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"Harmonizo meus pensamentos para criar com a visão". "Quando o mundo estiver unido na busca do conhecimento, e não mais lutando por dinheiro e poder, então nossa sociedade poderá enfim evoluir a um novo nível".

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

“TROCA -TROCA OU ESBULHO DE SEMENTES?



O momento é pródigo, permitam o prolegômenos. Há quinze anos FHC (que disse 03/X/94 “esqueçam tudo o que escrevi”. Essa expressão no original francês de 1845 “obubliez tout ce que j’écrit” é encontrável no Le Correspondant: religion-- philosophie-- politique-- histoire ..., Volume 11 atribuída à J. Drapier, Albert Léon Théophile Isnard de 1845.). FHC foi reeleito e a grande maioria depositou fé que seria o último governo da arcaica elite brasileira, nostálgica dos rapapés, cortesãs, alcoviteiros e corte do Império; ledo engano. 


Tivemos oito anos de Lula e já estamos concluindo o atual. A constatação é que FHC está rebaixado à antepenúltimo, por enquanto, mas sejamos otimistas e inteligentes, não aceitemos a discussão induzida, pontual e periférica da Nova Ordem Mundial, que se alimenta de nossas informações, ações, estratégias e percepções para seu crescimento e desenvolvimento. Vejamos:


- Desde as “Diretas Já”, todos os presidentes engoliram seus discursos obrigados pelo sistema financeiro internacional e executaram suas ações ao pé da letra. E não será diferente com os próximos e isso não fica restrito ao Brasil ou América Latina. Por favor, leiam o “America 2050 Rockefeller Foundation Report” escrito à época do “obubliez tout ce que j’écrit” nacional e se verá porque há poderosas regiões metropolitanas em todos os países do mundo com um massacre cotidiano, a caminho de um genocídio. 


- No pago, desde as lições de Sepé Tiaraju, Saint Hilaire, Balduino Rambo e Roessler o patrimônio natural foi construído como sujeito em uma consciência, muito além da crença ou ideologia. Na Nova Ordem vemos as mesmas bandeiras, campanhas, estratégias e até mesmo organizações e pessoas (mesmas) serem usadas, agora, como objeto de mercado e consumo, em nome de uma “economia sustentável”, sem qualquer questionamento, interrogação ou percepção sobre a transmutação. Uma visita a “Obras Completas I e II” de Ivan Illich é necessária; uma atualização sobre o seu desaparecimento, totalmente isolado permitirá entender o porquê de sua proscrição no “La vaca sagrada”.


É impossível avançar, chegar às sementes e entender a atualidade sem a leitura de “Admirável Mundo Novo” de Aldous Leonard Huxley (não me envergonho de fazê-lo pela terceira vez). Lembrem ali são sementes humanas e com igual “valor” que as atuais das grandes corporações.

Conheci, estudei e lutei contra a ideologia por trás dessas sementes nascida de Justus Von Liebig em 1842 e consolidada no cultivo industrial da banana do Grupo Rockefeller na América Central, do Sul e África; Ampliada pelo dono da Pioneer, então vice-presidente dos EUA, Henry Agard Wallace em 1930 para o México, onde o patrimônio de sementes nacionais e camponesas foi totalmente destruído, servindo para o trampolim da Revolução Verde. No Brasil, o monopólio pertencia ao Estado de São Paulo, mas o AGIPLAN foi criada e muitos funcionários do Ministério da Agricultura foram levados aos EUA para aprender a produzir sementes de transnacionais. Nenhum deles sabia que na cidade de Encruzilhada do Sul foi criada em 1938 a Primeira Estação Experimental para a produção de sementes forrageiras, complementação às sementes de trigo criadas para solos ácidos, lateríticos por Iwar Beckmann, Azzi e Papadakis. É triste, mas a grande maioria dos agrônomos não os conhecem. A primeira campanha contra o projeto de lei de proteção aos cultivares de Alysson Paulinelli (Geisel) foi detonado em plena ditadura com astúcia, habilidade e estratégia. Ele era o mesmo que tramitava na Argentina, apenas traduzido.... 


Na revolucionária Nicarágua testemunhei o troca-troca: O agricultor entregava um quilo da sua semente nativa e recebia dez quilos de sementes compradas à Reagan e o governo se dizia marxista, leninista e pior, “revolucionário”. O mesmo aconteceu na Guatemala com um governo de direita e no México. Qual é a novidade que está ocorrendo, agora no Brasil, que possui Lei de Proteção aos Cultivares? 


Aqui a indução não é diferente. Há uma bela foto da “Comissão de Conservação do Solo” reunida com o Secretário Jardim (J.Soares) formalizando uma Cooperativa de Plantio Direto. É estratégia do inimigo agir como o câncer enganando o corpo nutrindo-se de suas forças. A resposta é negar-lhe alimento e levá-lo à inanição.


Eles escondem que trocar sementes camponesas pela deles é mais que estelionato, pois as sementes camponesas tem genes e ambiente em equilíbrio que gera o proteoma, que as das empresas não têm. E que hoje os agricultores norte-americanos, australianos e alguns argentinos já percebem o golpe que lhes aplicaram para roubar o genoma paara vender fertilizantes e agrotóxicos, e agora genes para roubar o proteoma. Consultem um biólogo molecular honesto com noção de evolução tecnológica que ele avalizará o raciocínio.

Muito dinheiro das campanhas contra agrotóxicos, transgênicos, segurança alimentar, agroecologia foram formatadas pelos Think Tanker da Rockefeller Foundation, Bill & M. Gattes Foundation e são generosamente doados pelas grandes corporações transnacionais (se inclui igrejas cristãs), mas, antes, passa pelos governos seus escudeiros e executores. Kofi Annan, ex-Secretario Geral das Nações Unidas é o homem forte (garoto de recados) da Aliança para a Revolução Verde na África de Rockefeller, Rotschield, Gates, Ford, Kellogs, Sazakawa e Bancos Suíços.

Minha gente, acorde! A questão de fundo não é sementes, agrotóxicos, soberania alimentar, solidariedade, sustentabilidade, voluntariado e outros apelidos do desenvolvimento e evolução do sistema bancário-financeiro. A questão posta é Eugenia Mercantil e isso aumenta a violência em todos os sentidos. Em veneto se diz: “Dimenticate tutto quello che ho detto”.

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