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"Harmonizo meus pensamentos para criar com a visão". "Quando o mundo estiver unido na busca do conhecimento, e não mais lutando por dinheiro e poder, então nossa sociedade poderá enfim evoluir a um novo nível".

sábado, 26 de dezembro de 2020

Eles latem! Lattes mas não mordem...

Publicado em 20 de dezembro no Facebook

Por Sebastião Pinheiro 

Depois de encerrada uma conferência, é dever avaliá-la com correções e ampliações pelas contribuições. Foi quando recebi a visita de uma mãe pica-pau e seu filho faminto, feliz com a comida (foto), mas com os gritos do árabe "al-gazará" (gritos de guerra)...

Meu plano, em “Los catetos en la Agroecología (Indígena Campesina)”, era abordar o Ciclo da Matéria Orgânica e sua importância no clima para o México e o Brasil, muito semelhantes em sua agricultura desde as guerras napoleônicas. O debate mundial era atual "Terra e Liberdade", que fortalecerá as elites rurais, em particular no Brasil com a lei de terras de 1850, já que os bancos ingleses substituíram a garantia pelos empréstimos de (escravos) por terra, pois programavam os genocídios africano e guarani na Guerra do Paraguai. No México, a interferência de Napoleão III para restaurar a monarquia e seu apoio aos confederados na Guerra Civil dos Estados Unidos para fortalecer sua colônia na Louisiana. Mais tarde, as duas agriculturas serão diametralmente opostas em todos os sentidos no século XX pela maior de todas as revoluções na América do Norte.

Não é possível começar a tratar a importância do Ciclo do M.O no solo para a harmonia do clima no planeta, sem uma referência preliminar ao clima espacial do sistema solar. O livro "Fatores Físicos dos Processos Históricos", de A. L Chizhevsky e respectivas influências dos ventos solares será meu instrumento. Os ventos solares no período da Revolução Mexicana (1910 e 1920) foram de alta atividade e responsável ​​pela revolução. No mesmo sentido, o contrário na década de 1960 a 1970, quando da instalação da ditadura militar no Brasil, organizada e financiada pelo Departamento do Estado dos Estados Unidos com os latifundiários, igreja conservadora e corporações militares com laços familiares com os latifúndios e elites de linhagem que determinam posições diamétricas à revolução de Villa Zapata e outros (registro do centro geofísico da UNAM, em Michoacán).

O México é hoje o único país da América Latina onde camponeses e comunidades indígenas têm autonomia sobre o território com decisões em assembleias ejidatárias, porém, em processo de erosão em função da ordem regional (TLC) e internacional (OMC). O Brasil se orgulha de ter seu PIB principalmente proveniente do Agribusiness de meia dúzia de corporações na maior concentração de terras no mundo na atualidade.

Entender a Reforma Agrária Mexicana nos Vales Yaquí e Mayo de 1920 e sua captura pela "Revolução Verde" do "embaixador plenipotenciário" Henry A. Wallace e outros, teve pouco significado em seu início, mas aos poucos toda a agricultura passou para consumir crédito, insumos e energia por interesses do governo, que os subsidiava como distribuição da renda rural.

Lentamente, a Agricultura mexicana como um todo ano após ano entra na espiral com estupefação, fascinação e dominação. O mesmo fenômeno ocorrerá no Brasil nas áreas de agricultura familiar (diferente das áreas de algodão, cana-de-açúcar, milho, café, trigo, arroz, que não são tipicamente pequenas propriedades, mas tratadas como empreendimentos, seja por pequenas cooperativas ou núcleos de colonização, por exemplo, pimenta-do-reino, em Tomé Açú, Amazônia).

Então, o grande produtor de alimentos do Brasil é o Sul, por isso é a região com menor desigualdade social e econômica. Em seguida, os créditos serão casados ​​com o consumo obrigatório de insumos, subsidiando a indústria transnacional e drenando a renda e riqueza rural para o setor industrial e transnacional. Os agricultores familiares serão impedidos de levar sua produção diretamente para o abastecimento ou mercado, terão que passar pelos coiotes que vão regular os preços de acordo com o interesse central do governo e não a necessidade da população. É o fascismo (arrivista, em pleonasmo) dos militares de 1964/8.

A partir a Guerra Fria, a Ordem do GATT buscará uma agricultura de capital internacional com ênfase na Revolução Verde, que será monolítica para transformar tanto no México quanto no Brasil e todo o mundo em desenvolvimento. O sucesso em um e no outro é inversamente proporcional à identidade cultural na sociedade, mas em ambos não haverá espaço para a consciência e a educação sofrerá forte repressão. A repressão do poder determina, no seu interesse a ideologização, para além da consciência do que está em disputa.

Os organismos multilaterais deslumbram os nacionais com seus mimos e academias periféricas seguem o farol no mundo bilateral, induzidas e manipuladas, copiam estereótipos e repetem clichês ideológicos nas salas de aulas, seminários e conferências, inibindo qualquer reação metabólica ou sistêmica, que não esteja ligada à ideologia . Ditam "modas" na periferia como dependência intelectual muito diferente dos laboratórios sociais instalados em ONGs nos países desenvolvidos ou centrais, sintonizados com metas (objetivos) nacionais, culturais e sociais. As ONGs estrangeiras trazem seus interesses econômicos disfarçados por discursos ideológicos, o que agrada os militantes partidários, mais preocupados com o desempenho de seus partidos nas eleições.

Estratégias, políticas públicas e competência técnica, permanecem em planos inferiores ou periféricos. Isso permite a ação pirata de ONGs, que já são substitutos do Sistema de Extensão Rural do Grupo Rockefeller, em inanição e esgotamento.

Surgem as alternativas induzidas na agricultura periférica, criando um embrião organizacional, que no país desenvolvido foi feito em um laboratório social de ONGs e Universidades como sujeitos. Entre nós apenas como objetos alienados. Muito debatido nas mesas de bares, mas pouco de forma objetiva nas Escolas e organizações de base camponesa. É que ela é futuro saque para grandes corporações que precisam formatar o modelo para poder explorá-lo. É por isso que o dinheiro das igrejas e fundações é aplicado na periferia lentamente, ano após ano.

E chega a agroecologia nascida no Centro Rico, porém, bem mais internalizada na periferia devido à sua sabedoria e cultura, que, no entanto, a ideologização impede ver o problema fora do viés político, tanto por parte dos desenvolvimentistas como progressistas politizados, que precisam servir para sobreviver como objetos as ONGs capitalizadas.

O estudo da Universidade e Academia de Salamanca sobre a proposta de Colombo é conhecida e histórica. O poder influencia e determina a opinião, não a ciência, e esse comportamento avançado ou caudatário subordina-se aos resultados insurgentes, como os ventos solares. Espaço ou decepções pessoais fazem parte da convivência.

Atinge o acúmulo de Organismos de Pesquisa Aplicada de Interesse de Transnacionais de insumos publicarem crípticos, de como fazer caldas de sulfocálcica ou caldas bordalesas, como algo novo e revolucionário. Os organismos multilaterais inicialmente contrárias às alternativas, agora com um atraso de 30 anos, se apropriam como proprietárias e criadoras de biofertilizantes na Nicarágua, onde o mesmo é utilizado por camponeses desde a década de oitenta do século passado, ou seja, 40 anos se passaram. No entanto, os técnicos continuam saindo da Universidade aprovados como fanáticos por agrotóxicos, por fertilizantes químicos solúveis com formação técnica medíocre, obsoleta e ideológica devido ao poder das empresas.

Esses são os piores fatores para impedir a agroecologia camponesa organizada e seu biopoder. No entanto, como Johann Wolfgang von Goethe disse, em 1808 publicou o poema ‘Eles latem’:

Em busca de fortuna e prazer

Mais sempre eles latem para nós,

Eles latem com força...

Quiseram os cães do cavaleiro

Para sempre nos acompanhar

Mas seus latidos estridentes

São apenas um sinal de que cavalgamos... Agradeço as contribuições e aguardo os neutrinos da Estrela...

(O vento solar é uma corrente de partículas carregadas liberadas da atmosfera superior do Sol, chamadas de corona solar. Este plasma consiste principalmente de elétrons, prótons e partículas alfa com energias térmicas entre 1,5 e 10 eV. Incorporado dentro do plasma solar-eólico está o campo magnético interplanetário. O vento solar varia em densidade, temperatura e velocidade ao longo do tempo e sobre a latitude e a longitude do Sol. Suas partículas podem escapar da gravidade do Sol devido à sua alta energia resultante da alta temperatura da corona, que por sua vez é resultado do campo magnético coronal).


 

Garrulas e mangues

Publicado em 18 de dezembro no Facebook

Por Sebastião Pinheiro 

O falcão-peregrino trouxe uma novidade “6G”. Ele se aproximou e resmungou perto da janela. Lisarb avisou que faria uma visita surpresa. Escutou e pensou que esse troglodita tem controle total sobre os inimigos, que vão começar a comer com as mãos e se banhar com solução de hipoclorito para destruir o DNA. Subiu ao pombal com a caneta de leitura laser verde.

No computador estava a mensagem.

“No Hinduísmo, a Deusa Mãe Shitala prega: - Um gene é o código específico que determina a ação celular para a produção de um “produto”. Esse código, que é influenciado pelo Fenótipo, é uma integral complexa do meio ambiente com o genômico e que individualiza e dá unicidade ao "produto" proteômico.

Um vírus é uma partícula não viva (não genômica) de RNA mensageiro e precisa do RNA da célula para se tornar vivo, multiplicando-se nela.

Os mecanismos da célula reagem ao vírus. Isso cria uma luta titânica entre a célula e o vírus. Ele o expressa e busca a ergonomia energética, para vencer ou ser derrotado pela célula.

A ajuda ou socorro estranho à célula, a debilita ao mesmo tempo que potencializa o vírus, que se aproveita do "erro celular" e obriga constantemente a alterar o socorro ou ajuda ao ser vivo, impedindo sua evolução ergonômica celular. Quando o auxílio ou socorro à célula é feito sobre o RNA mensageiro, o efeito imediato é mais rápido, mas a adaptação do vírus é igualmente sinérgica e muito mais arriscada.

As abelhas escolhem outro caminho. Qualquer influência estranha à colmeia não tem uma ajuda externa ou genotípica, mas uma mera resposta fenotípica através da alimentação.

É por isso que, as larvas são alimentadas com alimento especial para através da fertilidade e longevidade auxiliar na sobrevivência da colmeia e seus descendentes, já que demoraria muito para uma progênie heráldica ou resposta genotípica, enquanto a resposta fenotípica do alimento é mais eficaz dentro de uma mesma geração, tornando a resposta espacial e não temporal. Será que esse foi o aviso de Einstein sobre as abelhas e a humanidade?

No entanto, as abelhas ultrassociais não conhecem o Oro de Cassiodorus, nem o Genótipo da supremacia misógina. O que é muito vantajoso para a economia e o poder, mesmo dos garrulas (gorilas fardados), com suas perfídias, travestidas de ignorantes, mas extraídas dos programas psicológicos da Gestapo, aprimorados nas Universidades Rockefeller de Nova York e Lubianca sob a Praça Vermelha em Moscou.

Lisarb tinha pouco a dizer, quando percebeu que estava sentado no chão da sala e já passava das duas da tarde. Não conseguiu contato com os xamã Ashaninka, nem com os Machi Mapuche. Ficou absorto. Sorriu, aquele "maledetto" e seus puros (charutos), se continuar assim, vai andar pelado e comer com as mãos. Então, lembrou dos mangues Van Dien em Xuan Thuy, onde isso era tão necessário contra os detectores de calor no escuro...

Continuou seu trabalho camponês na construção do triângulo AMOR, FÉ e LIBERDADE, a integral definitiva da espiritualidade ultrassocial… Carpe diem.

 

 

sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

Serão derrotados novamente

 
Publicado em 15 de dezembro, no Facebook.

Por Sebastião Pinheiro

Temos uma classe (por definição significa estratificação social com camadas mais fechadas do que nas classes sociais, onde existe identidade cultural, coincidentemente o que não é o nosso caso). Isso impõe esclarecer as questões de antemão, antes de formulá-las.

- "Dura Lex, sed Lex." O que leva um governador do Estado do Rio Grande do Sul a buscar em regime de extrema urgência alterar, sem debate ou participação cidadã, de uma Lei Estadual de 38 anos, pioneira entre todos os países periféricos e que não foi feita por segmento de poder segmentário, corporativo ou religioso. Foi feito pelos cidadãos contra uma ditadura militar. O estranho é que ela nunca foi aplicado (fiscalização), nem se quer tinha estrutura para tal. Porém, teve pelo menos cinco alterações para atender aos interesses das empresas...

A pretensão de poder (heterônoma) é permitir o retorno de produtos proibidos em seus países de origem, 50 anos após o hasteamento dessa bandeira libertária. O pior é que por falta de identidade e idade, o político não entende, e isso é irrelevante para ele e para os outros.

O registro é objetivo: A República Federal da Alemanha (em sua parte ocidental) foi forçada a alterar sua legislação nacional sobre agrotóxicos, que anteriormente dizia: “... os produtos destinados à exportação não necessitam dos estudos ecotoxicológicos exigidos para os de uso autorizados no país, (Absatz 214). Que passou a ter a seguinte redação: Produtos produzidos para exportação estão isentos de registro. Já havia uma lei especial para restringir o uso de produtos com risco para as abelhas, feita em 1971.

A princípio, o leigo não consegue entender o motivo dessa entronização. A grande maioria dos venenos hoje não são fabricados na Europa, Estados Unidos, mas continuam como detentores intelectuais dos mesmos, sendo produzidos sob licença na China, Índia, Coreia e Cingapura, com algumas exceções na América Latina. E a manutenção da lei 7.747/82 do Rio Grande do Sul é testemunha ocular da realidade mudada ou conquistada naqueles anos. Então, o poder autônomo determina a preguiça servil.

Alguns, sentindo lama em seus bigodes podem elevar sua grosseria e raiva. É bom, então ligue o ventilador e armazene substratos para todos. 

  Vivemos em um governo, desculpem-me por chamá-lo assim, que precisa da citação de Octávio Paz para ser compreendido: “Sem liberdade, a democracia é despotismo, sem democracia, a liberdade é uma quimera”. - Esse é o Bolsonaro, os familiares e seus militares no jogo de gato e rato diurno nos últimos dois anos.

Fui aluno da Escola Técnica de Agricultura de Jaboticabal, e acompanhei o uso criminoso de fungicidas mercuriais pela Aliança Comercial de Anilinas (Bayer) nos anos 64 e 65, principalmente em tomate, pimentões e batatas. A ditadura militar do Marechal Castelo Branco, aprovou a Lei nº 4.785, de 6 de outubro de 1965, que dispõe sobre o controle do comércio e uso de produtos fitossanitários e dá outras providências.

O sombrio é que essa lei nunca foi regulamentada, nem é conhecida pelos funcionários públicos do Ministério da Agricultura. Pois ela revogou expressamente o artigo quinto do Regulamento de Defesa Fitossanitária do Decreto 24.114, de 1934. Que de forma corrupta continuou em vigor e provocou a Lei Estadual do Rio Grande do Sul, 52 anos depois. Isto foi dito aos delegados Leônidas e David da Polícia Nacional, além do Major Benites do SNI durante interrogatório em 1979, na Av. Paraná 991, em Porto Alegre. Posteriormente, fui chamado ali para mais de quatro vezes por meio de reclamações de colegas do Ministério da Agricultura.

É o que afirma também no relatório da Comissão Parlamentar da Inquisição sobre Agrotóxicos na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul instalada em 1980.

É comum os questionamentos aos agrotóxicos, e também aos fertilizantes químicos solúveis, que não são algo genuíno ou original, é apenas uma cópia do que aconteceu na Europa desde 1842, principalmente na Inglaterra e Alemanha de forma exponencial até hoje, obviamente com identidade, método e visão científica e política. Eles lá sabem diferenciar entre seus interesses, a tecnologia, riscos e cuidados internos, enquanto nós somos adestrados por fanáticos medíocres que atendem empresas sem honra, para dizer o mínimo.

O maior problema da agricultura do GATT, e que se agravou após a Rodada Uruguai, é o setor que esteve mais encoberto nos últimos 60 anos. Na Rádio CBN diz que Bolsonaro foi a São Paulo para inaugurar uma pintura na Torre do Relógio na CEAGESP. A CEAGESP, não é um mercado público como o de todas as cidades do mundo, com espaço e cultura. Foi e é a pior estrutura criada na ditadura militar com os camponeses impedidos de levar sua produção diretamente ao mercado, como em todo o mundo. Criou-se uma centralização, onde os intermediários eram privilegiados e os camponeses deviam entregar-lhes a produção. Hoje esses intermediários atuam como um cartel e determinam os preços no país. Enquanto um produtor de tomate não tem condições de levar sua produção diretamente para o mercado local. Pois os intermediários “tomam conta” de todos os mercadores e impedem a compra direta dos camponeses.

Os modelos de alimentos frescos e naturais (vegetais, frutas e outros) estão subordinados aos juros maiores do crédito oficial, tecnologia subsidiada de corporações transnacionais hegemônicas, também subsidiada (agrotóxicos, fertilizantes e principalmente pela estabilização de preços em dólares, criando com uma inflação jogo de controle pela economia).

Todo o tomate e outras hortaliças consumidos em Belém, Manaus, Porto Velho, Rio Branco, capitais amazônicas, é distribuído pelo CEAGESP de São Paulo e percorre 5 mil quilômetros. Explicar isso é impossível, sem conhecer a história da maior cooperativa agrícola de Cotia e Juquiri criada por imigrantes japoneses desesperados para cultivar batata e hortaliças após sua chegada em 1908. Aquelas cooperativas foram criadas em 1926 e tinham mais de 30 mil produtores até sua destruição no governo Geisel, que a transformou na Cooperativa Central do Brasil e abriu falência em 1985... Hoje é possível entender porque a Indústria de Alimentos quer a privatização do estado federal e o Bolsonaro em uma briga com o governador busca criar publicidade para desviar o problema de quase 200 mil mortes na pandemia pela heteronômica vontade eugênica dele.

Acho que uma boa leitura é salutar, para entender o PL 260 do senhor governador do Rio Grande do Sul e sua pressa. Como diz Paulo Virilio com clarividência: Mandar fazer, não significa que se saiba o que se está mandando. Lá fora, eles sabem o que querem que seja feito. Vão perder novamente. Carpe Diem


 

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