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"Harmonizo meus pensamentos para criar com a visão". "Quando o mundo estiver unido na busca do conhecimento, e não mais lutando por dinheiro e poder, então nossa sociedade poderá enfim evoluir a um novo nível".

terça-feira, 29 de maio de 2018

Atraso propositado


28 de maio de 2018
por Sebastião Pinheiro

O nome é o primeiro, depois vem os demais, então: Intolerabilis sit levitas (A insustentável leveza do Ser) para entender, que o escritório multilateral para agricultura e alimentação (FAO) não é um órgão ultrassocial, é apenas diplomático e provoca vaidade. Ela tardiamente, reconheceu que a "agricultura moderna" desapareceu e deixou em seu lugar o agronegócio e a crise continuou a crescer para exigir mudanças.
O que era antes ensinado sobre higiene e inocuidade, pasteurização e esterilização são coisas do passado com as novas posturas em função da nova matriz tecnológica da biologia molecular, microrganismos e biotecnologias. Há um salto formidável. O novo assusta por ser diametralmente oposto. A ousadia fez "upgrade" e as tecnologias se superam sem controle religioso ou social. A voracidade é consumir, mesmo que não se saiba o por quê.
Na área rural por seu proposital atraso temos um paradoxo quadrático: - A primeira é que não há agricultura na natureza, pois ela é uma ação (tempo) ultrassocial nela mesma, logo não poderia ser usada a denominação de "agronegócios", pois não há "negação do ócio" por ela estar fora da natureza e o trabalho despendido é antagônico a isso; - O segundo paradoxo é que o solo onde ela é praticada é uma evolução da natureza, impactado pelas tecnologias empregadas no agronegócios a cada dia mais distantes do "natural" e próximo do artificial, com o limite ao zero.
O paradoxo quadrático é potencializado quando "a negação do ócio na agricultura" busca o neologismo "sustentável" transplantado da economia pelos mesmos banqueiros e financistas que criaram o primeiro, para suas tertúlias filosóficas. É necessário explicar que "sustentável" é a economia que não perde capital. Ao passo que o solo nos agronegócios tende aceleradamente a zero, enquanto nas práticas e tecnologias da agricultura tradicional nem sequer permitiu perceber esse limite. O que transforma o agronegócio em um fator (vetor) de insustentabilidade no espaço/território com seus drenos de capital campesinos, concentração no setor industrial e serviços de uma economia local subordinada à Ordem Internacional.


Não há espaço/tempo para as ingenuidades em crer que a “Agricultura Biológica”, “Agricultura Orgânica”, “Sintrópica” ou Agroecologia e Agrofloresta tenham sido geradas pela resistência e organização contrárias à Ordem Imperial. Todas elas foram uma indução suave, sutilmente financiada por ONGs pelos mesmos que geraram e controlaram a Agricultura Antiga, e também, a Moderna. Para os retardatários, é difícil perceber isso.


O termo "transição" na agroecologia "tradicionalmente induzida" perde significado semântico, pois mudar é atitude e não o corolário dos preceitos. Mas tampouco podemos ser desajeitados em não perceber que os movimentos políticos conflagrados pelo poder, a transição é uma excelente forma de abordar algo sem compromisso de transformá-lo em diretiva política ou pública de seu governo.



É possível que esta seja uma forte razão para aqueles que usam tecnologias socialmente apropriadas como forma de desestabilizar o poder e suas induções imperceptíveis, sejam cobrados por eles da mesma forma como são pelos movimentos sociais, diametralmente antagônicos àqueles e lutam por sua derrubada do poder.


Manter a lucidez e desenvolver dia a dia novas tecnologias e estratégias socialmente apropriadas é um repto e um senso de dever cumprido do bombeiro agroecológico, que constrói o biopoder campesino sobre os fundamentos de fatos pelos bancos para seu poder.
 


 

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