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'Ofereço-me para cooperar com amor a fim de compartilhar a abundância de meu coração.'
'Comunico-me sem apegos e descubro a harmonia de evoluir na Terra.'

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

nova Cruzada


por Sebastião Pinheiro
Sou iletrado, pois conheci Nelson Rodrigues através das colunas do jornal “O DIA” da cidade maravilhosa comprado por um tio motorista de ônibus afeito as suas manchetes sanguinárias, ali aprendi: “Toda unanimidade é burra”. No entanto, todos os meios de comunicação entraram em sintonia e diapasão repetindo o tresloucado ato dos irmãos no Semanário Charlie, sim Hebdo quer dizer a cada sete dias. Há a reprimenda velada: Condene o ato e não permita nenhum "mas".
Refugiado no Balneário Pinhal vendo minha pimenteira Bhut Jolokia doação dos Drs. Michel e Dudu florescerem, acompanhei pelas rádios e jornais locais, o malho ideológico, doutrinário e imbecilizante.
Bertold Brecht traz o equilíbrio: “Do rio que tudo arrasta, diz-se que é violento. Mas ninguém chama de violentas às margens que o comprimem”. Quando a Tonantzin (mexicana) é transfigurada na Virgem de Guadalupe há um choque de poder, mas não de religiosidade; Quando São Jorge, casualmente centurião romano nascido na Síria (Turquia) ou Palestina se transforma em Ogum há a mesma transmutação, com incremento de fervor devido ao choque de poder e liberdade de religiosidade (sincretismo). Ambos exemplos não são suficientes para entender, que os semitas dizem Adonai para preservar o nome Yahveh que não deve ser dito ou escrito. Reconheço o temerário que seria pichadores saírem pela Palestina escrevendo nos muros este vocábulo em hebraico. Porque não o fazem nos EUA e Ocidente? Será por respeito à religiosidade? Ou ao poder?
Cobiça, rebeldia, blasfêmia e idolatria fizeram a Igreja Católica aprimorar suas técnicas de persuasão no que ficou conhecido como Inquisição recomendo o livro Torture [http://www.medievalwarfare.info]
Quando jovens “pied noirs” obrigados durante toda a vida a escutar (Qu’um sang impur Abreuve nos sillons! Que veut cette horde d’esclaves, De traîtres, de róis conjures? Pour qui ces ignobles entraves, Ces fers dês longtemps prepares?) jogam-se à espiritualidade e sofrem a lavagem cerebral pelo ódio religioso que a transfigura. Vemos a violência, bestialidade e crime. Sua realidade não diferente daqueles jovens frutos de estupros criados e transformados em soldados castrados por Saladino para receberem seus pais nas Cruzadas seguintes. Sim, passaram 21 gerações que para o poder nada significa. Hoje poucos sabem onde ficava a Escola das Américas, o que ela ensinava e quem foram seus destacados alunos...
Arguir direito à “liberdade de expressão” é tolice mercadológica sem cabimento. Lembrem quando o poder contrariado quis colocar a religiosidade dos cristãos alemães como entrave às metas de Hitler. A resposta do ditador foi a cobrança do dízimo como imposto pela Receita Federal e entrega a Igreja que imediatamente calou a boca e vimos o que aconteceu urbi et orbi. O que estamos vendo hoje são a mesma cobrança e marchas.
O jovem soldado norte-americano desesperado (e sem liberdade de expressão), a usou na porta do banheiro de seu quartel no Vietnã: “Starting a War for peace is like fucking for virginity”.
Espiritualidade transcende a nome, imagem e faz superar o suplício e a morte (a própria Igreja Cristã tem os soldados romanos Jorge, Expedito, Sebastião dentre outros) que abraçaram outra crença à do poder. Em Abu Grhaib, Guantánamo e outras é de se esperar a mesma espiritualidade...
A orquestração Ocidental foi magnífica. Sem ingenuidade não é possível manter o preço do petróleo a menos de cem dólares por muito tempo (para enfraquecer e controlar o Califado no Iraque-Síria), pois isso incomoda e muito a Arábia Saudita.
A nova Cruzada é lançada sem que tenhamos ideia do se passaram nas IX anteriores, tampouco a atual visa controlar terroristas. Haja visto o "Wikileaks". O que interessa é uma saída e crescimento econômico para o Ocidente estagnado e uma cidadania totalitária sob tutela integral.
Lançamos loas e tertúlias sobre o ocorrido na cidade francesa sem perceber nossa culpa e cada vez fica mais protelada nossa "Chançon de Gesta" como podemos ver nas duas fotos.
Brecht também vaticinou: “O cão bastardo está morto, mas a cadela que o pariu está no cio novamente”. Nada muda.

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"no artigo 5º, inciso IV da Carta da República: 'é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato'."

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