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'Ofereço-me para cooperar com amor a fim de compartilhar a abundância de meu coração.'
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sábado, 31 de agosto de 2013

MST ocupa fazenda Martinópolis pela 8ª vez



Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST, Regional de Ribeirão Preto - SP.

Na madrugada de sábado 31 de agosto, cerca de 350 famílias do acampamento Alexandra Kollontai, organizado pelo MST, ocuparam pela 8ª vez a fazenda Martinópolis, em Serrana-SP, no km 31 da rodovia Abrão Assed.As famílias de trabalhadores e trabalhadoras rurais sem terra lutam há mais de 5 anos pela destinação das terras pela fins de reforma agrária. 

A fazenda possui uma dívida de cerca de R$ 300 milhões de ICMS junto ao governo do estado de São Paulo, além de inúmeros processos trabalhistas e ambientais, já tendo sido, inclusive, denunciada pelo emprego de trabalho indígena no corte da cana sem o conhecimento da FUNAI. 

O MST luta para que a área seja adjudicada pela governo do Estado. No ano passado, o governador Geraldo Alckmin se comprometeu com as famílias do acampamento Alexandra Kollontai que adjudicaria a fazenda e destinaria as terras para fins de reforma agrária. O INCRA, por sua vez, emitiu documento assumindo a responsabilidade pela implementação do projeto de reforma agrária, caso a área seja adjudicada. Assim, o processo se encontra nas mãos do governo do estado de São Paulo e depende da vontade política do governador. 
Semana passada.

Na semana passada, as cerca de 350 famílias do acampamento Alexandra Kollontai realizaram uma marcha no município de Serrana-SP para denunciar a precária condição de vida em que se encontram e reivindicar junto a Prefeitura Municipal o atendimento imediato de uma pauta social. 

O acampamento se encontra próximo a área de monocultivo de cana-de-açúcar, na rodovia Abrãao Assed. O altíssimo volume de agrotóxico despejado na produção, que contamina os solos e a água, as queimadas da palha da cana-de-açúcar, os inúmeros focos de incêndio, além do difícil acesso à água e a precária condição de moradia (barracos de lona preta) expõem as famílias a inúmeros riscos de saúde.

Segundo a direção local do MST, somente a adjudicação da fazenda e a implementação do projeto de assentamento pode resolver os problemas e dificuldades enfrentados pelos trabalhadores e trabalhadoras rurais sem terra. O processo, no entanto, depende da vontade política do governador do estado de São Paulo. 

     As famílias do acampamento Alexandra Kollontai exigem que o governo do estado cumpra sua promessa e tome as medidas necessárias para a adjudicação da fazenda Martinópolis imediatamente.

Contatos:
(16) 98105-2721
(16) 99155-9204

Aqui não tem nada de "utopia procedimental" como postula o fedaputa do Habermas, é a realidade pura, nua e crua de uma necessidade libertária; de libertar a vida, como também, curar o câncer que é o impacto direto de uma Usina de "Etanol" e açúcar, e sua causa e consequência, da degradação ambiental, na desconfiguração da paisagem rugosa, da contaminação do solo e do lençol freático por pesados metais oriundos da aplicação desproporcional de Agrotóxicos e adubos químicos, e no desenvolvimento econômico para poucos, entre outras muitas, como a perda da soberania do povo brasileiro.

"Marx já insistira, em 1845-46, que,

No desenvolvimento das forças produtivas, chega um estágio em que surgem forças produtivas e meios de troca que, com as relações existentes, só causam malefícios, e não são mais forças produtivas, e sim destrutivas. [...] Estas forças produtivas recebem, sob o sistema da propriedade privada, um desenvolvimento unilateral e, para a maioria, tornam-se forças destrutivas. Assim, a situação chegou a tal ponto que os indivíduos devem se apropriar da totalidade das forças produtivas existentes, não apenas para conquistar a atividade autônoma, mas também para simplesmente salvaguardar a própria existência."

"Isso foi continuado por Engels e Rosa Luxemburgo, que diagnosticaram, no mesmo espírito, a relação entre os desenvolvimentos produtivos e as tendências destrutivas do "avanço" capitalista."

Juventude Sem Terra

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"no artigo 5º, inciso IV da Carta da República: 'é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato'."

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