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"Harmonizo meus pensamentos para criar com a visão". "Quando o mundo estiver unido na busca do conhecimento, e não mais lutando por dinheiro e poder, então nossa sociedade poderá enfim evoluir a um novo nível".

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Boçal



30 de abril 2019
por Sebastião Pinheiro

"O poder usa instrumentos de opressão e servidão, o mais vil é a fome, principalmente para os seres ultrassociais."

Seu Menino, me disse Ariano, que não era Suassuna nem Suçuarana, por meio retinto pelos bisavós indígenas Pancararús, autênticos, e que foi mais tarde corroborado por minha avó Izolina, que muito tarde passei a venerar, por descobrir seu nome ter sido retirado de uma fração do petróleo. Pois ele e ela, me ensinaram, que “boçal” é onde se serve comida a animais (donkey muzzle).

Como inverso ao retumbante “Auto da Compadecida” estão querendo descrever os Atos de Desatinos, que imagino através da obra de Goya “El Aquelarre”, 1798, eis minha humilde leitura da fala sobre “exclusão de ilicitude”, que é o artigo 23 do Código Penal brasileiro e incluí: o estado de necessidade, a legítima defesa, o estrito cumprimento do dever legal e o exercício regular de direito.

Minha vó Izolina tinha uma mula, a Borréia e cabia a mim tratar e cuidar dela. Borréia mal agradecida era má gostava de me morder quando eu estava distraído ou estudando e sempre atacava sorrateiramente. Só quem já recebeu uma mordida de mula sabe do que eu estou a tratar.

Mas, a Vó Izolina me ensinou: Põe o boçal nela sem comida e deixa, que ela aprende. 

No art. 5º, XXIII, da Carta Magna vigente consta o conceito jurídico aberto (indeterminado) “Função Social da Terra”, por englobar o artigo 23 do Código Penal Brasileiro no tocante ao estado de necessidade ultrassocial; a legítima defesa ultrassocial, o estrito cumprimento do dever legal e o exercício regular de direito ultrassocial do alimento. Na constituição de Angola além do que diz a constituição brasileira sobre a exclusão de ilicitude, adiciona o consentimento do lesado, que consiste na concordância do titular do direito à prática de ato lesivo, que, sem ela, constituiria uma violação ou uma ofensa da norma que o tutela... Na constituição Mexicana de 1919 foi plasmado o artigo 27. “A terra pertence a quem nela trabalha” é seu resumo de duas páginas. Cada letra ali custou durante dez anos combates, sangue e morte. Os camponeses mexicanos são dono de 75% das terras nacionais Borréia, ficou muito incomodada com o tratamento. Piorou quando passei ir para o trabalho no campo usando o boçal como chapéu, pois isso a obrigava a se comportar convenientemente, com boçal não podia usar a liberdade de mordiscar pastos enquanto trabalhava. Pairava uma ameaça.
 
O poder usa instrumentos de opressão e servidão, o mais vil é a fome, principalmente para os seres ultrassociais.

Quando foi proposto o N.A.F.T.A., que não é um tipo de Izolina ou gasolina e que também é chamado de Tratado de Livre Comércio da América do Norte foi exigido que os mexicanos revogassem o seu artigo 27 da Constituição. Os organismos multilaterais do Império envidaram esforços e isso foi alcançado.

Já se passaram mais de 20 anos e praticamente as terras não foram vendidas, nem as Assembleias Ejidais destituídas de poder e os territórios ultrassociais e questão agrária no México continuam exemplo do biopoder camponês para o mundo.

Ontem assisti sua Excelência o Senhor Presidente externar “exclusão de ilicitude”, não no sentido acima exposto, também na Constituição de Angola, mas numa interpretação de reconhecimento de poder nas milícias que assolam o Rio de Janeiro, surgidas da ausência de entes governamentais.

Eu assim entendi o dito para o público presente e o recado a atingir todos os seres ultrassocias, ou não, com método, forma e função. Houve uma época em que eu desejava colocar o boçal da Borréia em todo o mundo, para não escutar asneiras, mas ela me ensinou muito com seu comportamento. A vó Izolina com seus conselhos e muitos outros anônimos e passageiros igualmente. Deliberadamente é compreensivo parecer faltar tempo para quem na verdade carece é de capacidade e competência para construir o que deseja.

O artigo 27 da constituição mexicana é algo mais que o registro no papel. Ele está plasmado e consolidado e não falta tempo, ao contrario sobra todo o tempo do mundo. Conheça a história de John Riley ou leia o Batalhão de São Patrício (Ninno Cacucci). Aqueles irlandeses como todos que lutam pela liberdade sabiam, que o que estava em jogo não era território, era sim civilidade. O agronegócios está desterritorializando a atividade ultrassocial da humanidade, a natureza, o espaço vital das comunidades indígenas e a civilidade. Um século não é nada, pois continuamos gritando “La lucha sigue y sigue, Zapata Vive”. Isso é o Biopoder Camponês.


"O agronegócios está desterritorializando a atividade ultrassocial da humanidade, a natureza, o espaço vital das comunidades indígenas e a civilidade."
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segunda-feira, 29 de abril de 2019

101 dias de ingerência




27 de abril 2019
por Sebastião Pinheiro 
 
A chuva não diminui, mas porque alterar-me. São 101 dias de enigmas e enigmas, mas com eles convivemos bem antes da escrita cuneiforme. Então em ontem de março de 1933 livros começaram a ser queimados em todos os rincões da Alemanha, principalmente em sua capital Berlim, famosa em 10 de maio pela ação na Opernplatz dos Estudantes Alemães (DST), após Nationalsozialistischen Deutschen Studentenbundes. (NSDSTB) induzidos em restaurar do pensamento alemão.

A imagem em minha mente é da Praça da Paz Celestial em Beijing um cara na frente de uma coluna de Tanques de Guerra, mil enigmas a decifrar...
Ante os clarões na fogueira, Martin Heidegger discursou na Universidade de Freiburg: "Flamme finde uns, leuchte uns, zeige uns den Weg, von dem es kein Zurück mehr gibt! Flammen zündet, Herzen brennt!" ("As chamas nos encontram e nos acendem e mostra o caminho, de onde não há como voltar atrás! As chamas se acendem, o coração arde!").

Há um século e meio antes já podíamos ouvir a Sinfonía N. 41 de W.A. von Mozart, mais conhecida como "Júpiter". Pensamentos, livros e música são enigmas da educação e não do poder, que alguns herdam como sabedoria ancestral e outros o recebem quando há escola e Estado. Não é fácil decifrar os enigmas e o "sub-poder" sabe disso, por isso revive neo-interpretações.

Reconheça os autores indexados queimados pelo governo democrático alemão: Vicki Baum, Walter Benjamin, Ernst Bloch, Bertolt Brecht, Max Brod, Otto Dix, Alfred Döblin, Albert Einstein, Lion Feuchtwanger, Marieluise Fleißer, Leonhard Frank, Sigmund Freud, Salomo Friedlaender, Iwan Goll, George Grosz, Jaroslav Hašek, Heinrich Heine, Ödön von Horváth, Heinrich Eduard Jacob, Franz Kafka, Georg Kaiser, Erich Kästner, Alfred Kerr, Egon Erwin Kisch, Siegfried Kracauer, Karl Kraus, Theodor Lessing, Alexander Lernet-Holenia, Karl Liebknecht, Georg Lukács, Rosa Luxemburg, Heinrich Mann, Klaus Mann, Ludwig Marcuse, Karl Marx, Robert Musil, Carl von Ossietzky, Erwin Piscator, Alfred Polgar, Erich Maria Remarque, Ludwig Renn, Joachim Ringelnatz, Joseph Roth, Nelly Sachs, Felix Salten, Anna Seghers, Arthur Schnitzler, Carl Sternheim, Bertha von Suttner, Ernst Toller, Kurt Tucholsky, Jakob Wassermann, Franz Werfel, Grete Weiskopf, Arnold Zweig und Stefan Zweig.
André Gide, Romain Rolland, Henri Barbusse, Ernest Hemingway, Upton Sinclair, Jack London, John Dos Passos, Maxim Gorki, Isaak Babel, Wladimir Iljitsch Lenin, Leo Trotzki, Wladimir Majakowski, Ilja Ehrenburg.

Outros foram mortos em Campos de Trabalhos Forçados (KZ) ou exilados, Carl von Ossietzky e Erich Mühsam, Gertrud Kolmar e Jakob van Hoddis, Paul Kornfeld, Arno Nadel e Georg Hermann, Theodor Wolff, Adam Kuckhoff, Rudolf Hilferding, Ernst Toller e Kurt Tucholsky, Walter Mehring e Arnold Zweig, Erich Kästner, Walter Hasenclever, Ernst Weiß, Carl Einstein, Walter Benjamin, Ernst Toller, Stefan Zweig.
 
Repete a vergonha con o poema indelével de Bethold Brecht:

“Als das Regime befahl, Bücher mit schädlichem Wissen Öffentlich zu verbrennen, und allenthalben Ochsen gezwungen wurden, Karren mit Büchern Zu den Scheiterhaufen zu ziehen, entdeckte Ein verjagter Dichter, einer der besten, die Liste der Verbrannten studierend, entsetzt, daß seine
Bücher vergessen waren. Er eilte zum Schreibtisch Zornbeflügelt, und schrieb einen Brief an die Machthaber. Verbrennt mich! schrieb er mit fliegender Feder, verbrennt mich! Tut mir das nicht an! Laßt mich nicht übrig! Habe ich nicht Immer die Wahrheit berichtet in meinen Büchern? Und jetzt Werd ich von euch wie ein Lügner behandelt! Ich befehle euch, Verbrennt mich!”

"Quando o regime ordenou queimar publicamente em todos os lugares os livros com conhecimentos nocivos.
Os bois foram obrigados a carregar os livros e ir a fogueira.
Um poeta perseguido, um dos melhores na lista deparou horrorizado de que seus livros foram esquecidos na lista. Se apressou e escreveu uma carta aos governantes.
Queime-me Escreveu com uma caneta voadora, me queime!
Não faça isso comigo! Não me deixe! Eu não.
A verdade sempre foi relatada em meus livros? E agora.
Sou tratado como um mentiroso por você? Eu lhe peço, me queime!”

É necessário colocar no original, pois a cultura de consumo é própria na mídia elitistas e fora da educação que não permite decifrar enigmas.

Imediatamente, 86 anos depois, vemos um grupo de facínoras usar algoritmos travestidos em ineptos, buscam por todos os meios para canalizar ira e ódio para alcançar as mesmas fogueiras, mas o mundo internacional hoje é diferente e bem mais lucrativo a "Balcanização" do espaço já desterritorializado e denaturalilzado, pois não posso dizer desnacionalizado por razões de comunidade indígena-internacionalista.

Tudo me assusta, quiçás por herança ruim e péssima formação. No entanto, não tenho medo das reações daqueles que tomaram “seu poder”, nem a dos recém-chegados. Pecam mais por suas deficiências democráticas, mas é que impede ambos de perceber de maneira inteligente as Milícias, o PCC e outras formas de poder e corrupção no crime, privatizações desnaturalizadoras pelo "status quo".

Nesses 101 dias de loucura aparentemente metódica (recordem Hamlet), me traz novamente a imagem dos chinês em frente ao tanque de guerra em Beijing precisa ser decifrada. Na TV Globo, princípios do Confucionismo foram rolando sobre a imagem ...

86 anos depois da queima dos livros, quantos ainda não conseguem identificar os principais autores (players) ali, em Londres e Washington ou para entender a solução do passivo ambiental em Mariana, Brumadinho, Muzema, ou o discurso das musas da goiabeira e dos agrotóxicos e seu fiel escudeiro Ministro do Meio Ambiente do Agronegócios.

Enquanto isso, iscas são lançadas em anzóis para que os mentecaptos comecem a acender o fogo com suas interpretações do Antigo Testamento (Talmud) por analfabetos. Heidegger no crepitar das chamas viu a luz e não a escuridão. "Ecce Homo" não é um fim, mas o começo como um enigma.

E continua a chover.

ECOCRISPR


26 de abril 2019
por Sebastião Pinheiro 


Chove! Chuva é nostalgia de quando não havia nada na mesa e a viúva desempregada e seus órfãos sabiam que não adiantava chorar. A pouca farinha de mandioca era tudo e pouco para que no dia seguinte houvesse menos fome. O rádio do vizinho, muito alto, irradiava o fascismo da elite e todos eram tragicamente alegres gastando no carnaval, mais do que comiam durante todo o ano. O Brasil é estranho, o juiz justifica o pagamento governamental de seu arrendamento a ele e também a sua esposa, quando ambos são casados ​​e moram juntos. Mais do que estranho o país é trágico pois desembargadores (RJ) têm a pensão de 60 mil U.S. dólares, mas o trabalhador não pode ter uma política pública de salário mínimo digno.


Pelas artimanhas do destino escapei para entender a cidadania e a cultura sem consumi-las. Será por isso que desconheço a vaidade e o ódio político? Feliz o despossuído de poder sobre os outros, porque posso pensar e enriquecer-me na solidão da chuva no recordar de 51 anos, foto1 me ponho a cantar o hino. A noblesse obligé, mas o sorriso continua o mesmo, mas as capacidades de percepção, conjugação holística se tornou elásticas pelas oportunidades dos combates humanistas, onde o conjunto de técnicas mercantis, estava sob o controle ético e moral, então que venha o hino da UNLP:


Se soar um claro canto na noite da ronda vamos, somos canção. Gastar vinte anos é um desperdício que nunca tinha comparação.

Mas se na noite de uma profunda calma, vibra um silêncio de eternidade, é que meditam com toda a alma, os estudantes da cidade.

Alta a mente! Lábios nobres! E para todo o coração.

Faz a vida um presente cabal aquele que ama ideais com muito amor, já nos disseram que o mundo é ruim, por trabalho nosso será melhor.

Na mais jovem cidade argentina, nossa alma mater buscou sua honra, vedes esta glória tão peregrina, a folha é tão nova como a flor.

Casa feliz de casa nova, nos ilumina, nos dá calor, pois como viva a chama se eleva, nela o o nome do Fundador.

Aquele velho de grande linhagem, quase um irmão do bom Kabir, cujos sonhos feitos de nuvens, se iam ao céu do futuro.

Alta a mente! Lábios nobres! E para todo o coração.

Sem ódio, a realidade brasileira é muito triste e leva a lágrimas. O que me fez retroceder no tempo mais de 30 anos. Era Zeit und Spazio de B. Brecht, mas o poderoso Julius Stricher (Die Stürmer, photo2) herói e testa de ferro do capitalismo industrial alemão, que havia descoberto o grande negócio que era a Guerra, mesmo quando na derrotado. Para o médico e filósofo Hanns Johlst, seu ato de fé impunharia: "Wenn ich das Wort" "Kultur" höre, greife ich nach meiner Pistole" (Quando eu ouço a palavra "cultura", eu pego minha pistola). A cultura é a qualificação máxima de cidadania.


A mídia e as redes de comunicação mostram o ex-juiz, agora ministro da justiça em além mar ser repelido por sua ignorância legal e fé extremada, por um ex-primeiro ministro de Estado (José Socátes Carvalho Pinto de Souza), que fez referência ao filme "O Ovo da Serpente", de Ingmar Bergmann. O que me fez concordar do discurso antípodo de posse do Chanceler, pois fiquei pasmado.

A ignorância obriga ocultar, "as Muzemas" e se negam a dizer que "milícia" no Rio de Janeiro nada mais é do que grupos de oficiais da Polícia Militar e outros, organizados no crime, onde cinco governadores estão detidos por corrupção. No passado com o mesmo propósito nos "Esquadrões da Morte" liderados pelo Delegado Fleury. O por que de Brecht é justificado: A cadela que pariu o autoritarismo e suas ações está prenha novamente. Há três dias que o Presidente da República, vice-presidente e um vereador (regidor) extrapolando vínculos sanguíneos externam contradições que fazem manchar as discussões sobre "lapada na rachada", "vrauuuuuu" e "creuuuuuuu". Mas a TV ameaça com o disparar o dólar e cair as bolsas de valores nos 90 dias de Brumadinho onde faltam 37 mortos para completar os 270.

O rádio do vizinho continua alto e pretende enganar a atenção através de malabarismo e, "Opera Buffa". Sabemos o que é perder a cultura e também Berthold Brecht é atual.

Minha alegria é que temos todo o tempo e eles dia a dia estão mais desesperados e ao utilizar a biologia sintética e CRISPR para encurtar os idosos que alcancem a obter uma pensão comprometendo os ganhos do capital conhecerão as respostas mutantes do "ECOCRISPR", que já está entre nós. 

 

  
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