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'Ofereço-me para cooperar com amor a fim de compartilhar a abundância de meu coração.'
'Comunico-me sem apegos e descubro a harmonia de evoluir na Terra.'

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Agroecologia Campesina

De 11 a 13 de agosto deste ano, acontecerá na Universidade Autônoma de Chapingo - México - Departamento de Agroecologia, as comemorações do 25º aniversário do programa educativo de engenharia na agroecologia e no marco do processo de construção do Movimento Agroecológico do México que se organiza no:

II Encontro Internacional de Economia Campesina e Agroecologia na América: soberania alimentar, mudanças climática e tecnologias agroecológicas. 

As vozes que darão luz, cor, gênero e a fertilidade musical ao encontro, e que representam a reflexão, inspiração e a transpiração dos Campesinos e Campesinas do Sul Mundializado da Agroecologia:



Sabemos pela história que muitos conhecimentos antigos foram propositadamente esquecidos e decrescentes nos ramos da ciência agrária, repudiados pelos interesses mafiosos das indústrias (grandes corporações petroquímicas, de alimentação e drogarias). Este introito nos conduz ao passado numa análise profunda da agriCultura a 100 anos atrás.

Aqueles agricultores, agricultoras que corretamente eram chamados de Camponês, Campesina, possuíam CULTURA. 'Sem saudosismo, ver-se-á o quanto era equilibrada na exploração, ou melhor, no aproveitamento do solo. Procurava escapar da aleatoriedade de somente inerente à agricultura, para tornar-se mais segura, pois produzia, em primeiro lugar, alimentos para a família, sem ficar na dependência de somente uma cultura ou criação. Esta diversificação fazia-nos escapar de um granizo, seca ou enchentes e também das oscilações de mercado, pois uma produção diversificada não tem prejuízos da oferta e procura, como só acontece com as monoculturas (do agronegócio Pop). 

A agricultura denominada "colonial" (preconceituosamente com recheio ideológico apelidada: 'de subsistência') era biológica, econômica e politicamente equilibrada, pois ela dava ao agricultor/a AUTONOMIA. A propriedade rural era uma célula independente, autônoma de um organismo sadio, que era a Nação'.

Mais que uma revolução, utopia, passamos por um momento de rebelião Ultrassocial. Temos 'ferramentas' para bloquear os corruptos que estão no mercado e vendem câncer, violência, miséria e fome, e enriquecem, esgotando os recursos escassos e finitos do Planeta.

'Todos os aspectos vistos até o momento dão uma idéia fundamental de que o SOLO-PLANTA-ANIMAL estão intimamente relacionados, integrados, e o homem/mulher não é alheio a essa integração'. As vozes acima, incluindo in memoriam Lynn Margulis (aqui representando todos os mestres nesta pegada), quebrou o tabu científico pautado no lucro e domínio da Natureza; a raça humana, conscientemente vai abdicar do pedestal de superioridade para evitar sua extinção (ou: 'Quem vai derrotar o capital será a Terra').    

Voltamos a situação de 1984, 'dentro da devastadora crise moral, econômica, social e política em que afunda a Nação', e ainda há esperança, mas não tempo: uma mudança urgente da nossa agricultura, de infraestrutura agrária, de paradigma, de política (voz a minoria e movimentos raízes). Temos espaço físicos e muito espaço para errar sem contaminar. Numa agricultura insana em que um quilo de fungicida custa mais caro que um salário mínimo mensal de um trabalhador, e o tomate tem um quarto de seu valor somente para pagar os agrotóxicos usados, urge o grito pela Terra de não querer endividamentos nem divisas. 

Os agronegócios pelo mundo 'ignora a necessidade de respeitar as membranas que limitam seus lucros' e, 'em contrapartida, a sabedoria campesina impede a destruição e restaura as membranas da natureza'. "Agricultura Ecológica é o retorno ao futuro". É preciso resgatar o homem/mulher, nossas sabedorias, saberes e sabores... o BIOPODER CAMPESINO, antes que seja tarde demais.   

 Oliver Blanco
eng. agrônomo, em defesa pela Saúde no Solo e Biopoder Campesino

 No encontro acima nos representará Sebastião Pinheiro.

         Tião é paulistano, cidadão de Belém, cidadão de Porto Alegre, técnico em Agricultura por Jaboticabal, SP, Engenheiro Agrônomo, Engenheiro Florestal, pela Universidade Nacional de La Plata, Buenos Aires, Argentina, autor e coautor de: Agropecuária Sem Veneno; O Agente Laranja em uma República de Bananas; O amor à Arma e a Química ao Próximo; A Agricultura Ecológica e a Máfia dos Agrotóxicos no Brasil; 'Just do it', Biotecnologia: muito além da Revolução Verde; Húmus; Pães de Pedra; (tradução e contribuição); e mais recentemente: Saúde no Solo versos Agronegócio. Medalha de Ouro do Confea (1985); Mérito Agronômico da Federação das Associações dos Engenheiros Agrônomos do Brasil (1989); Delegado brasileiro no Codex Alimentarius, das Nações Unidas, em 1979, no Países Baixos; Delegado brasileiro na Conferência de Agricultura e Desenvolvimento Rural Sustentável, da FAO, na Holanda (1991). E autor de muitos textos o qual edito e compartilho no blogue @extensionista, aqui: Juquira Candirú Satyagraha.

 Sua genialidade, lucidez, sabedoria e pauta aos diálogos que será compartilhada no encontro em Chapingo em defesa do Biopoder Campesino foi gentilmente cedida antecipadamente aos participantes e aqui reproduzimos. Enjoy!! 

_AQUI_

Título:
 BIOPODER CAMPESINO: A tecnologia é águia, mas o campesino - mestre - é muito mais que o Sol na rebelião Ultrassocial.

http://pt.slideshare.net/OliverBlanco01/25-aos-de-la-agroecologia

http://pt.slideshare.net/OliverBlanco01/primera-parte-25-aos-de-la-agroecologia-de-chapingo-1

http://pt.slideshare.net/OliverBlanco01/segunda-parte-25-aos-de-la-agroecologia-de-chapingo-2


FACEBOOK: Agroecologia Chapingo Oficial 

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"no artigo 5º, inciso IV da Carta da República: 'é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato'."

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