"

"Harmonizo meus pensamentos para criar com a visão". "Quando o mundo estiver unido na busca do conhecimento, e não mais lutando por dinheiro e poder, então nossa sociedade poderá enfim evoluir a um novo nível".

sábado, 1 de setembro de 2018

Saúde no Solo e Biopoder Camponês - Curso - com Sebastião Pinheiro


Curso Saúde no Solo e Bio-Poder Camponês
Oficinas de comunicação técnica para regenerar o Solo e o Ser
de 15 a 17 de novembro de 2018 - São Pedro/SP
_α g r o e c o l o g i 7.0_
Practicas e tacticas orientadas por Sebastião Pinheiro
 tomar consciência do nosso olhar


OBJETIVO DO CURSO / TÓPICOS / TEMAS DAS OFICINAS / FACILITADORES / LOCAL / INSCRIÇÕES / O QUE INCLUI / O QUE TRAZER / CONTATOS / ORGANIZADORES / PARCERIAS / EVENTO NO FACEBOOK / CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

Setembro 2018

OBJETIVO DO CURSO

Para agricultoras/agricultores, campesinos e campesinas em regeneração é tomar de consciência vossos olhares da importância do seu trabalho com a terra, redescobrindo sua existência na vanguarda do Biopoder campesino e no amparo a segurança alimentar na sociedade em que estão inseridos. A conversa com Sebastião fortalecerá esses valores culturais e os atualizará no universo científico voltada a agriCultura no mundo, desencubando tecnologias, com táticas para mitigar seus impactos e proteger os diversos organismos rurais e famílias do campo da degradação e corrupção das grandes corporações de capital agrícola. Para além do dinheiro que ‘não é nada, mas a organização coletiva é tudo, independente da latitude, religião ou ideologias’.

Aos Estudantes, diferente de buscar o ouro nas universidades, aqui encontrarão muita Luz. O curso terá oficinas práticas, supervisionadas e corrigidas pelo Sebastião – além de tirar todas as dúvidas em relação ao livro Saúde no Solo versus Agronegócio. Com o objetivo de apresentar ferramentas atualizadas para atuação do Bombeiro/a Agroecológico/a para agirem junto as organizações de pequenos agricultores com compreensão dos avanços tecnológicos, mudanças e transformações que estão sendo engendradas na agricultura do mundo. Trata-se de uma série de diálogos em busca da autonomia produtiva no campo frente aos avanços das Transnacionais.

Para os demais profissionais da área de agricultura orgânica, pesquisadores, educadores populares, técnicos/as de Associações, Cooperativas e outros interessados no tema oferecido, é uma grande oportunidade de estar junto desta vivência, se atualizar, buscar novos caminhos nas relações humanas e, entre campo e cidade. Sebastião Pinheiro, como tenho dito, é um ser senciente em missão na Terra e já são 50 anos de luta, lucidez e estudo junto as comunidades do mundo. Ensina pelo exemplo, o que nos basta para guiar nosso espírito na investigação da verdade.

“O SOLO É NOSSO SEGUNDO CORAÇÃO, SUA ECOPOIESIS GERA A ESPIRITUALIDADE ULTRASSOCIAL NO BIOPODER CAMPONÊS”

TÓPICOS

Diálogos sobre a Saúde no solo e atualizações técnicas da agriCultura no mundo; Agrotóxicos, Agrofloresta, Sintropía, Agroecologia Camponesa. Práticas de Compostos orgânicos (tipo Bocashi), Biofertilizantes especiais, Farinha de rocha, Microbiologia do solo, Adubação verde, Fosfito, Água de Vidro, Biocarvão (‘biochar’), Silo de Microorganismos, Uso da Turfa, Húmus (‘Terra preta de índio’), Caldas minerais, Campo Metagenômica Campesino, Sideróforos e Cromatografia de Pfeiffer.

“Suor do Sol, perfumes de flores e o espírito da Natureza.”

TEMAS DAS OFICINAS

As oficinas de Saúde no Solo é uma oportunidade de intercomunicar e atuar/agir nos espaços rurais para entender de que maneira nossas utopias realistas se adaptam as condições que conectam o campo a cidade. Ampliar os diálogos locais em que cada esperança crie um aprendizado e cada aprendizado uma esperança.

As oficinas e diálogos são prioridades para agricultores e agricultoras. Também é voltada aos profissionais da área agrária, biológica, química, técnicos e técnicas agrícolas, Pesquisadores, e a todos que se identificar com o tema. 

As oficinas e os diálogos serão divididos em dois Módulos: I e II (ver conteúdo da programação). Todas terão diálogos técnicos e boa parte delas terão práticas em que os participantes serão protagonistas e poderão ver in loco boa parte do que está sendo preparado como insumos orgânicos.

· Módulo I (dia 15 e 16): Agricultura Orgânica: bioremineralização da saúde do solo; compostos, biofertilizantes especiais, caldas minerais, construção de solo com farinha de rochas regionais.
-Crise do modelo Agronegócio convencional e da transição Orgânica industrializada
-Oficinas diálogos/práticas de elaboração de insumos orgânicos (autonomia no campo)

Modulo II (dia 17): Microbiologia dos solos e Cromatografia de Pfeiffer
-Práticas de regeneração da Microbiologia dos solos 
-Oficina de Cromatografia de Pfeiffer   


FACILITADORES



SEBASTIÃO PINHEIRO, é brasileiro de São Paulo, cidadão benemérito de Belém, cidadão emérito de Porto Alegre. Técnico em Agricultura por Jaboticabal / SP, Agrônomo 1968-1973, pela Universidade Nacional de La Plata (Buenos Aires, Argentina); 1973 -1975 Pós-graduação em Engenharia Florestal na Escola Superior de Bosques, Programa ONU-UNLP.
Em 1979, Delegado brasileiro no Codex Alimentarius das Nações Unidas em Haia, na Holanda; Membro da Comissão Nacional de Agroquímicos do Ministério da Agricultura, organizou, aplicou e alcançou a paroibição dos fungicidas mercuriais no RS, e mais tarde no Brasil, contra a vontade do governo pelo que foi enviado para “estudar” na Alemanha como bolsista.

1981-1983 cursos de Pós-graduação na Alemanha (CDG-ZAV) em Toxicologia, Poluição Alimentar e Meio Ambiente nos Bundes Forschungs Anstalt Für Getreide, Kartoffeln und Fett; Trierer Untersuchungamt; Saarbrücken Untersuchungamt; Biologisches BundesAnstalto Wietenwissenschafta und Forst, en Braunschweig.
1983 - 1984 Investigou para o Secretário Especial do Meio Ambiente da Presidência da República Paulo Nogueira Neto, em Tucuruí a devastação e uso clandestino de Herbicidas da Guerra do Vietnã (Agente Blanco e Agente Laranja); Pesquisa sobre fungicidas Ditiocarbamatos em morangos com controle de qualidade de emergência no RS.
Em 1989, denunciou a compra corrupta do incinerador de lixo pela Prefeitura de Porto Alegre e impediu sua instalação por meio de uma Comissão Parlamentar de Inquirição.


Em 1991, Delegado Brasileiro na Conferência de Agricultura e Desenvolvimento Rural Sustentável, da FAO, na Holanda. 

Autor e co-autor de: "Cultivar sem venenos", "Agente Laranja em uma República da Banana", "Amor às armas e química no Oriente Próximo", "Just do it", "Biotecnologia: muito além da revolução verde" (por Henk Hobbleink, tradução e contribuição), "Agricultura Ecológica e a Máfia dos Agrotóxicos no Brasil" (em parceria com Diocletius Luz e Nasser Youssef Nasr); “A Máfia dos Alimentos no Brasil”; "Ladrões de natureza"; "Transgênicos o fim do Gênese", "Mandinga", “MB-4: Agricultura Sustentável, Trofobiose e biofertilizantes” (com Sólon Barreto); “Cromatografía – Imagenes de vida y destruccíon del suelo”, (com Jairo Restrepo Rivera); "Saúde no solo versus Agronegócios". Tradução de Panes de Piedra de Julius Hensel e “Húmus” de Selman Waksman. Cartilhas: “Cartilhas dos Agrotóxicos”; “Cartilhas Sobre Transgênicos”; “Cartilha da Saúde do Solo (Cromatografia de Pfeiffer)”.



Medalha de Ouro do Colégio Federal de Agrônomos Confea (1985), Mérito Agronômico da Federação de Associações de Agrônomos do Brasil (1989) Primer: Transgênico, Agrotóxico, Biodiversidade, Sementes, Recursos Hídricos e Água, Lixo, Reforma Agrícola, Mudança Climática, Eucalipto, Qualidade de Alimento, Energia, Alca, Geologia Popular, Biocombustíveis, Saúde na Terra; Capítulo: "Soja, do beijo para engolir o Sapo" 35 páginas no livro Repúblicas Unidas de Soja, Cord. Javiera Rulli; Capítulo: "A tragédia das áreas comuns: o eucalipto no Conesur", 28 páginas, no cordão do livro de Althen Teixeira Filho (eulicapitais - Cúal RS que desejamos) 2008. Expulsão do Ministério da Agricultura por ordem da Máfia dos Agroquímicos através do Presidente Fernando Collor de Mello, transferido para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente, no IBAMA permaneceu por 4 anos sem qualquer atividade funcional (geladeira) proibido de atuação depois de denunciar a corrupção no órgão, contudo participou do trabalho sobre Suicídios de Produtores de Tabaco por efeito de Fosforados no RS, denunciado na Comissão de Direitos Humanos do Parlamento do Rio Grande do Sul (confirmado vinte anos depois pelo governo). Pelo trabalho foi convidado a trabalhar na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) na Pró-Reitoria de Extensão Universitária; Organizou os estágios de estudantes universitários no campo, ejidos da Reforma Agrária, Áreas Quilombolas, Resgatou grãos de soja, trazidos de África por escravos quase  extinto no Brasil; Permaneceu sem atividades por um ano na Universidade por suas posições contra sementes transgênicas; Foi transferido para o Núcleo de Economia Alternativa da Faculdade de Ciências Econômicas na mesma universidade como enlace com os movimentos sociais (MPA, MST, MMC e outros) até sua aposentadoria; Ativista científico em agricultura saudável (Cromatografia de Pfeiffer e Agroecologia camponesa).

OLIVER NAVES BLANCO, é mineiro do Sul de MG - Boa Esperança. Graduado em Agronomia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - FCAV - campus de Jaboticabal (2006), há 12 anos trabalhando na área de Agricultura Orgânica, na coordenação de projetos sociais e capacitação em comunicação rural. Trabalhou como Assistente de Desenvolvimento Agrário nos municípios de Itapeva, Itaberá e Apiaí / SP (2007 a 2010). Coordenou o projeto de Produção Agroecológica, Integrada e Sustentável - PAIS nos municípios de Vazante e Fortaleza de Minas / MG (2011 e 2012). Consultor em Agropecuária Ecológica pela Blanco Agroecologia Ltda - ME e Produtor Rural de alimentos orgânicos no município de São Pedro / SP (sítio Solar Blanco). Autor do Blog (http://oextensionista.blogspot.com.br/). Consultor técnico da Fundação Juquira Candirú. Atualmente: capacita grupos de agricultores rurais e profissionais da área agrícola no curso "Saúde no Solo e Técnica da Cromatografia de Kolisko-Pfeiffer".

LOCAL


SÍTIO SOLAR BLANCO, Estrada do Macuco S/N. CIDADE: São Pedro / São Paulo – Brasil

- Proximidade da cidade, 400 metros. Como chegar:  https://goo.gl/maps/UHSNmCR8Kt92

INSCRIÇÕES

CUSTO DO INVESTIMENTO PARA PROFISSIONAIS: R$ 750,00 (ou R$ 250,00 o dia)
CUSTO DO INVESTIMENTO PARA ESTUDANTES/AGRICULTORES: R$ 400,00 (ou R$ 134,00 o dia)

(**P.S. Estamos atrás de patrocinadores para baratear os custos, mas apenas aos Agricultores/as e Estudantes. Portanto, para Estudante/Agricultores/as fazer a inscrição e pagamento, como descrito, confirmando, abatemos no final do curso) 

Para confirmar a participação no Curso é necessário fazer um depósito de 50% do valor

Descontos

10% se inscrever antes do dia 20 de SETEMBRO
5% se inscrever antes do dia 20 de OUTUBRO


Os 50% restante dos custos da inscrição devem ser pagos antes da chegada ao Sítio Solar, até a data limite de 29/10/2018 (novembro).

O QUE INCLUI

- Curso completo da Saúde no Solo com o maestro Sebastião Pinheiro
- Alimentação: café da manhã, almoço e lanche da tarde. 

*Toda alimentação orgânica virá de agricultores/as locais e organizados e servidos pela parceria com a SABIÁ – Alimentação, consultoria e inovação, da amiga Manuela Silveira (Cientista dos alimentos, Master in Nutritional Science, Mestra em Ecologia Aplicada); contatos: manuela.s.silveira@gmail.com / (19) 99967-9927. 
 P.S. os anfitriões do Sítio Solar servirão um caldo ou sopa a um preço simbólico após o encerramento das atividades do dia.  
- Estaremos disponibilizando no Sítio área de camping para as 20 primeiras pessoas que optarem por acampar. Estarão disponíveis 2 banheiros para banhos (a organização, conforme o número das inscrições e gênero, destinará um banheiro exclusivo para o público feminino)
- Certificado da Fundação Juquira Candirú
- Hospedagem na cidade: Durante o mês de outubro na página do Curso (Facebook) estaremos divulgando pousadas próximas ao sítio em que faremos parceria para ficar mais em conta. Fiquem atentos/as! Outra opção que estamos vendo são acomodações amigas: casa de famílias de agricultores e amigos que participarão do curso.

- No sábado (17) após o encerramento oficial do curso, teremos nossa Sarau Cultural – Palco livre, poesias, causos e estórias – para concretizar e ampliar nossas amizades.

O QUE TRAZER

- Uma camisa de manga longa e chapéu para se proteger do Sol;
- Caderno e lápis/caneta - Sementes para trocar...

- Sua caneca e outros pertences que lhe deixarão confortáveis.

CONTATOS


Sítio Solar Blanco – informações: telefone – (19) 99766-9995 (Luiz Blanco – Violeiro Anfitrião)

CATI São Pedro – Informações: telefone - (19) 3481-1151 (Eng. Agr. Leandro Biral)
E-mail informações: blancoagroecologia@gmail.com

Telefone: (18) 99693-6466 vivo/WhatsApp


Para iniciar os procedimentos de inscrição agradecemos se nos escrever em: blancoagroecologia@gmail.com 

ORGANIZADORES

BLANCO AGRICULTURA Ltda. – ME
BLOGUE: OEXTENSIONISTA.BLOGSPOT.COM
FUNDAÇÃO JUQUIRA CANDIRU SATYAGRAHA 


PARCERIAS

REDE DE AGRICULTURA ECOLÓGICA DO BAIXO TIETÊ – RAE 
SABIÁ – ALIMENTAÇÃO, CONSULTORIA, INOVAÇÃO.
EM ABERTO ...


EVENTO NO FACEBOOK

Estaremos criando o Evento (sobre o curso) na rede de comunicação Facebook, locada na página Saúde no Solo. Toda e qualquer novidade e atualizações serão nesta plataforma informada. Dúvidas, co-críticas, propostas e ideias para melhorar nosso encontro serão bem-vindas. Materiais para estudos, arquivos, textos, imagens e outros, estarão sendo ali postados.
LINK DO EVENTO: https://www.facebook.com/events/422186421641316/



CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

Módulo I (dia 15 e 16): Agricultura Orgânica: biorremineralização da saúde do solo; compostos, biofertilizantes especiais, caldas minerais, construção de solo com farinha de rochas regionais.
Crise do modelo Agronegócio convencional e transição Orgânica industrializada
-Evolução geológica da Terra, minerais, matéria Orgânica e microrganismos
-Impactos da revolução Verde - Agrotóxicos; Agroecologia Camponesa; números da Agricultura Familiar
-Diálogos sobre o Princípio da Trofobiose - elicitores, fitoanticipinas
-Nutrição mineral de plantas – Uso da Farinha de rochas Regionais
- “Campo Metagenômica” (in loco)
-Confecção do Atlas da Saúde do Solo da propriedade; Manejo holístico e integração das atividades
-Fitossociologia: adubação verde, plantas espontâneas e adventícias (relação C/N)
- Caixa de Ferramentas do Bombeiro/a Ecológico/a 

Oficinas diálogos/práticas de elaboração de insumos orgânicos (autonomia no campo):

-Elaboração de biofertilizantes fermentado anaeróbicos a base de merda de vaca (Sideróforos)
-Elaboração do “Xacualolibiol” etnobiofertilizante a base de abóboras, bactérias fotossintizadoras
-Elaboração e prática de caldos minerais quentes e frias a base de Enxofre e sulfatos
-Elaboração da Água de Vidro (óxido Cálcio e Óxido de Magnésio)
-Remineralização do solo – Farinha de rochas: utilização e experiências práticas do uso do pó de rocha
- Peletização de sementes
-Elaboração de Fosfito (fósforo, silício e cálcio); produção de Fósforo
-Elaboração do “Biochar” – usos e práticas do carvão vegetal na agricultura; manejo da matéria na propriedade;
- Elaboração do adubo fermentado tipo “Bocashi” – práticas, utilização e experiências
-Hidrolatos de potássio, solubilização da fração húmica para aplicação nos cultivos
-Húmus do ninho de Cupim e Turfa, utilização na agricultura
Modulo II (dia 17): Microbiologia dos solos e Cromatografia de Pfeiffer
Microbiologia dos solos
-Importância da microbiologia para a saúde no solo: visita e coletas na Mata local
- Produção de EM: Lactobacillus
-Elaboração do Silo de Microrganismos; multiplicação e usos na alimentação animal
-Bioativação do carvão moído - substrato para mudas de hortaliças e mudas nativas de árvores
-Biocolóides orgânicos (diálogos, prática não confirmada)
-Agrohomeopatia (diálogos, prática não confirmada)
Oficina de Cromatografia de Pfeiffer
-Introdução aos métodos de Cromatografia de Pfeiffer e sua utilização em aferir a qualidade dos alimentos
-Coleta e preparação das amostras: solo, compostos, alimentos
-Procedimento metodológico da técnica da cromatografia horizontal circular, preparo e sensibilização do papel filtro para as analises
- Exposição de Cromas e Interpretações.

Assis, 31 de agosto de 2018.
Texto de boas-vindas.
Meus amigos/as, irmãos, 
O curso é uma proposta de retorno ao futuro. Propõe como objetivo o resgate e a regeneração, o sobrelevar e a integração, através de diálogos e de oficinas, a Cultura Latina e local campesina/caipira. Aborda o Território rural caipira, no devir histórico de lutas e conquistas em prover a alimentação (segurança alimentar) e o acesso ao espaço de mercado local. Também provoca nos participantes a inclusão socioeconômica de empreendedorismo familiar coletivo, na perspectiva de uma evolução natural em nível de ruralidade tecnológica e avanços atuais das políticas públicas, no âmbito econômico e social, entre campo-cidade.
Segundo o PNAD/IBGE 12 milhões de pessoas no campo encontra-se em situação de extrema pobreza, pobreza e vulnerabilidade. “Se o campo não planta, a cidade não come”. Do cenário político atual, o que podemos esperar dos Governos? A saída está em cada vez mais fortalecer os espaços de Saberes coletivos, sua união e sua organização, e planejar a redução da dependência dos insumos industriais de síntese química ou biológica, exógenos a comunidade rural, paridos de grandes Indústrias corporativas, e de grande acúmulo de Capital e Marketing enganoso, como também, diminuir o assistencialismo condicionado. Agronegócio não é Agricultura, é apenas negócio. Sem perder de vista o uso das ferramentas democráticas em exigir as políticas públicas adaptadas em regionais e decididas em coletivos internos, abertos publicamente, assim como, o respeito aos 30 milhões de brasileiros/as que vivem no campo, buscamos enfim, a autonomia produtiva e a segurança social com a intercomunicação direta com o consumidor final, sendo este, dotado de informações, são capazes de assegurar a certificação das famílias produtivas bem como sua permanência no campo.
O camponês/agricultores familiares, assumem o papel de ator principal, saindo das clausuras de “subsistência” e simples protagonista e fornecedor de matéria prima de uma Industria decadente. Passamos então a fortalecer a ideia de consciência Ultrassocial e de Biopoder Campesino/a, tratando o Império opressor com suas próprias armas. No pensamento de Lévy (1995), cada ser humano é um mundo diferente, são conhecimentos diferentes, porque cada pessoa é diferente, cada pessoa é um universo a ser descoberto. Esse conhecimento, não se trata somente do conhecimento científico, esse limitado uso da razão, mas do conhecimento que qualifica a espécie homo sapiens. No espaço do Saber o conhecimento é entendido como um savoir-vivre ou um vivre-savoir que, segundo Lévy (1999, p. 121), é “co-extensivo à vida”, porque engloba em si a completude humana, na sua história e naquilo tudo que ela pode oferecer. Este saber é a nossa inteligência; é a inteligência humana, o saber viver. 
A Saúde do Solo é uma prioridade primeira irrefutável aos povos do mundo. Regenerar sua higidez, fertilidade, é um respeito universal para com a humanidade, seus semelhantes e Natureza – do espaço Terra. "A Terra, e toda a vida, estão sendo saturadas com produtos químicos artificiais em um evento diferente de toda a história do planeta", diz o cientista australiano Julian Cribb, autor de "Surviving the 21st Century" (Springer International 2017) que em entrevista, complementa: "A Agência Europeia de Produtos Químicos estima que existem mais de 144 mil produtos químicos produzidos pelo homem. O Departamento de Saúde dos EUA estima que 2000 novos produtos químicos estão sendo lançados todos os anos. O Programa do Meio Ambiente da ONU adverte que a maioria desses produtos nunca foi examinado para a segurança da saúde humana". "A Organização Mundial de Saúde estima que 12 milhões de pessoas - uma em cada 4 - morrem todos os anos de doenças causadas pela poluição do solo, da água e do ar, exposições químicas, mudanças climáticas e radiação ultravioleta, que resultam da atividade humana". Nos atenta Milton Santos, “o meio urbano é cada vez mais um meio artificial...”.
Segundo Santos, “... com a Revolução Industrial a articulação tradicional, histórica da comunidade, com o seu quadro orgânico natural, foi então substituída por uma vasta anarquia mercantil. Agora o fenômeno se agrava, na medida em que o uso do solo se torna especulativo e a determinação do seu valor vem de uma luta sem trégua entre os diversos tipos de capital que ocupam a cidade e o campo”. No mais adverte que “os processos da química e da genética juntamente com as novas possibilidades criadas pela mecanização, multiplicam a produtividade agrícola e reduzem a necessidade de mão-de-obra no campo”.
Para tal, o curso convida atores sociais locais de domínio transdisciplinar à dialogicidade. De agentes locais do funcionalismo público, técnicos e técnicas multiplicadores, produtores/as rurais, consumidores e demais interessados no conteúdo. 
Com práticas simples, integradas a criatividade da cultura local, e utilizando-se dos recursos naturais locais e ferramentas da Agricultura Orgânica Internacional – resultado do acúmulo semiótico campesino no tempo, de constituição nômade do pensamento inteligente da América Latina na defesa de seu território – buscamos conciliar às já estabelecidas práticas agrícolas locais, com vínculos técnicos para o fortalecimento da segurança alimentar, da sustentabilidade, e da fraternidade econômica entre as comunidades rurais. “Ninguém pode negar que uma rede […] de filiações econômicas e psíquicas está sendo tecida numa velocidade que aumenta sempre, que abraça e constantemente penetra cada vez mais fundo em nós. A cada dia que passa, torna-se um pouco mais impossível para nós agir ou pensar de forma que não seja coletiva […] chegaremos ao princípio de uma nova era. A Terra ganha uma nova pele. Melhor ainda, encontra sua alma (CHARDIN, 1947, apud: ZWARG, 2005, p. 12).
 Avançaremos, portanto, ao sair da virtualidade do “ciberespaço antropológico”, ao acreditar em uma utopia realista, de uma constante quebra de paradigmas científicos e endógenos; desacelerar a velocidade da informação, e por novas rodas e redes no conhecimento coletivo acumulado, propondo seu potencial de expansão local; este é o mundo real quando damos soluções aos problemas adiados - o Agir das práxis. Para isso devemos agir. Reunir pensamentos coletivos e a “mão-na-massa”, multiplicar.  
Dessas utopias realistas universais, registros históricos, que não devem ser esquecidas em cada passo onde se conquista, cada oikos familiar regenerado, “a felicidade da roça”, há tempos subtraídas por um machismo tecnocrático, corrompido, e maculada de morte & Marketing enganoso. Avançamos no Saber e Fazer da agricultura, readequando as evoluções atuais da tecnologia, passando pela verdade de informa de tudo a todos e todas, para se firmar a existência e o dever do respeito a nossa diversidade agrícola, em evolução no seu tempo e espaço: famílias tradicionais Quilombolas, Indígenas, assentados/as da Reforma Agrária, Agricultores familiares e cidadãos urbanos dependentes do campo; garantir as liberdades, liberdade econômica, o descobrir da espiritualidade, o saber-viver da luta mais justa pela Vida é o melhor que podemos deixar às próximas gerações. Completa Rudolf Steiner,
  
“O conhecimento deixou de interessar-se por grande parte da vida anímica humana. Ele queria pesquisar a relação entre o homem e a existência quando esta dirige seus sentidos e sua inteligência crítica à “natureza”; não queria mais ocupar se com o que o homem desenvolve como relacionamento com o mundo espiritual, quando usa sua capacidade de percepção interior a exemplo de seus sentidos. Resultou daí a necessidade de relacionar a vida espiritual dos homens não com a cognição do presente, mas com tradições e conhecimentos válidos no passado. A vida anímica humana ficou cindida. De um lado, o homem tinha diante de si o conhecimento da natureza que ia evoluindo, desabrochando na atualidade viva. De outro, vivenciava uma relação com o mundo espiritual que resultava de conhecimentos acumulados no passado. Essa vivência ia perdendo toda noção de como o conhecimento se realizava no passado. Existia a tradição, mas faltava o caminho pelo qual as verdades acumuladas tinham sido conhecidas. Existia apenas a possibilidade de se acreditar na tradição.”
Diante disto, as oficinas do curso ‘Saúde no Solo também busca a quebra de paradigmas de “crescimento” e “desenvolvimento” atrelados a economia dominante macrossocial exógena, quando busca elevar o microssocial endógeno, em processos autóctones de regeneração do oikos doméstico com a permacultura, a economia solidária entre campo e cidade, os estímulos a participação em vivências, sendo também objetivos cidadão da Blanco agriCultura, de apoiar uma Agroecologia Camponesa, que também integra o respeito a autonomia da Agricultura Familiar diante dos distúrbios antropocêntrico do meio ambiente, ao fermentar as resiliências ambientais, produtivas e biopolíticas, possibilitando a inclusão sócio/produtiva e reafirmar, proteger, e respeitar antigos princípios seculares, que estão na base da economia camponesa. Para uma campesina Agroecologia reafirmamos,
‘Nosso objetivo consiste somente em reforçar esses princípios imemoriais, aprofundar o seu valor cultural, transformá-lo espiritualmente e dar forma a uma organização técnico-social tal que eles não só pudessem manifestar a excepcional força de resistência passiva que desde sempre lhes foi própria, mas que também tivessem vida ativa, agilidade e, se quiser, força propulsora.’  (Alexander Vasilevich Chayanov)

Nós da Blanco agriCultura e Fundação Juquira Candirú Satyagraha atentos na retaguarda, estamos à disposição para atender em todo território Nacional e Internacional. O curso é voltado para grupos de agricultores/as campesino e/ou técnicos/as reunidos em Associações, Cooperativas, Redes, Grupos de Orgânicos, Núcleo de Estudos em Agroecologia - NEAs, Centros de Promoção à Educação de jovens e adultos, e outras que se adequem ao tema. Entrar em contato nos e-mails: blancoagroecologia@gmail.com e juquira@yahoo.com – enviaremos uma proposta adaptada ao Local/Território, integrada a demanda real, com o conteúdo programático e a lista de materiais necessários.
 


Encarecidamente,

Oliver Naves Blanco
Eng. Agrônomo

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