"

"Harmonizo meus pensamentos para criar com a visão". "Quando o mundo estiver unido na busca do conhecimento, e não mais lutando por dinheiro e poder, então nossa sociedade poderá enfim evoluir a um novo nível".

quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Proteção dos produtos apícolas e as abelhas frente ao glifosato

 

Por Sebastião Pinheiro, 18 de outubro.

Ontem recebi uma carta eletrônica de uma alemã com o convite no verso para um evento. Como não posso mais participar do mesmo, aproveito o que ia apresentar no referido convite; é uma carta alemã...

"Ministra Julia Klöckner Ministério Federal de Alimentos e Agricultura da Alemanha em Berlim, 17/05/2019

Proteção dos produtos apícolas e as abelhas frente ao glifosato

Cara Ministra Federal Klöckner: os recentes níveis extremamente elevados de mel causados ​​pelo glifosato me levam a pedir-lhe que tome medidas imediatas para proteger o mel e as abelhas para assumir o controle dos apicultores. Em 2016, a Fundação Aurelia divulgou a contaminação do mel pelo glifosato em vários estados federais. Em Brandemburgo, naquela época, o limite permitido foi ultrapassado 100 vezes.

Em seguida, solicitamos ao Escritório Federal de Proteção ao Consumidor e Segurança Alimentar que restringisse a aprovação de todos os produtos fitofarmacêuticos que contém o ingrediente ativo glifosato de forma que a comercialização do mel e do pólen de abelha fosse garantida de maneira confiável. Isso só é possível proibindo o uso de herbicidas totais em áreas de floração. No entanto, o BVL não tomou tais medidas.

O casal de apicultores profissionais Camille Hoonaert e Sebastian Seusing, no distrito de Barnim, agora teve que aceitar com horror níveis extremamente altos de Glyphosat em seu mel. Em seu nome, tivemos 15 amostras da colheita de primavera examinadas por um laboratório certificado usando um método validado atual. As cargas foram de 80 a 160 vezes o limite legal (?) A colheita de mel não é comercializável e deve ser destinada pelo apiário Seusing. A causa dos resíduos está na utilização do herbicida Durano TF contendo glifosato em um campo de alfafa de aproximadamente 70 hectares, densamente coberto por flores dente-de-leão. No final de abril toda a população de plantas foi fumigada quando as abelhas voavam para matá-las para o posterior plantio do milho. Tais usos do glifosato são típicos.

A pulverização em plena floração de uma planta alimentícias de insetos polinizadores pode, nas atuais condições estruturais, ser descrita como uma "boa prática profissional". Consideramos que isso impróprio e irracional de várias maneiras. A utilização de pesticidas causou uma perda econômica de mais de 10.000 euros ao apiário Seusing. Como ministra, você defende repetidamente as abelhas e diz que o que prejudica as abelhas deve abandonar o campo. Portanto, gostaríamos de ressaltar que novos estudos científicos realizados por Blot N, Veillat L, Rouzé R, Delatte H. (2019), PLoS One 14 (4) mostram que a flora intestinal das abelhas é significativamente danificada pelo glifosato. Os autores do estudo presumem que isso enfraquece o sistema imunológico das abelhas e aumenta sua suscetibilidade a doenças.

A Apicultura Seusing e a Fundação Aurelia esperam que você, querida Sra. Klöckner, se comprometa a proteger as abelhas e os apicultores por ocasião do Dia Mundial da Abelha em 20 de maio e que dê início à implementação de medidas de proteção eficazes. A repetida contaminação do mel pelo glifosato nos leva a incitá-lo a proibir imediatamente o uso de glifosato em plantas com flores. Os apicultores imediatamente pediram à inspeção de alimentos que verifica os efeitos e desde então têm se recolhido amostras do mel. Os resultados dos testes ainda estão pendentes. Assim que for feita a apuração oficial do dano, os apicultores profissionais envolvidos serão representados por advogado para indenização e medidas cautelares. Pedimos informações sobre sua estratégia para proteger as abelhas e os produtos apícolas do glifosato o mais rápido possível. "

Meus simples comentários indignados:

Os pobres não sabem que o Glyphosate pode ser obtido através do “DF2” (Metil-fosfonil, Di flúor, que é uma arma binária do EXÉRCITO DOS EE.UU (U.S. ARMY), e pode se combinar com pólen e néctar com neonicotinóides, formando substâncias altamente tóxicas para as abelhas ou simplesmente com álcool isopropílico da formulação de herbicida.

“A arma química é, portanto, estimulada e subsidiada no mundo industrial, pois é altamente lucrativa em qualquer momento”.

É preciso entender que a arma química leva vantagem sobre todas as outras, pois não destrói a infraestrutura ou a natureza, apenas aniquila ou impõe um tratamento caro e complexo a todas as vítimas em situação de terror.

No caso de Skripel, Londres deu a resposta. No caso do dissidente russo Navaltny, foram os alemães que contestaram. É por isso que o estudante Yuri Dieguin afirma não saber se a pandemia Covid-19 é ou não produzida em laboratório como uma arma ultramoderna.

Da mesma forma que Putin afirma ser o Novishok algo dos anos 70, para demonstrar o quão avançados eles estão.

  ***

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Trigo Transgênico

18 de outubro

Por Sebastião Pinheiro

Passo meus dias de isolamento entristecido com as postagens que leio na web contra os infelizes e desastrosos do governo brasileiro, onde cada ministro abre a boca externa com uma opinião e a um resta a função de tirar a corrente ou apertar a descarga do banheiro. Mas a oposição entra em seu diapasão e combina com suas respostas, sobressaindo na mediocridade social, ambiental e muitas vezes intelectual.

A responsabilidade é grande e não se pode ser pueril, nem incompetente. É por isso que agora vejo a questão da Argentina questionando o trigo transgênico, OGM.

Pois é, em 2010 de férias no Canadá, quando fui comprar um laptop em Portland (são os mais baratos de todo os EE.UU, pois não tem impostos) soube que em Oregon se aplicava colheitas clandestinas de trigo geneticamente modificado resistente ao Roundup (Ready) e que isso já ocorria nas áreas oficiais de pesquisa no South Agricultural Research Center em Huntley, Montana, desde 1998 e já havia sido denunciado em 2000 e 2003 (Clinton).

A reação da federação dos produtores do Cinturão do Trigo contratou um técnico que fez um estudo com mais de 50 páginas e posteriormente foi assinado um acordo entre Austrália, Canadá, Estados Unidos e Grã-Bretanha para não permitir o seu plantio. Desde que Reagan, em 1988, ofereceu o "sinal verde" no mundo, para as agro-corporações, mantidas por Clinton, que nomeou diretores da Monsanto com status de decidir na Rodada Uruguai ao final para a criação da OMC. Ele já havia sido derrotado em Santiago na Cúpula das Américas, quando pretendia formalizar o Acordo Multilateral de Investimentos.

Nunca mais se falou do trigo GMO, o estranho é que o arroz da AGREVO foi autorizado nos últimos nove dias do governo Brito, dentro do IRGA, em forma de entreguismo e servidão; nos primeiros dias de fevereiro, foi queimado pela CTNBIO, devido ao seu desenho não autorizado, por dois corruptos que analisavam o fluxo gênico, quando a autorização emitida proibia que isso fosse feito.

Agora recebo, novamente, a desinformação de que a Argentina está sendo forçada a autorizar o trigo GMO resistente ao irmão gêmeo do Glyphosate®, o Glyphosinate®. Os técnicos não sabem que a diferença entre eles é única e apenas um átomo de C e dois de Hidrogênio, que uma enzima pode fazer desaparecer no que se denomina alfa-oxidação diferente da beta-oxidação, das leguminosas. O mundo mudou muito e ninguém mais tem livros como Dolofeu Marenzi. Lembro-me da professora, pois ontem no dia do terceiro maior feriado dos argentinos (O Dia da Lealdade) fiquei sabendo da imposição da liberação do trigo OGM, pela AGRARKONSERNEN.

Com licença, mas porque quatro países se reunirão para não permitir. Simples. O primeiro produtor são os Estados Unidos e o segundo a China, que pode usar a imposição como forma de equilibrar sua balança comercial proibindo a importação de OGM por muitos países do mundo e os 4 que detêm o mercado dessa "commodity estatal". Bem, o trigo não está em Chicago como a soja, são acordos raros que passam pela coroa britânica, já que Canadá e Austrália fazem parte dessa riqueza comum. Mas isso é diplomacia e as questões são mais sérias do que usar rédeas e uma língua educada.

No bioma Pampa, o trigo transgênico vai levar aos grãos de pólen e néctar com resíduos de metabólitos de Glyphos(in)ate, que são tratados com enzimas secretadas dentro do esôfago das abelhas para sua conservação durante o transporte. Nos trigos que se por acaso recebam doses de “neonics” (neonicotinoides sintéticos) como Fipronil, Imidaclopride, et caterva, teremos o radical metil-fosfinil (ver o que é “DF” ou “M687”, o famoso binário do Exército dos Estados Unidos, que combinados com resíduos fluorados ou não de neonics, formam coisas que a toxicologia crioula vai ter que encaminhar para Berlim, igualzinho a Skripel e Navaltny, dissidentes tratados com Novichok).

As abelhas do segundo maior produtor de mel no mundo não merecem. O pior é que em Oregon e Montana, na área de teste, várias “gramíneas mutantes” surgiram, conforme relatado na época pelo USDA. O que acontecerá também no bioma pampa. Pergunta e como fica o comércio de carne? Lembro-me de quanto tive que estudar as criações das Juntas Nacionais de Carnes e Grãos... Com humildade camponesa só posso dizer que Facón Grande não merece isso, pela Virgem de Luján.

(www.ausfoodnews.com.au USDA abre investigação sobre o segundo caso de não autorizado...)

Enquanto isso, o céu continua celestial e a liberdade branca como na bandeira.

 







sábado, 17 de outubro de 2020

Há uma floresta em nossa cidade!

Assis, 17 de outubro de 2020.

Brigada Pedagógica – “Filhos da Floresta”

por Zé Roberto B. B. (Beto) / Oliver Blanco

 Vejamos bem: - Há, nessa cidade, uma Floresta!

         Uma floresta para a FAO (Fundação das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) é uma área com tamanho igual ou maior a metade de um campo de futebol, com a presença de árvores com tamanho acima de 5 metros de altura.

        A floresta, senhoras e senhores, que há em nossa cidade, e da qual esse texto deve explanar fatos, ideias, perspectivas e considerações para sua preservação, encerra uma pequena área de um dos dois Biomas mais lindo em nosso país e no mundo, e faz-se exatamente aqui sua transição Mata Atlântica/Cerrado, no futuro coração e pulmão verde da cidade de Assis. Significa dizer que em tal área ocorre espécime animais, vegetais que resguarda sua sabedoria antropológica e conhecimentos dos biomas Cerrado e Mata Atlântica.

O Barbatimão (Stryphnodendron sp) é uma planta medicinal, que no local é espécie alfa da biodiversidade estando presente e que precisa de cuidados pois a população vem retirando sua casca sem atentar para o manejo adequado o que acaba matando a árvore.

 

- Dois Biomas numa só floresta em nossa cidade que pode ser a base para o futuro da cidade em destinar e acumular no solo todo seu resíduo orgânico produzido em seu interior bem como sua ciclagem no local, concomitantemente, preparando a cidade para as negociações e adequações futuras para o clima do mundo: fixar os gases dos efeitos estufas através recarbonização.  

    
Uma floresta urbana educadora e que presta seu serviço gratuito para harmonizar e absorver as ondas de calor gerados pela pavimentação da cidade, pois localiza-se dentro do perímetro urbano do município de Assis (vide mapa acima), compreendida entre os bairros Parque Universitário, Vila Tênis Clube e Vila Cambuí, Vila Operária, Vila Carvalho e Vila Orestes, tendo em seus limites importantes marcos do município: Unesp, Tênis Clube, Estádio “Tonicão”, SESI, Avenida Mário de Vitto e Parque Ecológico ‘Buracão’.

         Floresta que, cercada pela “urbanização”, sofre as agressões e depredações ao meio periurbano e Ambiente natural tipicamente deflagradas pelas cidades graças aos cidadão que ali transitam e resolveram agir: 

- Já faz muito tempo que em Assis se vê muito lixo descartados irregularmente. Aos todo são 23 pontos (vide imagens de alguns pontos na cidade atualmente...) e, desses diversos pontos, há algum tempo, uma localidade transformou-se em ponto de despejo compulsivo de todo tipo de lixo, ao ponto de toda cercania e munícipes que direta ou indiretamente fazem do local seu trabalho informal o conhecer como: lixão! – sim, Assis tem um lixão e isso é péssimo para cidade e para qualquer administração pública... Os depósitos de lixos são antigos, desde 2009 quando começamos a acompanhar (fotos).

Lixão Tênis Club, agosto 2020.

Lixo hospitalar no lixão do Fortuninha, fevereiro 2020.
 
Lixão Parque Colinas, setembro 2020.

Lixo Nova Assis, outubro 2020.

Parque Eldorado, outubro 2020.

 Os registros de lixões em Assis são recentes e evidencia uma urgência pública em retomar os diálogos com população sobre a política de Resíduos Sólidos e outras ações...

 

- As tubulações que despejam as águas pluviais coletadas pelas ruas/calçadas dos bairros vizinhos e que fazem margem ao córrego Fortuninha, e que abastece a biodiversidade da floresta, mesmo não sendo tubulações de esgoto propriamente dito, mesmo neste despejo no córrego são compostas por uma grande variedade de produtos químicos usados em uma gama diversa de atividade na cidade, como uma perigosa, a “campina química” com herbicida Glifosato, além, também, de muito lixo que chega às água do córrego via tais tubulações ou descendo do ponto generalizado de despejo de lixo (localizado em patamar de solo elevado em relação ao córrego) estão expostas pela erosão; atualmente salientamos que as manilhas em boa parte do terreno, mata ciliares do córrego, estão erodidas devido à má conservação da vegetação nativa no espaço e uma voçoroca se criou e é cada vez maior sua expansão. (fotos)

 
- Salientamos também que em alguns pontos, quando se percorre as margens do córrego Fortuninha o cheiro de esgoto na atmosfera é insuportável o que evidência boca de lobos clandestinas e esgoto doméstico sendo lançados diretamente no córrego.

- Uma área de mata dessa floresta está dividida pelo prolongamento da rua João Ramalho, ligando a Vila Tênis Clube ao Parque Universitário, isso causa atropelamentos de componentes da fauna local que se refugia dos impactos urbanos, e seca as bordas da floresta separadas pela rua, causando uma morte gradativa dessa importante faixa de mata.

- Na época mais seca e fria do ano, uma série de queimadas ininterruptas que acompanhamos desde 2009 até os dias de hoje impulsiona nossa ação direta, diante das autoridades locais que continuam combatendo os efeitos e não possuíram ainda atitudes de enfrentar esta causa importante para as gerações futuras da cidade e seu lazer/turismo/pedagógico e científico: tombar a Floresta como patrimônio Ambiental do município de Assis.

 

Essas queimadas sequenciais ocasionam bosqueamento paulatino e conformação de pastagem, surgindo novas áreas de depósito de lixos e de constante queimadas, virando então loteamento irregulares substituindo a riqueza ambiental de importância para a redução das ondas de calor emanadas diariamente pela cidade. As queimadas são criminais, sem dúvida, intencionais, pautadas em interesses escuso fora da preservação ambiental deste patrimônio para cidade de Assis e seu futuro social, econômico e científico.

         A preservação ambiental é um aspecto inerente a qualquer norma, lei, diretrizes de qualquer natureza, direcionados à atuação e posicionamento da sociedade em decidir o futuro de sua cidade, em todas suas instâncias, para com a floresta urbana e preservação deste pedaço de Bioma que se caracteriza por ser o lugar mais importante para quem vive nele; bioma é solo, e solo, é a sustentabilidade que chega a todos/as – Mata Atlântica e Cerrado, que abriga uma manancial aquático (nascentes do córrego Água da Fortuninha e parte considerável de seu leito), integrante, por sua vez, do sistema aquífero do rio Paranapanema.

         Alguns fatores pesam, portanto, no tocante a estarmos classificando essa área de floresta, dentro do perímetro urbano do município de Assis, como importante ponto de preservação ambiental onde o problema da depredação do ecossistema natural precisa, com urgência, ser observado com a atenção devida pelos munícipes e pelo órgãos públicos, assim também pelas instituições privadas da cidade, uma vez que as ações de cada um desses personagens impacta o ambiente refletindo na saúde da Floresta e de todos. 

Pássaro Alma-de-gato - Piaya cayana (Linnaeus, 17766), se alimentando das sementes do Margaridão.

       Há ainda a presença da fauna e da flora destes biomas nacionais ameaçados severamente pela intensa marcha civilizatória urbano/industrial & agropecuarista das últimas décadas no Brasil; existem animais em diversos graus de ameaça de extinção que tem aquela floresta como seu habitat natural, vide (Anexo I – lista de animais registrados); há um córrego, integrante da importante Bacia Hidrográfica do Paranapanema, com nascentes brotando da terra ao longo de seu leito nessa floresta, o que tem assegurando a muito tempo o fluxo continuo dos resíduos químicos e da água captada, como também o esgoto, de boa parte da cidade.

         Essa floresta é um importante ponto verde para a residência temporária, e transitória de culturas como as dos animais que vivem em outros fragmentos de florestas ou mata no entorno de Assis, como o Horto Florestal, sendo rota para o Paranapanema e até de espécies que migram a grandes distâncias. E tudo isso é um conjunto de alguns aspectos que fazem desta área, permanecer intocável para a especulação imobiliária, e que é de fato um patrimônio dos munícipes de Assis e futuro da cidade na questão turística, econômico, sociocultural, educacional e científica, e sua preservação e proteção ambiental deve ser logo garantida, bem como sua manutenção e recuperação total é uma prioridade.

Contudo é importante também o bom-senso, a consciência e a educação ambiental que a área poderá preservar para as Escolas de Assis, como também, ser uma praça de ciência para a Unesp – campus de Assis, na área biológica e biotecnológica com confrontamento social, caracterizando um campo para a ciência do futuro que concilia o desenvolvimento social com o ambiental.

          Neste espaço, um grupo de munícipes, que aqui se apresenta como Filhos da Floresta, vem buscando a socialização de práticas pedagógicas, com atividade que buscam a harmonização da relação Ser/Ter/Humanos com o Ambiente Natural, nas instâncias espirituais, recreativas, lúdica, culinária (PANCs – Plantas Alimentícias Não Convencionais) e fitoterápica, como também trabalhar a educação ambiental, com a práxis em recuperação de solos, descontaminação de depósitos de lixos ilegais, acompanhados pela a análise de Cromatografia de Pfeiffer e gestão em sistema de holarquias técnica civil e públicas integradas. Este é um tema que iremos levar ao CODAMA.

Acompanhamento da contaminação do solo por resíduos tóxicos proveniente do lixo e da queimada dos lixos no local, com a técnica de Cromatografia de Pfeiffer.

         Trata-se de grupo de pessoas que realiza atividades vitais ligadas ao espaço Florestal, público cidadã que se relacionam com o meio urbano-Florestal do local de forma diferente ao realizado pela grande maioria, feito tradicionalmente por boa parte dos cidadãos que conhecem não a Floresta, mas o ponto de Lixo cuja ligação com este espaço se dá pautada em diretrizes depredadoras insustentáveis, tóxicas, atingindo a máxima da preservação. O conjunto deste fragmento de Floresta pode dar a Assis o seu mínimo de cobertura verde exigida para uma cidade contrabalancear sua geração de calor pavimentado, que é no mínimo 35%, sendo o ideal, 58%.   

Resíduos altamente tóxicos, lixo comum em Assis.
Expandimos socialmente e entendemo-nos como parte inerente a este fragmento de solo que preserva características única de um Bioma de transição. Dependemos desta área para a saúde atmosférica da cidade, somos parte deste ecossistema e lugar, que é parte inerente para nossa cidade, futuro e como moradores mais próximos, assim sentimos e entendemos nós mesmo, Filhos da Floresta.

         Organizados agora diante das vias de fato desta urbanização desregular e futuro do desenvolvimento da cidade de Assis nas área confrontantes desta localidade Florestal, retribuímos nossa arte civil/cidadã com a co-participação ativa neste processo de pessoas engajadas na preservação ambiental, é que iniciamos e propomos o debate, como coletivo de cidadãos com atividades vitais intrinsecamente ligadas a floresta, com as demais partes envolvidas e a quem as questões ligadas ao ambiente físico da floresta da Água da Fortuninha possam interessar.

         Reunimo-nos formalmente junto ao Jatobá pertencente a esta Floresta, sempre como uma Brigada Pedagógica, cotidianamente, desenvolvendo atividades conjuntas voltada a educação ambiental, como também no combate às queimadas, descarga de lixos e outras, como a preferida, contemplações da Natureza que fortalecem nossos laços com ela, como um cordão umbilical que nunca deveria ter sido cortado. Viemos, através deste texto portanto, comunicar aos devidos responsáveis pela administração pública oficial, nosso interesse em regulamentar essa atividade para atuarmos como agentes na promoção de valores tais como a aliança entre o espaço preservado e o bem estar sociocultural, incluído a economia criativa, solidária e sustentável no espaço, também entendida como economia verde para o município.   

         Propomos ações junto aos alunos da Biologia e Biotecnologia da Unesp/Unip/FEMA e outras instituições regionais integrando a arte-educativa junto a população por meio de um instrumento paradidático legal conhecidos como “oficina participativa” dentro das Brigadas Pedagógicas, por meio do qual compartilhamos sabedorias de culturas silvícolas, construindo o conhecimento histórico para se fazer a Agroecologia Popular e de todos e todas, socialmente justa, ambientalmente correta de maneira a permitir que a população participante conheçam a importância e a sorte de ter uma riqueza dentro de sua cidade, uma Floresta.

         Essa oficinas são livres e populares e funcionam descentralizadas, entendendo a cada interessado com equidade na construção do conhecimento e no resgate da cultura também na sua agricultura. Sendo de fato um movimento de Agroecologia Camponesa alinhados às novas diretrizes de envolvimento e desenvolvimento de Comunidades da ONU/FAO que acontecem concomitantemente no mundo todo. Por meio de diálogos, leituras coletivas, teatro e mutirões de trabalhos físicos junto com o de pensar, avançamos para uma educação participativa com prática in loco, criando no cidadão um estímulo a cuidar melhor de suas calçadas e árvores, como também o de fazer conscientizar sobre o espírito da convivência em comunidade, a proteger a Natureza no meio em que vivem todos.

         Para tanto, pleiteamos, junto às entidade de gerência pública de nossa cidade e outras entidades demais que possam ser responsáveis pelas questões todas ligadas à área de interesse deste projeto que aqui apresentamos, o alvará, ou instrumento compatível de regulamentação, para que construamos uma Base Pedagógica Oca Cultural (como status de Eco Ponto da SEAMA) para ações diretas de preservação e fiscalização do espaço.

Proteção do Jatobá e plantio de 50 mudas em seu entorno pelos Filhos da Floresta, outrubro 2020.




        

    Este é um ponto de nosso projeto, a Oca Cultural. Outro ponto que pleiteamos é a regulamentação e manejo sustentável da Floresta na extração não predatória de matéria prima para uso científico pedagógico para manutenção ambiental local, como exemplo a coleta de semente arbóreas, na recuperação e restauração dos ambientes contaminados pelo lixo ilegal, depois de anos de queimadas irregulares, como hoje se encontra o local, ainda negligenciada pela SEAMA, de materiais xenobióticos, ou seja, estranho a vida e que destrói os ciclos naturais biogeoquímicos do espaço, hoje, acumulados no solo dificultando a filtragem natural por falta do manejo da vegetação, de um estudo fitosociológico vegetal local, que contamina o ciclo da água, dificultando o restabelecimento legal deste espaço como patrimônio Florestal para a cidade de Assis.

Acompanhamento da Microbiologia
        A Floresta também possibilita o sustento e ofício do artesanato, como pequena atividade econômica criativa e que possibilita entre os membros do grupo um auxilio intrínseco no local em sua preservação, fiscalização e manutenção e identificação de espécies, como registros da fauna e o principal da sustentabilidade mundial: os estudos de acumulação de carbono e fixação dos Gases do Efeito Estufa, possibilitando no futuro uma oportunidade para a cidade de Assis, junto ao Euro Clima, parcerias e projetos de bem estar social com atividade já implantada de manutenção do clima mundial.

         Neste ponto, que propomos a regulamentação destes fatos reais descritos acima, dentro dos moldes legais, compartilhamos e temos interesse em contribuir como coletivo organizado em torno de princípios de caráter emergenciais de preservação ambiental, promovendo assim, o manejo sustentável das matérias vegetal que servem como ofício de artesão, a exemplo do que acontece com outras áreas verdes que foram catalogadas como sendo de preservação sem que, para isso ocorrer, as pessoas que tiram seu sustento das floresta precisassem ser realocada fora delas, pois constitucionalmente é garantido o direito dessas pessoas a habitarem esses lugares e exercerem esses ofícios, tendo meios legais dessas atividades serem realizadas paralela à preservação ambiental, ao equilíbrio e compensação energética e à saúde do solo, da Floresta e das comunidades que a circundam.

         Junto a proposta da regulamentação da atividade extrativista sustentável para os artesãos, com também praça científica para estudos da Unesp e outras instituições parceiras, nesta área então, de pleito legitimado, também pela constituição, segundo a qual é garantido ao cidadão brasileiro entendido como ‘nativo’ ou ‘povo tradicional’ o direito ao exercício de suas atividade vitais e aos espaços físicos necessários para o seu total desenvolvimento e sustentabilidade socioeconômica, que vimos a necessidade de se ter um centro cultural no espaço, a Oca Cultural.

        

A fumaça tóxica do fogo invade a atmosfera da cidade.
Tendo listado até aqui esses pontos de nosso projeto, passemos ao principal e de caráter emergencial, a conformidade, divulgação, e os estudos da Floresta, já realizados pelo grupo Filhos da Floresta compostos por profissionais cidadãos ativos de várias áreas e estudantes acadêmicos engajados no ativismos ambiental, que neste ano de 2020 criou a Brigada Pedagógica para atuar in loco no combate ao lixo ilegal, e das queimadas que nesta época são mais perigosas ainda devido à paralisia mundial do Covid-19. 

         A necessidade da presença no local de uma Brigada Pedagógica e de caráter psicossocial nos diálogos com a população e comércio (lojas, construções civis, carroceiros, prestadores de serviços de jardinagens – todos flagradas em imagens jogando lixo no local) e que fazem deste espaço um depósito de seus lixos, e catadores de recicláveis seu complemento de renda ou renda principal, estamos nos colocando a disposição para cumprir a meta da cidade com os compromissos ambientais administrativos independente de partidos ou da gestão pública que ocupa o cargo deferido pela população. Única forma de fazermos frente ao problema é através da informação, educação e ação local, ajudando então, a evitar estes crimes ambientais tão próximos do corpo de Bombeiros, Polícia Ambiental, Bairros Urbanos com reais prejuízos, muito deles invisíveis, ou passando despercebidos pela gestão pública atual.

         Estamos abertos e dispostos a parcerias com o corpo de bombeiros para viabilizar este ponto do projeto, assim como a parcerias com entidade educacionais para criação do ponto da Oca Cultural e com entidades de pesquisa e ciência para viabilizar o manejo sustentável da área. Neste ínterim, reuniões já estão sendo marcadas para formalização deste projeto e sua execução.

         Um ponto importante deste projeto diz respeito ao futuro da convivência humana entre os munícipes de Assis. Um sociedade já não pode ser planejada, conduzida ou construída sem a presença da Natureza, assim como a Natureza não poderá ser recuperada, manejada ou planejada sem a presença antrópica de sua sociedade que invade seus espaço secular no tempo e espaço. Assim se busca a espiritualidade e saúde nos tempos atuais. Quanto mais uma sociedade preservar sua Natureza maior é sua espiritualidade. Nós,  Filhos da Floresta, no tocante a este ponto, desejamos construir essas relações de caráter mundial, com a Brigada Pedagógica, Oca de pajelança, para vivenciarmos do que nos é próximo e próprio de nós mesmo, mostrando ao público interessados e que se associam, essa cultura e maneira em que os povos da floresta, outrora habitantes deste espaço, tratam esses valores humanos em sua saúde física e espiritual, e comunitária.

         No espaço desta Oca de Pajelança fortaleceremos e daremos continuidade nestes conhecimentos, e sua possibilidade de construção e comunicação em outros bairros e locais de Assis, de uma medicina fitoterápica popular, hortas de PANCs coletivas, e restauração de espaços e saúde coletiva – como o conceito, tecno-prático de transformar “praças públicas” em sub-bosques, que é e vem sendo oferecida pelas Florestas do mundo todo e não é diferente deste pequenos espaço que temos.

  Há, ainda, uma necessidade enorme de realizar ações que despoluam as água do córrego, quanto a isso, por hora, pedimos à administração pública de Assis que pense seriamente e trabalhe no sentido de revisar e se possível redirecionar toda e qualquer tubulação, de qualquer tipo, que despeja cargas no córrego a um sistema de tratamento de água pluviais.

   O córrego limpo, despoluído, torna-se saudável novamente, sendo de grande valor turístico para o município, com a redução dos impactos sanitários do lixo, sendo fundamental para a vitalidade de todos os outros ecossistemas interligados a ele e às questões acima já citadas, referente a bacia hidrográfica do Paranapanema.

         Em suma, nós, os Cidadão Conscientes da Floresta, propomos a regulamentação das atividade necessárias para alavancar os quatro pontos listados neste texto para fazer da floresta da Água da Fortuna um ponto de preservação ambiental sem detrimento da realização de atividades, outras como a econômica e a espiritual; uma área de preservação para todos, aberta ao usufruto do lazer, educação ambiental, e de consciência de uma Natureza muito próxima da população sem, no entanto, ser reduzida à um mero bosque ou praça com tendência especulativa imobiliária.

         A exemplo desta especulação imobiliária, que foi gradativamente se transformando em uma extensiva área de pastagem implantada e nativa, com esparsos arbustos em regeneração e raras árvores de corte proibida e protege em lei, e que outrora comporia parte da floresta e que faz fundos com o galpão da cooperativa de catadores de materiais recicláveis de Assis (COOPERCOP), hoje é praticamente habitada entre um bairro e condomínio fechado, que se estende até o encontro da avenida Mário de Vitto com a rua João Ramalho, no bairro Parque Universitário, que mostra claramente o avanço sobre a reserva Florestal e que isso pode ser evitada com a magnitude de um projeto como este. 

A cidade de Assis tem mais de 3000 catadores informais de resíduos recicláveis e uma única unidade de processamento de reciclagem atuando. Investimentos e projetos caracterizado na política de Resíduos Sólidos Estadual/Federal precisam ser postos em pautas na administração pública.
 

Essa prática de destruição gradativa da Floresta, caracterizada por aplicação maciça de herbicidas, fogos criminais, e depósito de lixos abandonados está novamente ameaçando parte da Floresta atualmente, como observado no registro fotográfico de outubro de 2020 a seguir:

 

         É uma áreas de campo cerrado importante que seja anexada a área de abrangência da Unidade de Conservação de Uso Sustentável para o extrativismo científico e sócio cultural para sua total manutenção e preservação. Sem a preservação dessa área, a construção de qualquer base de apoio como a Oca, se torna menos viável por conta das características das demais localidades, das quais somente requisitamos para construção de imediato na área onde a maior parte do lixo hoje é depositada no fundo do Tênis Clube como ponto de apoio.

         Para o ponto de apoio, base desta Brigada Pedagógica, não ficarem apenas na aparência, lembrando da integração harmônica sociedade/natureza, serão edificadas seguindo os princípios da Permacultura e agricultura ecológica de manejo sócio espacial e estrutural do local com  a participação social formalizadas em oficinas gratuitas abertas à população; vivenciando um sistema de cultura permanente em que se preza pelo ciclo da matéria orgânica - no caso específico do local, orientação aos munícipes para o correto descarte, das podas - cortes de árvores, das limpezas de terrenos e outras costumeiramente e diariamente lançadas de qualquer jeito que acabam sendo queimada junto com os materiais poluentes, e assim, futuramente, trabalhar os resíduos orgânicos do lixo, diminuindo os impactos sanitários de sua coleta diária.

         Entendemos como tragédia para a cidade de Assis e às próximas gerações, a negligência deste pequeno extrato de Bioma e ecossistema para seu funcionamento futuro em propiciar lazer, turístico/econômico e científico a perda desta Floresta de transição Cerrado Mata Atlântica. Loteamentos irregulares seguida de um desmatamento que tem aproveitado as queimadas constantes, e o desinteresse legal em resolver a situação de lixo faz avançar este processo depredatório.

         O mais importante  hoje para o mundo e especificamente para o futuro de nosso município é a qualidade do clima e do solo para às próximas gerações. A cidade de Assis pode avançar e ser exemplo entre os municípios da região a propiciar e garantir seu futuro socioeconômico preservando ou ampliando sua Natureza.  

***           

Anexos, bibliografias

- http://oextensionista.blogspot.com/2013/09/o-triste-fim-do-corrego-fortuninha-em.html#.X24puu1v_IU

 

Anexo I – Lista de animais nativos

Anexo II – Lista espécies vegetais nativas                      

 

,

,


Rede Soberania

Rede Soberania
Esta Nação é da Multitude brasileira!

Blogueiros/as uni vós!

.

.
.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...