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'Ofereço-me para cooperar com amor a fim de compartilhar a abundância de meu coração.'
'Comunico-me sem apegos e descubro a harmonia de evoluir na Terra.'

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Samarco

Carl Sagan

texto do Professor Sebastião Pinheiro

A expressão latina “Mutatis mutandis” (mudar o que precisa ser mudado) de largo emprego na época medieval européia mantém seu significado e retorna como ideologia subliminar e acima de qualquer suspeita cidadã para evitar conotações esquizofrênicas ou neuróticas.
Em 09 de janeiro postei uma foto do rompimento da Barragem do Fundão no Distrito de Bento Rodrigues em Mariana/MG pedindo ajuda com medo que minha ansiedade pela verdade pudesse se transformar em enfermidade psicológica. Sim, passaram 296 dias e agora há a intervenção presidencial. O que teremos luz, névoa ou trevas?
No mundo vemos náufragos e corpos chegarem à ilha de Lampedusa, Itália. Isso nos faz lembrar do príncipe Guiseppe Tomasi di Lampedusa que durante o risorgimento em “Il Leopardo” dizia: “Se vogliamo che tutto rimanga come è, bisogna che tutto cambi" (Tudo deve mudar para que fique como está) em sintonia com a realidade e ações que agora ressurgem. O que era inerente às eleições nos EUA (o povo vota mas os delegados eleitores elegem), agora é práxis internacional, via FMI e OMC. É o que vimos aqui nas últimas cinco eleições, embora o status quo esteja mudando para um totalitarismo a cada dia mais aperfeiçoado, a decadência imperial é inquestionável. Então por que a intervenção presidencial no “acidente” da Samarco BHP Billinton (especializada em minérios e suas impurezas como o ouro no minério de ferro, depois de um ano de contemporização? Nem as multas do executivo foram pagas.
Será que a Renova International Foundation, filiada à WWF; Global Reporting Initiative (GRI), Forest Stewardship Council (FSC), Ethos & Fundo Brasileiro para a Biodiversidade não estão fazendo um bom trabalho? Sarcástico estou.
Na quinta feira 26 de setembro de 2013 os terráqueos acordaram com uma novidade a existência de água em Marte, logo era possível haver ou levar vida àquele planeta. Um laboratório de ecopoiesis marciana seria necessário. Ecopoiesis significa criar um ecossistema novo. Seu custo ficaria acima de um trilhão de dólares “in situ”, contudo pode ser induzido, manipulado e conduzido e não custar um centavo, através de um providencial “acidente ex situ”.
O que postei naquela data, agora tem uma resposta, depreendida da fala de autoridades da Promotoria Federal no Programa “Cidades e Soluções” na Globo News ontem. Fiquei anonadado (expressão do espanhol).
É preciso explicar que já antes da viagem à Lua havia na NASA um programa sobre a ecopoesis marciana e nele trabalharam grandes biólogos como Carl Sagan (foto) e Lynn Margulis. Levar vida a Marte significa levar micróbios da Terra. A contradição é que o que se mais destrói no solo da terra e intestinos humanos são os micróbios, através das disbioses tecnológicas desde von Liebig, Revolução Verde e sustentabilíssimo Agronegócios.
Não é uma questão de exagero, mas talvez tenha passado despercebido o terremoto que atingiu o nível 3 na escala Richter, anunciado pela USP na região da represa da SAMARCO-BHP horas após o início do “acidente”, da mesma forma como o apagão de fim de governo em 2001 tenha sido elogiado nos meios de comunicação. Depois houve mais série de centenas de apagões, três dos quais dizem os boatos terem sido obra de hackers piratas para extorsão. Há boatos de ameaças de consultores. Um especialista em sismologia saberia diferenciar um sismo, de uma explosão ou colapso em estrutura, através de gravações em ultrasom? O que será verdade e o que será versão, ou melhor, diversão? Perdoem o trocadilho necessário.

Um instrumento de extração de amostras (foto) a diferentes profundidades pode na lama de rejeitos recolherem micróbios desenvolvidos numa diversidade de “condições marcianas” melhores que as possíveis de serem instaladas por humanos na superfície daquele planeta sem gastos e com um lucro formidável.
Às 9:45 minutos do dia 04 de novembro de 2015 começou a morte (19) e o terror programado para milhares e milhões de pessoas e isso não é enquadrado na lei 13260/16. Quanto tempo passará até começar a lavra industrial de diamantes na região? Malditos sejam.

Os custos da viagem a Marte e as instalações laboratoriais no planeta vermelho justificam. A ousadia passa a ser mero gesto de por as mãos entre as mãos do suserano desejando ascender na vassalagem da sociedade totalitária em construção. Fiz minhas 19 preces, lembrando a diplomata Aracy Guimarães Rosa que salvou milhares de pessoas das garras do diabo e de Manuelzão que não morreu, mas se encantou, pois deixou uma herança a ser cultivada para que o totalitarismo não se instale nem para os hermógenes nem os zébebelos.

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