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"Harmonizo meus pensamentos para criar com a visão". "Quando o mundo estiver unido na busca do conhecimento, e não mais lutando por dinheiro e poder, então nossa sociedade poderá enfim evoluir a um novo nível".

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Garantia da qualidade na produção de alimentos



Croma de Jairo Restrepo Rivera, curso internacional de orgânicos, Itajaí/SC, foto: O.Blanco

 ...do Saber e Fazer, tecnologia camponesa a serviço da emancipação e soberania de comunidades rurais Latinas, rumo ao desenvolvimento saudável das novas gerações - frutos cristais, futuros protetores da Mãe Terra. O.Blanco

O Posfácio reproduzido a baixo foi escrito pelo mestre 'Tião' Pinheiro para o livro em que ele traduziu - O Húmus: origem, composição química, e importância na natureza, de SELMAN ABRAHAM WAKSMAN - Professor de Microbiologia do Solo da Universidade de Rutgers e Microbiologista na Estação Experimental de Agricultura de Nova Jersey. Disponível em pdf (posso enviar caso há interesse) ou o livro, disponível na rede Caatinga.


Lutamos juntos ou morremos separados. Falamos aqui da real Agricultura. Não se engane assistindo as notícias agropecuárias reproduzidas na TV. Falamos de um caminho de respeito a todas as espécies existentes no planeta. Falamos em garantir alimentos de qualidade, tão importante como garantir o acesso ao solo (Terra) a todos que estão decidido a fincar raiz, molhar as mãos, semear.

Precisamos estar atentos a palavra Agroecologia, pois ela exclui a palavra Cultura e vem sendo acochambrada, de fachada, quando o Estado a adota, na tentativa de controlar o progresso da Agri-Cultura cidadã, pública, comunitária, urbana, microbiológica, orgânica, humana, Familiar... Na real, na prática, não se edifica nada com qualidade no Saber e no Fazer vindo da extensão do Estado. Um Estado favorável ao desenvolvimento de Latifúndios, aplicação de Agrotóxico (guerra, Morte!), altos impostos, concessões a Multinacionais (exploradora da riqueza nacional), com negligência a Reforma Agrária e outras injustiças, não quer sua nação livre, soberana, saudável, harmônica, de direitors iguais.

Não obstante, sem mais blá, nem disse me disse, pra quem tem a pegada... "E não protejo 'pesquisador' de dez estrelas / Que fica atrás da mesa com o cú na mão"     
Posfácio

GARANTIA DE QUALIDADE NA PRODUÇÃO DE ALIMENTOS
ALTAMENTE MINERALIZADOS, ATRAVÉS DA CROMATOGRAFIA DE
RUNGE-PEIFFER PARA A SAÚDE DO SOLO, DA AGRICULTURA E
HUMANA, SOB CONTROLE DOS AGRICULTORES E CONSUMIDORES.

INTRODUÇÃO:

A má qualidade dos alimentos da agricultura industrial cresceu inversamente proporcional ao conteúdo de húmus no solo agrícola, e exponenciou com a presença de resíduos tóxicos e xenobiontes tornando-se uma constatação mundial. Hoje, a pobreza em vitaminas e nutrientes, conhecida e questionada desde o final do Século XIX (Hensel, 1891) cria uma corrida para o consumismo de alimentos orgânicos, escorados em uma cadeia de serviços de interesse financeiro e econômico de grandes grupos internacionais e ONGs locais.

A pressão das empresas de fertilizantes, antibióticos e agrotóxicos para o não-funcionamento dos laboratórios de análises de resíduos fica periférica com a publicidade dos documentos sobre a desmineralização de alimentos alemães (1941) e britânicos (1944), ONU, (1973 e 2000).

O Professor Pfeiffer (1958) aperfeiçoou um método simples e barato de controle de qualidade da saúde do solo, logo após a primeira Guerra Mundial, mas não pode aplicá-lo, e nos EUA onde refugiou-se, o ampliou para o controle da qualidade dos alimentos. Contudo, ali não havia interesse e sua divulgação ficou restrita a grupos místicos e religiosos.

O alto custo das análises de qualidade e as constantes fraudes com alimentos orgânicos certificados criam desespero entre produtores e consumidores e a situação é insustentável, pois manipula os agricultores no interesse de certificadoras, ONGs, atravessadores e governos.

Nos últimos trinta anos lutamos com denodo por uma agricultura orgânica, mas ao vermos os resultados das ONGs internacionais, nos últimos sete anos nos dedicamos a treinar mais de vinte mil agricultores na América Latina, onde instalamos mais de dez laboratórios para o exercício soberano do controle de qualidade dos alimentos a partir da Cromatografia de Pfeiffer para a Saúde do Solo.

O propusemos como política pública educativa e social, mas não houve, até o momento, qualquer interesse. Reavivar as campanhas manipuladas e induzidas contra transgênicos, agrotóxicos, nanotecnologia em nome da agroecologia é a ordem que estrutura o interesse político tendencioso.

O uso intenso da cromatografia de Pfeiffer no controle da remineralização (farinhas de rochas) e saúde do solo nos permitiram (com mais de dois mil cromatogramas) aprofundar e enfocar o presente trabalho. Há uma epidemia oculta e silenciosa que grassa pelo planeta e está comprometendo não só a saúde, mas a capacidade cognitiva das crianças, conforme documentos da União Europeia, China e EUA, a desmineralização dos alimentos.

Resolvemos, então, através da Cromatografia Runge-Pfeiffer, avaliar a importância do conteúdo de húmus (Waksman, 1936) no solo na restauração da qualidade mineral e proteção contra xenobióticos e outros resíduos tóxicos.

O método é simples, apenas uma inovação, percebida depois de realizar uma centena de análises cromatográficas em Terra Preta de Índio29, no Instituto Federal da Amazônia em Manaus. Os ácidos húmicos possuem a capacidade de regularizar a velocidade e dinâmica das reações no solo, metabolismo de microrganismos e alterar o metabolismo de muitas plantas. Os minerais mais estratégicos, hoje, do ponto de vista nutricional são os lantanídeos, que em quantidades de traços provocam a duplicação da vida dos cobaias em laboratórios.

Nossa primeira preocupação foi adequar a cromatografia de Pfeiffer para a detecção dos lantanídeos, sua distribuição nos cromatogramas conforme a qualidade e quantidade de húmus em função dos microrganismos. Os lantanídeos possuem emissão radioativa, facilmente detectável por papel fotográfico em contato direto com a mesma protegida da luz para o revelado autorradiográfico sobre o papel fotográfico. O papel fotográfico e o cromatográfico têm suas marcações coincidentes para comparar os dois cromatogramas e avaliar a importância do húmus na presença e dispersão dos lantanídeos, facilmente identificáveis pelos seus respectivos Rf.

A leitura tradicional do cromatograma nos dá a Saúde do Solo e a leitura da autorradiografia (fotografia) nos dá a riqueza, equilíbrio e sintonia entre húmus e lantanídeos, permitindo ao agricultor, em um primeiro momento garantir o uso de farinhas de rocha, depois a qualidade do seu produto quanto à saúde do solo e remineralização do alimento e para a saúde do consumidor.

Em um segundo momento a cromatografia do alimento é acompanhada de uma fotografia para fazer o mesmo processo e detecção dos lantanídeos diretamente nas frutas, hortaliças e outros alimentos com maior sensibilidade.




Posfácio de Sebastião.indd p. 403 a 404 20/04/2012 – do livro:

O HÚMUS: ORIGEM, COMPOSIÇÃO QUÍMICA, E IMPORTÂNCIA NA NATUREZA.


Por SELMAN ABRAHAM WAKSMAN - Professor de Microbiologia do Solo da Universidade de Rutgers e Microbiologista na Estação Experimental de Agricultura de Nova Jersey

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Rumo ao VI Congresso do M S T


"Lutai ativo, corajoso e esperto. Pois só  verás o teu país liberto se conseguires a Reforma Agrária".
Patativa do Assaré



Entre os dias 10 a 14 de fevereiro de 2014 o MST realiza seu 6° Congresso Nacional, em Brasília.

“Lutar, Construir Reforma Agrária Popular!” é o lema deste próximo Congresso, que representa a síntese das tarefas, desafios e do papel do Movimento nesse período histórico que se abre.

Desde o começo do ano passado o MST está em período congressual, realizando o trabalho de base nos acampamentos e assentamentos para definir o programa agrário.

Dessa maneira, em debates com a militância, com as famílias acampadas e assentadas, pesquisadores da agricultura e apoiadores, o Movimento tem construído propostas em torno do programa de Reforma Agrária Popular para o meio rural, que corresponde ao novo período histórico de hegemonia do capital financeiro e a ofensiva do agronegócio.

Com isso, esse espaço pretende trazer à militância e à sociedade, em geral, discussões que estão sendo realizadas para compreender melhor esse período histórico pelo qual passa o MST, para a partir daí, enfrentar os desafios que estão colocados.

Portanto, bom estudo a todos e vamos à luta!


segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Reunião do Fórum de Agricultura Familiar da Região de Sorocaba, SP



...porque todo o santo dia é Dia de Agricultura Familiar. - Diz aê meninas? - Verdade verdadeira seu moço. Então, que cuidemos, muito bem cuidado, de nossos agricultores e agricultoras. - Viva! Assim vivamos todos com seus alimentos... - mas ó seu moço! - oi... - Agricultor e agricultora são aqueles e aquelas que ficam a raiz; possui mãos abençoadas por manterem o contato com a terra. - Há sim, eu sei. - Mais, meninas! - E aqueles do tal Agronegócio Biotecnológico? - Chê loco! nem por Deus...

Rede Soberania

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Esta Nação é da Multitude brasileira!

Blogueiros/as uni vós!

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