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'Ofereço-me para cooperar com amor a fim de compartilhar a abundância de meu coração.'
'Comunico-me sem apegos e descubro a harmonia de evoluir na Terra.'

sexta-feira, 7 de julho de 2017

i = -1

"Meninos mimados não podem reger a nação" 
Sebastião Pinheiro
21 junho 2017 
Fiquei apavorado, mais que isso consternado. Lembrei-me do número i elevado ao cubo. Mas não vacilei. Não, de forma alguma alguém poderia ser tão incompetente duas vezes consecutivas. Na primeira chamou a moeda de cruzado. Ainda não entendi por que alguém pôs um nome tão absurdo em uma moeda que circulou no Brasil de Sir Ney e em pouco tempo, pela inflação, teve sua versão novo. Foi ilegítimo depois de vinte anos de “real”, outro nome mais absurdo, contudo, permite entender as elites que como zumbis atazanam a vida dos infelizes nessa “república de bêbados e ladrões do dinheiro público”. Não vacilei, pois dentro de um palácio do governo há tanta gente que é impossível aceitar um erro tão primário, errar o nome oficial de um país onde se ia visitar no dia seguinte. Disse para um amigo. Não foi erro. É jogada de “inteligência” e as aspas são por carência óbvia.

Recordei do ano em que eu nasci 1947. A marchinha mais tocada naquele Carnaval tinha uma letra cifrada: 

Por um carinho seu, minha cabrocha, 
- Eu vou a pé ao irajá, 
 - Que me importa que mula manque,
Eu quero é rosetar. (bis) 
 - Faço qualquer coisa, por você cabrocha, 
 - Tanto faz ser lá no Rocha,
Ou em Jacarepaguá, 
 - Pode até a mula mancar, 
 - Que eu vou a pé pra lá...
Que me importa que mula manque, 
-Eu quero é rosetar.

Gravada por Jorge Veiga e composta por Haroldo Lobo e Milton de Oliveira, para mim foi uma grande linguagem cifrada contra o velho e pelo novo na ditadura que morria nos braços da constituinte do ano anterior, que elegeu Carlos Prestes como Senador, Mauricio Grabois e Haroldo Lima entre outra dúzia como congressistas (foto). 
Mari, na retaguarda, sorri..
A marchinha era uma alusão muito inteligente à realidade esperada na Terra Brasilis, mais que um sonho, um devaneio era uma homenagem à Rosa Luksenburg (Luxemburgo), que por um erro médico ficara com uma perna mais curta e mancava levemente. “Rosetar” foi o verbo irônico para a elite desesperada. Sim à época havia pudor.
Mas, aquela bancada foi perseguida desde o momento em que adentrou ao Palácio Tiradentes (foto), até ser eliminada seis meses depois.

Hoje existem mais de mil parlamentares envolvidos com falcatruas assustadoras e ninguém faz um paralelo com aqueles 15 da constituinte de 46, nenhum deles tinha curso superior, mas o nível ético e moral fazia devanear ou sonhar com o futuro. Hoje a inépcia, incompetência e desonestidade são os pesadelos da juventude e angustia e lágrimas dos anciãos. 

 
Sou mordaz, não faz muito, no Sul do Brasil o embaixador de um país dividido pela Guerra Fria fez uma visita oficial, muito esperada pelos contratos que possibilitaria. Os executores do hino nacional do país visitante treinaram durante dias para uma execução magnífica.

O hino “Deutschland über alles” é bastante conhecido, pois sua letra esta sempre nos estádios de futebol e circuito de automobilismo não só pelo piloto, mas principalmente pelas fábricas de automóveis. Contudo na hora da execução o hino tocado foi o da Alemanha “Oriental”, para raiva do visitante vexame dos locais. Ninguém disse que foi obra da inteligência (sem aspas).

Nostálgico fico com a marchinha, que é mesmo genial: Não me importa que a mula é manca o que eu quero é rosetar....

i = -1 (inépcia, incompetência, ignorância),

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