoje, são 9 bilhões de bocas e naquele assentamento amazônico, todos eram incentivados a manipulados com mandalas, peneiras, homeopatias, embora seus técnicos não soubessem biofertilizantes; produzir fosfitos ou solubilizar turfas e húmus. Lembrei-me dos milhões gastos pelo INCRA/MDA, Fundação Oswaldo Cruz com a produção de plantas medicinais, sem que ninguém recebesse formação em etnobotânica e farmacognosia camponesa e em paralelo na televisão surgia um renomado médico, pau mandado dizendo dos perigos do uso das “ervas medicinais”... Só assim, pude entender e preocupação em criar uma Sociedade Cientifica Latino-Americana para tratar de Agroecologia ou das políticas públicas internacionais e regionais, que continuam sendo remediações mitigatórias precursoras do Estado Mundial Totalitário com seus instrumentos tecnológicos de alienação para a Eugenia Mercantil. Agora ficou é fácil entender as sutilezas de G. Orwell em “1984”.

GUERRA É PAZ - LIBERDADE É ESCRAVIDÃO - IGNORÂNCIA É FORÇA

O Governo Mundial Rockefeller usa o agronegócios/agroecologia para aplicar fielmente a equação de von Liebig: Transformar o Tc (tempo camponês) em Ti (tempo industrial) para alcançar a Eugenia mercantil através do controle absoluto da vida (e evolução) distorcida pela crença na ideologia totalitária do capital e o Tn (tempo natureza) irá a ter o preço seletivo para a Elite, quando for oportuno e os condenados purgarão a angústia do medo; a miséria com sua brutalidade e a Ignorância com sua arrogância e consequências.

No nosso mundo tudo que é “novo”, moderno e com mais tecnologia é mais caro e para os privilegiados & poderosos, mas os alimentos com resíduos de agrotóxicos ou geneticamente modificados (transgênicos) excetuam esta regra, são destinados à plebe e miseráveis… Contudo, os cânceres em Kirchner, Lula, Dilma, Chávez, Lugo, Cristina, Morales, Ollanta e milhões de anônimos não são uma contradição gastrosófica

Sorria você, também, está sendo, rastreado (celular) e filmado, embora não saiba o que é “ampersand” (&).

A Juquira CandiruSatyagraha deseja boa leitura, verão austral 2011.

1 Termo criado por Charles Fourier, socialista libertário, mas utilizado em contra sentido com fins mercadológicos.
2 ActionAid Intern, “Mude uma Vida”, (Sua meta, ampliar em 30% o número de doações à entidade.) Agência Repense, criação Octávio Moreira Lima,/Júlia Rabelo/ Raul Queiroz.
3 Obesogens: Grün F, Blumberg B (2006). “Environmental Obesogens: Organotins and Endocrine Disruption via Nuclear Receptor Signaling”; The New American Diet (Rodale, 2009) Stephen Perrine &Heather Hurlock,
4 Substance Abuse and Mental Health Services Administration Survey, dos EUA.
5 da vaca do povo”.
6 Assim falava Zaratrusta, F. Nietzsche
7 O Federal Reserve Bank que imprime o dólar, privatizado, desde 1913 (Aldrich Act) é sua pedra fundamental: “System”.
8 O exemplar da biblioteca virtual Google, mostra nas páginas vários carimbos da Universidade Illinois, mas aquela Universidade, já não o possui mais. Amigos conseguiram uma cópia deste capitulo a través da Biblioteca Nacional da Austrália. Esta inserido para mostrar sua ameaça e impactos aos interesses do TVA.
9 E o empecilho Kadhafi foi removido.





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