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"Harmonizo meus pensamentos para criar com a visão". "Quando o mundo estiver unido na busca do conhecimento, e não mais lutando por dinheiro e poder, então nossa sociedade poderá enfim evoluir a um novo nível".

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

DIOXINAS, ISSO É O ANTICRISTO


03.XII.2019
Por Sebastião Pinheiro

A poesia ganha outra rima e métrica quando Faraday, Tenuis van Linden (HCH) e Paul Müller (DDT) descobrem os primeiros compostos orgânicos sintéticos com atividade inseticida não havendo preocupação inicial com a persistência deles, apenas e somente só, com a eficiência em matar insetos. Os inseticidas minerais e organominerais eram de persistência total, como o Seleniato de Sódio, um sistêmico estável não degradável altíssimamente tóxico (Handbook of Toxicology: Insecticides, de W.O. Negherbon).

O estudo das moléculas era melhor feito pela concorrência, com o único objetivo de descobrir um novo produto para obter uma nova patente, isso gera os núcleos, a família e os grupos de moléculas. Os organoclorados são os primeiros deles. Assim, a partir do DDT, teremos o Kelthane (Dicofol) e também o Metoxicloro, além de conhecer seus degrabólitos nos seres vivos e na natureza, DDD e DDE.
 
Os primos Joseph Regenstein e Julius Hyman, na década de 1940, começam a usar as olefinas do petróleo para processar através de Diels Aldler e cloro produzir uma longa série de substâncias inseticidas Clordane, Heptaclor, Aldrin, Dieldrin, Endrin, Isodrin, Telodrin. (fotos 1 e 2)
 

Alguns cientistas de entomologia preocupados com a vida perceberão o impacto dos inseticidas. Eles vão começar outra carreira: conhecendo os riscos ocultos para as correntes e teias da vida Assim, os ácaros são transformados em pragas, em 1945, através de seu desequilíbrio.

A questão é: a persistência de pesticidas (agrotóxicos!) que danos podem provocar?
 
A física oferecerá um termo original, a meia-vida. Em 1907, o físico britânico Ernest Rutherford definiu e aplicou o princípio da "meia-vida" de um elemento radioativo aos estudos de determinação da idade das rochas, medindo o período de decomposição do raio do chumbo206. O princípio da meia-vida (T1/2) é o tempo necessário para que uma quantidade seja reduzida à metade do seu valor inicial. O termo é comumente usado na física nuclear para descrever a rapidez com que os átomos instáveis ​​ou por quanto tempo os átomos estáveis ​​sobrevivem, a desintegração radioativa.

O uso de bombas atômicas no final da Segunda Guerra Mundial trouxe não apenas estupefação, mas também fascinação com o descortinar de um novo mundo tecnológico.
 
O termo "meia-vida", passou a ser mais geralmente usado para caracterizar qualquer tipo de decaimento exponencial ou não exponencial. Por exemplo, as ciências médicas se referem à meia-vida biológica das drogas e outras substâncias químicas no corpo humano. Dobrar o tempo é o mesmo que degradar à metade uma substância. Isso é usado pelas empresas de pesticidas (agrotóxico) a seu favor para afastar e "atenuar" (mitigar) os riscos de seus produtos. É que os produtos sintetizados têm uma persistência química no meio ambiente, que precisa ser calculada.

A meia-vida é constante durante a vida útil de uma quantidade exponencialmente decrescente, e é uma unidade característica da equação de diminuição exponencial. O valor da meia-vida passou a significar degradação de uma molécula, mas ainda não se sabia sobre sua capacidade de se acumular nos tecidos adiposo do corpo diretamente ou por epoxidação (oxidação entre carbonos insaturados).
 
Alguns cientistas começaram a se preocupar com essa persistência, entre eles  Rachel Carson, uma bióloga marinha autora de "O oceano à nossa volta". Em "Primavera Silenciosa - Silent Spring" irá denunciar de forma poética ao saber que está condenada por câncer.

Não há hoje no planeta um ser que não tenha contato com os organoclorados e todos eles se acumulam em seus tecidos por um longo tempo, que cresce exponencialmente nas cadeias tróficas.
 
Com o tempo, a persistência passa a acompanhar passo à passo a toxicidade e ser uma variante dela como ecotoxicidade.

O poder da indústria química buscará na ciência e nos governos sistemas de proteção científica e governamental para seus milhões de investimentos, ainda mais quando eles não são meramente civis, uma vez que possuem um componente militar estratégico.
 
Uma boa nutrição começa pela higiene na boca para que tenhamos dentes e saúde por toda a vida.

Quem entre nós não se lembra da propaganda da pasta de dente “Close up”, com suas listras vermelhas contendo Hexaclorofeno ou do sabão de tocador
“Lifebuoy”, contendo fenol. A busca por germicidas químicos era importante. Ocorre que, idêntico aos inseticidas clorados, o uso de fenóis clorados para a síntese de hexaclorofeno ou fenol tinha como base o Triclorfenol. (Foto 3)

Duas moléculas de Triclorofenol sintetizam a pasta dental, o sabonete de tocador, o fungicida e o herbicida 2,4-D e 2,4,5-T, quase usado no Japão, depois então amplamente utilizado na Guerra do Vietnã.
 
Todos eles na síntese formam quantidades das substâncias Dioxinas e Furanos Clorados, consideradas as substâncias mais tóxicas desenvolvidas pela humanidade. Tóxico nos níveis de 1x10-18.

Essa foi a causa do maior desastre ocorrido na Europa na cidade italiana de Seveso em 10 de julho de 1976 na ICMESA, uma subsidiária da empresa suíça Hoffman-La Roche. Para resumir a gravidade do acidente, o Papa Paulo VI permitiu às autoridades italianas que, por razões sanitárias as mulheres grávidas na região abortassem para impedir o nascimento de crianças com teratogênese.
“Aqui jaz Nasão, cantor de suaves amores, 
que pereceu por causa do próprio engenho”
 (Epitáfio de Ovídio).

Isso transforma o poema de Ovídio "Matamorfoses" em uma canção de ninar para bebês ...
 
Na Metamorfose, Ovídio canta:

 O veneno, aquecido pelo fogo, percorreu lhe as extremidades. Seu sangue, saturado pelo veneno ardente, assobiou e ferveu. Não havia limite para sua agonia quando as chamas atacaram seu coração e a pestilência oculta derreteu seus ossos.
 
OS ORGANOS CLORADOS ESTARÃO ENTRE NÓS POR MAIS DE TREZENTOS ANOS, ATUANDO SOBRE OS HORMÔNIOS COMO DESREGULADORES (DISRUPTORES) ENDÓCRINOS. O DIABÓLICO É QUE O GOVERNO BRASILEIRO PRESSIONADO PELAS EMPRESAS CORROMPIDAS, IGNORA QUE ELAS ESTÃO DETERMINANDO AOS DOS AGRONEGÓCIOS (AGRIBUSINESS) PARA FAZER A DESSECAÇÃO EM PROGRAMAÇÃO A COLHEITA E ENVENENANDO OS ALIMENTOS COMO TRIGO, MILHO, CEVADA, ARROZ, FEIJÕES, GRÃOS DE BICO, BATATAS E LENTILHAS QUE APRESENTAM RESÍDUOS DEZ MIL VEZES MAIORES QUE OS AUTORIZADOS EM AÇÃO PIOR QUE AS DOS BANHOS E FORNOS DOS NAZISTAS. E AINDA REDUZEM A QUALIFICAÇÃO TÓXICA DOS PRODUTOS UTILIZADOS. NO RIO GRANDE DO SUL É PIOR, DEPOIS QUE PASSOU O PERÍODO DO USO DE 2,4-D O GOVERNO PROIBE SUA APLICAÇÃO NO PAPEL .... ISSO É O ANTICRISTO.

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Terminei, enfim, esta obra, que nem a ira de Júpiter, nem o fogo,

Nem o ferro, nem o tempo devorador poderão destruir.

Quando aquele dia, que dispõe apenas do meu corpo, quiser,

Poderá pôr fim ao tempo da minha incerta vida;

Mas com a melhor parte de mim me elevarei imortal

Sobre as estrelas, e o meu nome não perecerá
Em toda parte onde o poder de Roma

Se estende sobre as terras submissas,
Os homens me lerão, e minha fama

Há de viver, por séculos e séculos,
Se valem dos poetas os presságios.




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